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  Edição 574  Diretor/Editor: Osias Wurman Sexta, 13 de Julho de 2018


 


 


MANCHETES DE ÚLTIMA HORA





MENINO ÁRABE ISRAELENSE SEQUESTRADO EM QALANSAWE RETORNOU À FAMÍLIA

Karim Jumhour, o menino de sete anos que foi seqüestrado em sua casa em Qalansawe no início desta semana, foi devolvido à sua família nesta sexta-feira, depois de três dias. O menino foi libertado por seus captores com a ajuda da família de criminosos Jarushi de Ramla. Ele foi levado a uma delegacia de polícia na cidade, onde se encontrou com o comissário de polícia Roni Alsheikh. Ele voltará para casa em breve. Enquanto isso, seus parentes explodiram em aplausos ao ouvir a notícia de sua libertação. Haj Karim Jarushi, que liderou os esforços para garantir a libertação do menino em nome da família, disse que Karim estava indo muito bem. "Está apenas em movimento. A partir do momento em que soubemos que Karim havia sido sequestrado, estávamos ocupados tentando devolvê-lo à família dele", disse ele. "O tempo todo eu sabia que o garoto estava bem, e que ele estava sendo cuidado. Quando eu o vi, eu estava muito emocionada". Jarushi disse que tinha certeza de que o garoto não iria se machucar. "Eu sabia que poderíamos devolvê-lo à sua família, era apenas uma questão de tempo", acrescentou. A Polícia de Israel foi rápida em divulgar uma declaração sobre a libertação do menino, dizendo que "após uma investigação policial e a prisão de todas as partes envolvidas, a polícia criou uma situação em que o menino se tornou um fardo para aqueles que o detinham em nome da criança". Os contatos em nome da polícia foram dirigidos àqueles que seguravam o menino e o pegaram. Karim será submetido a exame médico e depois devolvido à sua família. A Polícia de Israel levará à justiça todos os envolvidos no seqüestro. " O pai de Karim, Jabar, disse que os sequestradores exigiram um resgate de 4 milhões de libras em troca de seu filho. A polícia suspeita que os sequestradores chegaram a Qalansawe com dois veículos com a mesma placa. Depois do sequestro, um veículo foi para o sul e o outro virou para o norte. A princípio, a polícia achou que Karim estava no veículo que seguia para o norte, mas depois ficou claro que ele estava no outro veículo.

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DOIS SOLDADOS FERIDOS ENQUANTO LUTAVAM CONTRA FOGO
PERTO DA FRONTEIRA DE GAZA

Dois soldados ficaram levemente feridos em um acidente de carro perto da fronteira de Gaza, na tarde desta sexta-feira, quando um veículo utilitário ligado ao veículo foi derrubado. Os soldados estavam participando dos esforços para apagar um grande incêndio causado por uma pipa incendiária no Kibbutz Or Haner. Os bombeiros disseram que conseguiram controlar o incêndio com a ajuda de várias equipes e quatro aviões de combate a incêndios. O exército israelense teria noticiado o Hamas nos últimos dias que se os ataques incendiários de pipas e balões da Faixa de Gaza não cessarem, Israel responderá com uma ação militar importante. A ameaça surge em meio a um período de crescente tensão entre Israel e o grupo terrorista que governa Gaza. Na segunda-feira, Israel anunciou que estava fechando a passagem da fronteira de Kerem Shalom - a principal passagem para mercadorias comerciais da Faixa - em resposta ao fluxo interminável de pipas e balões incendiários e explosivos que foram levados para o sul de Israel, provocando incêndios que queimaram milhares de pessoas, hectares de terra e causou milhões de shekels em danos. A IDF tem procurado evitar uma escalada de hostilidades na frente sul, apesar dos ataques, mas de acordo com o jornal Haaretz, a pressão política para agir tem crescido à medida que os danos econômicos e psicológicos causados pelos incêndios cobram seu preço. Autoridades israelenses transmitiram isso ao Hamas por meio de um intermediário, e disseram que uma resposta israelense significativa seria inevitável se a situação atual continuasse, informou o jornal. O exército agora está examinando as opções para uma resposta militar significativa e dolorosa contra o Hamas, que seria pontual o suficiente para não desencadear uma guerra completa, segundo o relatório. O relatório de sexta-feira acontece um dia depois de um drone israelense disparar dois mísseis contra um grupo de palestinos que voam balões incendiários para o sul de Israel, vindos da Faixa de Gaza, segundo a mídia palestina.

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OS JUDEUS HÚNGAROS ESTÃO OTIMISTAS ANTES
DA VISITA DO PRIMEIRO-MINISTRO A ISRAEL

Andras Heisler, presidente da Federação de Comunidades Judaicas na Hungria (Mazsihisz), politicamente e religiosamente progressista, teve sua parcela de confrontos com o governo de direita do primeiro-ministro Viktor Orban. Surpreendentemente, no entanto, quando se trata da viagem do premier húngaro a Israel, em 18 de julho - uma continuação da visita de Budapeste do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu no ano passado - Heisler não recusa os benefícios políticos que Orban sem dúvida obterá em casa graças ao seu relacionamento cada vez melhor com o Estado Judeu. De fato, Heisler disse na semana passada que a visita será “boa para os judeus”. “É bom para o governo húngaro - Israel é um país forte e é uma vitória para a política externa do primeiro-ministro Orban. É bom para Israel, também, se a Hungria, um país membro da UE, for pró-Israel. Se é bom para a Hungria e bom para Israel, então [como] eu sou um judeu húngaro - é bom para mim e é bom para a comunidade judaica”, disse Heisler. Até mesmo um membro da comunidade judaica que muitas vezes é diametralmente oposto a Heisler concorda. Rabino executivo da Congregação Judaica Húngara Unificada (EMIH), Slomó Köves está mais à direita politicamente, mais religiosamente rigoroso (EMIH é afiliado ao movimento Chabad Hasidic), e tem uma relação mais calorosa com o governo de Orban. Mas a atual viagem de Orban oferece um exemplo de consenso entre os dois líderes da comunidade. "Quando o primeiro-ministro do país elogia abertamente o Estado Judeu e o líder do Estado Judeu, não creio que exista outra ferramenta mais eficaz para diminuir o antissemitismo da população local", disse Köves. Desenvolvimentos recentes corroboram as tendências que Heisler e Köves estão encontrando desde a visita de Netanyahu no ano passado: a Hungria defendeu repetidamente Israel no cenário mundial, e pesquisas recém-divulgadas citam níveis mais baixos de anti-semitismo no país. A pesquisa recente, publicada pelo sociólogo Prof. Andras Kovacs , descobriu que, em termos absolutos, o antissemitismo na Hungria diminuiu desde 1999, embora uma minoria significativa da população continue abrigando opiniões antissemitas. A pesquisa foi uma continuação do estudo seminal realizado por Kovacs, há duas décadas, e é considerado o exame mais importante do estado do judaísmo húngaro desde o Holocausto. Os ataques físicos aos judeus são quase inexistentes, possivelmente devido ao que Köves chamou de política de “tolerância zero” ao antissemitismo do governo de Orban. "O mais importante é o bem-estar físico da comunidade judaica, o sentimento de segurança no nosso dia-a-dia", disse Köves.

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Israel anuncia missão para a Lua

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Israel anunciou esta semana, que vai lançar sua primeira missão lunar em dezembro, com a esperança de se tornar o quarto país a pousar uma espaçonave na Lua, em fevereiro de 2019.

A empresa espacial israelense SpaceIL, juntamente com a Israel Aerospace Industries (IAI), lançará uma nave espacial em órbita, através de um foguete SpaceX, em dezembro, que pretende pousar na Lua em fevereiro do ano que vem.

"Todos nós vamos nos lembrar, quando Israel pousar na Lua", disse Morris Kahn, um dos líderes do projeto, anunciando a missão.

Até agora, apenas os EUA, a Rússia e a China desembarcaram naves espaciais na lua.

O projeto começou como parte do Google Lunar XPrize, que ofereceu US $ 30 milhões em prêmios para incentivar cientistas e empresários, a criar missões lunares de custo relativamente baixo.

“Com seus 585 quilos, dois metros de diâmetro e um metro e meio de altura, a espaçonave israelense será a menor a pousar na Lua”, disse Ido Anteby, diretor executivo da organização, sem fins lucrativos, SpaceIL.

“Ele será lançado através de um foguete da empresa SpaceX, do empresário americano Elon Musk, e sua missão incluirá pesquisas sobre o campo magnético da Lua. Sua primeira tarefa, no entanto, será colocar uma bandeira israelense na Lua”, disseram os organizadores.

A espaçonave construída em 2013, pela IAI, será transferida para os Estados Unidos em novembro, antes do lançamento. O custo total do projeto é estimado em cerca de US $ 95 milhões.

O primeiro astronauta israelense da NASA foi Ilan Ramon, que morreu durante a explosão do Ônibus Espacial Columbia, no dia 1º de fevereiro de 2003. Ramon tornou-se o primeiro destinatário estrangeiro, da Medalha de Honra do Espaço, no Congresso dos EUA, que foi concedido a ele, postumamente. O Space Shuttle Columbia foi um voo de 16 dias dedicado a experimentos e pesquisas. 

Antes de iniciar sua carreira como astronauta, Ramon foi um piloto de elite da Força Aérea de Israel e um dos poucos que participaram do ataque aéreo de 1981, contra o reator nuclear do Iraque. 

 

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Ministros israelenses sobem ao Monte do Templo, após a proibição da visita de legisladores.

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Ministros israelenses se reuniram no complexo do Monte Jerusalém, esta semana, enquanto as restrições que proibiam os legisladores de visitar o local sagrado foram anunciadas.

O ministro da Agricultura, Uri Ariel, do partido Jewish Home, foi o primeiro a visitar o local no domingo passado, seguido por Sharren Haskel, do Likud. Na segunda-feira, foi a vez de Amir Ohana e Yehuda Glick, também do Likud e Shuli Mualem-Refali, do Jewish Home visitarem o Monte. Glick, que sobreviveu a uma tentativa de assassinato em 2014, por causa de seu ativismo no Monte do Templo, teria divulgado o pedido que levou Netanyahu a suspender a proibição, depois de mais de dois anos.

O complexo no topo da colina, conhecido pelos muçulmanos como o complexo Haram al-Sharif e pelos judeus como o Monte do Templo, é considerado o local mais sagrado do judaísmo e é o terceiro mais sagrado para a fé muçulmana.

A Autoridade Palestina condenou as visitas ao local, acusando os governos israelense e americano de "assalto aos locais religiosos islâmicos e cristãos de Jerusalém, exigindo que árabes e muçulmanos tomassem medidas para impedir os judeus de invadirem o Monte do Templo”.

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Ministro da Agricultura de Israel, Uri Ariel, visita o Monte do Templo, no dia 8 de julho de 2018. 

O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, anunciou que todos os membros do parlamento poderiam retomar a visita ao Monte do Templo.

O levantamento da proibição veio com certas condições. Os legisladores não podem visitar o local mais de uma vez, a cada três meses e devem fazer suas visitas em conjunto com a polícia. Eles também estão proibidos de serem acompanhados pela imprensa ou de conceder entrevistas.  Eles poderão visitar o local durante o horário estipulado para os judeus, que começa às 07h30 da manhã e vai ate às 11h, durante a semana. Legisladores árabes poderão começar as visitas, sem restrições de horário, a partir das 11h30.

"O Monte do Templo deve estar aberto para a oração judaica durante todo o ano, inclusive para figuras públicas", disse Uri. “Os muçulmanos não estão no comando do Monte e não podem fazer uso de ameaças e violência, que limitam a entrada judaica no Monte do Templo. Peço ao primeiro-ministro que abra o local para a oração judaica sem limitações para quem quiser”, completou.

A proibição de visitas de ministros e parlamentares israelenses foi imposta pela primeira vez, por Netanyahu, em outubro de 2015, quando as tensões no local começaram a se transformar em uma onda de meses de violência com atentados e confrontos entre palestinos e israelenses. Os planos para permitir a visita, em julho de 2017, foram adiados depois que a violência cresceu novamente, em torno do local.

Israel tem repetidamente declarado seu compromisso com o status quo, no Monte do Templo, no qual os judeus são autorizados a visitar, mas não a rezar.

 

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Coréia do Norte pediu US$ 1 bilhão a Israel para suspender a exportação de mísseis para o Irã.

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A Coréia do Norte fez uma oferta a Israel, em 1999, para acabar com seus acordos de fornecer tecnologia de mísseis a seus principais inimigos, se o Estado judaico pagasse ao país, US$ 1 bilhão em dinheiro, informou o The Wall Street Journal.

De acordo com a reportagem, o embaixador da Coréia do Norte fez a oferta ao seu colega, em um café em Estocolmo, mas o diplomata israelense recusou. As negociações terminaram sem um acordo e a Coréia do Norte continuou sendo um fornecedor constante de tecnologia de mísseis para países como o Irã e a Síria.

O Wall Street Journal, que citou o ex-diplomata norte-coreano, Thae Yong Ho, disse que o jornal “procurou o embaixador de Israel, na Suécia, Gideon Ben Ami, e o enviado norte-coreano, Son Mu Sin, mas ambos se recusaram a comentar o assunto”.

Ben Ami afirmou, durante uma entrevista, na semana passada, que se reuniu com autoridades norte-coreanas três vezes em 1999, mas não comentou a oferta de US$ 1 bilhão.

“Os EUA e a Coréia do Norte mantiveram conversações sobre suas exportações de mísseis na mesma época em que a alegada oferta a Israel foi feita”, de acordo com documentos desclassificados do Departamento de Estado dos EUA.

“A Coréia do Norte estava aberta a acabar com suas exportações de mísseis, em troca de compensação econômica. Os documentos do Departamento de Estado revelam que os diplomatas dos EUA, encorajaram a Coréia do Norte a entender que os benefícios econômicos vieram de muitas formas, incluindo assistência humanitária".

O ministro israelense de Transportes e Inteligência, Israel Katz, disse que o Irã e a Coréia do Norte vêm desenvolvendo mísseis balísticos juntos.

“Sim, acho que há cooperação no desenvolvimento dos mísseis e nós temos as evidências. Nós temos muitas evidências”, afirmou o ministro.

(AP Photo / Vahid Salemi)

Um míssil com uma bandeira anti-israelense, que diz em persa "Morte a Israel", é exibido, enquanto os comandantes das forças armadas iranianas assistem o exército ao lado de um retrato do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, no Dia Nacional do Exército.

Um relatório da ONU, do ano passado, afirmou a capacidade da Coréia do Norte de "fabricar e comercializar tecnologias militares e lucrativas usando redes estrangeiras".

Em março, Israel admitiu ter atacado um reator nuclear sírio, construído pela Coréia do Norte em 2007. Os ataques aéreos, que destruíram o reator, revelaram ainda outro cliente da Coréia do Norte.

Israel está preocupado com as intenções nucleares dos Estados vizinhos, especialmente do Irã. Em maio, o embaixador de Israel na ONU enviou uma carta ao Conselho de Segurança, acusando o Irã de testar mísseis balísticos capazes de transportar ogivas nucleares.

O embaixador Danny Danon disse que, uma variação do míssil Shahab-3 de médio alcance, foi testada no sudeste do Irã e que a República Islâmica violou a Resolução 2231 da ONU.

“Os mísseis Shahab-3 e Scud são mísseis balísticos de categoria 01 do Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis (MTCR), capazes de transportar uma carga nuclear de 500 kg para um alcance de mais de 300 quilômetros. As atividades do Irã, portanto, violam o Artigo 03 do Anexo B da Resolução 2.231 do Conselho de Segurança”, dizia a carta de Danon.

Israel tenta impedir que o Irã adquira armas nucleares ao mesmo tempo em que apoia as exigências dos EUA, de que o Irã deve pôr fim à proliferação de mísseis balísticos e suspender o lançamento ou o desenvolvimento de sistemas de mísseis com capacidade nuclear.

 

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Grupos de vigilância relatam que a ONU não está lidando com o antissemitismo.


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Um relatório divulgado esta semana, mostra o tratamento dado à questão do antissemitismo na ONU, durante os anos de 2008 a 2017, acusando o órgão internacional “de ter fracassado em seu papel único no combate ao ódio, incitamento e violência contra os judeus”.

"Parece que a ONU vê o racismo em toda parte e o antissemitismo em lugar nenhum", afirma o relatório, condenando que "as principais agências e autoridades da ONU, que lidam com a discriminação, na maioria das vezes, fecham os olhos para o antissemitismo".

Citando os três últimos secretários, o relatório explica que a ONU não cumpriu sua missão, destacando que “enquanto outras formas de discriminação são prontamente condenadas, o antissemitismo não recebe a devida atenção”.

“As Nações Unidas emergiram das cinzas do Holocausto e uma agenda de direitos humanos, que não considere o antissemitismo, nega sua própria história. Nós olhamos para os nossos amigos da sociedade civil para nos manter a altura”, disse o secretário-geral, Ban Ki-moon, em 2004. No entanto, apesar de tais declarações positivas, o grupo critica Ban Ki-moon por “abster-se de empregar linguagem igualmente forte em relação a ataques terroristas contra alvos judeus, muitos dos quais ele não condenou, em contraste com incidentes envolvendo crimes de ódio contra Muçulmanos ou Cristãos”.

KENA BETANCUR (AFP)
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, acena ao sair da sede da ONU
em 30 de dezembro de 2016, em Nova York.

O relatório foi apresentado no Knesset, em uma sessão organizada pela oposição, liderada por, Yair Lapid, em um momento de raro consenso dos legisladores de Israel, concordando com as conclusões.

"Quando se trata de judeus, quando se trata de israelenses, a ONU torna-se um corpo hostil e tendencioso", disse Lapid. “A organização que luta contra o antissemitismo e que jurou combatê-lo é culpada do próprio antissemitismo”.

Entrando em detalhes, o relatório convocou a ONU para a emissão de apenas duas resoluções, denunciando o antissemitismo, que fazia parte de acusações mais amplas de discriminação, e do direito básico à liberdade religiosa.

Outro foco do relatório é a aparente minimização das perseguições e atrocidades cometidas contra os judeus no Holocausto, em vez de “universalizar” o Holocausto, contra o povo cigano e os homossexuais.

“Em uma década marcada pela chocante violência antissemita, em que extremistas muçulmanos estiveram por trás dos ataques mais devastadores e, particularmente, à luz do incitamento antissemita inflamatório, que vem do mundo muçulmano, o silêncio geral de Ban sobre esta questão marca uma falha moral”, afirmou o relatório.

A vigilância da ONU também criticou o atual secretario geral, António Guterres por não enfatizar a perseguição judaica no Holocausto.

O relatório apresentou comentários, menos auspiciosos, do atual chefe do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (CDH), o zimbaburiano Zeid Ra'ad Al-Hussein, dizendo que “seu serviço tem sido um quase completo desrespeito, quando se trata de combater o antissemitismo".

Thomas Coex (AFP)
O ministro das Finanças israelense, Yair Lapid e Yithzak Cohen, do partido Shas.

A ministra da Justiça de Israel, Ayelet Shaked, havia pedido a retirada do UNHRC, como fizeram os Estados Unidos, na semana passada, mas foi reprimida pelo Ministério das Relações Exteriores.

Como membro, Lapid sugeriu esforços contínuos para influenciar o Conselho de Direitos Humanos (CDH), ao invés de se retirar.

“Chegou a hora da ONU apoiar as vítimas do antissemitismo, não com os antissemitas. É hora de libertar a ONU do aperto desagradável dos inimigos de Israel e dos inimigos dos direitos humanos”, afirmou Lapid.

 

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China promete US$ 15 milhões em ajuda palestina e bilhões em empréstimos para os Estados árabes.

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“A China fornecerá US$ 15 milhões em ajuda aos palestinos e outros US$ 20 bilhões em empréstimos, linhas de crédito e assistência humanitária para desenvolvimento econômico em países árabes”, disse o presidente, Xi Jinping, a altos funcionários árabes.

“O dinheiro será destinado a projetos que produzirão boas oportunidades de emprego e impacto social positivo nos Estados Árabes, que tenham necessidades de reconstrução", afirmou Xi, sem fornecer mais detalhes. “Isso é parte de um programa especial chinês para reconstrução econômica e revitalização industrial", completou Xi durante participação no fórum China-Estados Árabes, no Grande Salão do Povo de Pequim.

Pequim também está preparada para fornecer mais um bilhão de yuans a países da região para construir capacidade de manutenção da estabilidade. Xi afirmou ainda que a Síria, Iêmen, Jordânia e Líbano receberiam US$ 91 milhões em ajuda humanitária.

Desde que assumiu o cargo, Xi supervisionou um esforço conjunto para expandir a influência chinesa no Oriente Médio e na África, incluindo a construção da primeira base militar do país, no Estado da Liga Árabe, Djibuti.

Andy Wong (POOL / AFP)
China busca expandir sua influência no Oriente Médio.

A China já forneceu vastas somas para os países árabes, como na região de Djibuti, pagando cerca de US $ 1,3 bilhão, segundo estimativas da China Africa Research Initiative, com sede nos EUA.

A generosidade financeira aumentou as preocupações internas e externas sobre a vulnerabilidade das nações pobres a uma dívida tão grande. No ano passado, o Sri Lanka foi forçado a entregar o controle majoritário de seu porto de Hambantota para a China, depois de não conseguir pagar seus empréstimos.

No centro da visão de Xi está à iniciativa "Belt and Road", um programa de infraestrutura de US$ 1 trilhão anunciado como uma revitalização moderna, da antiga Rota da Seda, que já carregou tecidos, especiarias e uma grande variedade de outros produtos entre Ásia, África, Oriente Médio e Europa.

“A posição dos Estados árabes, no centro da antiga rota comercial, os torna parceiros naturais no novo empreendimento da China”, disse Xi, acrescentando que “espera que a cúpula termine com um acordo de cooperação sobre essa iniciativa”.

"Os povos chineses e árabes, embora distantes na questão geográfica, são tão próximos quanto uma família", disse Xi, destacando uma história romantizada do comércio ao longo da Rota da Seda.

O projeto que já financiou portos, estradas e ferrovias em todo o mundo, estimulou tanto o interesse quanto a ansiedade em muitos países. Alguns o viram como um exemplo do expansionismo chinês.

"A China recebe oportunidades de participar do desenvolvimento de portos e da construção de redes ferroviárias nos países árabes, como parte de uma rede de logística, conectando a Ásia Central com a África Oriental e o Oceano Índico com o Mediterrâneo", destacou Xi.


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Israel fornece ajuda humanitária para o Japão.

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“Israel distribuiu itens de emergência, forneceu primeiros socorros e ajuda psicológica para as vitimas das inundações e deslizamentos de terra, que castigaram o Japão e que causaram a morte de 156 pessoas, no pior desastre climático do país em décadas”, disse um comunicado da IsraAID.

Esta semana, a IsraAID, uma organização não governamental humanitária internacional, enviou uma equipe de resposta a emergências, para Okayama, no oeste do Japão.

A ajuda emergencial chegou, após as equipes de resgate local realizarem buscas de casa em casa na esperança, cada vez mais improvável, de encontrar sobreviventes.

“O povo japonês é uma das pessoas mais fortes e inspiradoras com quem já trabalhamos. Estamos orgulhosos de nossa equipe japonesa e continuaremos apoiando as comunidades afetadas, pelo tempo que for necessário”, disse Yotam Polizer, CEO da IsraAID.

A IsraAID está no Japão, desde o tsunami de 2011, fornecendo apoio crítico em capacitação pós-traumática, psicossocial e treinamento de liderança para jovens até hoje. Em 2013, a IsraAID estabeleceu o JISP (Programa de Apoio IsraAID do Japão) que desde então, tem respondido a terremotos e inundações, apoiado programas de refugiados no Quênia, com financiamento significativo do Ministério de Relações Exteriores do Japão.

A ajuda é necessária, principalmente depois que as chuvas que começaram na semana passada pararam e as águas da enchente revelaram a destruição, que cortou uma faixa no oeste do país. Na cidade de Kurashiki, a inundação tomou conta de distritos inteiros, forçando algumas pessoas a subirem para os telhados das casas até o resgate chegar.

Na manhã desta terça-feira, equipes de resgate foram de porta em porta, procurando por sobreviventes.

Martin BUREAU (AFP)

"É o que chamamos de uma grande operação. Estamos verificando casa por casa”, disse um funcionário da prefeitura de Okayama. “Nós sabemos que é uma corrida contra o tempo e estamos fazendo o máximo que podemos”, completou.

Hideto Yamanaka lidera uma equipe de cerca de 60 bombeiros.
"Tenho receio de que os mais idosos, que viviam sozinhos, não conseguiram escapar", disse Yamanaka, de 53 anos. “Para as pessoas fisicamente fracas, nossa ajuda pode ter chegado tarde demais”, completou.

No distrito de Kurashiki, em Mabi, a água deixou um belo lodo amarelo que transformou a área em paisagem lunar. Os carros passam por nuvens de poeira e as pessoas estão usando máscaras médicas para se protegerem das partículas.

As lojas continuam fechadas. Dentro de uma das barbearias da região, o sofá vermelho, as cadeiras dos clientes e os equipamentos estavam cobertos de lama.

Fumiko Inokuchi, de 61 anos estava em casa conferindo os danos causados ??pelas enchentes, que submergiram todo o primeiro andar. Ela escapou atravessando a rua para se abrigar em outra casa, de três andares, onde observava as águas subindo.

"Eu vi a minha casa afundar e não pude fazer nada. Eu me senti impotente", disse, recuperando uma foto de seus filhos jogando beisebol. "Eu me casei aqui e construímos esta casa dois anos depois. Nós criamos nossos três filhos e tenho muitas lembranças”, disse com os olhos cheios de lágrimas.

Novos perigos do calor

A crise é o pior desastre relacionado ao clima, em mais de três décadas e provocou um pesar nacional. Esta semana, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, cancelou uma viagem de quatro dias ao exterior para visitar Okayama.

O principal porta-voz do governo, Yoshihide Suga, disse que pelo menos 156 pessoas morreram. A mídia afirma que existem dezenas de outros desaparecidos e que a contagem deve aumentar ainda mais.

“Cerca de 75 mil policiais, bombeiros e soldados foram mobilizados na operação de busca e resgate, em partes do centro e oeste do Japão”, disse Suga, alertando que o tempo quente representa novos riscos.

Martin BUREAU (AFP)

"Teremos temperatura acima dos 35 graus em algumas áreas. Por favor, tenham cuidado com a insolação e continuem atentos aos deslizamentos de terra", disse Suga.

O governo afirmou que vai usar cerca de US$ 20 milhões em fundos de reserva para ajudar as pessoas afetadas pelo desastre.

O risco de inundações ainda permanece. A cidade de Fuchu, em Hiroshima, emitiu uma nova ordem de evacuação, devido ao aumento no nível das águas do rio.

"Escombros e terras se acumularam. As águas dos rios começaram a transbordar”, disse um porta-voz do Corpo de Bombeiros, à AFP. "Estamos em alerta máximo", acrescentou.

Na prefeitura de Ehime, as autoridades disseram que estavam lutando para obter alimentos e água para algumas áreas.
"Estamos enviando esses suprimentos usando barcos", disse Yoshinobu Katsuura, porta-voz do departamento de gerenciamento de desastres da prefeitura.

"Vai levar muito tempo para recuperar as áreas devastadas".


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Por Marcus M. Gilban
Jornalista
direto de Israel para
Rua Judaica

Ichilov, hospital público de Tel Aviv, inaugura 1ª maternidade VIP como no Brasil

TEL AVIV – Um aspecto bem conhecido dos judeus brasileiros que fizeram aliá acaba de estrear no hospital público Ichilov, o principal de Tel Aviv e região metropolitana: o parto VIP, cercado de conforto, privacidade e mimos de hotelaria, três aspectos totalmente incomuns por aqui.

O “detalhe” é que tudo sai quase de graça. Digo "quase" porque, diferente do Brasil, hospital público em Israel não é sinônimo de gratuito, pois é preciso ser cliente de um dos quatro planos de saúde nacionais que, por serem subsidiados pelo governo, custam em média uns R$ 350 para uma família de quatro (opção top).

ASSISTAM O VÍDEO:

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Intitulada "Dando à luz em grande estilo ", uma recente matéria do portal de notícias Mako, ligado à rede Keshet, deixou várias israelenses boquiabertas. Uma gestante por quarto? Quartos decorados? Aparência de hotel? Para elas, um espanto, até um exagero. Para as brasileiras, o trivial, o padrão na São José ou na Perinatal, no Rio.

Com quartos privados, antessala para a família e avançados postos de enfermagem, a nova maternidade do Ichilov foi inaugurada na semana passada. Os nascimentos são considerados lucrativos para os hospitais (que, assim como os planos de saúde, são entidades privadas subsidiadas pelo governo), então eles vêm investindo mais nas maternidades para que um número maior de mulheres possa usufruí-las.

Num país onde a medicina e a saúde em geral ainda são fortemente baseadas num modelo comunitário socialista, com atendimento universal de qualidade similar para toda a população (independente de religião, origem étnica ou condição social), é tudo novidade. A maternidade do Ichilov é a primeira do tipo em Israel.

"Dividi o quarto com uma mulher árabe e amei a experiência. A família dela era numerosa, muitas visitas, as crianças me olhavam, achei o marido super carinhoso, trouxe nozes e castanhas e ficaram comendo juntos abraçadinhos, confesso que fiquei surpresa com isso. Ela foi simpática e acho que eu também. Foi uma super experiência", conta a brasileira Claudia Miodownik, que deu à luz Rachel no início de 2016 no Belinson, em Petach Tikva.

Mãe de David, nascido ano passado no hospital Poriyá, em Tibérias, Daniele Sancovschi conta que o parto foi ótimo e com bastante profissionalismo, a melhor cesárea das quarto que fez. Mas não faltam críticas para outros pontos, entre eles a hotelaria:

"Tinha poltrona que deita, mas não deixaram dormir acompanhante. Comparando com o Brasil, o serviço de hotelaria deixa muito a desejar, pois levantar e ir comer em refeitório público, com bebê e sem acompanhante, é muito difícil. Levar bebê para o berçário e ter que buscar às 5h mesmo que esteja tudo bem por normas do hospital não tem lógica. Você sair do seu quarto e ter suas coisas mexidas e roubadas por funcionários do próprio hospital não tem preço”, lamenta.

                                               

A nova estrutura do Ichilov custou NIS 90 milhões, cerca de R$ 90 milhões (considerando-se a conversão de 1 para 1), sendo metade do financiamento contribuição privada das famílias Steinmetz e Grass, "um sonho" para a maioria dos hospitais do país, diz a matéria.

O Ichilov torna-se a primeiro hospital em Israel onde a maioria dos leitos (55 de 91) estão em salas de internação e quartos privados, um luxo por aqui. Em hospitais como Shaare Zedek, Meir, Barzilai, Bnei Zion e Carmel, não há salas privadas de internação.

A reportagem do portal Mako pergunta: "Por que investir em maternidade, e não nas enfermarias cheias de pacientes internados nos corredores?". A resposta é direta: "dinheiro". No dia da hospitalização, o hospital recebe cerca de NIS 2.000 por internações comuns e NIS 13.000 por internações na maternidade.


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Senado irlandês avança um boicote contra Israel, criminalizando o comércio nos assentamentos israelenses.

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O senado irlandês avançou, em uma segunda leitura, um projeto que tornaria crime a importação ou a venda de mercadorias nos territórios ocupados, incluindo assentamentos israelenses, puníveis com até cinco anos de prisão ou multa de 250 mil euros. O projeto foi aprovado no Senado por 25 votos a 20, mas ainda precisa ser aprovado pela Câmara dos Representantes antes de se tornar lei.

Israel reagiu preocupado com o "boicote populista, perigoso e extremista", enquanto um porta-voz da OLP expressou “os sinceros agradecimentos pela iniciativa”.

A Lei dos Territórios Ocupados foi introduzida, pela primeira vez, por um senador em janeiro, mas foi adiada a pedido do governo minoritário da Irlanda, chefiado pelo partido Fine Gael, que não apoiou a lei, apesar de denunciar a política de assentamentos de Israel.

“O governo irlandês sempre condenou a construção de assentamentos ilegais. Entretanto, este projeto de lei pede ao governo irlandês para fazer algo que não é legalmente autorizado, ou seja, o comércio é uma competência da UE e não da Irlanda. O partido republicano, Fianna Fáil, sabe disso, por isso esse movimento é oportunista e irresponsável”, escreveu no twitter o ministro das Relações Exteriores da Irlanda, Simon Coveney.

“O projeto de lei teria um efeito polarizador neste momento", disse o ministro das Relações Exteriores da Irlanda, estipulando que ele estaria "aberto à persuasão no futuro, se não houvesse progresso no processo de paz Israel-palestina”.

(Niall Carson / PA via AP)

O porta-voz dos assuntos estrangeiros, do partido Fianna Fáil, disse à I24NEWS que não considerou a lei "como um boicote a Israel, pois a mesma regra vale para o comércio do norte do Chipre, ocupado pelos turcos, e da Saara Ocidental ocupado pelos marroquinos”.

O partido de oposição irlandês destacou “que espera que a aprovação do projeto marque o início de um novo passo, no qual Israel começará a pagar um preço internacional político, econômico e moral por suas ações e uma nova etapa no tratamento do lobby sionista, como um perigo para os valores que a Europa afirma representar”.

O Ministério das Relações Exteriores de Israel respondeu imediatamente, condenando a ação e chamando-a de "boicote populista radical e anti-israelense, que prejudica as perspectivas de um diálogo entre Israel e a Palestina, além de lesar os palestinos que trabalham para essas empresas boicotadas”.

"O absurdo do senado irlandês é que o boicote prejudicará a subsistência de muitos palestinos que trabalham nas zonas industriais israelenses, afetadas pelo boicote", disse o comunicado.

Israel promulgou, no ano passado, uma lei que permite negar a entrada de cidadãos estrangeiros que fazem “uma chamada pública para boicotar Israel ou os assentamentos”, quando tal chamado tem uma “possibilidade razoável de sucesso”. Foram negados vistos para muitos adeptos de boicotes contra Israel. Alguns foram deportados, após o desembarque no Aeroporto Ben Gurion.

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Relatório oficial revela: Edifícios israelenses estão despreparados para situações de emergência.

 

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 Ministro da Defesa de Israel, Avigdor Liberman, sublinhou os riscos de situações
de emergência, durante visita às colinas de Golã, no dia 10 de julho.

Especialistas estimam que um grande terremoto “pode estar a caminho” do norte de Israel.

“Israel está estruturalmente despreparado para uma situação de emergência, tanto de desastres naturais, quanto de guerra potencial”, revelou um relatório da State Comptroller, esta semana, em meio a episódios consecutivos de terremotos na região norte da Galileia, na semana passada.

Mais de dois milhões de residentes judeus e quase metade da população não judaica de Israel, cerca de meio milhão, não têm abrigo antibomba para cenários de emergência, segundo o relatório.

“A situação é urgente e requer uma solução imediata”, afirmou o juiz aposentado, Yosef Shapira. Ao visitar as colinas do Golã, em Israel, o ministro da Defesa, Avigdor Liberman, disse que a situação pode ser ainda mais grave do que a que aparece no relatório.

"Mais uma vez eu aceito o relatório, do Controlador de Estado, como ele é. Acho que se formos um pouco mais detalhistas, a situação não será satisfatória. Não quero dizer nada mais sério do que o que está escrito no relatório do controlador. O que aparece neste relatório são coisas que exigem uma resposta imediata”, disse Liberman.

O relatório traçou o estabelecimento de um comitê, após a Operação Limite Protetora no conflito entre Israel e Gaza, em 2014, com o objetivo de eliminar a burocracia para agilizar o processo de fortificação de estruturas residenciais.

“O desacordo entre os ministérios sobre as exigências orçamentárias paralisou o plano”, destacou o relatório, acrescentando que “o Ministério da Fazenda não conseguiu abordar especificamente a lacuna em instalações adequadas entre comunidades e casas judaicas e não judaicas”.

Amir Cohen / Pool Photo via AP
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu e o ministro das Finanças israelense, Moshe Kahlon.

O Controlador do Estado, em especial, responsabilizou diversos órgãos pelos problemas atuais de Israel, como o Comando da Frente Interna e o Ministério da Educação, por não aplicar inspeções e atualizações necessárias nas instalações existentes.

“O Comando da Frente Interna e o Ministério da Defesa estão familiarizados com as estatísticas apresentadas no relatório. Agradecemos todas as conclusões. A Frente Interna enxerga uma importância em disponibilizar abrigos antiaéreos em todas as áreas residenciais, judaicas e não judaicas, lidando extensivamente com essa questão”, disse o comunicado oficial.

Mas, o ministro das Finanças, Moshe Kahlon, prometeu às autoridades locais no norte, ameaçadas por terremotos, que o gabinete aprovaria, na próxima semana, um projeto de um bilhão de shekels para investir no reforço das estruturas israelenses nos próximos anos.

Os estabelecimentos de segurança de Israel realizaram uma reunião de emergência, na última segunda-feira, sobre a prontidão e resposta ao terremoto, já que um aumento na atividade sísmica na região despertou a preocupação de um grande terremoto no futuro.

Visitando as colinas de Golã, o ministro da Defesa, Avigdor Liberman, reiterou seus comentários sobre o plano que está em tramitação, após o terremoto do ano passado.

"Como expliquei, há pouco mais de um ano, em 17 de junho, o maior exercício de terremoto em Israel foi realizado durante quatro dias e, seis meses depois, lições foram aprendidas. Nós formulamos um plano, como você mencionou. Um plano que protege o norte, que também fornece uma resposta tanto para a questão dos terremotos, quanto para a preparação em caso de uma emergência de guerra”.

Mais uma vez, o ministro da defesa colocou a culpa, pelo atraso no ambicioso projeto, no Gabinete.

“Há duas semanas, deveria ter acontecido uma reunião de gabinete e ela foi adiada no último minuto. Estou esperando o gabinete se reunir e discutir para fornecer a melhor resposta que pode ser pensada, no caso de um terremoto e um estado de emergência”, disse.

i24NEWS
Locais de terremotos recentes ocorridos na região norte da Galileia em Israel. 

Um terremoto de magnitude 3,2 foi registrado, seguido por uma série de pequenos terremotos nos últimos dias, na região norte da Galileia e que provocaram várias evacuações.

A região teve pelo menos dez terremotos menores na semana passada,  acompanhados por uma série de tremores secundários, colocando foco renovado na preparação de Israel para eventos potencialmente mais devastadores no futuro.

Especialistas estimam que um grande terremoto possa estar a caminho, em um futuro próximo.

 

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Legislador ultraortodoxo ameaça renunciar à coalizão de Netanyahu, devido a projeto de lei.

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O ministro da Saúde de Israel, Yaakov Litzman, que também é presidente do partido ultraortodoxo
do United Torah Judaism, acena para os jornalistas, após entregar sua renúncia ao primeiro-ministro,
Benjamin Netanyahu, em 26 de novembro de 2017.  

Um legislador ultraortodoxo ameaçou renunciar ao governo, esta semana, a menos que o Supremo Tribunal de Justiça adie a implementação da polêmica legislação que formaliza o recrutamento militar para membros da comunidade Haredi de Israel.

O vice-ministro da Saúde e chefe do partido religioso United Torah Judaism, Yaakov Litzman, pediu ao tribunal que prorrogue o prazo para a aprovação do projeto de lei, pois, caso contrário, deixaria a coalizão governista do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, em uma semana.

No ano passado, a Suprema Corte de Justiça de Israel deu um prazo até 1º de setembro de 2018 para aprovar uma nova lei que substituiria o acordo atual, que isenta os ultraortodoxos do dever militar. Tentativas de legislar o assunto polarizaram amargamente o frágil governo de coalizão de Netanyahu, que depende do apoio de partidos ultraortodoxos.

A nova legislação, proposta nas recomendações de um relatório do comitê do Ministério da Defesa e publicado no início deste mês, propõe metas anuais mínimas para o alistamento de ultraortodoxo que, se não forem cumpridas, resultariam em penalidades financeiras para os seminários rabínicos, chamados "yeshivas".

Thomas COEX (AFP)
Um manifestante ultraortodoxo protestou contra o recrutamento do exército
israelense, em Jerusalém, no dia 19 de outubro de 2017. 

No ultimo dia 1º de julho, uma nova lei de recrutamento aprovou a primeira, de três leituras, seguindo uma retórica afiada e um debate ardente no período que antecedeu a votação. Os legisladores da UTJ se opõem às penalidades financeiras e prometeram renunciar, caso a lei seja aprovada.

Netanyahu busca prorrogar o prazo e se for confirmado pelo tribunal, vai coincidir com as eleições antecipadas que o primeiro-ministro iniciaria, após o recesso de verão, a partir de outubro. Isso significa que as eleições podem ser realizadas em janeiro de 2019.

Litzman não disse explicitamente que seu partido derrubaria o governo, de acordo com reportagem do Times Israel, mas pressiona para que a Suprema Corte conceda mais tempo, para completar as emendas que seu partido está exigindo.

A frágil coalizão de Netanyahu entrou em colapso em março, quando o chefe do partido UTJ, Yaakov Litzman, ameaçou não apoiar o orçamento do governo para 2019, se o projeto de isenção não fosse aprovado, colocando-os em desacordo com o ministro da Defesa e chefe do partido Yisrael Beytenu, Avigdor Liberman, que prometeu votar contra a legislação.

Philippe WOJAZER (POOL / AFP / Arquivo)

A crise foi evitada quando os parceiros da coalizão chegaram a um acordo para adiar a questão, que agora ameaça novamente o futuro da coalizão.

David Ben-Gurion concedeu isenção inicial, enquanto Israel lutava por sua existência. Os ultraortodoxos ou Haredim, afirmavam que seriam um exército, apenas para Deus.

Com o tempo, o número de estudantes da yeshiva explodiu e, com isso, considerações políticas levaram a isenções ampliadas para os ultraortodoxos. Isso causou uma brecha cada vez maior na sociedade israelense, uma sociedade que judeus seculares e religiosos servem nas forças armadas.

Em 2014, o Knesset aprovou a Lei da Igualdade de Serviço, marcando a primeira vez na história de Israel, que os judeus ultraortodoxos são obrigados a se juntar aos militares.

A lei estipula penalidades criminais para os ultraortodoxos israelenses que não se alistam. A decisão foi recebida com um protesto em massa, da comunidade Haredi, alterando a lei para não haver processo penal contra quem não se alistar.

 

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Filho de Assad participa de competições de matemática na Romênia
 


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Hafez al-Assad (centro), filho do presidente sírio Bashar al-Assad,
participa da Olimpíada Internacional de Matemática, em Cluj Napoca. 

“O filho do presidente sírio, Bashar al-Assadis, vai competir na Olimpíada Internacional de Matemática, na Romênia, onde pediu para ser tratado como qualquer outro estudante normal”, disse uma autoridade da área de educação esta semana.

Hafez al-Assad, de 16 anos é um dos 615 estudantes que participam da competição anual, que este ano, será realizada na cidade central de Cluj-Napoca.

“Ele participou da competição do ano passado, no Rio de Janeiro, onde terminou em 528º lugar de um total de 615. Ele quer ser tratado como um estudante normal e age como tal. Ele se hospedou em um hotel junto com outros estudantes, de mais de 18 países", disse à AFP, Valentin Cuibus, chefe da inspetoria escolar da cidade.
Cada país é representado por uma equipe de seis alunos.

De acordo com relatos da imprensa romena, a segurança foi intensificada para o evento.

A Romênia é um dos poucos países europeus que ainda tem uma embaixada na Síria, que foi atingida por mais de sete anos de conflito, que deixou mais de 350 mil mortos, milhões de deslocados e o país em ruínas.

A Romênia é um destino popular para estudantes sírios, com milhares de graduados em suas universidades nos últimos dois anos.


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Jornalista Responsável:
Osias Wurman - MT 14.707
Colaboradores Internacionais: Israel - Marcus Gilban
Diagramação: MarketDesign