Clique aqui para baixar a versão integral da Rua Judaica


  Edição 462  Diretor/Editor: Osias Wurman Segunda, 23 de Maio de 2016

 


MANCHETES DE ÚLTIMA HORA


 

   

NETANYAHU SÓ ACEITA NEGOCIAÇÕES DIRETAS COM PALESTINOS

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu rejeitou, nesta segunda-feira, a iniciativa francesa para uma conferência multinacional para relançar os esforços de paz entre israelenses e palestinos, dizendo ao primeiro-ministro francês Manuel Valls que as negociações diretas são o único caminho para avançar para um acordo duradouro. Falando numa conferência de imprensa conjunta em Jerusalém, antes de uma reunião a portas fechadas com Valls, Netanyahu disse que um esforço multilateral substituiria conversações bilaterais e não trarão qualquer acordo. "A paz não será alcançada em conferências internacionais no estilo da ONU, nem por ditames internacionais que vêm de reuniões de vários países do mundo sentados para decidir o nosso destino", disse Netanyahu. "A paz será alcançada através de negociações diretas em que a Autoridade Palestina teria de enfrentar uma escolha histórica: reconhecer um estado judeu ao lado de um estado palestino desmilitarizado, ou tentar eliminá-lo."

www.ruajudaica.com


AMERICANA MAIS IDOSA É JUDIA DE 113 ANOS

A norte-americana mais idosa é agora uma mulher judia de 113 anos chamada Goldie. Após a morte de uma senhora de 116 anos de idade, Susannah Mushatt-Jones, na sexta-feira passada, o New York Daily News informou que Goldie Michelson de Worcester, Massachusetts, tornou-se a americana mais velha viva. Desde a morte de outra Goldie, de 114 anos, Goldie Steinberg ano passado, Michelson foi também, provavelmente, a judia mais velha do mundo. O mais velho judeu do mundo com 112 anos de idade, Yisrael Kristal, recentemente se tornou o homem mais velho do mundo. Kristal, um sobrevivente do Holocausto que nasceu na Polônia em 1903, vive em Israel. Michelson (née Corash) nascida na Rússia, em 1902, emigrou com sua família para Worcester com a idade de 2 anos. Seu pai, Max, era estudante de medicina na Rússia, e abriu uma loja na área de Water Street em Worcester. A pessoa mais velha na terra é a italiana de 116 anos Emma Morano-Martinuzzi, de acordo com o Daily News.

www.ruajudaica.com

 

 

CUSTO DE HABITAÇÕES DE LUXO SOBE EM ISRAEL

O elevado custo da habitação em Israel continuou a subir no primeiro trimestre de 2016, de acordo com um novo relatório do governo, continuando uma tendência de galope nos preços imobiliários apesar das recentes promessas políticas para conter o mercado. O preço dos apartamentos de quatro quartos aumentaram 1,6 por cento no primeiro trimestre de 2016, e um total de 8% no último ano, de acordo com números divulgados pelo gabinete de governo. As cidades que viram o maior aumento nos preços das casas ao longo do último trimestre de 2015 foram: Eilat (5%), Tel Aviv (4%), Netanya (4%), Modi'in (4%) e Ramle (4%). Jerusalém não teve aumento desde o último trimestre e quatro cidades viram uma diminuição no preço: Holon (-3%), Ashdod (-2%), Kfar Saba (-2%) e Haifa (-1%). A cidade com o maior custo médio para um apartamento de quatro quartos foi Tel Aviv, que teve media de US$ 764.316. A “White City” tem preço mais elevado do que o segundo colocado, que foi Herzliya com US$ 603.275. Os caçadores de bons negócios podem fazer o seu caminho para o sul, para a capital do Negev, Beersheba, onde um apartamento de quatro quartos custa em média US$ 270.790, a mais barata das 16 cidades pesquisadas.

www.ruajudaica.com

 

 



Osias Wurman
Jornalista

MINISTRO DA CULTURA MARCELO CALERO É GRANDE AMIGO DA COMUNIDADE

Marcelo Calero é o novo ministro da Cultura. O órgão chegou a ser extinto e incorporado à Educação — criando o Ministério da Educação e Cultura —, por decisão do presidente interino Michel Temer, que voltou atrás da decisão neste sábado, dia 21. O diplomata de 33 anos ocupou em janeiro de 2015 a Secretaria de Cultura do município do Rio, após trabalhar como presidente do Comitê Rio450. A cerimônia de posse do novo ministro será na próxima terça-feira no Palácio do Planalto. O consul honorário de Israel no Rio de Janeiro e o presidente da CONIB foram convidados para o evento.

Formado em Direito pela Uerj, Calero começou a carreira jurídica numa empresa de telefonia móvel. Em 2005, assumiu o primeiro cargo público, na Comissão de Valores Mobiliários (CMV), indo para a Petrobras no ano seguinte. Em 2007, passou a se dedicar à carreira diplomática e atuou no Departamento de Energia do Itamaraty e na Embaixada do Brasil no México. Ingressou, em 2013, na Prefeitura do Rio, onde trabalhou na assessoria internacional até presidir o Comitê Rio 450.
A partir de 2013, quando Marcelo Calero recepcionou o então vice-chanceler de Israel, Zeev Elkind, atual ministro da Absorção de Imigrantes e de Assuntos de Jerusalém, deu-se inicio a um estreito relacionamento com o consulado honorário de Israel no RJ e ampliado para a comunidade judaica da cidade.

Desejamos ao grande amigo Marcelo Calero uma excelente  gestão à frente do Ministério da Cultura do Brasil.



Marcelo Calero leva Zeev Elkind para conhecer o morro Chapéu Mangueira no Leme.



Marcelo Caleiro na recepção oferecida a Zeev Elkind e Sra., pelo consulado honorário de Israel no Rio, na residente de Anna Bentes Bloch, viúva de Adolpho Bloch. Nas fotos com Anna Bentes Bloch, Ellen Gracie, Suzana e Osias Wurman.



Marcelo Calero recebe o Troféu Homens de Valôr da Hebraica - Rio das mãos de seu padrinho Osias Wurman.



Marcelo Calero prestigiou a apresentação da Orquestra Filarmonica de Israel no Theatro Municipal do Rio.



Na festa da Independência de Israel no Teatro Casa Grande, Calero assitiu ao show da cantor israelense Noa ao lado do embaixador de Israel Reda Mansour.


Na festa de Chanukah, Calero representou o prefeito do Rio Eduardo Paes no acendimento das velas da Chanukiah colocada na Avenida Atlântica. Na foto com os deputados federais Hugo Leal e Sergio Zveiter.


www.ruajudaica.com

 

 

 

 

 

 


ISRAEL TEM A OITAVA MAIOR EXPECTATIVA DE VIDA DO MUNDO


A Organização Mundial de Saúde publicou um novo relatório que registrou um aumento global da expectativa de vida em todo o mundo.

Segundo o relatório, os seres humanos estão vivendo uma média de cinco anos a mais do que viviam quando o último relatório foi compilado, em 2000.

Em 2015, a expectativa de vida mundial média, ao nascer, era de 71 anos.

O país com a maior expectativa de vida é o Japão, com uma vida média geral de 86,8 anos. Enquanto isso, a Suíça tem a maior taxa de expectativa de vida masculina de 81,3 anos.



Por outro lado, a expectativa de vida mais curta no mundo é em Serra Leoa, onde as mulheres, em média, só vivem cerca de 51 anos, e os homens cerca de 59.

Enquanto isso, Israel ocupa a oitava posição do mundo com uma expectativa de vida média de 80,6 para homens e 84,3 para as mulheres.

Nos Estados Unidos, por comparação, os homens têm uma vida média de 77 anos, e as mulheres geralmente vivem 81,6.

Outros países notáveis ??foram o Canadá (80,2 para homens e 84,1 para mulheres), França (79,4 para homens e 85,4 para mulheres) e Rússia (64,7 para homens e 76,3 para mulheres).

Outra figura interessante foi a diferença de expectativa de vida na Síria. Lá, a idade média dos homens é de 60 anos, enquanto a idade média das mulheres é de 70 - possivelmente como resultado da guerra civil em curso no país.

www.ruajudaica.com

 

 

 

 

 

 


BRIGADEIRA-GENERAL É CANDIDATA A PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE APELAÇÕES MILITARES DE ISRAEL


A Brig. Gen. Rachel Tevet-Wiesel, assessora do chefe de gabinete do IDF sobre assuntos de gênero, é um dos dois principais candidatos na corrida para se tornar o próximo presidente do Tribunal de Apelações Militar. Se escolhida, ela será promovida a major-general, tornando-se a segunda mulher a chegar a este posto.


A primeira foi a major-general Orna Barbivai, que dirigiu a Direção de Pessoal do IDF de 2011-2014.

O outro candidato favorito para chefiar o Tribunal de Apelações Militar é o seu atual vice-presidente, Brig. Gen Doron Piles.

O ministro da Defesa vai dirigir a comissão que irá selecionar o próximo presidente do Tribunal de Apelações Militar. O comitê, que deve se reunir nas próximas semanas, irá também incluir a Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Miriam Naor, o Vice-Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Eliaquim Rubinstein, a ministra da Justiça Ayelet Shaked, o Chefe do Estado Maior do IDF, tenente-general Gadi Eizenkot, o Diretor de Pessoal Brig. Gen. Hagai Topolansky, o Presidente do Tribunal Militar de Apelações, Maj. Gen. Shai Yaniv, e um representante da Ordem dos Advogados de Israel.


Tevet-Wiesel é uma das quatro mulheres no IDF que atingiram o posto de general de brigada. Ela é uma juíza de profissão e serviu no passado como presidente do Comando do Norte e do Tribunal Militar da Marinha, bem como presidente do Comando Central e do Tribunal Militar da Força Aérea. Em 2012, ela começou seu papel como assessora do chefe de gabinete do IDF para os assuntos das mulheres, um título recentemente alterado para consultora chefe de gabinete sobre assuntos de gênero do IDF. Tevet-Wiesel fez progressos na promoção do estatuto das mulheres no IDF e estabeleceu um centro de atendimento à agressão sexual por soldados.

www.ruajudaica.com

 

 

 
 


LUXUOSO MUSEU PALESTINO É INAUGURADO SEM EXPOSIÇÕES


O novo Museu palestino na Cisjordânia foi inaugurado após três anos de construção, com custo de cerca de US$ 24 milhões de euros, mas não há exposições para os visitantes, de acordo com o New York Times.


 


A exposição que era para ser a primeira do museu, "Nunca peça", foi suspensa depois de uma briga entre o diretor do museu e patrocinadores da obra, o que levou à saída do diretor, segundo o jornal.



O museu foi aberto pelo presidente Mahmoud Abbas e outros líderes palestinos. De acordo com o porta-voz do museu, a cerimônia foi destinada apenas a celebrar a conclusão do edifício.

O presidente do museu, Omar al-Qattan, disse ao New York Times que a abertura valeu a pena apesar da falta de exposições. "Simbolicamente é fundamental", disse ele.

"Nunca peça" iria ser concentrada em exposição de artefatos que representam a experiência dos refugiados palestinos, como chaves e fotografias.

O diretor deposto Jack Persekian disse ao Times que a alta administração lhe tinha dito que já não apoiava a exposição. "Talvez eles não queiram assumir um risco com algo que é tão imprevisível e assim incontrolável", disse ele. 



O site do museu chama de "uma instituição independente dedicada a apoiar uma cultura palestina aberta e dinâmica a nível nacional e internacional" e que "apresenta e se engaja com novas perspectivas sobre a história palestina, sociedade e cultura ", oferecendo espaços para empreendimentos criativos, programas educacionais e pesquisas inovadoras."

Quanto a seus objetivos, o site diz que eles vão "contribuir para uma cena cultural palestina vibrante, com uma presença nacional e internacional, capaz de fortalecer os laços entre os palestinos e os interessados ??em sua cultura e história."


www.ruajudaica.com

 

 

 

 

 

 


NOVO MUSEU JUDAICO DE CRACÓVIA TEM MOSTRA DE PINTURAS PRÉ-HOLOCAUSTO

Um novo museu foi inaugurado em Cracóvia, Polônia, apresentando obras de arte da comunidade judaica polonesa pré-Holocausto.

O "I Remember" Museu inclui centenas de pinturas de Haim Goldberg e muitos outros artistas judeus.

Goldberg, que nasceu em 1917 e cresceu no shtetl judeu de Kazimierz Dolny, no leste da Polônia, é conhecido como um dos documentaristas mais importantes da comunidade judaica na Polônia, que em seu pico consistia em mais de 3.500.000 pessoas. Durante o Holocausto, os nazistas quase eliminaram toda a comunidade judaica polonesa, restando menos de 200 mil judeus na Polônia, em 1945.  

Goldberg conseguiu escapar dos nazistas. Ele voltou para a Polônia após a guerra, mas mudou-se para Israel em 1955. Depois, se mudou para os EUA, passados 12 anos, onde morreu em 2004, aos 87 anos.

Goldberg foi descoberto como um artista, quando ele tinha 14 anos, pelo professor Shaul Zilberstein quando visitou a sapataria do seu pai em Kazimierz Dolny, em 1931.

Esta é a primeira vez que 250 pinturas de Goldberg serão colocadas em exposição permanente. Elas mostram a vida cotidiana no shtetl da juventude de Goldberg - a cultura, o comércio, religião, feriados, e os acontecimentos felizes e tristes, que caracterizaram a vida dos judeus na Europa Oriental em geral e na Polônia, em particular.

Shalom Goldberg, filho de Haim, explicou que o último pedido de seu pai era doar as pinturas e tê-las em exposição. Estas pinturas são tudo o que resta deste período.

Os casamentos são os eventos mais importantes do judaísmo. Nesta pintura é possível ver uma representação de como cerimônias de casamento foram realizadas no shtetl. Haim se pintou no quadro duas vezes - uma vez no lado direito da pintura, e de novo no telhado no lado esquerdo.

A festa de Purim no shtetl culmina em um desfile extravagante pelo qual o antagonista do Livro de Esther, Haman, leva o protagonista Mordechai em um cavalo. Haman clama: "Isto é o que é feito para os que o rei procura honrar."

Poucos sabem que existiam acrobatas judeus, mas eram parte integrante da cultura do shtetl. Esta pintura proporciona um vislumbre de um desempenho acrobático de rua.

Isto é como um olhar em um shtetl de um típico sábado; os homens e meninos saíam para rezar na sinagoga, enquanto as mulheres acendiam as velas. Goldberg acrescentou uma imagem popular no shtetl, em que as almas dos mortos ressuscitam para o céu pela luz das velas de Shabat.

O comércio prosperou no shtetl no período entre guerras. Esta pintura mostra o mercado no shtetl onde os vendedores, artesãos e compradores se reúnem no centro da cidade para comprar e vender mercadorias. Os mercados eram tipicamente abertos às terças e quintas-feiras.

www.ruajudaica.com

 

 
 

 

 

 
 


OITO MODELOS QUE POSTARAM NO INSTAGRAM NO IRÃ FORAM PRESAS OU PROCESSADAS


O Irã prendeu oito pessoas por trabalharem em redes sociais on-line "não-islâmicas", particularmente no Instagram, segundo o presidente do tribunal de crimes na internet, em Teerã, disse na televisão estatal.

As prisões foram feitas numa operação policial de dois anos de duração, chamada de "Spider II", visando entre outros modelos que postam fotos on-line sem o hijab cobrindo o cabelo que é obrigatório para as mulheres em público no Irã, desde a Revolução Islâmica de 1979.

Ele identificou 170 pessoas que executam páginas no Instagram online - 59 fotógrafos e artistas de maquiagem, 58 modelos, gerentes de salão e 51 designers de moda, e duas instituições ativas, de acordo com um comunicado do tribunal especial.

"Descobrimos que cerca de 20 por cento dos posts iranianos para o Instagram é executado pelo círculo de modelagem", disse Javad Babaei na televisão estatal, na noite de domingo.

Eles têm "feito difusão da cultura e da promiscuidade imoral e anti-islâmica", disse ele.


 


Babaei disse que era dever do judiciário "confrontar aqueles que cometeram esses crimes de forma organizada".

A Guarda Revolucionária do Irã atacou Kim Kardashian, acusando a estrela americana de conspirar no Instagram para influenciar "os jovens e as mulheres" e influenciá-los a abandonar seus valores muçulmanos, de acordo com um relatório da Vanity Fair .

Além das oito prisões, processos criminais foram abertos contra 21 outras pessoas.

A operação policial se deteve sobre um banco de dados de mais de 300 contas no Instagram iraniano, de populares e contas conectadas, disse Babaei.

Seus comentários seguiram uma "sessão do tribunal educacional" ao vivo no domingo, no qual uma ex-modelo disse que ela tinha ganho dinheiro através do compartilhamento de fotos no Instagram.



O rendimento médio mensal para uma modelo de sucesso é de 100 milhões de rials (US$ 3.330), segundo uma testemunha nomeada como Elham pelo site ligado ao Judiciário Mizan on-line, conforme acusação do promotor de Teerã.

O Instagram é extremamente popular no Irã. Ao contrário do Facebook, Twitter e YouTube, que permanecem bloqueados, Instagram é acessível aos iranianos.

A repressão parece referir-se às oito prisões anunciadas pelo porta-voz do Judiciário, Gholam Hossein Mohseni-Ejeie, no início de março.

Ele relatou sobre a "prisão de oito modelos, algumas das quais foram libertadas sob fiança e algumas informada da lei iraniana e posteriormente soltas."


www.ruajudaica.com

 

 

 

 

 

 


UM AVÔ RETORNA AO MURO DAS LAMENTAÇÕES


Ele foi destaque em uma das fotografias mais famosas na história do Estado de Israel: "Paraquedistas no Muro das Lamentações", feita pelo artista David Rubinger após a recaptura durante a Guerra dos Seis Dias. Agora, 49 anos depois de ter sido tirada, o ex-paraquedista Dr. Yitzhak Yifat reviveu a foto de uma comovente maneira, com seus netos ao seu lado.

Yifat foi originalmente fotografado no Muro Ocidental ao lado de seus companheiros do IDF, Haim Oshri e Zion Karasanti, depois da libertação de Jerusalém durante a Guerra dos Seis Dias. Como paraquedista no centro da imagem, com lágrimas nos olhos e seu capacete em suas mãos, Yifat se tornou um dos símbolos daquela guerra.

Então, o que recentemente o trouxe de volta para o Muro Ocidental com seus netos? A exposição especial do Ministério da Igualdade Social, inaugurada no Beit Hatfutsot - O Museu do Povo Judeu – é intitulada: "Fotos contam histórias."

A exposição, que é o evento de conclusão de um programa de "relacionamento multi-geracional", mostra fotos de idosos, juntamente com novas fotos, que foram encenadas por seus netos.

Yifat foi fotografado com seus três netos: Matan, 11, Oz, 5 e Shira, 3.

"Uma das coisas fantásticas que faz uma pessoa feliz é a sua capacidade de passar para a próxima geração o que ele passou", disse o ex-paraquedista. Foi um grande prazer acompanhar o meu neto mais velho, contar-lhe a história da guerra e ver que ele gostou.

Seu neto Matan ficou igualmente animado e afirmou que ele iria seguir os passos do avô. "Sinto-me muito orgulhoso que o meu avô é o famoso paraquedista do Muro", disse ele. "Eu também pretendo me juntar aos paraquedistas. Os paraquedistas são os melhores, eles estão sempre prontos, e mais importante: Eu quero continuar o legado do meu avô."

Yifat estava contente de ouvir as palavras de seu neto e expressou um desejo: "Estou pensando em saltar com ele (na sua formação de paraquedista), se eu conseguir", disse ele. "Em qualquer caso, desejo-lhe muito sucesso como paraquedista, de todo meu coração."

A Ministra da Igualdade Social Gila Gamliel explicou que o projeto combina ativismo social e os valores sionistas. "Estou animada para ver os resultados", disse ela. "Quando os jovens são introduzidos, através do relacionamento multi-geracional, com os primeiros anos do país e as suas dificuldades, em seguida eles absorvem o espírito forte e os ideais da geração mais velha."

www.ruajudaica.com

 

 
 



Por Daniela Kresch
Jornalista
direto de Israel


MENSAGEM DE ESPERANÇA EM MEIO AO CAOS POLÍTICO

TEL AVIV – Eu estava a caminho da fronteira de Israel com a Faixa de Gaza, na semana passada, quando, no rádio, os meandros de uma das maiores crises políticas do país eram dissecados. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu negociava ampliar sua coalizão de governo com dois partidos (com ideologias opostas) ao mesmo tempo. No final das contas, conseguiu a ampliação com a entrada do ultranacionalista Avigdor Lieberman, o novo ministro da Defesa. O Partido Trabalhista, de centro-esquerda (ou melhor, o Campo Sionista, união do Avodá com outro partido) ficou de fora. Foram muito altos e baixos, muitos jogos políticos ao estilo “House of Cards”.

Enquanto os líderes do país tentavam puxar o tapete uns dois outros, críticos de Netanyahu reclamavam do xadrez político que levou Lieberman (um ultra-direitista que defende pena de morte a terroristas) ao Ministério da Defesa. O comentarista Roni Daniel, do Canal 2, uma espécie de “porta-voz extraoficial” do exército, demonstrou tanta decepção que fez um monólogo desesperado na TV na sexta-feira (20). “Não tenho certeza de que quero que meus filhos fiquem em Israel”, disparou Daniel, para surpresa de todos. O clima espelhado por ele no monólogo é o de que Israel está deixando de lado valores de 68 aos atrás: moral, direitos-humanos, humanismo.

Mas, na fronteira, em meio a um clima de pessimismo, conheci uma mulher que me fez relembrar o óbvio: que, em Israel, há pessoas maravilhosas, que, mesmo enfrentando perigos diários, ainda acreditam no futuro dos que estão longe da cúpula política.

Falo de Hila Fenlon, de 38 anos, moradora do moshav (vilarejo) Netiv Haassará, bem na fronteira entre Israel e Gaza. Ela contou a um pequeno grupo de jornalistas estrangeiros como é a vida no moshav, que há 15 anos é alvo quase diário de foguetes e morteiros palestinos. Até os jornalistas mais céticos – daqueles que criticam Israel a priori – se calaram ao ouvir o relato de Hila.

Hila levou os jornalistas até o muro que divide Israel e Gaza, a poucas centenas de metros de sua casa. Lá, uma artistas fez um trabalho lindo com pedras. Um pedido de paz em hebraico e árabe que parece ser dissonante da realidade. Afinal, lembro que foi lá, em Netiv Haassará que a brasileira Dana Galkowicz morreu atingida por um projétil palestino, em 2005.

Abaixo, alguns trechos do que ela disse:

“O que sentimos aqui e que há uma história contada pela imprensa internacional, mas é unilateral. Acredito que quando a complexidade dessa história for contada até o fim, pode ser que saia dela uma solução. Tenho memórias normais de uma infância normal. Íamos q Gaza o tempo todo, para fazer compras, comer húmus. Mas, para o meu filho, isso seria ficção científica.

“O primeiro foguete que caiu aqui foi em 2001, bem no terreno da minha casa. Quando um foguete como esse, pequeno e caseiro, cai em sua casa, voce ri. Mas paramos de rir. O foguetes do Hamas são menos caseiros, hoje. O que feles podem fazer com as casas, sabemos. Mas o que podem fazer com a sua alma? Muito mais estrago.

“Estamos no lugar mais perto de Gaza. Falamos em metros. Não temos o privilégio de 15 segundos para nos esconder de foguetes e morteiros. Em 2001, havia 20 alarmes por dia alertando para foguetes na região. Foi assim que vivemos nossas vidas. Mais do que uma arma destrutiva, é uma arma psicológica.

“Em nossa vila, tivemos milhares de foguetes. Eles afetam a todos. Podem cair a qualquer hora. As crianças, todas traumatizadas, dormem em abrigos antiaéros. As 7:15 da manhã sempre cai, quando elas estão justamente esperando pelo ônibus da escola. Na escola, há uma média de 5 alarmes por dia escolar. Todos os dias. Por 15 anos. Meu filho não sabe que a vida pode ser vivida sem foguetes.

“Mas a verdadeira história não é a de guerra e sim a de esperança. Eu tenho esperança. O que mais posso ter? Sei que palestinos do outro lado que paz para seus filhos exatamente como. Mas o Hamas não deixa. Temos o mesmo inimigo, o terrorismo. Acho errado que o Hamas receba sinais de apoio pelo mundo.

“Em julho de 2014, acharam um túnel aqui, 13 metros abaixo da terra. Tinha ventilação, dava para passar carro. Mas, há algumas semanas, um membro do parlamento europeu sugeriu que Israel é que está fazendo atos para trazer a guerra para perto.

“Apesar de tudo isso, pode parecer incrível, mas voto em partidos de esquerda. Continuo achando que a única maneira de acabar com tudo isso é conversar e fazer acordos. Sei que essa guerra é de relações públicas, não militar. Quanto mais Israel ganha militarmente, mais perde a guerra de RP. Em vez de optar por ódio e extremismo, o caminho mais fácil, o que queremos é um acordo de paz. Queremos esperança para as crianças dos dois lados”.

(Fotos: Daniela Kresch)

www.ruajudaica.com

 

 
 

A RUA JUDAICA E SEUS LEITORES DESEJAM MAZAL TOV AO AMIGO GUGA CHACRA E FAMÍLIA !!!  

Minha filha Julia Chacra, na foto comigo e meu cachorro Messi, nasceu em NY neste fim de semana. E a expressão que ela mais escutou nos últimos dias foi Mazel Tov para parabenizarem pelo seu nascimento. No Zabar's, até me deram meia libra de salmão defumado para comer com bagel. A Julia, ao crescer no Upper West Side de Manhattan, terá enorme influência da cultura judaica. Se fosse menino, acho que meus amigos já teriam marcado o brit.                  
Guga Chacra

www.ruajudaica.com

 

 

 
 



COMO ENTENDER OS MEANDROS DO MERCADO IMOBILIÁRIO NORTE-AMERICANO


Nelson Menda – De Miami para a Rua Judaica

O êxodo de brasileiros em direção a Miami e outras localidades dos Estados Unidos parece não ter fim. A cotação do dólar, que apesar das recentes oscilações continua elevada em relação ao real, não tem sido empecilho para quem tomou a difícil e corajosa decisão de emigrar.

Recente pesquisa evidenciou que a causa primordial da fuga de brasileiros para o exterior não é, como se poderia imaginar, econômica, mas sim em razão dos elevados índices de criminalidade e a sensação de insegurança que tomou conta do país. A primeira providência, quando se pensa em emigrar, é encontrar um lugar adequado para morar que se encaixe no orçamento ou, como dizem os americanos, no budget familiar.

Quem, como muitos brasileiros de classe média, teve a oportunidade de adquirir uma propriedade nos Estados Unidos há coisa de poucos anos, aproveitando o estouro da bolha imobiliária e o dólar a um, dois ou três reais, praticamente dobrou seu capital, além de garantir um lugar ao sol tanto para curtir férias quanto uma possível transferência para o país de Tio Sam.

Além da elevação do dólar, os imóveis subiram bastante de preço em Miami e o ritmo de novas construções é impressionante, mas ainda é possível encontrar algumas pechinchas nesse pujante e extremamente concorrido mercado. Vou tentar explicar o fenômeno.  Antes do estouro da bolha era possível adquirir uma propriedade com financiamento bancário, sem necessidade de comprovação de renda, pois o próprio imóvel funcionava como garantia do empréstimo. Muita gente sem a menor condição financeira adquiriu uma, duas ou mais propriedades, pensando em locá-las e passar a viver dos aluguéis. Quando a crise econômica bateu forte – e nunca é demais salientar que os mercados atravessam, de forma cíclica, seus altos e baixos – os inquilinos pararam de pagar e, em consequência, os compradores deixaram de honrar suas dívidas junto aos bancos, que se viram, de uma hora para outra, com um universo de batatas quentes nas mãos.



Em uma primeira fase, os inadimplentes que não queriam perder seus imóveis negociavam um acordo amigável com as instituições financeiras, o chamado short sale, ou seja, uma venda por um valor aproximado ou um pouco abaixo da hipoteca que eles tinham assumido com o banco, mas que liquidaria a dívida e não comprometeria seu conceito de bom pagador.  Todavia, caso a venda não se efetivasse e o adquirente deixasse de quitar seu débito, o banco, pura e simplesmente, retomaria o imóvel, para tentar negociá-lo, por um valor menor, para outro comprador, o que veio a ser conhecido como foreclosure. Dessa forma, milhares, talvez até milhões, de propriedades em todo o país acabaram nas mãos dos bancos, que se transformaram, contra a vontade, em autênticas imobiliárias, pois tiveram de passar a arcar, entre muitos outros, com os custos de administração, manutenção, condomínio, taxas e impostos das casas e apartamentos retomados.  Algumas dessas instituições financeiras optaram por alugar, durante um determinado período de tempo, sua abarrotada carteira de imóveis, não só para reduzir as despesas de manutenção como evitar que uma desova maciça dessas propriedades no mercado provocasse uma queda ainda maior nos preços. Todavia, com o boom das novas construções, já começou a pipocar no mercado uma enxurrada de imóveis estalando de novos, o que vem provocando uma, por enquanto discreta, redução nos preços, sem considerar que ainda existem grandes estoques de imóveis antigos nas mãos dos bancos. Está despontando no horizonte, portanto, uma nova safra de oportunidades, como que de encomenda para quem não conseguiu aproveitar a anterior. De olho nesse novo nicho, a Elite, tradicional e conceituada empresa do ramo imobiliário da Flórida, fundada e dirigida por brasileiros, decidiu criar um departamento de imóveis Bank Owned, ou seja, de propriedade dos bancos, interessados em negociar, pouco a pouco e sem muito alarde, seu estoque de casas e apartamentos por preços e condições bastante convidativos.




Se formos comparar, por exemplo, os preços de um apartamento de dois ou três quartos em uma mesma localização, encontraremos desde imóveis com valores bastante elevados, para os suntuosos prédios recém construídos, ao lado de preços médios nos edifícios mais antigos, muitos dos quais em bom estado de conservação e com peças bastante amplas, sem falar nas autênticas galinhas-mortas que os especialistas da Elite conseguem garimpar para seus clientes nos estoques de imóveis retomados dos bancos. Para quem está pensando em emigrar, ainda não dispõe de moradia nos Estados Unidos ou deseja, pura e simplesmente, investir em uma propriedade sem dispender uma pequena fortuna, vale a pena entrar em contato com o Leo Ickowicz, Diretor da Elite, pelo E-mail leo@eliteinternational.com  ou, se preferir,  falar diretamente com ele ou o Daniel, seu filho, através do telefone 1-305-9406611.  Afinal, é o que a equipe de especialistas da Elite vem fazendo, com extrema seriedade e competência, desde 1994, período em que alcançou a invejável média de 350 imóveis negociados a cada ano. 


www.ruajudaica.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 


REPERCUTE NA IMPRENSA JUDAICA DOS EUA AS DECLARAÇÕES DOS SENADORES BRASILEIROS




http://forward.com/news/breaking-news/341086/
2-brazilian-senators-associate-holocaust-with-
country-s-political-crisis/

 

www.ruajudaica.com

 

 

 
 
FUNDADOR DO CANAL i24NEWS DA TV RECEBERÁ DOUTORADO DA UNIVERSIDADE HEBRAICA

No final de maio, Patrick Drahi, juntamente com o presidente israelense Reuven Rivlin, receberão um doutorado honorário da Universidade Hebraica de Jerusalém.

Drahi fundou o i24news, um canal internacional que apresenta noticiários e conteúdo escrito em francês, árabe e inglês, "a fim de mostrar ao mundo a imagem de um Israel preciso e verdadeiro." O canal foi lançado em 17 de julho de 2013.

Drahi nasceu em Marrocos numa família judaica e possui cidadania francesa e israelense. Ele se formou na universidade de elite École Polytechnique da França, com uma licenciatura em engenharia e um grau de pós-graduação em óptica e eletrônica.

Ele atualmente reside na Suíça.

Além do i24news, Drahi é o fundador do grupo francês de telecomunicações Altice, sediado em Luxemburgo, e detém a empresa de televisão a cabo israelense Hot. Ele também é conhecido por seu trabalho filantrópico em Israel.

Nove outros indivíduos também receberão doutorados honorários da Universidade.

Esses prêmios são dados às "pessoas que se distinguiram pelo desempenho acadêmico ou criativo, que tenham prestado serviços relevantes para a Universidade, ou cujas atividades têm sido de benefício notável para a humanidade, o Estado de Israel, ou o povo judeu."

Os graus serão apresentados durante os eventos do Conselho com os seus 79 governadores.

www.ruajudaica.com

 

 

 

 

 

União em Yom Ha’atzmaut - Vinte entidades judaicas comemoraram juntas em São Paulo

O evento União em Yom Haatzmaut vem ganhando mais força e maior participação comunitária a cada ano.  Vinte entidades judaicas se uniram para comemorar os 68 anos da Independência do Estado de Israel, com uma extensa agenda de atividades que marcaram esta importante data.


Apresentação musical no Colégio Renascença e harkadot (danças judaicas) na CIP e na Hebraica, cerimônia especial de Shabat na Comunidade Shalom, além de Shuk com especialidades da culinária judaica, Feira da Comunidade da Na’amat Pioneiras São Paulo, Exposições e Jantar do Azul e Branco, que aconteceram na Hebraica,  fizeram parte da extensa programação cultural e festiva que aconteceu entre os dias 12 e 15 de maio.



Um dos destaques da programação foram as apresentações do Mega Coral da Comunidade Judaica, com mais de duzentas vozes, sob regência do Maestro León Halegua,  Sima Halpern ao piano, chazan  Gerson Herszkowicz, solo de Regis Karlik e participação especial de Margot Lohn Kullock, que se apresentou na escadaria do Teatro Municipal e no Ato Solene que encerrou as comemorações.
A programação contou ainda com a Exposição dos quadros vencedores do Concurso WIZO de Pintura e Desenho Brasil – Israel, das fotos da Campanha “Eu Me Amarro em Israel” do Fundo Comunitário,  dos 80 anos da CIP, além da Exposição Israel Tecnologia,  da Wizo.



O Ato Solene, que lotou o Teatro Arthur Rubinstein de A Hebraica, contou com discursos de Avi Gelberg (presidente da Hebraica), Bruno Laskowsky (presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo), Fernando Lottenberg (presidente da Confederação Israelita do Brasil),  Yoel Barnea  (cônsul de Israel em São Paulo), Floriano Pesaro (Secretario de Desenvolvimento Social - representando o governador Geraldo Alckmin) e de Marcos Pereira ( Ministro do Desenvolvimento da Indústria e Comércio). O vereador Gilberto Natalini também esteve presente.



“Tantas foram as vezes que estive em Israel, que já não consigo contá-las. Se minha agenda permitisse, iria todos os anos ao Estado Judeu, pois entendo a importância que o Estado de Israel tem para a tecnologia mundial, a economia e o comércio exterior. As portas do nosso ministério estão abertas às lideranças judaicas e ao Estado de Israel e vamos trabalhar para que Israel seja um dos primeiros estados a ser visitado pelos Ministérios das Relações Exteriores e da Indústria e Comércio. Deixo aqui o meu compromisso de reforçar os laços comerciais com Israel”, destacou o Ministro Marcos Pereira, efusivamente aplaudido pelo público presente.



O evento União em Yom Ha’atzmaut resultou de uma parceria da A Hebraica, Agência Judaica, Beth-El, B´nai B´rith do Brasil, Congregação Israelita Paulista/ Lar das Crianças, Confederação Israelita do Brasil, Consulado Geral de Israel, El Al, Federação Israelita do Estado de São Paulo,  Fundo Comunitário, Israel Bonds, Keren Kayemet LeIsrael/ KKL Brasil,  Masa, Museu Judaico de São Paulo/Arquivo Histórico Judaico, Na´amat Pioneiras São Paulo, Residencial Israelita Albert Einstein, Sinagoga do Colégio Renascença,  Unibes e WIZO São Paulo.


www.ruajudaica.com

 

 

 

 

 

TERRORISTA LIBERADO PARA PRISÃO DOMICILIAR NA FRANÇA

O professor universitário no Líbano, nascido no Canadá, que foi extraditado para a França para ser julgado pela morte de quatro pessoas em um bombardeio na sinagoga de Paris, em 1980, foi liberado para prisão domiciliar.
Em sua decisão, na semana passada, um magistrado supremo do tribunal encarregado de revisar os recursos contra encarceramentos citou "dúvida sobre a questão fundamental" se Hassan Diab estava na França quando uma bomba explodiu, em 03 de outubro de 1980, fora da sinagoga ULIF na Rua Copernic.

O julgamento está em curso e a acusação pretende apelar da libertação de Diab.

O CRIF, grupo guarda-chuva das comunidades judaicas francesas, protestou da decisão em um comunicado divulgado, dizendo que estavam indignados.

A detenção e extradição de Diab, em 2014, "era um símbolo da determinação do judiciário para combater o terrorismo", disse o presidente da CRIF, Roger Cukierman, no comunicado. "Este comunicado é escandaloso e irresponsável. É um insulto para as vítimas e suas famílias e será interpretado como fragilidade em face do terrorismo, que atingiu a França apenas recentemente".

Diab tinha lutado contra sua extradição do Canadá por seis anos.

Autoridades francesas alegam que Diab era um membro da Frente Popular para a Libertação da Palestina e participou no bombardeio da sinagoga. Diab, um cidadão libanês e canadense, tem repetidamente negado as alegações.

www.ruajudaica.com

 

 

 

 

 

ITZHAK PERELMAN CANCELA CONCERTO EM CAROLINA DO NORTE EM PROTESTO POR LEI SOBRE TRANSGÊNEROS

O mundialmente famoso violinista Itzhak Perlman cancelou o seu show na Sinfônica da Carolina do Norte, em protesto à recentemente promulgada "lei do banheiro" do estado - que tem como alvo as pessoas transexuais, exigindo o uso do banheiro de acordo com o sexo na certidão de nascimento de uma pessoa.

"Eu decidi cancelar meu show do dia 18 de maio passado, como uma posição contra a House Bill 2", escreveu Perlman em sua página no Facebook, juntando-se a Bruce Springsteen e Ringo Starr, também em protesto contra a legislação.  

"Como meus fãs sabem, passei a vida inteira lutando contra a discriminação para com aqueles com deficiências físicas e defendo o mesmo tratamento a todas as pessoas," escreveu ele.

"Como procuradora-geral, Loretta Lynch declarou recentemente que é muito mais do que apenas casas de banho. É sobre a dignidade e respeito aos nossos concidadãos”.

Eu não poderia concordar mais e estamos ansiosos para voltar para a Carolina do Norte, quando seja revogada esta lei discriminatória".

A Sinfônica da Carolina do Norte disse, numa declaração divulgada, que entrará em contato com os clientes em relação as suas entradas. "A Sinfônica da Carolina do Norte acolhe todas as pessoas com os nossos corações e mentes abertas e temos a honra de partilhar a nossa música feita com todos," publicou a orquestra em seu site.

www.ruajudaica.com

 

 
 
SAUDITAS AMEAÇAM VENDER TÍTULOS DO TESOURO AMERICANO EM REPRESÁLIA

O Senado dos EUA aprovou uma lei que permitiria que as vítimas dos ataques de 11 de setembro apresentassem casos de danos sofridos contra a Arábia Saudita, criando um confronto em potencial com a Casa Branca, que ameaçou um veto. 

Os sauditas, que negam a responsabilidade pelos ataques de 2001, se opõem fortemente ao projeto de lei e ameaçaram vender até US$ 750 bilhões em títulos dos EUA e outros ativos americanos em retaliação, caso o projeto se torne lei. 

A "Justiça contra Patrocinadores do Terrorismo", ou JASTA, foi aprovada pelo Senado por voto unânime. Deve, agora, ser levada à apreciação pela Câmara dos Representantes, onde nenhuma votação ainda foi agendada. 

Se for tornado lei, JASTA iria remover a imunidade soberana, evitando ações judiciais contra os governos, para os países envolvidos em ataques terroristas em solo norte-americano. Permitiria que sobreviventes dos ataques, e parentes dos que morreram nos atentados, exigissem uma indemnização de outros países. 

Neste caso, permitiria ações judiciais na corte federal de Nova York, com advogados tentando provar que os sauditas estavam envolvidos nos ataques ao World Trade Center e ao Pentágono. 

O senador democrata Charles Schumer, de Nova York, um co-patrocinador, disse que o projeto está atrasado e que, uma vez que só se aplica a ataques em solo norte-americano, não arrisca ações judiciais contra os Estados Unidos. 

"Hoje, o Senado falou em voz alta e, por unanimidade, que as famílias das vítimas dos atentados terroristas devem ser capazes de processar os seus autores, mesmo que seja um país ou uma nação responsável", disse Schumer em entrevista coletiva. 

O senador republicano John Cornyn, do Texas, também um dos patrocinadores do projeto, disse que JASTA não atinge os sauditas, embora ele aludiu a uma seção ainda confidencial de um relatório sobre os ataques de 11 de setembro, que os críticos sauditas dizem que pode implicar Riyadh. 

"Nós ainda temos que ver as 28 páginas que ainda não foram lançadas sobre o relatório de 11/09, e que pode muito bem ser instrutivo", disse Cornyn na entrevista coletiva. 

Outros legisladores que viram as 28 páginas disseram que liberá-las iria acalmar tais rumores. 

Cornyn disse que cabe ao tribunal decidir se os sauditas estavam sujeitos a processos. "Eu não acredito que isso vai ser destrutivo da relação que temos com o reino da Arábia Saudita", disse ele. 

A administração Obama tem dito que se opõe a JASTA e que o presidente Barack Obama iria vetá-lo. Perguntado se os democratas do Senado apoiariam um veto, Schumer disse que iria votar contra Obama.

www.ruajudaica.com

 

 
 

ENCONTRADO TESOURO DE 1600 ANOS NO MAR DEFRONTE A CESARÉIA

Dois mergulhadores recreativos descobriram peças de um naufrágio de 1.600 anos no fundo do mar, ao largo da costa de Israel, levando a uma operação de salvamento que descobriu um dos maiores depósitos de artefatos marinhos já encontrados, segundo funcionários de antiguidades revelaram.

O tesouro foi descoberto ao largo da costa de Cesaréia, um importante porto marítimo da era romana, no mês passado, segundo a Autoridade de Antiguidades de Israel disse em um comunicado, demonstrando felicidade por encontrar a mais extensa descoberta subaquática em 30 anos.

Peças trazidas à superfície incluíam uma lâmpada de bronze retratando a imagem do Deus Sol, uma estatueta da Deusa da Lua Luna, uma lâmpada na imagem da cabeça de um escravo Africano, fragmentos de três estátuas de bronze fundido em tamanho natural, objetos em forma de animais, como uma baleia, e uma torneira de bronze na forma de um javali com um cisne em sua cabeça, disse a IAA.

Fragmentos de frascos que a tripulação usava ??para armazenar água potável também foram encontrados.

Os especialistas acreditam que as descobertas vieram de um grande navio mercante que transportava metais previstos para reutilização quando se deparou com uma tempestade perto do porto e chocou-se contra o quebra-mar e as rochas.

"Um estudo preliminar das âncoras em ferro sugere que houve uma tentativa de parar o navio à deriva antes de atingir a terra, lançando âncoras no mar. No entanto, estas quebraram - prova do poder das ondas e do vento que o navio pegou", disse o comunicado.

Ran Feinstein e Ofer Ra'anan, de Ra'anana, foram mergulhar no local do antigo porto no Parque Nacional de Cesaréia, antes do recente feriado da Páscoa em abril, quando eles notaram que a areia movediça havia exposto os restos de um navio e seu conteúdo.

O par entrou em contato imediatamente com a IAA, que enviou arqueólogos para dar uma olhada.

Para o seu deleite, a equipe viu "âncoras em ferro, restos de âncoras e artigos de madeira que foram usados ??na construção e funcionamento da embarcação à vela", disse a autoridade.

Feinstein e Ra'anan ganharão um Certificado de Apreciação pela IAA e assistência pessoal dos armazéns da IAA como uma recompensa por sua boa cidadania.

Jacob Sharvit, diretor de Arqueologia da Unidade da Autoridade de Antiguidades de Israel da Marinha, e Dror Planer, vice-diretor da unidade, disseram que o navio era de algum momento durante o período romano tardio ou terceiro-quarto do século 3O ou 4O EC.

Nas semanas seguintes à descoberta por Ra'anan e Feinstein, mergulhadores da IAA, juntamente com voluntários, realizaram um levantamento do salvamento submarino e usando equipamentos especializados foram capazes de encontrar e recuperar muitos itens da carga.

As estátuas de bronze são particularmente raras; programadas para serem derretidas, ao invés de se afundarem, foram preservadas pela água do mar.

"Em muitas escavações marinhas que foram realizadas em Caesaréia foi muito pequeno o número de estátuas de bronze que foram encontradas, enquanto que na carga atual, uma riqueza de estátuas espetaculares foram encontradas que estavam na cidade e foram retiradas do mar.  A areia protegia as estátuas; consequentemente, elas estão em um estado incrível de preservação - como se elas tivessem sido lançadas ontem, em vez de 1.600 anos atrás", disse a IAA.

Também foram descobertos dois pedaços juntos, pesando 20 kg, compostos por milhares de moedas que tinha conservado a forma do recipiente de cerâmica, longo desintegrado, no qual estavam sendo transportadas.



"As moedas que foram descobertas trazem a imagem do imperador Constantino, que governou o Império Romano Ocidental (312-324 dC) e foi mais tarde conhecido como Constantino - o Grande, governante do Império Romano (324-337 dC), e de Licínio, um imperador que governou a parte oriental do Império Romano e foi um rival de Constantino, até sua queda em uma batalha que foi travada entre os dois governantes ", disse a IAA.

No ano passado, um tesouro de moedas de ouro Fatimid foi encontrado no mar em Caesaréia.

www.ruajudaica.com

 

 
 

PARA MUITOS NOVAIORQUINOS AS DELIS SÃO AS SINAGOGAS SECULARES

NEW YORK - Dentro da Second Avenue Deli, o cheiro de carnes curadas com notas de mostarda dourada picante e picles azedo, ficam no ar.

Como uma das poucas delis de judeus, que ficaram na cidade de Nova York, o restaurante é mais do que um pedaço de história viva da culinária judaica. Ele oferece um vislumbre de um passado quando as delis foram mais do que um lugar para se reunir para uma refeição, mas centros comunitários nos bairros.



Enquanto a cidade se gabava de ter entre três a quatro mil delis, hoje há menos de duas dúzias. É uma mudança que diz muito sobre a alteração das dietas, como também sobre a assimilação dos judeus americanos.
"A delicatesse é realmente uma invenção americana. A razão para a popularidade da deli é que era um local de encontro para os judeus, foi a “gestalt” da experiência", disse Ted Merwin, autor de Pastrami on Rye: Uma História da Deli Judaica, em uma entrevista por telefone.

"Delis se tornaram a versão secular da sinagoga. O irlandês tinha bares, os afro-americanos tinham a barbearia, e os judeus tinham as delis. E em seu caminho, o sanduíche de pastrami tornou-se um símbolo para o sonho americano".



Uma das mais famosas deli é a Delicatessen Katz, na esquina da Rua Houston com Ludlow, no Lower East Side de Nova York. Fundada há 128 anos, é atualmente algo como um imã turístico.

Linhas de clientes esperando por mesas, muitas vezes saindo para a rua. Alguns estão esperando para pedir pastrami com pão de centeio, outros querem ver onde o diretor Rob Reiner filmou a famosa cena "eu vou ter o que ela está tendo" em "When Harry Met Sally".

www.ruajudaica.com

 

 
 

DO CHILE A TÓQUIO: O BOOM DE RESTAURANTES KOSHER

Para aqueles que viajam e observam o Kashrut (leis dietéticas judaicas), Nova Iorque é o melhor lugar para visitar, com a maior concentração fora de Israel de restaurantes e estabelecimentos de comida kosher no mundo, de acordo com o aplicativo "Kosher Near Me", que centraliza informações sobre restaurantes kosher e produtos em todo o mundo.

De acordo com Jonathon Myron, fundador do aplicativo móvel gratuito, o número preciso de restaurantes kosher do mundo está em constante mudança devido ao ritmo acelerado das aberturas e encerramentos. Os números mais recentes, porém, indicam que existem entre 3.500-4.000 restaurantes kosher no mundo, e pelo menos 800 deles estão localizados em New York.  
   
Não obstante a América do Norte, a França possui a maior concentração de restaurantes kosher no Velho Continente, bem como a maior população judaica na Europa. A França lidera consideravelmente em relação aos outros países do continente com 300 restaurantes kosher, em comparação com 700 em toda a Europa.

"Apesar das mudanças, a migração e os problemas existentes para a comunidade judaica, ainda há um grande número de restaurantes e demanda por alimentos kosher, e a melhor opção para aqueles que guardam Kashrut é em Paris e fora dela", disse Myron.

Qual é o lugar mais surpreendente para restaurantes kosher no mundo?

"Ficamos realmente surpresos quando restaurantes foram adicionados à nossa lista com nomes como 'Kosher Pita Grill' que abriu em Guayaquil, no Equador. Há uma pequena comunidade lá de cerca de 1.000 judeus, mas eles vêm passando por uma espécie de renascimento nos últimos anos", disse Myron. "Eles vieram juntos para abrir o único restaurante kosher na cidade. Nós achamos que isto é magnífico."

Outros lugares onde não se pode esperar encontrar comida kosher (exceto em casas de Chabad) incluem: um lugar de falafel em Tóquio, uma brasserie em Luxemburgo, Café Hillel em Caracas, Centro Kosher, na cidade de San Jose na Costa Rica e Café Eden em Istambul. Além disso, não há menos de seis restaurantes kosher no Chile.

A questão da Kashrut continua sendo um problema para os israelenses que observam as leis dietéticas durante suas viagens ao exterior. Na verdade, Myron destaca o fato de que os níveis de observância diferem mesmo entre os comensais de Jerusalém, o que se constata em todo o resto do país.

Enquanto a capital de Israel está repleta de restaurantes kosher - o número de outras áreas em Israel é menor, por vezes significativamente.

Estaríamos vivendo numa era em que a popularidade dos estabelecimentos kosher em todo o mundo está em seu pico?
 
Parece que sim. Enquanto muitos judeus observam diferentes níveis de regras do Kashrut, muitas pessoas em todo o mundo escolhem consumir produtos kosher desde que o selo kosher é acreditado para refletir os padrões superiores de supervisão e monitorização relacionada com a saúde.

Estima-se que a indústria kosher tenha um lucro anual de US$ 13 bilhões, valor que toca fortemente nas considerações de produtores de alimentos e estabelecimentos de comida.

De acordo com Rachel Orian do Kosher Delight Magazine, "existem mais e mais chefs na busca mundial de adições kosher para suas seleções, porque eles percebem que é bom para os negócios. Ele traz uma base de clientes de qualidade e abre mais opções. Ela passou a dizer que "muitas empresas solicitam a certificação kosher para os seus produtos. Não há dúvida de que o mercado kosher está crescendo".

Myron concorda que a indústria kosher está passando por um crescimento sem precedentes. "Um monte de opções se abriram como resultado de redes sociais que permitem a rápida transferência de informações sobre produtos kosher e restaurantes com um alto grau de confiabilidade para os clientes", disse ele.

"Além disto, os fornecedores de alimentos e aqueles que supervisionam a produção de alimentos e fornecem o certificado kosher fazem com que a informação chegue à comunidade local e aos turistas para que todos possam verificar facilmente que os produtos kosher ou restaurantes estão em sua área", adicionou Myron.

Há países em que o alimento kosher tornou-se mais comum e outros onde, com o tempo, tornou-se mais e mais difícil de encontrar?

De acordo com Myron, "O povo judeu está em movimento perpétuo. Nos EUA, por exemplo, há um número de restaurantes que estão fechando em cidades do Centro-Oeste, porque a população está se afastando. Em contrapartida, as empresas kosher estão florescendo nas costas Oeste e Leste, onde a comunidade judaica tem crescido, em lugares como Miami ou Las Vegas. Nesses locais, o mercado kosher está se tornando significativamente forte".

Orian acredita que existe uma correlação direta entre empresas kosher e antissemitismo: "Nos países em que o antissemitismo aumenta, os judeus estão saindo e os restaurantes kosher estão fechando."

Ela também aponta para a mutação como uma razão adicional para a transformação da paisagem kosher: "Em determinadas cidades nos EUA, a geração mais velha está passando, enquanto a nova geração está se afastando, o que é outra razão pela qual as empresas kosher estão diminuindo. Existem comunidades onde praticamente não há restaurantes kosher na cidade, mas eles ainda veem importância em ter uma cozinha kosher em edifícios comunitários ou sinagogas, mesmo em comunidades conservadoras ou até mesmo nas reformistas."

O App de Myron, que foi lançado em 2011, foi baixado por mais de 100.000 usuários e lhes permite encontrar produtos kosher ou restaurantes em cidades de todo o mundo.


É mais fácil hoje para os turistas observarem Kashrut do que era há uma década?

"Há, sem dúvida, mais opções disponíveis hoje do que no passado. Mesmo nas áreas mais remotas, onde não há uma grande comunidade judaica, é normalmente possível encontrar produtos kosher em supermercados ou usar a ajuda de membros do movimento Chabad ou de outras organizações. Os turistas são, cada vez mais, capazes de comprar alimentos prontos ou embalados que podem consumir facilmente".

Orian salienta ainda que também existem lugares onde é possível encomendar refeições de Shabat com antecedência e recebê-la na sexta-feira à tarde.

"Nós estamos vendo mais e mais lugares abrindo restaurantes, não só para fornecimento de bens kosher básicos, mas também para levar o projeto para a próxima etapa - gourmet kosher. Há muitos restaurantes que trazem chefs renomados e investem quantias significativas de dinheiro para oferecer aos clientes uma experiência mais rica, até mesmo com os vinhos premiados kosher e internacionalmente conhecidos", concluiu Myron.

www.ruajudaica.com

 

 
 
Câmara Brasil-Israel tem nova diretoria e Jayme Blay é reeleito presidente

Durante Assembleia Geral realizada na sede da entidade, no dia 16 de maio, a Câmara Brasil-Israel de Comércio e Indústria elegeu sua nova diretoria e conselho para o biênio 2016 /2018.
 
Jayme Blay foi reeleito presidente e além de continuar incrementando o networking e os novos negócios entre Brasil e Israel, pretende dar continuidade aos empreendimentos que obtiveram sucesso nos últimos anos, tais como: reuniões, almoços, palestras e missões empresariais.


“A renovação baseada em novos diretores é essencial para uma entidade como a Câmara. Consciente disso, e pensando no futuro, estamos incrementando nossa diretoria com pessoas mais jovens”, destacou o presidente reeleito.
 
Relação do corpo-diretivo para o Biênio 2016 – 2018

DIRETORIA EXECUTIVA
Presidente: Jayme Blay
Vice-Presidentes:Mario Fleck; Paulo Feldmann; Renato Ochman; Sergio Herz
Secretário Geral:Israel Grytz
Tesoureiros:Abram Berland; Leo Rosenbaum
Diretoria:Alon Lederman; Eugênio Vago; Gabriel Schimchack; Ivan Luvisotto; Nelson Millner; Rafael E. Mantovani; Rafael Nasser; Ricardo Scheinkman; Roberto Davidowicz
Diretoria Executiva: Adriana Finzi

REPRES. AMÉRICA LATINA: Mariano DeBeer

CONSELHO DELIBERATIVO
Presidente: Israel Vainboim
Vice-Presidentes:Dora Silvia Cunha Bueno; Claudio Luiz Lottenberg
Conselheiros: Abram Szajman; Antonio Henrique Cunha Bueno; Beno Suchodolski; Boris Ber; Celso Lafer; Daniel Feffer; Marcos Arbaitman; Morris Dayan; Paulo Proushan; Romeu Chap Chap; Yaron Littan

CONSELHO CONSULTIVO: Maílson da Nóbrega; Mário Amato; Mauro B. Salles; Ronald J. Goldberg


www.ruajudaica.com

 

 
 

Elias Toubi, médico: ‘A imunologia é o mais importante campo da ciência’

Chefe da Divisão de Imunologia em Hospital de Haifa, em Israel, ele veio ao Rio para congresso promovido pela Sociedade de Reumatologia do Rio de Janeiro

POR BERNARDO TABAK

“Sou um árabe-israelense, nascido em Haifa, de uma família que vive ali há oito gerações. Meu pai acreditava que não há outra opção em Israel que não seja árabes e judeus viverem juntos e pacificamente. E é no que eu acredito. É difícil, mas me mantenho otimista: judeus e árabes vão criar muito mais, e muito melhor, juntos.”

Conte algo que não sei.

Nem os cientistas percebem como a imunologia é o mais importante campo da ciência hoje, que está tratando de várias doenças, em muitos aspectos do nosso organismo. Quanto mais governos e ministérios da Saúde entenderem como a imunologia é importante mais vão perceber como deveriam subsidiar melhor os estudos nesta área.

O sistema imunológico é a chave para estudar outras doenças?

Hoje, o estudo imunológico é o carro-chefe da pesquisa de todas as outras doenças. Doenças cardíacas, diabetes ou arteriosclerose, todas estão de alguma maneira conectadas com o conhecimento avançado do sistema imunológico, um dos mais fascinantes sistemas do nosso corpo. Há uma década, pensávamos que as doenças autoimunes eram artrite reumatoide, lúpus, síndrome antifosfolípide, esclerodermia. Hoje, a imunologia nos dá respostas para muitas outras doenças que, até agora, não sabíamos que tinham a ver com a imunologia, como a arteriosclerose e as doenças metabólicas.


É comum falar que reumatismo é “doença de velho”...      
Reumatismo é um termo leigo para mais de cem tipos de doenças. As mais comuns são artrose, ou osteoartrites, principalmente em idosos: mas também em jovens jogadores de futebol e bailarinas. É originada por uma inflamação e pelo mau uso da articulação. Mas, dentre as outras cem doenças, há inflamações autoimunes que podem afetar jovens e até crianças. E essas doenças inflamatórias autoimunes, como lúpus e síndrome antifosfolípide, atingem até mais a população jovem do que os mais velhos. As doenças reumáticas afetam uma larga faixa etária.

Como se prevenir?

“Prevenção” é a palavra mágica para uma grande variedade de doenças. Com boa dieta e exercícios, podemos prevenir doenças cardíacas, diabetes, arteriosclerose. Mas exercícios e alongamentos não vão prevenir reumatismos. Não acredito que possamos prevenir as doenças reumáticas, lúpus, nem nenhuma das doenças autoimunes. O sistema imunológico é herdado dos genes. Então, todas essas doenças têm como característica a predisposição genética - ainda não as compreendemos profundamente, e é o principal estudo ao qual devemos nos dedicar.

Qual a maior dificuldade no estudo dessas doenças?

A principal dificuldade é o lapso entre observar os sintomas e relatar uma doença reumatológica. A mais comum não é o lúpus, uma doença relativamente rara, mas a atrite reumatoide, que se manifesta até cinco vezes mais. Hoje, o conhecimento sobre doenças autoimunes é muito avançado.

As terapias evoluíram?

Há até dez anos, tudo o que podíamos receitar eram esteroides e imunossupressores. Hoje, é fascinante, pois há dezenas de terapias biológicas que estão melhorando a vida das pessoas. As mais avançadas estão relacionadas ao câncer. Até recentemente, lutávamos sem trégua na tentativa de descobrir como controlar a doença. E, nesta última década, compreendemos que o futuro será usar o sistema imunológico para matar as células malignas. Quanto mais estudamos o sistema imunológico, mais próximos estamos de tratamentos de muitas doenças. Seja qual for o gatilho - viroses, ambiente ou outra coisa -, e nosso sistema imunológico é afetado. Por conta disso, muda de comportamento. Entender esse funcionamento é a coisa mais fascinante hoje.

www.ruajudaica.com

 

 
 

Posse do Comitê de Liberdade de Crença e Cultura de Paz de São Paulo

Em solenidade no Largo do Paissandu, assinaram o termo de posse, o Secretario de Promoção da Igualdade Racial de São Paulo, Dr. Maurício Pestana, representantes da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e de diversas religiões e crenças.



Foi a formalização de um grupo de trabalho que atua há mais de dois anos no intuito de diminuir a intolerância religiosa, tendo promovido campanhas, seminários e palestras com diversas secretarias de governo, incluindo evento sobre Discriminação e Holocausto, realizado na Câmara Municipal de São Paulo. Pelo judaísmo, tomaram posse Lia Bergmann, assessora de Direitos Humanos da B’nai B’rith, tendo como suplente Rubens Ascher.(Fonte:BB)

www.ruajudaica.com


 
 



Destaques Sociais



 

 

 

 

 

 


Se você recebe o Notícias da Rua Judaica de amigos ou de terceiros, inscreva-se gratuitamente
para receber semanalmente o nosso informativo, enviado diretamente para seu e-mail.
Clique aqui e você estará inscrito

Se desejar indicar amigos para receberem este informe,
clique aqui e lista os e-mails dos novos assinantes

 

 


COMUNICADO AOS LEITORE
S

A direção editorial da Rua judaica deseja esclarecer qe todas as opiniões ou juízo de valor, emitidas por seus colunistas ou colaboradores, são de exclusiva responsabilidade dos autores, não representando, necessariamente, a opinião editorial do veículo, de entidades a que pertençam os articulistas, nem às entidades ou países a que possam representar.

 
     

 


Jornalista Responsável:
Osias Wurman - MT 14.707
Colaboradores Internacionais: Jerusalém - Daniela Kresch, Budapeste - Judith Klein, Miami - Fernando Bisker, Miami - Nelson Menda
Diagramação: MarketDesign