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  Edição 245    Diretor / Editor: Osias Wurman Sexta, 27 de Janeiro de 2012

 
 
MANCHETES DE ÚLTIMA HORA



- O jornal americano The New York Times informa hoje que estimativas da inteligência israelense, apoiadas por estudos acadêmicos, lançaram dúvidas sobre a suposição generalizada de que um ataque militar à instalações nucleares iranianas seria capaz de desencadear um conjunto de eventos catastróficos como uma conflagração regional, atos disseminados de terrorismo ou preços altíssimos do petróleo.


- Uma pesquisa revelada em Israel mostra que 80% dos israelenses acreditam que Deus existe. Este é o maior índice encontrado desde o começo das amostragens há duas décadas. O estudo também descobriu que 70 por cento dos entrevistados acreditam que os judeus são o "povo eleito", 65 por cento acreditam que a Torá e mitsvot (mandamentos religiosos) foram dadas por Deus, e 56 por cento acreditam na vida após a morte.



- A internacionalmente famosa fadista Ana Moura recusou cancelar o concerto agendado para hoje, 27 de janeiro, na Ópera de Israel. O apelo fora-lhe dirigido por ativistas pró-palestinianos que pedem a artistas, músicos, escritores e académicos o isolamento de Israel. A resposta de Ana Moura às organizações de Direitos Humanos foi negativa – esta sexta estará em Tel Aviv, com um concerto de casa cheia. O manager da artista defende que “não é boicotando um povo que se resolve problemas criados por governos”.


- Os rebeldes sírios do “Free Army” apresentaram um vídeo, nesta sexta-feira, com militares iranianos capturados na cidade de Homs, e que teriam sido enviados pelo Irã para ajudar o ditador Assad na repressão aos manifestantes sírios. O vídeo mostrou os documentos de viagem de sete prisioneiros, alguns dos quais estavam falando persa.




- Fontes palestinas declararam que a proposta israelense para fronteiras e segurança pede por “ um Estado Palestino composto de um muro e assentamentos”, além de acusarem o enviado israelense Yitzhak Molcho de estar “matando a solução dos dois Estados”.


- A FIERJ deu início às cerimônias em homenagem ao Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, instituído pela ONU(27/1), com evento na noite de ontem na Sinagoga Kehilat Yakov de Copacabana. Hoje a CIP fará em São Paulo um Kabalat Shabat dedicado à data. Na segunda-feira a CONIB e a SIB promoverão um evento com a participação da Presidenta Dilma Roussef em Salvador-BA.


- A RUA JUDAICA SE SOLIDARIZA COM AS VÍTIMAS DO DESABAMENTO NO RIO DE JANEIRO E COLOCA-SE À DISPOSIÇÃO DAS AUTORIDADES GOVERNAMENTAIS DA CIDADE.

 

 



Osias Wurman
Jornalista

 

A LEMBRANÇA DAS VÍTIMAS DO HOLOCAUSTO

Hoje é celebrado o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, instituído pela ONU.

Esta data reverencia a todos os segmentos da sociedade que sofreram perseguição e massacre pelo regime nazista e seus asseclas.

Negros, ciganos, homossexuais, deficientes físicos, Testemunhas de Jeová, comunistas e inimigos políticos do Eixo.

Para nós judeus, que fomos reduzidos de 18 milhões de almas para 12 milhões, a perda proporcional foi a mais dramática.

Visitando o museu “Memorial de La Shoah”, em Paris, na terra da “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, sentimos a que ponto chegou a degradação humana provocada pela amoralidade racista nazista, representada pelo governo colaboracionista de Vichy.

A foto acima, exposta neste museu, é uma galeria das vítimas judaico-francesas, que totalizaram mais de 70 mil deportados, incluindo cerca de 10 mil crianças.

Para garantir que os não judeus seriam poupados da perseguição pelos nazistas ou colaboracionistas franceses, eram emitidos “certificados de não pertencer à raça judia”, como o da foto acima.

A humilhação pública a que os judeus foram submetidos na “intelectualizada capital da Europa”, chegou ao Metrô de Paris, onde em junho de 1942 os judeus só podiam viajar no último vagão da 2ª classe.

Na foto acima, policiais fazem o controle da identidade nas escadas da estação Saint-André-des-Arts do Metrô.

Entendam os leitores, mais uma vez nesta data, que os judeus foram massacrados pelo ódio racista, e que teve a indiferença mundial como seu maior aliado.

HOLOCAUSTO NUNCA MAIS!!!

DE JUDEUS OU DE QUALQUER ETNIA OU RELIGIÃO !!!

 

 
 


COMUNICADO AOS LEITORE
S

A direção editorial da Rua judaica deseja esclarecer qe todas as opiniões ou juízo de valor, emitidas por seus colunistas ou colaboradores, são de exclusiva responsabilidade dos autores, não representando, necessariamente, a opinião editorial do veículo, de entidades a que pertençam os articulistas, nem às entidades ou países a que possam representar.

 
 
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Polícia Federal confirma suspeita de antraz na embaixada de Israel

A substância é um pó extremamente perigoso que pode provocar a morte

Nesta quinta-feira (26), a Polícia Federal confirmou a suspeita de uma contaminação por antraz em uma correspondência entregue à embaixada de Israel em Brasília. O antraz é um pó extremamente perigoso, que pode infectar uma ou mais pessoas, provocando diferentes formas de infecções e até mesmo a morte.

Na quarta-feira (25), a caixa suspeita foi identificada por seguranças da embaixada por volta das 13h. Segundo a polícia, o material chegou num pacote menor que uma caixa de sapatos. Assim que se levantou a suspeita a caixa passou por um aparelho de raio-X, no qual se confirmou a possibilidade de haver material contaminado dentro dela.

http://videos.r7.com/policia-federal-confirma-suspeita-de-material-contaminado-na-embaixada-de-israel/idmedia/4f21928592bb21365390feb3.html

A Polícia Federal foi acionada e fechou por algum tempo a portaria da embaixada. Equipamentos especiais foram utilizados pela polícia para manusear o artefato, já que o material é bastante contaminante.

Na tarde desta quinta, o material foi encaminhado para um laboratório no Rio de Janeiro para análise. De acordo com a Polícia Federal, um laudo oficial ficará pronto em 30 dias.

O antraz é uma bactéria encontrada na natureza e que foi isolada por cientistas. A substância com a aparência de um pó branco ficou conhecida em 2001, quando políticos e membros da imprensa receberam envelopes contaminados nos Estados Unidos.

Atualmente, o antraz é utilizado como arma em atentados terroristas contra alvos específicos, devido a sua fácil disseminação.

Os funcionários da embaixada voltaram a trabalhar normalmente depois que a portaria do local foi liberada pela polícia. Apenas os seguranças locais tiveram contato com a correspondência.

Na última semana, correspondências com a palavra antraz foram encontradas em consulados e embaixadas de Israel na Europa e nos EUA. Na terça-feira (24), o consulado de Israel em Boston, EUA, também foi fechado por suspeita de contaminação por antraz. Os relatórios iniciais confirmaram a presença da substância infectante. Outras cinco missões diplomáticas do país nos EUA também sofreram o mesmo tipo de ameaça.

Os sintomas normalmente aparecem de cinco a seis dias após a contaminação e são bastante parecidos com os sintomas de uma gripe. As formas de infecção são: cutânea (pela pele), pulmonar (respiratória) e gastrointestinal (ingestão).

A infecção provocada pela contaminação respiratória é fatal.


 

 
 

 

TEMA EM DEBATE - AS INICIATIVAS DO CONGRESSO JUDAICO MUNDIAL - WJC

A OPINIÃO

Encontro em Londres de Jack Terpins, Ronald Lauder e Mahmoud Abbas em janeiro de 2012.


O DIFÍCIL CAMINHO PARA ALCANÇAR A PAZ

· Por Jack Terpins

A paz não é como a guerra, que se pode declarar unilateralmente. A paz demanda um acordo entre as duas partes para alcançá-la.

É por isso que o diálogo deve ser uma condição permanente para a construção e para se manter a paz

Sem o intercâmbio de pontos de vista, a compreensão mútua torna-se difícil. Isso não implica que não possa haver desacordo, mas deve respeitar o outro.

Há poucos dias, junto a Ronald Lauder, presidente do Congresso Judaico Mundial (CJM), tive a oportunidade de me encontrar com o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, com quem pudemos conversar por quase duas horas.

Sem dúvidas, foram muitas as diferenças que encontramos. Algumas delas tomarão muito tempo para poder superá-las; mas em algo coincidimos: As comunidades judaica e palestina podem contribuir para alcançar a paz.

Todos conhecem as boas relações que tem caracterizado a ambas comunidades no Brasil, assim como também em distintos países da América Latina.

Esta convivência de ambas comunidades tem uma singularidade: não se repete desta forma em outras latitudes.

Este é o exemplo que temos a oportunidade de mostrar, como árabes e judeus contribuem para a construção de nosso país, cuidando da convivência.

Sem dúvidas, ambas comunidades podem trabalhar juntas para aprofundar este modelo, colocando de lado os radicais que somente buscam semear o ódio pelo outro.

Esta é a oportunidade que temos de contribuir para a construção da paz, mostrando que a convivência é possível, e que para mantê-la, demanda o entendimento, diálogo e muito esforço conjunto.

Espero que seja possível que, ao invés de importar o conflito do Oriente Médio para a América Latina, sejamos, árabes e judeus, suficientemente inteligentes para poder exportar a ideia de que a convivência entre ambas as comunidades é possível, e a sociedade brasileira é uma prova disso.

*Jack Terpins – Presidente do Congresso Judaico Latino-Americano

 

A CRÍTICA


Encontro em Caracas entre Ronald Lauder e Hugo Chavez em agosto de 2008.

 

 

Ronald Lauder chama por Mahmoud Abbas

*Por Isi Leibler - (Para os jornais Jerusalem Post e Israel Hayom)
http://wordfromjerusalem.com/?p=3865

Durante recente visita à Londres, Ronald Lauder, presidente do Congresso Judaico Mundial (World Jewish Congress – WJC), acompanhado pelo seu presidente para a America Latina Jack Terpins, se reuniu com Mahmoud Abbas, presidente, e Saeb Erekat, ambos da Autoridade Palestina, que também se encontravam na cidade.

Não consegui encontrar qualquer detalhe significativo que justificasse esta reunião, e membros da comissão executiva do WJC informaram que nem o secretário-geral Dan Diker, nem o presidente do comitê executivo israelense do WJC, foram informados com antecedência sobre o encontro.

Além disso, após a reunião o presidente do WJC não quis consultar os outros colegas dirigentes antes de fazer pronunciamentos públicos. Em vez disso, o WJC divulgou um comunicado à imprensa afirmando que os judeus da diáspora e os palestinos da diáspora (sic) viviam harmoniosamente e que poderiam promover o processo de paz. Terpins também foi citado como dizendo que por toda a América do Sul os judeus e palestinos mantinham uma maravilhosa relação.

A escolha do momento para uma reunião entre o chefe de uma organização, que supostamente representaria os judeus de todo o mundo, e o primeiro-ministro da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas - que se recusa a reunir-se com o primeiro-ministro israelense – é certamente questionável. Mas, ao menos, poderia se esperar que Lauder convocasse Abbas para que retomasse as negociações de paz sem a exigência de pré-condições unilaterais, exigir a interrupção da venenosa campanha de incitação anti-israelense e anti-semita que é promovida para todos e em todos os níveis da sociedade palestina sob a sua jurisdição, e contestar a sua determinação de que um futuro Estado palestino seja ‘Judenrein’. Também poderia ter protestado contra a recente transmissão feita pela TV pela qual o Mufti da mais alta hierarquia da AP (detalhe importante: que foi pessoalmente nomeado por Abbas), mais uma vez conclamou os seus fiéis para saírem e matarem os judeus a fim de que a Ressurreição Islâmica tivesse prosseguimento.

Também é totalmente incompreensível que um porta-voz judeu possa se referir aos emigrantes palestinos como uma diáspora, implicitamente comparando-os aos judeus que mantém a sua identidade por mais de 2000 anos, apesar das inúmeras perseguições e a expulsão da sua terra natal ancestral. E, além de ser uma analogia totalmente adulterada, entre as exigências de Abbas está incluído o ‘direito de retorno’ pelo qual milhões de refugiados árabes e incluindo seus descendentes inundariam o Estado de Israel e, portanto, é uma analogia simplesmente bizarra.

Dessa maneira, vem à memória outra desastrosa reunião de alguns anos atrás, quando o WJC orquestrou uma reunião com o homem forte da Venezuela, Hugo Chávez e, em seguida, emitiu uma ridícula e melíflua declaração à imprensa de que o ditador se opunha ao anti-semitismo e tinha muita amizade com o povo judeu

É importante notar que na onda do escândalo financeiro da administração anterior do WJC, e que culminou com uma investigação da Procuradoria Geral de Nova Iorque e a destituição do Presidente do Conselho de Administração, eu apoiei vigorosamente a candidatura de Lauder para a Presidência da instituição.

Isso porque ele possuía muitas das qualidades necessárias para exercer a função. Como um dos judeus mais ricos dos Estados Unidos e um filantropo generoso, ele estava em condição de prover ajuda para o WJC que estava em sérias dificuldades financeiras. Além disso, Ronald Lauder, para o seu crédito eterno, praticamente financiou sozinho o renascimento da vida judaica na Europa Oriental, principalmente na Hungria e na Polônia. Ele também serviu, por um período, como embaixador dos EUA na Áustria. E acima de tudo é um apaixonado apoiador, e por muitos anos um engajado investidor, e contribuinte para Israel.

Antes da eleição do WJC ele se comprometeu a aderir estritamente à governança e atuar de forma transparente e democrática. Inicialmente procurou reabilitar a organização contratando vários profissionais como Michael Schneider e o secretário-geral Dan Diker, que deram início a vários projetos incluindo campanhas globais para exercerem pressão contra o Irã e esforços para o combate de tentativas de deslegitimar Israel.

A maior desvantagem da organização é que a sua parte americana - e que representa a maior parte da diáspora – entrou quase em colapso e poucos americanos ainda sabem da sua existência e, dessa maneira, o WJC dificilmente poderia pretender falar em nome do judaísmo mundial. O seu principal papel tem sido o de servir como um ‘guarda-chuva’ que congrega comunidades de menor porte na Europa, America do Sul, Canadá e Austrália, para se unirem sob uma plataforma comum e permitir a troca de opiniões e pontos de vista.

No entanto, e ironicamente, a iniciativa mais importante de Lauder foi a inserção de um anúncio de página inteira no New York Times (abril 2010) conclamando o presidente Barack Obama para ser mais imparcial em relação a Israel. Isto numa época que muitos líderes judeus se mostravam reticentes em criticarem o presidente do país, e a sua iniciativa teve um impacto significativo.

No entanto, infelizmente, tudo começou a mudar quando o apoio de longa data, e o relacionamento íntimo de Lauder com Netanyahu desmoronou, após uma amarga rixa pessoal com o primeiro-ministro (e sua esposa) sobre o viés contínuo e ataques pessoais caluniosos relativos à família Netanyahu divulgados pelo Canal 10 da TV israelense, o qual Lauder é um dos maiores acionistas.

Depois de um ataque pela TV, particularmente desagradável sobre Netanyahu, Lauder foi pressionado para intervir. Ele se declarou legalmente incapaz de fazê-lo e, supostamente, Netanyahu ficou tão irado que rompeu relações com ele, e até mesmo se recusando a mencionar as organizações a ele associadas. Em uma reunião patrocinada pelo WJC para parlamentares em junho passado em Jerusalém, a qual Netanyahu foi acusado de boicotar, Lauder exibiu a sua ira atacando Netanyahu, acusando-o de ser insuficientemente flexível em relação aos palestinos e convidando-o para ser mais acessível.

Suas críticas contra Netanyahu posteriormente se intensificaram e envenenaram ainda mais o relacionamento, o que provocou um desconforto entre muitos dos membros do executivo do WJC pelo seu comportamento. No entanto, por causa dos 4 a 5 milhões de dólares que ele contribui anualmente para o WJC, ninguém quis confrontá-lo.

Lauder, então, descobriu que estava sendo elogiado e até mesmo endeusado por ex-adversários da esquerda, bem como por outros elementos pertencentes ao WJC, que já haviam procurado, porém sem sucesso, que houvesse uma distância entre a organização e Israel. Isso o encorajou ainda mais, o que acarretou uma deterioração crescente que está ocorrendo durante os últimos meses, e que até mesmo alguns dos seus colegas começaram a chamá-lo de ‘missíl político sem rumo’.

É triste que o WJC esteja indo para tal caminho. Apesar de suas falhas nos últimos anos, a organização ainda mantém o seu extraordinário bom-nome e, seria trágico, caso se tornasse um ‘brinquedo’ com que um bilionário promovesse suas batalhas pessoais e idiossincrasias.

Ao mesmo tempo, posso testemunhar por experiência própria, que Lauder é uma pessoa honrada e bem-intencionada como repetidamente demonstrou por suas vastas contribuições em relação ao povo judeu. Somente se pode pedir que ele e o nosso primeiro-ministro façam as pazes e reconstruam a associação construtiva que tiveram no passado.

Colegas de Lauder também deveriam criar coragem para lembrá-lo que, apesar da sua generosidade, a organização não pode ter continuidade caso funcione como uma ‘one-man show’. Governança no poder significa consultas e aprovações prévias antes que iniciativas significativas sejam realizadas

Neste contexto, o WJC está numa encruzilhada. Um caminho é que Lauder apresente um programa construtivo de ativismo global judaico, após consulta com seus colegas, ou a organização, inevitavelmente, irá implodir num processo que provavelmente irá infligir danos consideráveis para o povo judeu.

 

 

 

 

 


Alexandre Herchcovitch apresenta coleção masculina inspirada nos judeus ortodoxos na São Paulo Fashion Week


Judeu, Alexandre Herchcovitch foi buscar nas raízes da religião a inspiração para a coleção espetacular de inverno 2012 que ele apresentou na tarde da terça-feira, 24, último dia da São Paulo Fashion Week.


Um dos estilistas de maior prestígio do Brasil, Alexandre atingiu um nível que, infelizmente, ainda é para poucos dos seus conterrâneos: o trabalho que desenvolve tem padrão internacional. O desfile teve muitas peças em branco e creme. Destaque para casacos, bermudas e calças preenchidas por estrelas de David grudadas. O azul foi outra cor forte, em diversos tons, primeiro em listras verticais, em detalhes em jaquetas de nylon e calças, para aos poucos aparecerem em camisas sociais – as azuis listradinhas são muito bonitas -, bermudas, jaquetas de nylon e calças.

O cinza também deu sinal de vida, sem falar no preto, sempre presente nas criações de Alexandre. Entre as peças, ressaltamos otimas calças brancas com listras grossas pretas e uma pitada de azul, trench coats que mesclam todas as cores, lindos casacos-quimonos e as camisas brancas com apenas o braço esquerdo com listras finas pretas. Um banho de originalidade, inteligência e muito bom senso. Peças perfeitas para o inverno brasileiro, além de outras que podem aquecer perfeitamente quem for enfrentar as rigorosas baixas temperaturas europeias, por exemplo.

 

 
 

 

DENUNCIA DE LEITOR: RACISMO EM POMERODE-SC

Olá Sr. Secretário de Turismo Claudio Krueger (Pomerode-Santa Catarina)

Pessoas nas redes sociais estão denunciando crimes raciais ocorridos durante a ultima festa pomerana, como manifestação pública de grupos neo-nazistas, pessoas ostentando adornos de "superioridade" racial e medalhas de orientação fascista, sem contar o fato das agressões verbais sofridas.

Esses eventos embora hediondos são "compreensíveis" pois onde exista seres humanos ignorantes existe a possíbilidade de imbecilidades como essas, mas a parte que não posso conceber e nem imaginar que seja verdade é o descaso público a omissão do estado e dos órgãos que deveriam zelar pela ordem, segurança e manter a lei.

Gostaria de saber do senhor qual a posição tomada sobre essa situação? segue abaixo link das denúncias para sua averiguação, também encaminho esse email em cópia para a sede do executivo do município de Pomerode e para entidades interessadas que zelam pela igualdade étnica e lutam contra o preconceito nesse país.

Como o fato ocorreu em local público, há denúncia pública e é de interesse público me obrigo a dizer que o conteúdo desse email está disponível ao público interessado.

Certo de sua atenção fico no aguardo:

D.L.

LINK DA DENÚNCIA:
http://www.facebook.com/notes/imkm-alexandre/nazismo-anti-semitismo-racismo-em-pomerode-santa-catarina/367165843310188

 

 
 


DEPUTADA JUDIA-AMERICANA RENUNCIOU AO CONGRESSO


A Deputada Gabrielle Giffords renunciou ao Congresso, em uma sessão emocionante depois que o projeto de lei anti-tráfico de drogas, defendido por ela, foi aprovado por 338-70 votos. Debbie Wasserman Schultz, amigo de longa data, leu a carta de renuncia de Giffords, no plenário da Câmara.


Giffords despede-se de Barak Obama

A líder da casa, a democrata Nancy Pelosi destacou que Giffords é "um simbolo de inspiração e coragem para milhões de Americanos". Gabrielli Giffords, de 41 anos, foi baleada na cabeça em 08 de janeiro de 2011, em um tiroteio que matou seis pessoas durante uma reunião de constituintes em Tucson, Arizona. Gabrielle ainda está se recuperando dos ferimentos que a deixou com problemas do lado esquerdo do corpo.

 

 


 

 


A Neve transforma o Monte Hermon em País das Maravilhas do Inverno

O norte de Israel se parece mais com a Suíça quando flocos de neve caem nas montanhas e granizo e chuvas fortes varrem o país. Enquanto isso as crianças brincam na neve nas colinas de Golan, e o tráfego congestiona na estrada do Monte Hermon.

O Inverno teve uma breve, porém poderosa presença no domingo, cobrindo o Monte Hermom nas Colinas de Golan rapidamente e salpicando partes do país com um manto fofo de neve. O Hermon ficou coberto por um espesso cobertor branco. Montanhas e topos de montes na parte central do país também receberam uma breve visita de cortesia de geadas. O resto do país teve de se contentar com barragens de granizo, chuvas intensas, ventos fortes e um frio cortante.

Crianças do Kibutz Meron Golan e das redondezas foram para suas casas mais cedo por receio que as estradas ficassem bloqueadas. "A neve no Golan, sempre é uma festa para as crianças" disse Sheffi Mor, membro do kibutz. "As crianças voltaram mais cedo da escola, colocaram seus trajes para a neve, luvas, chapéus, e saíram para fazerem bonecos de neve e brincarem de batalhas com bolas de neve. Como sempre é um local espetacular; Tudo está coberto de neve branca brilhante. Esta não é a primeira vez, é claro, mas a emoção e a adrenalina percorrem o nosso corpo a cada ano como se fosse a primeira vez".

No lado negativo, aqueles que fizeram a longa viagem até o ski resort do Monte Hermon ficaram desapontados quando, depois de apenas algumas horas, as pistas de esqui foram fechadas devido ao forte nevoeiro. "Nós chegamos às encostas às 10 horas da manhã e logo depois a tempestade começou" relatou Yehuda Ben Natan, de 36 anos que veio de Rishon Lezion com sua esposa e dois filhos.

"Foi um pouco assustador. Voltávamos do Hermon e, de repente ficamos presos por causa da neve. Eu vi carros derraparem e baterem uns nos outros. Ficamos presos no carro por duas horas até que o carro limpa-neve veio e abriu o caminho; continuamos a fazer a nossa viagem, e prendendo a respiração por todo o caminho até chegarmos ao fim da descida". De acordo com o gerente da estação de esqui Shaul Ohana, as operações de resgate continuaram até as quatro da tarde. "Trabalhamos duro para resgatarmos todos os veículos. Empregamos veículos limpa-neve na cidade drusa de Majdal Shams para ajudá-los a abrirem a estrada".

Porém os esquiadores não devem se preocupar. A forte nevasca garante que haverá neve fresca nos próximos dias, e na segunda-feira as pistas estavam novamente abertas.

Enquanto isso, os residentes de Gush Etzion (nos arredores de Jerusalém), Kiryat Arba, Binyamin e as montanhas na Samaria também receberam neve, embora em escala menor e os flocos de neve esvoaçantes recusaram a se assentar. "Estamos todos esperando pela neve e acreditamos que haverá muita ainda este ano" falou esperançoso Dror Hominer que mora em Efrat.

 

 

 
 


Habima, o teatro nacional de Israel, foi oficialmente reinaugurado

Habima, o teatro nacional de Israel, reabriu as suas portas oficialmente, após cinco anos de reformas.

A cerimônia de comemoração, realizada nas instalações do efervescente Rovina hall, contou com a presença do presidente Shimon Peres, da Ministra da Cultura e Desporto Limor Livnat, bem como uma longa lista de artistas, políticos e fãs da cultura.

Limor Livnat – Ministra da Cultura e Desporto e Hanna Rovina

O Rovina Hall homenageia a famosa primeira dama do teatro israelense Hanna Rovina, que estrelou a histórica produção da obra de S. Ansky "O Dybbuk" no Habima, não em iídiche, mas na sua tradução para a língua hebraica escrita pelo grande poeta judeu Hayim Nahman Bialik. Tanto a atriz como a reprodução da sua peça em hebraico têm servido como ícones culturais para os fãs de teatro.

A cerimônia foi aberta por Alex Ansky, ator, jornalista e radialista, que apresentou uma gravação da cerimônia da inauguração original do Habima em 1945. Logo após a Orquestra Filarmônica de Israel tocou a "A Consagração da Casa " de Beethoven, a mesma peça tocada na abertura original.

"O Habima serviu como palco para a grande história dramática que é o Estado de Israel", disse Peres na cerimônia de corte da fita inaugural. "O Habima retorna com uma casa renovada, uma casa para a sociedade israelense que está em constante expansão".

Antes e depois da reforma....

Após a cerimônia do corte da fita vários notáveis falaram e se apresentaram, incluindo a diretora Odélia Friedman, o prefeito de Tel Aviv Ron Huldai, e Livnat. Uma série de grandes atores de teatro também subiu ao palco, incluindo Gila Almagor, Moni Moshonov, Avi Kushner, Yevgeniya Dodina, Lea Koenig e Jacob Cohen, que apresentaram uma variedade de músicas e cenas. O público também foi brindado com a exibição do filme sobre a história do edifício.

Após a apresentação de Koenig de uma música da peça "Mãe Coragem", Livnat surpreendeu a atriz com um certificado de honra, em comemoração aos seus 50 anos de aparições no palco. "Obrigado Lea, pelas dezenas de papéis e dos muito mais que ainda virão" disse Livnat. "Pela sua alegria desenfreada pela vida e o seu humor invencível".

A cerimônia culminou com todos os atores e funcionários se reunindo no palco. Da primeira até a última fileira de poltronas do auditório, a emoção podia ser sentida.

 

 

 
 


Médico judeu de 100 anos de idade ainda cuida de seus pacientes


Com um século de idade o Dr. Goldman ainda trabalha e seus pacientes o adoram.

E ainda faz consultas na casa dos pacientes. É preciso, porque lá que estão os pacientes, ele explica: ‘Se estão doentes não podem sair de casa, então vou vê-los em suas casas’.

Na segunda-feira, vieram vê-lo. Pacientes, amigos e família - alguns usando andadores, alguns em cadeiras de rodas - se reuniram em número maior que os 100 anos de idade do médico, no seu consultório em Avondale, numa festa surpresa para o mais antigo médico que ainda clinica no estado de Ohio.

Porém foi ele quem os surpreendeu, pois sempre chega cedo, e naquele dia lá estava 90 minutos antes do horário para as consultas. Mas se assustou quando viu tanta gente o esperando.

Dr. Fred Goldman

"As pessoas me perguntam: 'Por que você vai a um médico de 100 anos?" falou Patti Levine, uma paciente de quarta geração do médico. Eu respondo, ‘porque ele já viu de tudo e sabe sobre tudo!’ Uma mulher empurrava um carrinho de criança com a filha de 10 meses de idade – ‘Ela não é sua paciente, ainda’.

Colegas médicos lá estavam para cumprimentá-lo.

Perguntado o Dr. Leo Wayne se aconselharia o Dr. Goldman para se aposentar ele respondeu "Eu não nem sonharia em aconselhá-lo a se aposentar" ele respondeu. "O Dr. Goldman é um diagnosticador excelente, conhece os seus pacientes, incluindo ele próprio.

A única concessão que fez foi diminuir de 5 dias para 3 dias por semana, porém consultando 8 horas por dia.

Como se sente aos 100 anos? Alguém perguntou. Então ele examinou suas mãos. Ele apertou uma, e depois a outra. ‘A maioria das pessoas da minha idade’, acrescentou, "não sentem nada. Estão mortos’. A multidão riu, e também o aniversariante.

Fred Goldman nasceu no dia 12 de dezembro de 1911. "A minha mãe, uma dona de casa, veio da Polônia. O meu pai da Rússia e tinha um pequeno comércio. Quando nasceu em Cincinnaty, William Howard Taft ocupava a Casa Branca como o 27º presidente dos Estados Unidos. O Czar Nicolau II ocupava o trono da Rússia. George V, avô da rainha Elizabeth II, era o rei da Inglaterra. Puxa vida, quando me formei médico em 1935 Freud ainda estava no começo de carreira, Goldman falou rindo.

"Quer ver o meu consultório?", perguntou ele levando os visitantes em uma turnê. Ele examina 12 pacientes por dia em sua sala sem computador. A sua agenda é controlada a mão pela sua secretária Patti Heath.

Comecei a trabalhar aqui quando ele tinha 91 anos. Pensei que seria um emprego temporário. Aqui estou depois de 9 anos e ele continua firme e forte. Nas minhas primeiras férias desabei numa praia. "Ele foi fazer trekking no Alasca e ficava numa tenda, disse Patti.

 

 
 


Steven Spielberg leva vida de Moisés ao cinema no estilo realista de «O Resgate do Soldado Ryan»

Segundo a Deadline, Steven Spielberg (As Aventuras de Tintin: O Segredo do Licorne) está muito perto de acertar todos os detalhes com a Warner Bros. para realizar «Gods and Kings», um épico sobre a personagem bíblica de Moisés.

Com o argumento de Michael Green e Stuart Hazeldine, esta cinebiografia iria contar a história da vida de Moisés, desde os primórdios em que foi abandonado, até ser adotado pela elite egípcia até à libertação dos escravos judeus e a sua condução pelo deserto.

No fundo estaríamos perante uma espécie de remake de «Os 10 Mandamentos», mas que terá um ambiente mais realista e duro na linha de «O Resgate do Soldado Ryan».

Outro dos detalhes avançados é que o projeto não está imaginado em 3D, o que faria algum sentido pois basta nos lembrarmos da obra de Cecil B. DeMille para pensar que o filme terá momentos em que são exigidos grandes efeitos especiais e um forte impacto visual. Recordamos que brevemente Steven Spielberg vai regressar às nossas salas com «O Cavalo de Guerra», uma obra nomeada aos Óscares na categoria de Melhor Filme.

 

 
 


Holanda usa carros elétricos israelenses

A empresa israelense de carros elétricos, Better Place, vai instalar uma estação de carregamento de baterias próximo do aeroporto Schiphol, em Amsterdã, na Holanda. A instalação das estações será feita em cooperação com uma empresa local e servirá para mostrar as vantagens da tecnologia da Better Place, além de tentar convencer o governo holandês a adotar o sistema para que sua população possa usufruir e, consequentemente, contribuir para o meio-ambiente. O governo holandês também estuda adotar incentivos fiscais para carros elétricos. Além de Israel, onde pretende instalar cerca de 200 estações de recarregamento, a Better Place já vendeu o sistema de carros elétricos para Austrália, Japão e Dinamarca.

 

 
 

Prefeito de Belo Horizonte sanciona lei que cria o Dia Municipal da Imigração Judaica

Estudantes da Escola Theodor Herzl, de BH, fazem apresentação durante a Festa de Israel, na capital mineira, em maio de 2011.

Foi sancionada em 9 de janeiro pelo prefeito de Belo Horizonte, Marcio Araujo de Lacerda, a lei que institui o Dia Municipal da Imigração Judaica. A data será comemorada anualmente em 18 de março. O projeto é do vereador Hugo Thomé. Em 2009, o então presidente em exercício José Alencar instituiu o Dia Nacional da Imigração Judaica, baseado em projeto de lei do então deputado federal Marcelo Itagiba. A lei representa o reconhecimento do povo brasileiro à contribuição judaica ao País.A data remete ao 18 de março de 2002, quando foi reinaugurada no Recife a Sinagoga Kahal Kadosh Zur Israel (Santa Comunidade Rochedo de Israel), a primeira das Américas. (Fonte: CONIB)

 

 
 


Estudo revela que na Alemanha o anti-semitismo ainda está enraizado


De acordo com recente relatório, 20 por cento dos alemães ainda conservam sentimentos anti-judaicos.

O estudo foi preparado pelo Fórum de Coordenação Contra o Anti-Semitismo, formado por um grupo de pesquisadores escolhidos pelo Bundestag, que desde 2009 realiza pesquisas sobre o anti-semitismo. Este recente relatório de 188 páginas revela que elementos da extrema-direita são os autores de 90% dos crimes e atentados anti-semitas, e que 20%, ou seja, um quinto da população ainda mantém idéias anti-semitas.


O relatório menciona que existe uma aceitação crescente pela maioria da classe média de piadas ou de atos anti-semitas.

‘O anti-semitismo em nossa sociedade é baseado em antigos preconceitos, estereótipos enraizados e também por pura ignorância sobre os judeus e o judaísmo’, esclarece o Dr. Peter Longerich da Universidade de Londres e do Centro de Pesquisas sobre o Holocausto. A pesquisa também mostra que a internet é um fator que contribui para a difusão do anti-semitismo. ‘Em relação às modernas formas de comunicação, e em especial à Internet, é virtualmente impossível evitar a difusão deste preconceito’ afirma Longerich. Além destas constatações sobre a Alemanha, o grupo de pesquisa verificou que também existe anti-semitismo flagrante em outras partes da Europa, especificamente a Hungria, Portugal e Polônia.

 

 
 


Israel ficará ligado às redes elétricas da Europa


O ministro dos Recursos Energéticos de Isrel e o ministro do Comércio, Indústria e Turismo de Chipre reuniram-se em Jerusalém para discutir pormenores para a execução de um projeto de colocação de um cabo submarino destinado a ligar a rede de energia elétrica israelense à chipriota.

Ao mesmo tempo, Chipre e a Grécia tencionam assinar um memorando de entendimento sobre a colocação de um cabo submarino que ligará Chipre à Europa continental.

A implementação dos dois projetos permitirá a ligação de Israel à rede europeia de energia elétrica, o que aumentará a segurança energética de Israel e marcará mais um passo no sentido da aproximação do país à União Europeia.

 

 
 



Por Daniela Kresch
Jornalista
direto de Tel-Aviv

 

O OSCAR E O SEGREDO DO SUCESSO

A cerimônia do Oscar deste ano vai ser palco de diversas disputas. Uma delas será entre dois países arqui-inimigos, que lutarão pela mesma estatueta. Trata-se da disputa pelo Oscar de melhor filme estrangeiro entre uma película israelense e uma iraniana. Um dos cinco filmes indicados é o iraniano “A separação”, considerado o favorito no páreo. Mas logo atrás corre o filme israelense “Hearat Shulaim”, ou “Nota de Rodapé”, que também abocanhou alguns prêmios em festivais internacionais ultimamente.

Os dois filmes têm em comum o fato de contarem histórias emocionantes de relacionamentos pessoais, familiares. Histórias que a gente pode dizer que são “pequenas”, localizadas, mas que têm sabor universal, com as quais todo mundo pode se identificar, mesmo que se passem em Teerã ou em Jerusalém.

O filme iraniano, um drama do diretor Asghar Farhadi, conta a história de um casal de classe média dividido entre ficar em Teerã para cuidar do pai do marido ou imigrar para dar à filha uma vida melhor. Mostra o dia a dia da classe média no Irã, um país conhecido por seu cinema intimo e de alta qualidade, mas também por seu conservadorismo e isolamento do Ocidente. A película ganhou o Globo de Ouro de melhor filme estrangeiro na semana passada, então é super favorito na categoria.

Já o filme israelense é o quarto em cinco anos a concorrer por Israel, provando mais uma vez que o cinema israelense está em alta. Começou com “Beaufort” – do mesmo diretor do filme deste ano, Yossef Cedar – que concorreu em 2008. Depois foi “Valsa com Bashir”, que concorreu no ano seguinte. Os dois filmes, aliás, falavam mais ou menos do mesmo tema, a Guerra do Líbano, bem como outro filme, “Líbano”, que ganhou o Leão de Ouro no Festival de Veneza, em 2010. Também em 2010, outro filme israelense, “Ajami”, concorreu ao Oscar, dessa vez com o tema do clima entre árabes e judeus em Jaffa.

Agora, com “Nota de Rodapé”, o cinema israelense consegue meio que sair da questão de guerras e conflitos para ganhar o mundo com um assunto mais “light”: a competição entre pai e filho, ambos estudioso do Talmud, que lutam entre si para ganhar um prêmio. É um filme mais universal, quase freudiano, sobre disputa entre gerações.

Além do cinema israelense, as produções de TV de Israel também estão em alta. Primeiro foi o seriado dramático “BeTipul”, que se transformou, em 2008, no seriado americano “In treatment”, sobre o dia a dia de um terapeuta tratando clientes complicados. É um sucesso e está na terceira temporada. Depois, foi a vez da comédia “Ramzor”, que se transformou no seriado cômico americano “Traffic Light”, sobre três amigos, um casado, um namorando e um solteiro. Agora, é a vez de “Homeland”, que acaba de ganhar o Globo de Ouro de melhor série dramática. O ótimo seriado de ação e espionagem se baseia no original israelense “Hatufim”, sobre a volta para casa de soldados sequestrados. Alguma coisa, alguma receita de sucesso, os israelenses descobriram, porque têm conseguido emocionar o mundo com filmes e seriados criativos e diferenciados. Uma ótima notícia para a cultura local.

 

 
 


Por dentro dos blocos

Colegas desde os corredores do Fundão, Rafael Dahis, hoje engenheiro, e Isabelle Goldfarb, consultora financeira, sempre gostaram de Carnaval, mas têm pavor de se meter em roubadas. Badaleiros profissionais e figurinhas fáceis nos principais blocos da cidade, eles criaram um aplicativo, o Zurbb, que dará, a partir desta semana, dicas sobre o clima que está rolando na folia de rua, em tempo real, num primeiro momento a usuários de iPhone e Blackberry e brevemente também estará disponível na plataforma Android. Como na simulação acima, os participantes serão estimulados a dizer se o bloco está cheio de mulher bonita ou se a cerveja gelada acabou — informações que, em épocas momescas, são de fundamental importância para o folião não perder seu tempo em furadas.

 

 
 

Parlamento da França aprova lei que criminaliza negação de genocídios

Parlamento da França aprova lei que criminaliza negação de genocídios

Há 500 mil franceses são de origem armênia. Manifestações na Turquia protestaram. Falaram em atentado à liberdade de expressão.

Hitler disse: quem se lembra dos armênios? A pergunta visava justificar o genocídio contra os judeus, argumentando que o que os armênios sofreram de 1915 a 1923 já tinha sido praticamente esquecido e que, portanto, matar milhões de pessoas não teria consequências.

Historiadores concordam que cerca de 1,5 milhão de armênios foram mortos por turcos no meio de uma guerra em que o Império Otomano desaparecia, mas o que era tema de livros de história saltou das páginas para quase 100 anos depois virar discussão política.

Senadores franceses passaram uma lei que pune com um ano de prisão e multa de cerca de R$ 110 mil aqueles que negarem ou minimizarem a existência de um genocídio contra os armênios. A lei foi proposta pelo partido do presidente Nicholas Sarkozy.

Em abril, tem eleição, e 500 mil franceses são de origem armênia. Manifestações na Turquia protestaram. Falaram em atentado à liberdade de expressão, isso em um país onde é proibido afirmar que existiu um genocídio e em que cerca de 100 jornalistas estão presos. O governo turco já tinha chamado de volta seu embaixador. Hackers turcos atacaram sites do governo francês. O comércio entre os dois países, de mais de 12 bilhões de euros, está ameaçado de represálias. O ministro de Relações Exteriores da França pediu calma, e, no país, muitos criticaram a lei. Dizem que o parlamento não é um tribunal e que a história não é um assunto da competência de deputados, mas de historiadores. Acham até que a lei infringe a liberdade de expressão e o direito de pesquisa. Um conselho constitucional ainda vai avaliar o mérito da lei e é bem provável que seja criticada, mas não revogada.

 

 
 


Líder palestino Barghuti conclama a "resistência popular pacífica"

O líder palestino Marwan Barghuti, preso há cinco anos em Israel, voltou a defender na quarta-feira passada, em Jerusalém, a "resistência popular pacífica", ao mesmo tempo em que saudou as revoluções árabes.

"O conflito acabará quando terminar a ocupação, com Israel retirando-se totalmente, em obediência às fronteiras de 1967, e até que se estabeleça um Estado palestino", declarou Barghuti em hebraico, ante um tribunal israelense. "Conclamo o grande povo palestino à unidade, à coesão, a formar um governo de unidade nacional, dando continuidade à resistência popular e pacífica", destacou, desta vez em árabe, ao chegar ao tribunal de Jerusalém.

Barghuti também aproveitou esta rara aparição pública para enviar uma "saudação" aos protagonistas das revoluções na Tunísia, Líbia e Egito.

Barghuti foi detido em abril de 2002 pelo exército israelense em Ramallah e condenado, em junho de 2004, a cinco sentenças de prisão perpétua, pelo envolvimento em quatro atentados anti-israelenses nos quais morreram cinco pessoas. Alguns o consideram um possível sucessor do presidente palestino Mahmud Abbas. Nesta quarta-feira, ele compareceu à justiça como testemunha, depois de uma denúncia americana num tribunal civil contra a Autoridade Palestina. A denúncia "não é contra Barghuti". Por isso, "não vai dizer nada", disse seu advogado Elias Sabagh.

 

 
 


Documentos antigos revelam cultura judaica no atual Afeganistão

Uma série de antigos documentos judaicos encontrados recentemente no norte do Afeganistão tem causado alvoroço entre os acadêmicos, que dizem que o achado histórico pode desvendar um lado ainda não revelado dos judeus na Idade Média.

Os cerca de 150 documentos, datados do século 11, foram encontrados na província afegã de Samangan. O professor emérito israelense Shaul Shaked, que examinou alguns dos poemas, registros comerciais e acordos judiciais que formam o tesouro, disse que, embora se soubesse da existência de antigos judeus no Afeganistão, a sua cultura permanecia até agora um mistério.

"Aqui, pela primeira vez, vemos evidência e podemos estudar de fato os escritos dessa comunidade judaica. É muito empolgante", disse Shaked à Reuters por telefone desde Israel, onde ensina no departamento de Estudos Iranianos e Religião Comparada na Universidade Hebraica de Jerusalém.

Os documentos estão sendo mantidos por comerciantes particulares de antiguidades em Londres, que têm apresentado uma série de documentos novos nos últimos dois anos. Shaked acredita que foi nessa época que a série de pergaminhos foi encontrada e levada para fora do Afeganistão em uma operação clandestina.

 

 
 


DENUNCIA DE LEITOR

Encaminho charge publicada por Carlos Latuff e postada no facebook

É uma clara demonstração do antissemitismo deste senhor e uma provocação ao povo judeu. Se procurarmos no Google veremos charges deste mesmo senhor (minúscula mesmo) nos colocando como assassinos do povo palestino. Infelizmente vemos o crescimento do antissemitismo de maneira assombrosa, sem que medidas sejam tomadas para dar um fim a este ou a qualquer outro tipo de preconceito.

Dr. C. F.

 

 
 

 

França dissolve grupo islamita radical que incitava luta armada

O ministro do Interior francês, Claude Guéant, anunciou nesta segunda-feira a dissolução de um grupo islamita radical por apologia à luta armada e garantiu a expulsão nos próximos dias de um imame pelo teor antissemita de seus sermões.

'Não podemos permitir em nosso país um grupo formar pessoas para a luta armada com intuito terrorista', afirmou Guéant à imprensa. O grupo dissolvido, o Forsane Alizza, foi fundado em 2010 e tinha um site onde divulgava vídeos incitando a violência, revelou o político. A Polícia considerou que o grupo propagava uma teoria na qual incentivava 'à luta armada por motivos religiosos'.

Seu fundador, Mohammed Achamlane, é contra a lei que proíbe a burca e por causa disso queimou publicamente um exemplar do Código Penal francês em agosto. O ministro do Interior anunciou a expulsão do imame tunisiano Mohammed Hammami por ter feito um discurso antissemita em sua sala de culto do 11º distrito de Paris.

De acordo com Guéant, o imame convocou aos presentes à cerimônia 'agredir mulheres adúlteras até a morte'.

O 'Le Figaro' publicou que Hammami convencia seus fiéis a 'não colocar dinheiro nos bancos porque isso beneficia os judeus'.

 

 
 


AS VALAS COMUNS DE TREBLINKA

Uma arqueóloga forense britânica, Caroline Sturdy Colls, conseguiu provar através de métodos de investigação modernos a existência de valas comuns no campo de concentração polaco de Treblinka.

Num estudo anterior, levado a cabo em 1946, a existência destas campas não tinha ficado provada. Apesar de não ser tão conhecido como os campos de concentração de Auschwitz e Birkenau, o campo de Treblinka foi outro emblemático local de extermínio nazi na Polónia. Este campo esteve em funções entre Julho de 1942 e Outubro de 1943. Durante esse tempo calcula-se que tenham morrido aí aproximadamente 850.000 pessoas, incluindo mulheres e crianças, majoritariamente judeus mas também cidadãos romenos.

Quando os nazis abandonaram o campo de Treblinka, em 1943 (ainda antes do final da II Guerra Mundial, que só terminou em 1945), destruíram todos os edifícios e eliminaram todos os vestígios de que ali pudesse ter existido um campo de concentração, transformando o local numa quinta. Mas para uma arqueóloga forense equipada com tecnologia do século XXI, os mais leves indícios foram transformados em certezas: Treblinka foi um local onde se mataram e enterraram pessoas durante a II Guerra Mundial. Apesar de a investigação de 1946 a eventuais crimes de guerra praticados em Treblinka ter detectado restos mortais humanos no solo e “grandes quantidades de cinzas humanas misturadas com areia e ossos”, os responsáveis por esta investigação sempre disseram não ter detectado vestígios da existência de valas comuns. A existência destas valas comuns tinha apenas sido descrita por testemunhas que sobreviveram ao campo de concentração.

A dúvida permaneceu, por isso, até 2010, altura em que a arqueologa forense Caroline Sturdy Colls começou a estudar os campos de Treblinka munida com tecnologias modernas, incluindo um radar de penetração no solo, um levantamento de resistência do solo e aparelhos de imagética eletrônica. Os estudos foram levados a cabo sem recurso a escavações, já que isto é contrário às leis e princípios judaicos, que não permitem, por exemplo, a exumação de restos humanos, indica a BBC.

No final das suas análises, Caroline Sturdy Colls detectou grandes valas comuns em áreas que as testemunhas tinham indicado como albergando zonas de cremação e enterro. Uma das valas comuns teria 26 metros de comprimentos, 17 de largura e pelo menos quatro metros de profundidade. Mais outras cinco valas - variando em comprimento, largura e profundidade - foram igualmente detectadas pelos modernos aparelhos usados na investigação.

Para além das valas comuns, a investigação terá igualmente detectado dois conjuntos de vestígios que parecem ter sido arquiteturais. Ou seja, poderão corresponder aos locais onde estavam instaladas as câmaras de gás. De acordo com os sobreviventes, estas eram as duas únicas estruturas feitas de tijolo no campo de Treblinka.

As ordens de destruição deste campo de concentração próximo de Varsóvia aconteceram depois de o Exército alemão ter descoberto os corpos de polacos assassinados pela polícia secreta soviética em Katyn três anos antes, convencendo a liderança alemã da importância de se encobrirem os crimes de guerra.

 

 
 


Conferencia on-line tem por objetivo a paz entre israelenses e palestinos

Através do facebook o Grupo Yala de Jovens Líderes já tem mais de 38.000 membros no Oriente Médio e no exterior, e reúne dignitários virtuais no esforço conjunto para a promoção da paz. O Presidente Peres, o presidente da AP e a Secretária de Relações Exterior dos EUA participam da Conferência

Milhares de jovens ativistas judeus e árabes de todo o Oriente Médio participaram de uma conferência de paz virtual no Facebook, como parte de uma iniciativa social que começou há vários meses – no auge da ‘Primavera Árabe’ e do movimento de protesto contra a justiça social em Israel.

Uri Savir, um dos organizadores do projeto e ex-negociador de paz que dirige em Jaffa o Centro Peres para a Paz, informou que o grupo Yala de Jovens Líderes que é patrocinado pelo seu Centro realizou durante dois dias uma "Conferência Regional de Cooperação Econômica e para Paz" interativa, na segunda e terça-feira. O Grupo Yala do Facebook atualmente conta com mais de 38.000 membros de toda a região e também de fora do Oriente Médio, incluindo israelenses, palestinos, egípcios, argelinos e outros ao redor do mundo.

O Presidente Peres ‘aparecendo’ na conferência de paz virtual

O Presidente Shimon Peres, que postou uma mensagem gravada, se dirigiu aos seus "amigos" virtuais, dizendo "vocês vivem em uma nova era, onde podem se comunicar livremente, sem censura, sem preconceitos, sem ódio, ultrapassando todas as fronteiras, todas as distâncias e sobre todos os assuntos". "A paz não é necessariamente um monopólio dos governos" ele disse. "Poderia ser, e deveria ser uma paz entre os povos. Deixem os governos negociarem, deixem que administrações construam, mas são vocês que fazem com que as pessoas se unam, diretamente, de maneira aberta, e tenho certeza que o que vocês estão fazendo agora é um importante passo e um importante canal para que um novo futuro venha para todos nós".

A secretária de Estado Hillary Clinton também participou da conferência através de uma mensagem pelo YouTube, dizendo: "vocês participam com a esperança de que possam deixar as suas diferenças para trás no passado e estabelecerem as bases para a paz, e eu admiro a vontade de vocês de se envolverem nessas discussões muito difíceis". "Esta conferência é uma oportunidade para todos vocês, tanto árabes e israelenses, para dialogarem sobre o seu futuro comum e sobre a paz na região, bem como os seus problemas de dia-a-dia, preocupações e sonhos" ela acrescentou.

Em uma mensagem por escrito também transmitida pelo YouTube, o presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas disse que "a lição que estamos aprendendo com vocês é que os ventos da mudança não podem ser interrompidos quando as pessoas, especialmente jovens homens e mulheres, estão alargando todos os limites que impedem um pensamento livre, o sentido de dignidade e a mera existência como seres humanos iguais vivendo em suas próprias sociedades".

Zeev Ben-Nimrod, o administrador da página, disse que a conferência tem como objetivo transmitir uma mensagem de paz para os líderes da região e a criação de programas concretos, como por exemplo, uma academia de liderança online.

Entre as figuras influentes programadas para discursarem na conferência estavam o treinador Pep Guardiola, do FC Barcelona, a renomada atriz americana Sharon Stone, David Stern que é comissário da NBA, a Diretora-Geral da UNESCO Irina Bokova, o vice-presidente corporativo da Microsoft Dan'l Lewin, o estimado cantor internacional Andrea Bocelli da Itália, e de Israel Achinoam Nini (Noa) e também a diretora do Ministério das Relações Exteriores da Itália Elisabetta Belloni.

Além de Peres, Clinton e Abbas, André Azoulay que é conselheiro sênior do rei Mohammed VI de Marrocos, apresentaria uma mensagem gravada durante a conferência.

 

 
 


Porta-Aviões americano desafia o Irã e atravessa o Estreito de Ormuz


Um porta-aviões norte-americano navegou através do Estreito de Ormuz em direção ao Golfo Pérsico sem incidentes, um dia depois que o Irã recuou de sua ameaça de entrar em ação caso um navio americano desse tipo voltasse a navegar nesta estratégica hidrovia.

O porta-aviões USS Abraham Lincoln atravessou o Estreito de Ormuz.

O porta-aviões USS Abraham Lincoln completou uma passagem "regular e de rotina" pelo estreito, um caminho fundamental para as exportações de petróleo da região, conforme havia sido previamente programado e sem incidentes", informou a tenente Rebecca Rebarich, porta-voz da Quinta Frota dos EUA. O USS A Lincoln estava acompanhado por um grupo de ataque de navios de guerra e foi o primeiro porta-aviões dos EUA que entrou no Golfo desde o final de dezembro e tinha como destino a substituição de rotina do USS John C. Stennis.

A partida do Stennis foi a causa para que o chefe do Exército iraniano Ataollah Salehi ameaçasse entrar em ação caso o porta-aviões passasse de volta para o Golfo. "Eu recomendo e enfatizo para que o porta-aviões norte-americano não volte para o Golfo Pérsico ... Nós não temos o hábito de alertar mais de uma vez" advertiu ele.

A ameaça provocou uma rodada de retórica crescente entre os dois lados, que assustou os mercados de petróleo e elevou o espectro de um confronto militar entre o Irã e os EUA. O Irã ameaçou fechar o estreito, uma das passagens de navegação mais importantes do petróleo, e por outro lado os EUA advertiram que tal medida exigiria uma resposta de Washington, que rotineiramente patrulha as rotas internacionais para garantir que permaneçam abertas para o tráfego marítimo.

As tensões entre o Irã e os EUA têm aumentado nas últimas semanas no mesmo momento que o presidente Barack Obama se prepara para implementar novas sanções dos EUA contra o Irã por causa do seu programa de enriquecimento nuclear, que Teerã explica que será para a produção de energia, mas que o Ocidente acredita tenha o propósito de produzir armas atômicas.

A União Européia está se preparando para intensificar as sanções contra Teerã através de um embargo às exportações de petróleo iraniano e, possivelmente o congelamento dos ativos do Banco Central do Irã. Obama está preparando novas sanções dos EUA que têm por alvo as instituições financeiras estrangeiras que fazem negócios com bancos iranianos.

Ambos os lados na semana passada tentaram diminuir o tom de suas retóricas. A Casa Branca enfatizou que os EUA ainda estava aberto para conversações internacionais sobre o programa nuclear do Irã, porém ao mesmo tempo negaram as afirmações do Irã que discussões estariam em andamento para a retomada de um diálogo.

A Casa Branca não confirmou nem negou um relatório iraniano que dizia que Obama enviou uma carta aos líderes iranianos, mas o porta-voz Jay Carney relatou que qualquer comunicação com Teerã teria o objetivo de reforçar as declarações que Washington tem feito publicamente.

 

 

 
 



Vinho Kasher - Degustação

O Instituto de Enologia e Viticultura da Brock University no Canadá promoveu um seminário para degustação com foco nos vinhos kasher.

A região do Niágara se tornou um destino renomado pelos seus vinhos e cultura sobre a enologia; com dezenas de estabelecimentos vinícolas, cada um com seus processos e especialidades e portanto, poderia se esperar que haveria também o vinho kasher. Porém apenas um estabelecimento vinícola produz este tipo de vinho além de outro que produz vinhos de frutas que não a uva.

Porém a indústria de vinho kasher cresceu significativamente nos últimos 25 anos e o Canadá importa vinhos certificados de mais de 12 países. Porém ainda não produz este tipo de vinho.

O Rabino Nachum Rabinowitz (Rabino coordenador da divisão do kashut da União Ortodoxa) apresentou no evento a palestra ‘desmistificando o vinho kasher’, com o objetivo de eliminar concepções errôneas. Uma sessão de degustação de vinhos kasher aconteceu logo após a palestra e os que experimentaram foram convidados a determinar qualquer diferença entre vinhos kasher e não-kasher de diferentes variedades.

 

 
 

Exposição mostra retratos desenhados na época do Holocausto

O Yad Vashem procura ajuda do público para a identificação de órfãos judeus da Moldávia que foram documentados por uma jovem em Bucareste, ao final da Segunda Guerra Mundial.

Evelyn Ziegler de 19 anos usou um caderno de desenho, determinada para registrar os rostos dos órfãos que vinham à sua casa em Bucareste saindo do campo de concentração na Moldávia. Desenhou os rostos magros de sete crianças, prometendo que nunca mais poderiam apagar a identidade deles. Quase 70 anos depois o Museu do Holocausto Yad Vashem está pedindo a ajuda do público para identificarem as crianças que sobreviveram ao horror e foram documentados pela jovem. Quando a máquina de guerra nazista finalmente recuou na primavera de 1944, os poucos órfãos sobreviventes foram libertados e enviados para a comunidade judaica em Bucareste.

Crianças sobreviventes do Holocausto

Pelo menos sete crianças foram adotadas pela família Ziegler. Comovida ela escreveu comentários na parte de baixo dos desenhos expressando seus sentimentos. "Um menino de 18 anos da Moldávia, será que ele merece tanto sofrimento?" pergunta ela. Mais tarde Evelyn se casou e emigrou para Israel, e seus desenhos mais tarde foram parar no Yad Vashem. Agora os desenhos estão à procura de nome para os rostos. Três dessas crianças acredita-se que tinham de 15 a 18 anos de idade na primavera de 1944. A menina e as duas crianças mais novas provavelmente tinham 10 anos de idade. Estas crianças teriam sobrevivido ao horror e talvez até mesmo imigraram para Israel.

Esses rostos fazem parte de uma exposição que foi aberta no Yad Vashem, na véspera do Dia Internacional para a Recordação do Holocausto, marcando o 70º aniversário da Conferência de Wannsee, na qual os nazistas coordenaram a "solução final" - o genocídio dos judeus europeus.

A exposição, "Últimos Retratos: Pinturas para Posteridade" apresenta cerca de 200 obras criadas por 21 artistas judeus durante o Holocausto, que documentaram e prestam homenagem aos seus amigos e conhecidos nos guetos e campos. Cerca de 60 dos rostos contando a maior história de horror da história do povo judeu ainda não foram identificados. "Nós já realizamos uma intensa investigação, numa tentativa de descobrir detalhes sobre essas pessoas" relata a curadora da exposição Eliad Moreh-Rosenberg. "Esperamos que com a mostra dos retratos para o grande público recebamos novas informações sobre as pessoas que dos retratos olham para nós, e que até agora permanecem anônimas.

"O que torna esta exposição única é a apresentação de um esforço sistemático de artistas judeus para retratarem seus irmãos de fé durante uma época cataclísmica. Para muitos dos retratados, o desenho pelo artista dos seus rostos, momentos antes da morte, os torna os seus últimos retratos".

 

 
 


Pai aprisiona palestina por 9 anos e dá lâmina para que se mate

Uma jovem palestina foi libertada no último sábado, depois de nove anos mantida presa em um banheiro, espancada e mal alimentada por seu pai, que só permitia que ela saísse à noite, segundo informou à polícia uma assistente social. Hala Shreim disse que Baraa Melhem recebeu apenas um cobertor, um rádio e uma lâmina de barbear do pai, que a encorajou a cometer suicídio. Baraa foi libertada depois que um familiar denunciou a situação às autoridades da cidade de Qalqilya, na Cisjordânia. Estima-se que a jovem tenha sido trancafiada quando tinha entre 10 e 12 anos. A vítima foi encontrada pela polícia e pela assistente social em um pequeno banheiro, enrolada na única coberta que dispunha para se aquecer. "É um milagre que não tenha enlouquecido. Ela tinha um pequeno rádio em que costumava ouvir programas. Estava consciente de seu estado mental e disse que o rádio era seu único amigo na escuridão", afirmou Hala.

 

 
 

Líderes muçulmanos pedem que judeus sejam exterminados para acelerar o fim do mundo

O líder muçulmano Hazem Shuman ficou conhecido ao defender que os islâmicos não devem escutar música. Recentemente, argumentou em seu programa de TV, que é transmitido para todo o Egito, que os judeus precisam ser totalmente derrotados e destruídos. Um dos motivos para isso é que, segundo ele, “90% dos atores famosos do mundo são judeus e a mídia mundial está em suas mãos”. O resultado foi uma nova onda de fúria antissemita por parte dos egípcios que vivem meses de lutas internas e instabilidade política. Há uma disputa clara entre os muçulmanos radicais e os moderados pelo controle do país. Desde a queda de Mubarak, várias igrejas foram queimadas e muitos cristãos assassinados. Hazem Shuman citou uma “hadith” (promessas de Maomé), lembrando que os muçulmanos podem apressar a vinda do Dia do Juízo Final matando judeus. Ele invocou o histórico massacre de judeus feito por Maomé no oásis de Khaybar, na Arábia. Também citou o Alcorão 5:82, que afirma serem os judeus os piores inimigos dos muçulmanos. Abaixo o vídeo com o pronunciamento de Hazen Shumman : http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=kDoV8ZL9Xkc

 

 
 


Hacker israelense libera senhas de 100 mil usuários árabes do Facebook


Um Hacker que alega agir em defesa de Israel liberou 100 mil credenciais de usuários do Facebook, supostamente de árabes, no quem vem sendo uma ciberdisputa cada vez mais tensa entre os dois lados. O cracker, que adota o nome de Hannibal, postou as credenciais em quatro partes no site Pastebin, além de torná-las disponíveis em outros 14 sites de compartilhamento. Em uma nota apresentando os dados, ele alegou ter detalhes de 30 milhões de contas de e-mail, 10 milhões de contas bancárias e 4 milhões de cartões de crédito pertencentes a “árabes de todo o mundo”.

 

 
 

Netanyahu cita lição do Holocausto ao lidar com Irã

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, citando as lições aprendidas no Holocausto nazista e o perigo de um Irã nuclear, disse na terça-feira que Israel não deveria hesitar em agir sozinho para impedir qualquer ameaça a sua existência. Dirigindo-se ao Parlamento antes do Dia Internacional em Memória às Vítimas do Holocausto, em 27 de janeiro, Netanyahu elogiou a decisão da União Europeia na segunda-feira de impor sanções às exportações de petróleo iraniano.: "Mas neste dia de cooperação internacional e de um feito importante contra o Irã, quero lembrar a todos da principal lição do Holocausto contra o nosso povo -que quando houver uma ameaça a nossa existência, não devemos deixar nosso destino nas mãos de outros", disse. "Quando se trata de nosso destino, é nossa obrigação confiar apenas em nós mesmos." Complet.

 

 
 

Ferramenta online para estudar o Holocausto

Os estudantes em todo o mundo terão a oportunidade de aprender mais sobre o Holocausto, graças a uma nova ferramenta educacional “online”, que foi lançada esta segunda-feira. O site chama-se “IWitness” e foi produzida pela Fundação Shoah da Universidade da Califórnia do Sul, possibilitando que professores e alunos tenham acesso a depoimentos em vídeo de mais de mil testemunhas do Holocausto a partir do arquivo do Instituto de quase 52 mil gravações. “Como hoje os alunos aprendem mais sobre o Holocausto e o significado desta história, logo vão descobrir uma ligação com as suas próprias vidas e comunidades”, disse Kiyo Akasaka, subsecretário-geral para as Comunicações e Informação Pública.

 

 
 

Legisladores do Hamas são presos na Cruz Vermelha de Jerusalém

O legislador do Hamas Mohammed Totah (E) e o ex-ministro palestino Khaled Abu Arafeh (D)

A polícia israelense anunciou a prisão de dois legisladores do grupo radical Hamas que estariam se escondendo em um complexo da Cruz Vermelha em Jerusalém. Segundo o porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld, os dois eram procurados por “atividades do Hamas”, sem entrar em detalhes. Khaled Abu Arfa e Mohammed Totah buscaram refúgio no prédio da Cruz Vermelha há mais de um ano para evitar a prisão. A polícia os pegou quando eles se arriscaram a sair do complexo nesta segunda-feira. A organização humanitária confirmou que os dois estavam refugiados em suas instalações.

 

 
 

Transplante de até oito órgãos será feito no Brasil

Está quase tudo pronto para que o Brasil faça seu primeiro transplante multivisceral. Dois hospitais paulistanos (Albert Einstein e Hospital das Clínicas) já receberam sinal verde do Ministério da Saúde para realizar a cirurgia em que até oito órgãos são transplantados de uma vez para o corpo do paciente. O transplante envolve "a troca" de intestinos, estômago, fígado e pâncreas e às vezes, é necessário substituir rins e baço. Numa primeira fase, o Ministério da Saúde autorizou 20 cirurgias experimentais, dez no HC e dez no Einstein. O Einstein fará os transplantes por meio do seu programa de filantropia. Após esse teste, o ministério vai avaliar os resultados, os custos e decidir se o procedimento será feito como rotina. "Não temos pressa. Queremos montar um programa sério, com resultados satisfatórios para o paciente" diz Ben-Hur Ferraz Neto, coordenador da equipe de transplante de fígado do Einstein.

 

 
 


Estreia de Rei Davi faz sucesso nas redes sociais


Na ultima terça-feira a Rede Record estreou mais uma superprodução: a minissérie Rei Davi, que conta a incrível saga do líder que unificou todas as tribos de Israel. No primeiro capítulo, foi possível acompanhar a trajetória de Davi ainda jovem. Um simples pastor de ovelhas, filho de Jessé, que começa a construir seu caminho como o maior líder de Israel. Durante a transmissão os telespectadores repercutiram os emocionantes acontecimentos da trama nas redes sociais. O nome da minissérie, por exemplo, foi o assunto mais comentado no Twitter, liderando os Trending Topics nacionais. Os internautas comentaram, sobretudo, a alta qualidade da trama e as cenas ricas visualmente. Outro momento marcante, na opinião de quem acompanhou a minissérie, foi a cena em que o profeta Samuel revela que Davi é o escolhido de Deus para ser o próximo rei do povo hebreu.


 






 

CONEXÃO RIO-MIAMI

Por Nelson Menda – Miami- EUA


DOÑA GRÁCIA


Doña Grácia Mendes

Os judeus começaram a habitar a Península Ibérica, a Sefarad dos textos bíblicos, a partir da queda do Primeiro Templo, por volta de 580 AC. Com exceção dos quatro séculos em que prevaleceu uma convivência harmoniosa entre as três grandes religiões monoteístas, a assim chamada Idade de Ouro da Humanidade, as perseguições, expulsões e conversões forçadas dos judeus ibéricos aconteciam ao sabor do tirano de plantão, fosse ele cristão ou muçulmano.


Península Ibérica

Em 1492, todavia, a coisa foi bem mais séria. Após a união de Castela e Aragão e a derrota dos mouros em Granada, os assim chamados Reis Católicos, Fernando e Isabel, assinaram o Édito de Expulsão dos Judeus. Concederam apenas três meses, prorrogados por mais três, para que centenas de milhares de judeus desocupassem suas casas, abrissem mão de seus bens e saíssem definitivamente do território espanhol. Se quisessem ficar, teriam de abandonar a fé ancestral e converter-se ao catolicismo. Caso fossem pegos praticando o judaísmo após o vencimento desse exíguo prazo de seis meses, poderiam ser presos e mortos.

DA GALÍCIA PARA A TURQUIA

Os Menda, que habitavam a aldeia de mesmo nome na Galícia, a exemplo das centenas de milhares de seus irmãos, acomodaram os poucos pertences que poderiam ser transportados e partiram em uma longa e arriscada jornada com destino à Turquia, nação que havia aberto suas portas para os refugiados judeus da Espanha. Como conseguiram chegar a um destino tão distante? Teriam ido por terra, expostos aos salteadores e esbirros da inquisição? Ou, quem sabe, por mar, em toscas e frágeis embarcações, à mercê das intempéries e piratas?


Istambul

Esse ainda é um ponto obscuro na história dos meus ancestrais paternos, mas cada vez mais me convenço ser bastante provável que essa viagem até o Império Otomano deve ter contado com o auxílio de uma família também judia e espanhola que ostentava um sobrenome parecido ao nosso, os Mendes.

http://www.youtube.com/watch?v=skIQ61CfLsw

 

FRANCISCO E GRÁCIA MENDES

O casal Francisco e Grácia Mendes, após a expulsão da Espanha, juntamente com outros 100.000 judeus, atravessou a fronteira e se dirigiu a Portugal. Todavia, ao contrário do Sultão da Turquia, que concedeu liberdade religiosa e econômica aos recém-chegados, Portugal preparou-lhes uma autêntica cilada. Em plena era dos descobrimentos, os portugueses precisavam do know-how dos judeus espanhóis, hábeis artesãos no trato do couro e dos metais. Ansiavam pelo conhecimento científico dos seus médicos, tidos como os mais renomados da Europa. Aguardavam, com ansiedade, a hora de dispôr das cartas náuticas elaboradas por seus pilotos, que sabiam navegar à noite, orientando-se pela luz das estrelas. E não escondiam o desejo de arrecadar fundos para o erário real, cobrando dos refugiados um elevado imposto para que pudessem ingressar em seu território. Portugal recebeu, de mão beijada, a nata do pensamento, da cultura, das ciências e do mundo dos negócios. Desperdiçou-a, poucos anos depois, com uma nova temporada de conversões forçadas e perseguições, o que obrigou os judeus a se dispersarem mais uma vez.

MONOPÓLIO DAS ESPECIARIAS

Francisco Mendes, que já era um próspero empresário na Espanha, assim que chegou a Lisboa tratou de negociar com o Rei de Portugal uma concessão para importar da Índia e distribuir pelos demais países da Europa as chamadas especiarias, indispensáveis para temperar e conservar os alimentos.

Especiarias

A frota dos Mendes era imensa, calculada em centenas de embarcações. Que conduziam, além do cravo e da pimenta, uma carga ainda mais valiosa: seres humanos. Habilmente alojados em compartimentos secretos de seus barcos, os Mendes transportavam refugiados judeus da Espanha e de Portugal para destinos seguros no Império Otomano. Corriam riscos, tendo sido denunciados em mais de uma ocasião, mas não esmoreceram. Francisco Mendes faleceu em Lisboa em 1536, mesmo ano em que a inquisição se instalou oficialmente em Portugal. Sua viúva, Doña Grácia, cujo nome judaico de solteira era Hanna Nasi, tendo passado a utilizar, em Portugal, o de Beatriz de Luna e que acabou sendo conhecida como A Senhora, precisou assumir as rédeas das empresas. Em uma época em que as mulheres não costumavam trabalhar fora, limitando-se às tarefas domésticas. Grácia Mendes não perdeu tempo. Arregaçou as mangas e tratou não só de manter como ampliar os negócios da família. Que, a essas alturas, já tinham se expandido para as cidades de Antuérpia, Veneza e Ferrara. Nessa última localidade, onde havia sido instalada uma gráfica para a produção de livros judaicos, Grácia Mendes patrocinou o lançamento da famosa Bíblia de Ferrara, primeira obra impressa em ladino.

A Bíblia de Ferrara

O Mendes Bank, braço financeiro das empresas de navegação e comércio de sua família, por ela dirigido, passou a ser considerado o segundo maior estabelecimento do gênero em todo o mundo.

A FUGA

Parte substancial do lucro das empresas era aplicado no estabelecimento de rotas de fuga para os judeus, que continuavam a ser perseguidos, processados e mortos pela inquisição. Instada a entregar a única filha à corte portuguesa, onde deveria ser criada como uma boa cristã, Doña Grácia pediu autorização aos reis para realizar uma suposta viagem de negócios à Antuérpia, onde seu cunhado, Diogo Mendes, dirigia o escritório local da organização. Embarcou com a filha e a irmã em uma caravela, para nunca mais retornar a Portugal.

Roteiro de Fuga de Doña Grácia Mendes

Perseguida pelos agentes da inquisição e denunciada pela própria irmã, teve de utilizar mil e um estratagemas para conseguir despistar os representantes do obscurantismo religioso, precisando se transferir, durante longos onze anos, de uma cidade européia para outra. Nesse meio tempo Grácia Mendes conseguiu manter, além de boas relações com as principais casas reais, a quem costumava socorrer com empréstimos pessoais, uma rede secreta de estalagens nos caminhos que conduziam a Salônica, então sob domínio turco. Nesses estabelecimentos as famílias judias podiam se hospedar em segurança. Ali repousavam, se alimentavam e conseguiam novas parelhas de cavalos para a jornada seguinte, até o próximo albergue mantido pelos Mendes. Aliando a fuga por mar em um dos barcos da empresa ao percurso por terra, em carroças e com a utilização dessa rede de hospedarias, Dona Grácia conseguiu conduzir sãos e salvos dezenas de milhares de judeus ibéricos para o território otomano. Até que ela própria, juntamente com seus familiares, inclusive a irmã que a havia denunciado e fora por ela perdoada, conseguiu chegar a Istambul, após driblar espiões, salteadores e chantagistas de toda ordem. Na capital turca foi recebida com honras oficiais por Suleiman, o Magnífico, de quem se tornou amiga e conselheira. Assim que se sentiu segura, eliminou, de forma definitiva, o sobrenome Mendes, voltando a utilizar seu nome original, Grácia Nasi, passando a assumir-se, dessa feita sem necessidade de subterfúgios ou disfarces, plenamente como judia.

TIBERÍADES

O sonho de Doña Grácia era promover o retorno do povo judeu à Eretz Israel. Com o comando das suas empresas instalado em Istambul e privando da amizade com o Sultão, conseguiu sua aprovação para estabelecer uma colônia judaica próxima a Tiberíades, às margens do Mar da Galiléia, cuja construção foi por ela financiada. Por essa razão Grácia Nasi é considerada a primeira sionista da história. Em sua homenagem, foi inaugurado, em 2000, na própria Tiberíades, atualmente uma próspera cidade com 40.000 habitantes, o Museu Casa de Dona Grácia. Em 2010, ano em que se completaram cinco séculos de seu nascimento, o governo de Israel cunhou medalhas com sua efígie.


Medalha Cunhada em Israel - 2010

Coincidentemente, em 1553, na Itália, o artesão Pastonino de Pastori já havia produzido uma medalha que ostentava o seu perfil.


Medalha Com a Efígie de Grácia Mendes – Itália, 1553

 

RESGATE DA MEMÓRIA

O nome de Doña Grácia ficou esquecido durante muito tempo. Apenas os habitantes de Izmir, na Turquia, que frequentavam a Sinagoga da Señora, sabiam de quem se tratava, juntamente com os moradores de Tiberíades, em Israel. Nos últimos anos, porém, um intenso trabalho de resgate de sua obra vem sendo realizado. Foram lançados selos, em Israel, ostentando sua imagem e publicados dezenas de livros em diferentes países e idiomas relatando seus esforços para salvar judeus perseguidos unicamente por se manterem fiéis à religião de seus antepassados.


Selos Israelenses Homenageiam Grácia Mendes/Nasi

Quando Dona Grácia faleceu, em Istambul, em 1569, o Sultão decretou luto oficial em todo o Império Otmano. E o Israel Jewish News, recentemente, considerou-a, com toda a justeza, a Rainha Ester do Século XV.

nmenda@hotmail.com

 

 

 

 




DESTAQUES SOCIAIS

 

Encontro realizado no dia 12 de janeiro de 2012, na Embaixada de Israel no Brasil, entre o Bispo Átila Brandão, e o Embaixador de Israel; Rafael Eldad. Também presentes ao encontro; a Bispa Mailde, Bispa Lorena, Rev. Paul Phillips, e o Sr.Leo Vinovesky, Conselheiro Politico da Embaixada de Israel.

 

A Fênix de Cristal

A obra de autoria de Jorge Dzialowski Diaconescu narra, através de fatos reais, em forma de romance, a história da família e amigos do autor, bem como de diversos outros sobreviventes que atravessaram o período de perseguição nazista aos judeus, que dominava toda Europa em 1939. Jorge, um engenheiro de profissão e empresário na área de informática, vem já há alguns anos processando dados para divulgação de temas judaicos importantes, como no livro TORATI, lançado em 2007. Reside com sua família em Israel. Editora AMC GUEDES-2011 - 199 páginas

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Alegrete, 16 de janeiro de 2012.

CONVITE

A consciência social sobre os valores que fazem a História desta terra, levou a Comunidade de Alegrete à concepção de uma homenagem maior ao conterrâneo que abriu novos caminhos na urbanização da cidade, já em 1925, quando Prefeito. Elevou o nome de Alegrete no cenário estadual e nacional. E pontificou na liderança internacional na - Organização das Nações Unidas. Vamos consolidar as homenagens já realizadas, e construir o MEMORIAL OSWALDO ARANHA. A idéia nascida há 20 anos, desenvolveu, amadureceu e hoje, com apoio sem precedentes, tal como está agindo a atual Administração Municipal, se viabilizará a base física onde será construído o monumento. O local, como proposto na idéia original, é numa colina ao longo da rodovia que faz ligação com os Países do Mercosul, na BR 290, entre a ponte sobre o Ibirapuitã e a estrada que vai ao Caverá. O projeto arquitetônico mereceu a autoria do destacado profissional brasileiro de fama incomum: Oscar Niemayer. A outorga da escritura pública, autorizada pela Câmara de Vereadores, ocorrerá no período em que estaremos comemorando os 155 anos de nossa elevação - de Vila à Cidade, fato ocorrido em 1857. A Lei foi sancionada pelo Prefeito, aos 16 de dezembro passado e tomou o número 4.897/11. Representantes da Família Aranha estarão presentes, tendo à frente a Sra. Zazi Aranha Corrêa da Costa, Secretária Geral da entidade autônoma, com personalidade jurídica e com denominação oficial - Memorial Oswaldo Aranha. Estamos convidando Vossa Senhoria para participar dos atos públicos que solenizarão esse evento, no próximo dia 30 (segunda-feira) deste mês de janeiro.

 

 


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Jornalista Responsável:
Osias Wurman - MT 14.707
Colaboradores Internacionais: Jerusalém - Daniela Kresch, Budapeste - Judith Klein, Miami - Fernando Bisker, Nova Iorque - Daniel Geller, Miami - Nelson Menda
Diagramação: MarketDesign
Colaborador Especial: Jaime G. Christof