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  Edição 493  Diretor/Editor: Osias Wurman Sexta, 02 de Dezembro de 2016


 



MANCHETES DE ÚLTIMA HORA


 

APÓS OS INCÊNDIOS AGORA É A VEZ DA CHUVA FORTE E ENCHENTES EM ISRAEL

Até 150 mm de chuva caíram em partes de Israel entre quinta-feira e sexta-feira de manhã em poderosas tempestades que assolaram o centro e o norte do país, causando enchentes e trazendo ao tráfego paralisações em vários locais. Esta sexta-feira também será excepcionalmente fria, segundo os meteorologistas. No Norte, mais de 100 milímetros de chuva caíram no Golan Heights, com o máximo - 150 mm - caindo no Monte Hermon. Em Safed, cerca de 90 mm caíram, enquanto o Mar da Galiléia foi inchado por cerca de 70 mm de chuva. Inundações também causaram o fechamento parcial da Route 91 entre as junções Mahanayim e Gadot, a meio caminho entre o Mar da Galiléia e Kiryat Shmona. Veículos estavam usando apenas uma única pista para ambos os sentidos, com policiais orientando o tráfego. A cidade de Haifa, onde incêndios causaram grandes danos a casas e propriedades nos últimos dias, tem cerca de 50 mm de chuva, enquanto Netanya viu cerca de 50 mm de chuva. No centro de Israel, as cidades de Tel Aviv e Bat Yam também receberam cerca de 50 mm de chuva cada. Em Jerusalém, cerca de 24 mm de chuva caíram. Inundações durante a noite atingiram partes de Tel Aviv, mas nenhum dano ou ferimentos foram relatados.

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APÓS 5 ANOS DE AFASTAMENTO ISRAEL E EUROPEUS IRÃO INCREMENTAR AS RELAÇÕES

Após anos em que as relações entre a União Europeia e Israel têm sido “geladas”, os laços bilaterais darão um salto significativo em 2017, segundo altos funcionários de ambos os lados disseram esta semana. Em um sinal notável do aquecimento, Jerusalém e a UE estão em negociações avançadas sobre a convocação do Conselho de Associação UE-Israel, um fórum bilateral em nível ministerial, no início do próximo ano. A última dessas reuniões aconteceu em 2012. "Um monte de coisas boas estão acontecendo, muitas vezes, invisível a olho nu mas elas existem", disse Nicholas Westcott, o diretor do departamento de Norte da África e Oriente Médio do Serviço de Ação Externa da UE, durante uma visita a Tel Aviv . "Esperamos o início do próximo ano para ter um Conselho de Associação, que não tivemos por um tempo, e olhar em nível ministerial como podemos levar o relacionamento para a frente." Se uma reunião do Conselho de Associação UE-Israel for realizada em 2017, a UE provavelmente será representada pelo seu chefe de política externa Federica Mogherini e Israel pelo ministro Tzachi Hanegbi. Além disso, a UE "gostaria de desenvolver algo que chamamos de prioridades da parceria", disse Westcott, que é o segundo mais alto diplomata da UE a lidar com o Oriente Médio, depois de Mogherini. As chamadas prioridades da parceria é um novo instrumento que regula as relações bilaterais que surgiram em 2015 na revisão do programa de política de vizinhança da UE.

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PALESTINO É SOLTO APÓS ERRO DE AVALIÇÃO SOBRE INCÊNDIO NAS MATAS

O palestino de Batir que foi preso após câmeras de segurança registrarem as imagens quando ele acendia um fogo fora de sua aldeia, durante a onda de incêndios em toda a Israel na semana passada, foi libertado nesta sexta-feira. Isto aconteceu após todas as partes envolvidas chegarem a um acordo de que o homem, Jawad Qatush, não tinha a intenção de cometer incêndio criminoso deliberado e não estava agindo por motivações nacionalistas. Qatush pertence a uma família de agricultores perto de Refa'im. No dia de sua prisão, ele havia deixado sua casa e começou a capinar e podar a vegetação em um terreno pertencente à sua família, algumas dezenas de metros da sua casa. Uma vez terminado seu trabalho, ele ateou fogo à pilha de estacas, como é seu costume regular, mas quando ele foi documentado por câmeras de segurança durante o meio de uma onda de incêndios, ele foi preso por suspeita de tentativa de realizar incêndios nacionalistas. Após cinco dias de investigação, a sua falta de motivação criminal ficou clara, e foi tomada a decisão de libertá-lo da prisão. Seus advogados comentaram: "Qualquer um que afirmar que há uma intifada dos incendiários não deve tentar provar isso com a prisão de pessoas inocentes."

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Osias Wurman
Jornalista


Jamais Esqueceremos:
69 anos da Resolução da ONU de Partilha da Palestina


No dia 29 de novembro de 1947, a Assembleia Geral da Nações Unidas discutiu o “plano de partilha” e adotou a Resolução 181 por 33 votos contra 13 (com 10 abstenções), recomendando o estabelecimento de dois Estados – um árabe e um judeu – na área da então chamada Palestina, com Jerusalém como um enclave internacional.


UN proclaims the establishment of the State of Israel (Crédito – GPO)


A História da Resolução

Em fevereiro de 1947, a Grã-Bretanha, que controlava o território da Palestina desde 1917 (o Mandato Britânico da Palestina), decidiu entregar o assunto do mandato sobre a região à ONU. A organização, então, estabeleceu uma Comissão Especial sobre a Palestina (UNSCOP), que recomendou o estabelecimento de dois Estados – árabe e judeu – na região, sendo que Jerusalém se tornaria um enclave internacional.

A população judaica – mesmo que insatisfeita com o pequeno tamanho do território atribuído a seu território em contradição com as promessas feitas pela Liga das Nações, em 1922, e com o plano de separar Jerusalém do Estado através da sua internacionalização – aceitou o acordo. Em nítido contraste, os Estados árabes e os árabes residentes no território do Mandato rejeitaram as recomendações da UNSCOP.



O plano de Partilha da Palestina
recomendado pela comissão da ONU

 

A era pós-Resolução 181

A rejeição árabe do plano de partilha não ficou confinada apenas a um ato político. Os árabes do território do Mandato lançaram violentos ataques contra seus vizinhos judeus. Isso foi seguido pela invasão de Israel por cinco exércitos de países árabes com o objetivo de destruir o Estado, que proclamou sua independência no dia 14 de maio de 1948 (Guerra da Independência – 1948-1949).

A população judaica se defendeu contra esses ataques a um alto custo: 1% da população total do país morreu e foram causados muitos danos ao recém-criado Estado.

A população árabe do território do Mandato também sofreu como resultado de sua recusa em aceitar o plano de partilha. Muitos atenderam aos chamados de seus líderes para fugir, outros deixaram a região em meio aos combates. Os muitos que ficaram em Israel se tornaram cidadãos plenos do país, com direitos iguais. Mesmo assim, o problema dos refugiados palestinos foi criado e é mantido artificialmente pelas lideranças árabe e palestina até hoje, enquanto o problema dos refugiados judeus que foram expulsos ou fugiram árabes assim que Israel foi craido (comparável em número) foi resolvido pelo recém-criado Estado.

Ao fim da guerra, em 1949, o Egito tomou o controle da Faixa de Gaza e a Jordânia anexou a Cisjordânia. Nenhum dos dois países achou que era necessário criar um Estado palestino nesses territórios, que acabaram sendo controlados por eles por 19 anos (até 1967).

A relevância da Resolução 181

A resolução da Assembleia Geral da ONU contém três elementos básicos com relevância até hoje:

• A Resolução 181 foi um reconhecimento, pela comunidade internacional, de que o Povo Judeu merece seu Estado próprio, um Estado Judeu, em seu lar histórico.

• A resolução decidiu pelo estabelecimento de dois Estados para dois povos – um judeu e um árabe – entre o Mar Mediterrâneo e o Rio Jordão, cada qual respondendo às aspirações nacional de suas respectivas populações. Essa forma se mantém como a posição de Israel com respeito às negociações de paz.

• Os árabes do território do Mandato Britânico se recusaram a aceitar um e essa recusa demonstrou que eles não estavam interessados em estabelecer seu próprio Estado se isso significasse admitir a existência de um Estado Judeu ao lado. A oposição em reconhecer o direito de existência de um Estado Judeu no Oriente Médio está no coração do conflito.

Se os palestinos tivessem escolhido o caminho da transigência, em 1947, o sofrimento dos dois lados poderia ser evitado. Ainda não é tarde demais para retomar as negociações diretas, que podem levar a um futuro melhor para os dois povos.

Fonte –

http://embassies.gov.il/boston/AboutIsrael/AboutIsraelInfo/
Pages/Partition-Plan-65-years-later.aspx

 

 


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GOVERNO ISRAELENSE VAI AJUDAR VÍTIMAS DOS INCÊNDIOS

A Agência Judaica para Israel disse que vai fornecer ajuda financeira às famílias israelenses que são incapazes de voltar para suas casas depois de terem sido danificadas ou destruídas nos incêndios que varreram todo o país durante a semana passada.

Cada família será elegível para receber US$1.000 da Agência Judaica, segundo um comunicado de imprensa.

As autoridades locais que trabalham com a Autoridade Nacional de Emergência, um ramo do Ministério da Segurança Pública, irá selecionar aqueles que se qualificam para a assistência que será fornecida pelas Federações Judaicas da América do Norte - em particular, a United Jewish Fund of Metropolitan Chicago - Keren Hayesod -UIA e outras contribuidoras.

O Chefe da Agência Judaica Natan Sharansky disse que os judeus de todo o mundo sempre ajudarão Israel em sua hora de necessidade.

"Em tempos difíceis como estes, judeus do mundo se sentem intimamente ligados ao que está acontecendo em Israel e vem em nosso auxílio sem hesitação", disse ele, acrescentando que "estamos orgulhosos dos nossos parceiros em comunidades judaicas de todo o mundo, e particularmente na América do Norte e apreciamos a sua solidariedade".

Na noite de sábado passado, o ministro das Finanças Moshe Kahlon aprovou uma ajuda de 2.500 shekels (US$ 650) por pessoa para aqueles que fugiram dos incêndios que castigaram o país durante a última semana e não poderiam voltar para suas casas ou porque foram destruídas ou estão atualmente inabitáveis.

"Vamos assistir nossos residentes, mesmo depois da fumaça se dissipar", disse Kahlon, acrescentando que ele deu instruções aos funcionários para "serem claros, generosos e não deixá-los se afogar na papelada."

"Não é uma tarefa fácil para avaliar os danos, mas é nosso dever ajudar os residentes a reconstruírem suas vidas", disse ele.

O serviço de resgate Magen David Adom informou que entre as 133 pessoas tratadas pela organização por lesões relacionadas com incêndios, uma ficou gravemente ferida e outras três ficaram moderadamente feridas. A contagem total é provavelmente maior pois muitos podem ter ido a hospitais por conta própria tratar problemas como inalação de fumaça.



As autoridades da cidade de Haifa, disseram que os incêndios devastaram cerca de 28.000 dunams (6.900 acres) de terras na cidade. Entre 400 e 530 casas foram danificadas pelos incêndios.

Funcionários no fim de semana também afirmaram que alguns dos incêndios foram deliberadamente atos caracterizados pela polícia e políticos como terroristas, mas as autoridades de segurança israelenses, na noite de sábado passado, deram indicações preliminares de que as condições climáticas são a causa principal da onda inicial de incêndios. 


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GENRO JUDEU DE TRUMP VAI AJUDAR A FAZER A PAZ ENTRE ISRAELENSES E PALESTINOS


O presidente eleito Donald Trump disse que seu genro Jared Kushner poderia ajudar a fazer a paz entre israelenses e palestinos.

Falando ao New York Times, em Nova York, Trump disse que "gostaria de ser a pessoa que conseguiu a paz com Israel e os palestinos", acrescentando que seria uma "grande conquista", de acordo com os tweets de um repórter.

Na quarta-feira, Trump solicitou a liberação do serviço de segurança secreto para Kushner, de acordo com um relatório da NBC News. O pedido de certificado foi sem precedentes e permitirá que Kushner se sente, em breve, diariamente na reunião presidencial com Trump, apesar de não ser um membro oficial da equipe da Casa Branca.


Kushner, um desenvolvedor imobiliário e editor do New York Observer, serviu como conselheiro-chave na campanha presidencial de sucesso de Trump - incluindo a ajuda no discurso do projeto de Trump para a AIPAC, no verão passado.

Ao longo da campanha, Trump emitiu mensagens contraditórias sobre o tema da paz israelense-palestina. Em um exemplo, ele disse que será "neutro" em sua tentativa de promover o processo de paz, uma observação que trouxe críticas de defensores de Israel nos EUA. Em outra ocasião, ele disse que não irá exercer qualquer pressão sobre Israel e permitir a construção de assentamentos, tanto quanto Israel desejar.

No início de novembro, Trump disse ao Wall Street Journal que ele vai tentar alcançar a paz entre Israel e os palestinos, a fim de pôr fim ao que chamou de "a guerra que nunca termina."

"Como um fabricante de negócios, eu gostaria de fazer ... o negócio que não pode ser feito. E fazê-lo por causa da humanidade ", acrescentou.

Em seu encontro com os repórteres do New York Times, Trump também condenou uma conferência do alt-right em Washington, realizada no fim de semana passada, durante a qual alguns membros realizaram uma saudação de Hitler e gritaram "Hail Trump!", após um discurso sobre o nacionalismo branco. 


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ISRAEL ADQUIRE O MAIS MODERNO AVIÃO DE COMBATE DO MUNDO

Israel anunciou que irá expandir sua frota de última geração de aviões de combate F-35 em um movimento que as autoridades acreditam que ajudará a manter para os próximos anos a vantagem militar qualitativa do país sobre seus vizinhos no Oriente Médio.

O escritório do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anunciou que seu gabinete de segurança aprovou a compra de 17 aviões adicionais F-35. Ao todo, ele disse, a aquisição fará o número de aviões deste tipo da força aérea chegar a 50.

O F-35 é o programa de fabricação de armas mais caro do Pentágono, com um custo estimado de cerca de US$ 400 bilhões. Israel está entre um pequeno número de aliados programados para receber o avião, o primeiro F-35 deve chegar em cerca de três semanas.

Um oficial da Força Aérea israelense descreveu a chegada do F-35 como um desenvolvimento de mudança de jogo que vai dar a Israel uma "ferramenta forte e eficaz" para lidar com desafios em toda a região.

Ele disse que a sua capacidade de "integrar" os sistemas de bordo diferentes de corte preservaria a capacidade de Israel de agir livremente no espaço aéreo hostil. Ele citou a sua capacidade de longo alcance, sua capacidade de fornecer aos pilotos dados críticos em tempo real e um sistema de discrição que podem evitar ou atrasar a detecção por sistemas de radares mais sofisticados do mundo.

Um funcionário, falando sob condição de anonimato, sob as diretrizes informativas militares, disse que Israel iria começar a treinar com os novos aviões imediatamente, mas que seria necessário "mais do que alguns meses" para os primeiros aviões estarem operacionais.

Ele não especificou quais missões Israel poderia fazer com os aviões, mas disse que os F-35 irão satisfazer todas as necessidades de Israel. Nos últimos anos, Israel já teria realizado ataques aéreos de longo alcance tão distantes como Sudão e acredita-se ter atingido carregamentos de armas do Hezbollah na vizinha Síria.

Israel também deu a entender, no passado, que faria planos para atacar o Irã, situado a cerca de 1.000 quilômetros de distância, se a República Islâmica pressionar com um programa nuclear que considera suspeito. A ameaça de ação israelense contra o Irã caiu.

A Síria e o Irã possuem sofisticados sistemas antiaéreos russos. Ele disseram que estes sistemas ainda vão apresentar um desafio, mas o F-35 será "muito útil" contra eles.

O funcionário disse que a chegada da força aérea russa na Síria, onde apoia o governo em sua guerra civil contra os rebeldes, também complicou a situação de Israel.

Israel e Rússia estabeleceram um mecanismo de comunicação para prevenir conflitos entre suas forças aéreas. Ele disse que os dois países não coordenam as suas atividades, mas em vez disso estão cientes dos interesses de cada um e tomam medidas para manter a segurança e evitar conflitos.

O programa F-35 do Pentágono tem sido criticado por membros do Congresso dos Estados Unidos sobre os problemas de teste, atrasos e custos. Os compradores internacionais incluem a Grã-Bretanha, Coreia do Sul, Israel, Itália, Austrália, Canadá, Turquia e Japão.


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Fidel Castro, recordado por seu mais próximo confidente judeu

Foi o apelo da pequena comunidade judaica de Cuba que trouxe Jack Rosen, presidente do Congresso Judaico Americano, à porta de Castro.

Judy Maltz - Publicado no Jornal Haaretz


Jack Rosen com Fidel Castro.
Foto: Cortesia de Jack Rosen

Ele não pode provar que registrou mais horas com Fidel Castro do que qualquer outro judeu do planeta, mas Jack Rosen, presidente do Congresso Judaico Americano, diz: "Acho que eu estaria bem lá no topo da lista".

Eles formavam um estranho par: Castro, o revolucionário comunista e inimigo de longa data dos Estados Unidos, que morreu na sexta-feira (dia 25 de novembro); e Rosen, o magnata imobiliário de Nova York e amigo próximo de três presidentes americanos - Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton.

No entanto, ao longo de três décadas, os dois se encontraram "pelo menos 20 vezes", segundo Rosen, em cada viagem que o levava a Cuba. Eles também se encontraram uma vez em Nova York, enquanto Castro estava participando de uma reunião da Assembléia Geral da ONU e Rosen era um dos três americanos convidados a jantar com ele. ("Não tenho a liberdade de divulgar quem eram os outros", diz ele.)


Jack Rosen
Foto: Dan Kienan

Foi o apelo da pequena comunidade judaica de Cuba que trouxe pela primeira vez Rosen, um filho de sobreviventes do Holocausto, à porta de Castro. Mas ao longo dos anos, como ele relata, seu relacionamento evoluiu e, muitas vezes, o rico Nova-iorquino foi convocado para levar mensagens entre o ditador cubano e a administração dos EUA. "Eu não tinha nenhum papel oficial, mas por causa do meu relacionamento com o homem, eu me encontrava nessa situação", diz ele.

Em 1996, quando pilotos militares cubanos derrubaram dois aviões americanos e uma crise internacional parecia iminente, Castro pediu a Rosen que entregasse uma mensagem a Clinton insistindo que não estava por trás do incidente. Em um relato sobre o caso publicado em suas memórias, o ex-presidente dos EUA se refere a Rosen não por nome, mas como "um cidadão privado".

Quão próximos eles eram? "Seria difícil definir Fidel como um amigo, mas eu tinha um relacionamento muito forte com ele", disse Rosen, em uma entrevista por telefone ao Haaretz de sua casa nos Estados Unidos. "Toda vez que eu estava em Cuba, ele sempre me convidava para visitá-lo e, muitas vezes, me levava em excursões ao redor do país em seu pequeno jato”.

Durante esses encontros, geralmente durante almoços ou jantares que duraram seis horas, como Rosen conta, ele conheceu o outro lado do homem amplamente difamado ao redor do mundo ocidental - não o cruel ditador que governou seu povo com punho de ferro por meio século, negando-lhes as liberdades básicas, mas o grande schmoozer que poderia cozinhar uma tempestade e possuía uma intensa curiosidade sobre o judaísmo.

Rosen prefere não usar a palavra "inseguro" para descrever um lado de Castro que o resto do mundo pode não saber. "Eu prefiro falar sobre seu lado humilde", diz ele.

Manifestava-se, por exemplo, na forma como tratava os convidados do jantar. Como Rosen conta, uma vez ele levou uma delegação do Congresso Judaico Americano a Cuba e Castro insistiu que todos viessem jantar. "Naquele dia, recebo uma ligação dizendo que Fidel queria me encontrar em particular uma hora antes de todo mundo", relata. "Eu imaginei que ele queria falar sobre questões políticas relacionadas com a América, porque isso era algo que sempre discutíamos. Mas acabou por não ser a razão. Ele queria me encontrar para consultar sobre os arranjos dos assentos para o jantar. Era importante para ele que todos se sentissem confortáveis onde estavam sentados”.

Rosen fez sua primeira viagem a Cuba cerca de uma semana antes da Páscoa de um dos anos do final da década de 80. Quando ele perguntou aos representantes da pequena comunidade judaica de Havana como ele poderia ajudá-los, Rosen foi informado de que precisavam desesperadamente de comida e vinho “Kosher-para-Pessach” (a Páscoa Judaica).

"Eu disse que ficaria feliz em trazer e me disseram que a única pessoa que poderia dar permissão para algo assim era Fidel Castro", diz Rosen. "Então, naquela noite, conheci Fidel Castro pela primeira vez. Quando lhe perguntei se eu poderia enviar meu avião privado de volta para Miami para pegar comida e vinho para Pessach, a primeira coisa que ele quis saber era o que era o vinho ‘Kosher-para-Pessach’. Tentei explicar. Eu podia ver que ele não entendia. Então disse a ele que eu iria trazer de volta para que ele pudesse prová-lo. Foi o que fiz”.

Quase todas as vezes que jantavam juntos, Castro o servia de lagosta - sua própria receita familiar, preparada com suas próprias mãos. "Até hoje, tenho uma cópia manuscrita da receita, que ele compartilhou comigo", diz Rosen. Uma vez, depois que Rosen mencionou o quanto gostava do prato, encontrou a parte traseira de seu avião carregada com caixas de lagosta.

Este ato de generosidade, no entanto, levou Rosen a enfrentar um grande dilema. "Tiro as caixas do avião e arrisco-me a insultar Castro ou deixo-as e arrisco-me a ser pego por oficiais da Alfândega dos EUA por quebrar o embargo?"

No final, optou por não ofender seu amigo cubano. Ao aterrissar em Miami, Rosen foi, como ele temia, chamado por um funcionário da alfândega que perguntou sobre as lagostas cubanas. "Eu disse ao sujeito: Olha, eu sou judeu, vou a Cuba para ajudar os judeus lá. Ele se vira para mim e diz: Bem, eu sou um cristão nascido de novo e amo os judeus, então vou liberá-lo."

Muitas vezes, como Rosen relata, ele e Castro "batiam cabeças" em questões. "Nós tínhamos um tipo de relacionamento em que se pode fazer isso."



O líder cubano Fidel Castro recebe o líder palestino Yasser Arafat em Havana
no dia 12 de abril de 2000

Foto: Jose Goitia, AP

Até hoje, diz ele, um traço particular do líder cubano ainda o confunde: seu controle da bexiga. "Eu nunca vi o homem ir ao banheiro", diz Rosen. Mas graças a essa habilidade notável, Rosen eventualmente soube que Castro poderia realmente falar inglês. "Ele sempre falava através de um intérprete, mas uma vez quando estávamos jantando, seu intérprete pediu para ser dispensado para que pudesse ir ao banheiro", relata. "Enquanto estava ausente, seu ministro das Relações Exteriores começou a servir como intérprete. A certa altura, Fidel o interrompe e diz que seu inglês não era bom o suficiente. Ele então passou a falar comigo em inglês fluente”.

Castro era considerado relativamente favorável à comunidade judaica de Havana. Ele permitiu que os judeus cubanos praticassem sua religião e permitiu que jovens judeus cubanos visitassem Israel nas viagens de Taglit-Birthright com todas as despesas pagas. Certo ano, ele até fez uma visita durante Chanucá à principal sinagoga de Havana, lar da congregação conservadora da cidade.

Ao mesmo tempo, Castro era um conhecido e franco crítico de Israel e feroz defensor da causa palestina. No entanto, Rosen revela que havia uma grande diferença entre a personalidade pública e privada. "Eu nunca o ouvi dizer nada crítico sobre Israel em nossas conversas privadas", ele afirma.

Como explicar suas declarações públicas, então? "Acho que sua aliança com os palestinos tinha algo a ver com manter seu status como líder do Terceiro Mundo", afirma Rosen. "A maneira mais fácil de fazer isso era posicionar-se como um inimigo dos Estados Unidos e um inimigo de Israel".

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Por Daniela Kresch
Jornalista
direto de Israel


A FORÇA DA VERDADE
Um livro desmistifica os “Protocolos dos Sábios de Sião”

TEL AVIV – Por curiosidade, escrevi “Protocolos dos Sábios de Sião”, assim mesmo em português, no Google. Recebi 33 mil opções de busca. Quer dizer: em 33 mil lugares da internet há algo, em português, sobre esse livro infame, esse panfleto antissemita criado na Rússia czarista há mais de um século que alega que judeus e maçons conspiram para “dominar o mundo”. Em inglês, a busca é ainda mais incrível: 358 mil opções para ler, na internet, uma farsa que influenciou Hitler e seu nazismo, além de ideólogos antissemitas no passado e no presente (e, imagino, também no futuro).



Na edição 64 da Revista Morashá (abril de 2009), a influência do livro no Brasil é descrita assim: “No Brasil da Era Vargas, Os Protocolos mereceram atenção especial, ganhando comentários de Gustavo Barroso, ideólogo do integralismo. Foi o aval deste historiador laureado, presidente da Academia Brasileira de Letras, que deu ao famigerado panfleto o ar de ‘respeitável literatura’. Reeditados oficialmente até há pouco tempo, ainda hoje. Os Protocolos podem ser encontrados na Internet e em diversas livrarias e feiras de livros”.

É incrível que os “Protocolos” tenham sido traduzidos em tantas e diversas línguas e viva livremente no mundo virtual como algo legítimo. Para lutar contra a infâmia e as teorias conspiratórias absurdas, a única opção é lutar bravamente contra o poder da mentira através da comunicação. É justamente o que a ex-juíza da Suprema Corte de Israel, Hadassa Ben-Itto, decidiu fazer. Ela se aposentou, deixou a carreira para trás e, em vez de ir descansar em alguma praia francesa, partiu numa saga de anos para pesquisar e escrever o livro definitivo contra os Protocolos”. Descobriu de onde eles surgiram, como se tornaram uma fonte de ódio e de antissemitismo e relatou tudo isso no livro “The lie that wouldn’t die”.

O livro de Hadassa foi traduzido para 11 idiomas, mas ainda não em português. A tradução desse livro que luta contra esse libelo de racismo e ignorância para a língua de Camões é, agora, projeto da jornalista, escritora e tradutora paulista Miriam Sanger, que mora há quatro anos em Israel. Miriam lançou um projeto de crowdfunding (financiamento coletivo) no site Catarse para arrecadar fundos para a tradução, prometendo a venda antecipada dos exemplares para quem ajudar – além de mimos para quem estiver disposto a apoiar com somas simpáticas. O nome do livro será justamente: “A força da mentira”.

O projeto pode ser visto aqui:

https://www.catarse.me/pt/aforcadamentira?
ref=project_post&utm_campaign=project_post&
utm_content=Lan%C3%A7amento+do+livro+%22A
+For%C3%A7a+da+Mentira%22&utm_medium=
email&utm_source=notification

Devo revelar que, há um ano, ministro palestras juntamente com Miriam Sanger aqui em Israel (em geral, sobre aspectos do país menos conhecidos dos brasileiros que moram aqui). Mas, acreditem, não faço aqui propaganda dela e nem estou envolvida nesse projeto. Minha propaganda é sobre a importância de traduzir para português esse livro da juíza Ben-Itto, que esclarece de uma vez por todas de onde vem os “Protocolos”.


A juíza Hadassa Ben-Itto

Se o financiamento coletivo der certo (torço para que dê), o “A força da mentira” contará com 480 páginas, contendo documentação, imagens, fotos e tudo mais que a juíza encontrou para desbancar a farsa.

Meu sonho é o de que, em alguns anos, seja possível encontrar na internet mais alusões ao livro “A força da mentira” do que ao panfleto “Os protocolos dos sábios de Sião”. Posso estar realmente sonhando. Mas não custa nada lutar. Ou melhor: custa pouco quando nos unimos em financiamentos coletivos.

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IRÃ VAI MANDAR DELEGAÇÃO ESPECIAL PARA ENTERRO DE FIDEL CASTRO


O Irã anunciou que enviará uma delegação ao funeral do líder revolucionário cubano e ex-presidente Fidel Castro, que morreu com 90 anos no sábado e foi cremado, a seu pedido, a agência de notícias semi-oficial do Teerã Fars publicou no domingo.

Numa mensagem de condolências enviada ao presidente de Cuba, Raúl Castro - irmão e sucessor de Fidel - o ministro do Exterior do Irã, Mohammad Javad Zarif se referiu ao falecido ditador como "figura de destaque na luta contra o colonialismo e exploração" e um "símbolo de lutas em busca de independência dos oprimidos."

Os líderes palestinos também expressaram tristeza pela morte de Fidel, segundo a Agência de Notícias Ma'an ( MNA ), enfatizando - como fez a organização marxista-leninista terrorista da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) - sua postura firme em nome dos “povos oprimidos do mundo em sua confrontação com o imperialismo, o sionismo, o racismo e o capitalismo."

A FPLP também saudou a revolução cubana, que expulsou os EUA, apoiada pelo presidente cubano Fulgencio Batista, em 1959, dizendo que uniu trabalhadores e camponeses e transformou o país em "um exemplo da nacionalização da produção, da divisão da riqueza e da construção dos sistemas excepcionais de educação e de saúde gratuitos."

"De Angola à África do Sul, Palestina a Moçambique, Bolívia para El Salvador, o legado de solidariedade revolucionária internacional e luta de Castro continua a servir como um exemplo na prática, que transcende as fronteiras em direção a revolução, democracia e o socialismo", disse a FPLP em comunicado.


O chefe do Conselho Nacional Palestino, Salim al-Zanuan, divulgou um comunicado no qual destacou a estreita relação entre o chefe da OLP Yasser Arafat e Castro, que foi um dos primeiros líderes a reconhecer a OLP após sua fundação, em 1964, e cortou relações diplomáticas com Israel em 1973.

A secretária-geral da União Democrática Palestina, Zahira Kamal, também expressou tristeza com a notícia da morte de Castro, assim como o secretário-geral da Frente Democrática para a Libertação da Palestina (FDLP) Nayif Hawatmeh, dizendo: "A partida do companheiro, o líder, o amigo, o grande revolucionário, o patriota e o nacionalista Fidel Castro, é uma grande perda para todos os revolucionários e as forças nacionalistas de todo o mundo".

De acordo com o relatório da MNA, as relações diplomáticas entre Cuba e os palestinos começou no mesmo ano em que Castro se tornou primeiro-ministro, em 1959, após a revolução cubana, quando Raul Castro e Che Guevara visitaram a Faixa de Gaza.

Referindo-se a um relatório no Al JazeeraMNA disse que Arafat e Castro desenvolveram estreitos laços diplomáticos e pessoais, com Castro convidando Arafat a Cuba pelo menos oito vezes.

Além disso, segundo o relatório, Cuba condenou publicamente Israel nas Nações Unidas, pela primeira vez, durante o rescaldo da Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Após a vitória de Israel, de acordo com a Al Jazeera, baseado em um relatório do Departamento de Estado dos EUA de 1999 sobre "Cuba e o Oriente Médio",  Castro também começou a fornecer apoio militar ao movimento Fatah e, eventualmente, para outras frentes palestinas de "resistência" que se tornaram central para a Primeira Intifada contra Israel, que durou de 1987 a 1991, o mesmo ano em que a resolução da ONU de 1975 "sionismo é racismo" - que Cuba apoiou - foi revogada.

Fidel Castro governou Cuba por 47 anos, primeiro como primeiro-ministro (1959-1976) e depois como presidente (1976 a 2006, embora nominalmente em 2008, quando seu irmão assumiu formalmente). De 1961 a 2011, ele serviu como o chefe do Partido Comunista do país.

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INSTITUTO WEIZMANN DE CIENCIAS DESCOBRE ORIGEM DA RECAÍDA DOS OBESOS


Micróbios no intestino estão envolvidos no "yo-yo" da obesidade em pessoas que conseguem perder peso e facilmente voltam a engordar, de acordo com um estudo de laboratório por pesquisadores do Weizmann Institute of Science.

A pesquisa em ratos, publicada na prestigiosa revista científica Nature, pode ajudar futuramente essas pessoas a manterem o peso, de acordo com o Dr. Eran Elinav do Departamento de Imunologia e Prof. Eran Segal do Departamento de Ciência da Computação e Matemática Aplicada.

Na sequência de uma dieta que deu resultados, muitas pessoas ficam desanimadas por encontrar seu peso recuperado - um fenômeno muito comum denominado "recorrente" ou "yo-yo". Pior ainda é que a grande maioria dos indivíduos obesos recorrentemente não só recupera o seu peso pré-dieta, mas também ganha mais peso a cada ciclo de dieta.

Durante cada rodada de fazer dieta e peso recuperado, a sua proporção de gordura corporal aumenta e assim aumenta o risco de desenvolver as manifestações da síndrome metabólica, incluindo o diabetes do adulto, gordura no fígado e outras doenças relacionadas com a obesidade.

Pesquisadores do Instituto Rehovot mostraram que os micróbios intestinais - coletivamente denominados de microbioma intestinal - desempenham um papel inesperadamente importante no ganho de peso exacerbado após as dietas e que este fenômeno comum pode no futuro ser prevenido ou tratado, alterando a composição ou a função do microbioma.

Os pesquisadores descobriram que, após um ciclo de ganhar e perder peso, todos os sistemas do corpo dos ratos foi totalmente revertido ao normal - exceto o microbioma, que permaneceu anormal por cerca de seis meses depois de perder peso.

"Temos demonstrado em ratos obesos que, após fazer dieta e perda de peso, o microbioma mantém uma "memória" da obesidade anterior", disse Elinav. "Este microbioma persistente acelerou a recuperação do peso quando os ratos foram colocados de volta em uma dieta de alto teor calórico ou comeram alimento regular em quantidades excessivas."

O estudo foi liderado pelo doutorando Christoph Thaiss, trabalhando no laboratório de Elinav, que colaborou com a Mestranda Shlomik Itav, a doutoranda Daphna Rothschild do laboratório Segal, bem como com outros cientistas do Weizmann e de outras instituições.

A obesidade recorrente é uma epidemia de grandes proporções, em cada sentido da palavra, disse Elinav.

"A obesidade afeta quase metade da população adulta do mundo, e predispõe as pessoas a complicações da vida, tais como diabetes adulta e doenças cardíacas", disse ele. "Se os resultados dos nossos estudos com ratos puderem ser aplicáveis a humanos, eles podem ajudar a diagnosticar e tratar a obesidade recorrente e este, por sua vez, pode ajudar a aliviar a epidemia da obesidade."

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TIME DE FUTEBOL HAPOEL BEERSHEBA AVANÇA NO CAMPEONATO EUROPEU

Ben Sahar teve um retorno inesquecível para o Hapoel Beersheba, na quinta-feira passada à noite, garantindo uma vitória por 3-2 sobre o Inter de Milão no Turner Stadium aos 93 minutos de jogo, mantendo vivas as esperanças do campeão israelense de avançar na Liga Europa. 

Maccabi Tel Aviv também terá sua partida final em duas semanas, apesar de ter perdido por 2-0 para o Zenit St. Petersburg.

O Beersheba parecia estar morto e enterrado após os gols de Mauro Icardi (13) e Marcelo Brozovi? (25) dando ao gigante italiano uma vantagem de dois gols até o intervalo. 



No entanto, as mudanças táticas feitas pelo treinador do Beersheba, Barak Bachar, deram resultado e o segundo tempo mostrou os anfitriões apagarem o défice e registar a sua segunda vitória sobre o Inter, depois de triunfar por 2-0 no San Siro. Cabeçada de Lucio (58) foi a tábua de salvação do Beersheba e Anthony Nwakaeme conseguiu igualar o marcador de pênalti, aos 71 minutos, depois de o goleiro do Inter, Samir Handanovic, ter sido expulso por derrubar Maor Buzaglo. Beersheba continuou a pressão, uma vez que procurava vencer, o que finalmente chegou nos acréscimos, com Sahar fazendo o gol. 

O Beersheba subiu para sete pontos no Grupo K, amarrado com Southampton em segundo lugar. 

O Beersheba visita Southampton em 8 de dezembro, uma vitória ou um empate com gols irá leva-lo até a 32ª rodada.

O Maccabi Tel Aviv terá que derrotar Dundalk em seu último jogo do grupo em Netanya para ter alguma chance de progredir. Gols de Aleksandr Kokorin (44) e Aleksandr Kerzhakov (91) deixaram o amarelo e azul com quatro pontos no Grupo D.


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DESCONHECIDOS ROUBARAM MATERIAL RADIOATIVO DE USINA IRANIANA

Material radioativo produzido na usina nuclear iraniana de Bushehr teria sido roubado e as preocupações de sensibilização sobre o uso de uma chamada bomba suja no futuro já existem, de acordo com o jornal de língua árabe Asharq al-Awsat com sede em Londres. A identidade dos supostos ladrões permanece desconhecida.

O material em falta, Iridium-192, foi relatado à Agência Internacional da Energia Atômica pelo órgão regulador nuclear do Irã, no início deste mês, alertando aos vizinhos dos Estados do Golfo de seu possível uso nefasto.

Uma bomba suja, ou um dispositivo de dispersão radiológica, é uma arma convencional equipada com material nuclear. A ideia por trás de uma bomba suja é a explosão de material radioativo, como pó ou pastilhas, para a área em torno da explosão.

Citando fontes de inteligência sauditas, Asharq al-Awsat informou que o Iridium- 192 foi roubado enquanto era transportado da instalação de Bushehr. O veículo que transportava o material nuclear foi encontrado mais tarde abandonado.

Ainda não está claro quem roubou o material nuclear e para que finalidade.



A AIEA define o Iridium-192, um isótopo altamente instável que emite elétrons e raios gama, como uma substância radioativa da categoria-2. Substâncias com classificação da categoria-2 podem permanentemente ferir ou mesmo matar um ser humano se exposto ao material em questão de horas ou dias.

O Irídio-192 é geralmente utilizado por razões industriais, para localizar falhas em componentes de metal, apesar do perigo que representa para os seres humanos.

Em julho de 2015, o Irã e seis potências mundiais (Grã-Bretanha, China, França, Rússia e Estados Unidos, além da Alemanha) chegaram a um acordo nuclear sobre o programa nuclear do país.

O acordo, que entrou em vigor em janeiro, exige que o Irã se desfaça da maior parte de suas atividades nucleares em troca da facilidade de sanções internacionais sobre energia do país e dinheiro. Ele permite inspeções regulares das instalações dentro do Irã.

No início deste mês, a agência nuclear da ONU disse que o Irã teve que parar várias vezes pois tinha ultrapassado o limite para o seu estoque de um material sensível definido pelo acordo.

A AIEA, que precisa policiar o acordo, disse em um relatório no início de novembro que o Irã havia excedido ligeiramente o limite em seu estoque de água pesada, pela segunda vez desde que o acordo foi posto em prática, em janeiro.

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REGISTRADO DESRESPEITO AOS JUDEUS NA RÚSSIA

A esfera de mídia social reagiu com uma recepção em grande parte fria após duas "celebridades" da patinação do gelo, vestindo uniformes de prisão de judeus com estrelas de David amarelas, da época do Holocausto, terem participado no programa de televisão de realidade russa "Ice Age".


A campeã olímpica de dança do gelo Tatiana Navka, juntamente com o seu parceiro de patinação Andrew Burkovsjy, deslizaram pelo gelo, em seu desempenho acompanhados por "Beautiful that Way", da cantora israelense "Noa", versão vocal de Nini, da música tema do comovente filme italiano sobre o Holocausto - "A vida é Bela".

No entanto, o número de sábado à noite não representou a primeira vez que a televisão russa exibiu artistas identificados e vestidos com uniformes temáticos do Holocausto em um reality show da competição.

Em abril, a versão russa de "Dancing with the Stars" contou com um número de dança estrelado por um oficial nazista à procura de uma jovem judia, escondendo-se atrás de um piano.

A peça começou com o oficial tocando o instrumento, parando de repente e exigindo que a menina se revelasse antes de "fotografar" a arma a seus pés.


Surpreso com sua beleza, ele abaixa a arma e os dois começam a dançar "Fly me to the Moon", de Frank Sinatra.

A peça chegou a uma conclusão comovente quando um assalto "inimigo" deixa a menina judia morta no chão enquanto ele grita e atira aleatoriamente sem nenhuma direção particular.

A postura aparentemente insensível da TV Russa com a comunidade judaica também foi sentida no início deste mês, quando uma porta-voz do Ministério do Exterior russo causou polêmica depois de sugerir que a recente eleição presidencial dos EUA foi influenciada por uma "conspiração judaica", de acordo com a BBC.

Durante uma entrevista em um programa de televisão russo, Maria Zakharova brincou que o melhor modelo para avaliar a paisagem política da América era a comunidade judaica de Nova York.

"Se você quer saber o que vai acontecer na América, com quem você precisa falar? Você tem que falar com os judeus, é claro."

Com isso, a plateia ao vivo aplaudiu com entusiasmo, de acordo com a BBC.

Zakharova acrescentou que ela tinha formulado o pedido ao visitar Nova York durante uma visita oficial com uma delegação russa em setembro.

"Eu tenho um monte de amigos e conhecidos lá, é claro que eu estava interessada em saber: como são as eleições que iriam acontecer, quais eram as expectativas do povo americano?"

A funcionária estatal russa que tentou imitar um sotaque judeu e disse que os judeus russos tinham dito a ela: "Marochka, entende isso - vamos doar para Clinton, é claro. Mas nós vamos dar aos republicanos duas vezes essa quantia. “Disse o suficiente. Isso resolveu a questão para mim - a imagem era clara.", acrescentando que “se você quiser saber o futuro, não leia os jornais de grande circulação. Nosso povo em Brighton irá dizer-lhe tudo."

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UMA VERSÃO DO “PENSADOR” DE RODIN DE 4.000 ATRÁS FOI ENCONTRADO EM ISRAEL

Um jarro único de cerâmica da Idade do Bronze com uma estatueta humana em cima, com quase 4.000 anos de idade, mas ainda em estado extraordinário, foi descoberto em uma escavação arqueológica em Yehud.

Uma mão da figura esculpida suporta a cabeça da figura. O cotovelo do outro braço repousa sobre um joelho e a outra mão repousa sobre o outro joelho.

Embora seja muito menor e está sentada em um jarro, a imagem se parece muito com um cananeu versão de Rodin de "O Pensador".



Nada semelhante já foi encontrado, certamente não em Israel. O jarro, com a sua torneira atrás da estatueta, é típico do tempo e do lugar. A figura no topo não é tradicional.

A escultura foi adicionada após o jarro feito, postula Gilad Itach, diretor da escavação, em nome da Autoridade de Antiguidades de Israel.

"Parece que a princípio o jarro, que é típico do período, foi preparado e depois foi adicionada a escultura única", disse Itach.

O pescoço do jarro foi a base para a formação da porção superior da figura, após o qual foram adicionados os braços, pernas e rosto, diz ele.

O grau de precisão e atenção aos detalhes é raro em figuras de barro que remontam a 4.000 anos, acrescentou.



O adorno doméstico estranho não foi encontrado sozinho. Também artefatos descobertos na escavação em Yehud incluem punhais, pontas de seta e uma cabeça de machado. Ossos de animais, de ovelhas e ao que parece ser um burro, também foram encontrados. Itach sugere que pelo menos alguns destes eram oferendas funerárias: os antigos pensavam que tudo enterrado com eles iria se juntar a eles na vida após a morte.

Enquanto sobre a escavação, restos de vida no local de 6.000 anos atrás, também foram descobertos, incluindo poços que continham milhares de fragmentos de cerâmica, centenas de ferramentas feitas de pedra e basalto mais suave, ossos de animais e uma batedeira para fazer manteiga.

Ele tem acrescentado que a civilização na região que remonta em torno do início do Calcolítico (aka da Idade do Cobre), era mais avançada do que as pessoas tendem a perceber. Na Jordânia, por exemplo, escavações no deserto negro vulcânico descobriram três surpreendentemente povoados fortificados avançados com jardins artificialmente irrigadas, datando de 6.000 anos atrás - em um site que tinha sido considerado fatalmente inabitável.



E neste mês a Autoridade de Antiguidades de Israel colocou obras em exposição, que também remontam a época: um mural elaborado chamado de Ghassulian Star, com oito pontos, também datado de cerca de 6.000 anos atrás. O belo objeto tinha sido encontrado na Jordânia, décadas atrás.

 

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Refugiados judeus expulsos de terras árabes e do Irã

(Comunicado pelo Ministério das Relações Exteriores)


Judeus fugindo em direção a Aden (Iêmen) para serem levados a Israel
Foto: Kluger Zoltan (Israeli National Photo Archive)

No dia 30 de novembro, Israel e o mundo árabe lembraram o destino de mais de 850 mil judeus que foram forçados a sair de países árabes e do Irã, no século XX.

Esse dia de lembrança recorda a tragédia de pessoas que foram forçadas a fugir de suas casas e deixar os países onde viveram por milênios somente por causa de sua identidade judaica. Muitos foram privados de seus pertences e muitos sofreram de violência e perseguição.

A história da expulsão de comunidades judaicas inteiras de terras árabes é uma importante parte da História do judaísmo moderno que afeta profundamente a nação judaica como um todo, bem como a composição demográfica do Oriente Médio e do Norte da África. Essa é uma história que não foi contada.

Estudos recentes estimam que o número de judeus vivendo em países árabes e no Irã totaliza mais de 850 mil pessoas na época da Independência de Israel. Alguns especialistas pensam, até mesmo, que o número chega perto de um milhão.

Na região do Norte da África, fugiram:

No Oriente Médio, fugiram:

Abaixo, resumos do que alguns dos judeus vivendo em países árabes e no Irã passaram após a declaração de Independência de Israel, dos anos 40 até o fim do século passado.

Iraque

No Iraque, onde uma grande comunidade de judeus viveram por 2,6 mil anos, violentas revoltas, conhecidas como Farhud, irromperam em junho de 1941 alvejando a população judaica, principalmente em Bagdá. Soldados ejetados de um golpe de Estado fracassado aproveitaram o vácuo de poder e invadiram comunidades judaicas juntamente com uma multidão sedenta de sangue, matando 179 pessoas inocentes, ferindo mais de 2,1 mil e deixando 242 crianças órfãs. Esse ato de violência foi celebrado por todo o mundo árabe e na Alemanha nazista.

Em 1948, como resposta à resolução 181 da Assembleia Geral da ONU (a “Partilha da Palestina”) e à independência de Israel, leis foram criadas declarando o Sionismo como um crime, o que permitiu que a polícia fizesse incursões e buscas em milhares de lares judaicos por qualquer evidência de Sionismo. Judeus foram removidos de milhares de posições governamentais e suas casas foram avaliadas a preços 80% abaixo das de vizinhos árabes.

Entre 1948 e 1951, mais de 120 mil judeus iraquiano imigraram para Israel para forjar uma nova vida. Ao fazê-lo, eles abriram mão de sua cidadania iraquiana (após 1951) e sua propriedade. A antiga comunidade judaica no Iraque (que constituía quase um terço da população total de Bagdá) é, hoje, inexistente.

Egito

A História da população judaica no Egito é similar. Nos anos 40, a hostilidade contra a comunidade judaica egípcia, que totalizava 80 mil pessoas, aumentou. Leis foram aprovadas definindo limitações para o emprego de egípcios de ascendência judaica, bem como exigindo que os acionistas majoritários das empresas fossem nacionais egípcios. Como os judeus normalmente não recebiam cidadania, muitos judeus perderam seus empregos e negócios.

Durante a Guerra de Independência de Israel (1948, milhares de judeus egípcios foram colocados em campos de internação, forçados a deixar seus trabalhos  presos por supostamente colaborar com um Estado inimigo. Sinagogas, casas e negócios judeus foram bombardeados. Muitos judeus foram mortos e feridos. Mais de 140 mil judeus imigraram para Israel durante essa época buscando proteção.

Entre 1948 e 1958, mais de 35 mil judeus fugiram do Egito. Enquanto muito dessa imigração aconteceu devido à opressão sistemática, outro fator que contribuiu foi o Sionismo e o desejo de viver no recém-criado lar judaico em Israel.

Entre 1956 e 1968, outros 38 mil judeus fugiram do Egito, principalmente para Israel, para escapar de injustiças sistemáticas como expropriação de casas e negócios pelo governo e detenções arbitrárias de cidadãos judeus.

Iêmen

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Judeus iemenitas durante a Operação Tapete Mágico (Reprodução)

Os judeus iemenitas enfrentaram uma das piores perseguições. Ao fim de novembro de 1947, a população árabe de Aden decidiu realizar uma greve de 3 dias em protesto â resolução 181 da Assembleia Geral da ONU (a Partilha da Palestina). O protesto se tornou rapidamente violento. Mais de 80 judeus iemenitas foram assassinados, mais de 100 negócios de propriedade de judeus foram saqueados e casas, escolas e sinagogas foram incendiadas. Esse foi um dos ataques mais violentos contra qualquer população judaica no mundo árabe.

Um solução única e criativa foi encontrada para salvar os judeus iemenitas perseguidos. De 1949 a 1950, o governo israelense realizou a chamada “Operação Tapete Mágico” (conhecida em hebraico como “Nas asas das águias”). A operação foi implementada por aviões americanos e britânicos, que voaram para Aden e transportaram os judeus do Iêmen para Israel. Ao final da operação, mais de 47 mil judeus iemenitas foram resgatados da perseguição e levados para seu novo lar no Estado de Israel.

Líbia

Os judeus viviam na Líbia por mais de 2,3 mil anos e tinham uma cultura próspera, com uma população de mais de 37 mil pessoas. Durante a Segunda Guerra Mundial, o regime líbio implementou o seu próprio “holocausto” inspirado no nazismo, pelo qual 2 mil judeus foram transportados para campos de concentração no deserto, onde centenas morreram. Na Líbia do pós-guerra, o nacionalismo árabe aumentou em popularidade, resultando em violentos pogroms contra a comunidade judaica.

Em 1945, na cidade de Trípoli, mais de 140 judeus foram mortos num violento tumulto antissemita e, alguns anos depois, em 1948, outro pogrom irrompeu, resultando em 12 mortos judeus e na destruição de mais de 280 casas de famílias judias. Nos três anos entre 1948 e 1951, 30.972 judeus fugiram para Israel devido à hostilidade do governo árabe da Líbia.

Lembrando suas histórias

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A chegada a Israel (Reprodução)

Os descendentes desses imigrantes de países árabes representam, hoje, a maioria da população judaica de Israel. Os exilados judeus que foram forçados a fugir de suas casas enfrentaram tragédias pessoais e comunitárias, mas não apenas persistiram como prosperaram. Muitos alcançaram importantes posições no governo nacional e nos setores público e privado. Eles fizeram uma inestimável contribuição para o tecido da sociedade israelense, e suas culturas vibrantes são parte integrante do colorido mosaico do povo judeu na Terra de Israel. É hora de o mundo ouvir sua história.

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Jornalista Responsável:
Osias Wurman - MT 14.707
Colaboradores Internacionais: Jerusalém - Daniela Kresch, Budapeste - Judith Klein, Miami - Fernando Bisker, Miami - Nelson Menda
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