Clique aqui para baixar a versão integral da Rua Judaica


  Edição 447  Diretor/Editor: Osias Wurman Quarta, 03 de fevereiro de 2016

 


MANCHETES DE ÚLTIMA HORA


 

 


DUAS SOLDADAS DE FRONTEIRAS FERIDAS A TIROS

Três terroristas cometeram um ataque de faca, nesta quarta-feira à tarde, perto do portão de Damasco de Jerusalém, ferindo duas guardas de fronteira e um rapaz. Uma das guardas, de 20 de idade, ficou criticamente ferida. A outra, de 19, ficou gravemente ferido. Os três terroristas foram mortos a tiro pelas forças de segurança. A vítima masculina foi levemente ferida. Os três terroristas chegaram ao local armados com rifles Carl Gustav, facas e explosivos. A unidade de Guarda de Fronteiras notou e abordou os suspeitos. Um terrorista apresentou um cartão de identificação nacional para a Guarda de Fronteiras, enquanto um outro puxou sua arma e abriu fogo. As duas guardas foram feridas pelos tiros. Seus companheiros abriram fogo contra os terroristas em resposta e mataram os três terroristas. De acordo com fontes palestinas, os terroristas vieram da área de Jenin. UMA DAS MILITARES FERIDAS NESTE ATENTADO ACABA DE FALECER NO HOSPITAL EM JERUSALÉM.

www.ruajudaica.com

 


ESTATÍSTICA MACABRA DO TERROR PALESTINO

Quatro meses e meio da onda terror, foram resumidos pelo serviço de ambulância Magen David Adom de Israel nas estatísticas hoje apresentadas. O MDA escolheu o 13 de setembro, no ataque de Rosh Hashana, em que Alexander Levlovitz, avô de 64 anos, foi morto como a data de início da atual rodada de violência. Os terroristas causaram a morte de Levlovitz, em Jerusalém, depois que ele perdeu o controle do veículo, na noite de 13 de setembro, quando seu pára-brisa foi quebrado por uma pedra atirada de um viaduto, no bairro de Armon Hanatziv, enquanto ele estava dirigindo para casa com suas duas filhas. Desde os ataques de Levlovitz, até 01 de fevereiro, 30 israelenses foram mortos e 301 ficaram feridos, segundo informou o MDA. Vinte e sete das vítimas foram gravemente feridas, oito de moderadamente a grave, 46 moderadamente, 11 moderadamente a levemente e 209 ficaram levemente feridos. As equipes do MDA de emergência trataram 91 vítimas de pedras jogandas, 83 incidentes de esfaqueamento, 22 de atropelamentos e 15 de tiroteios. A mídia palestina informou que 167 palestinos foram mortos na atual rodada de violência, incluindo 34 menores. As forças de segurança israelenses prenderam 3.500 palestinos e 1.420 palestinos foram feridos, de acordo com as fontes palestinas.

www.ruajudaica.com

 

 

 

CANDIDATO INGLÊS É FERRENHO ANTI-ISRAEL

George Galloway, o ex-político britânico notoriamente anti-Israel e candidato a prefeito prefeito de Londres, disse que vai estar presente no Tel Aviv Festival de Londres, no próximo ano, como um manifestante "Eu prometo-lhes isto, que se eu for o prefeito, não haverá qualquer Festival para o estado apartheid ", Galloway twittou. Galloway fez a declaração em resposta ao relatório, do Jewish News Online da Grã-Bretanha, depois dos candidatos favoritos para a eleição marcada para maio, Zac Goldsmith para o Partido Conservador e Sadiq Khan do Trabalho, manifestarem o seu apoio para o evento. "Assim, ambos Zac [Goldsmith] e Sadiq [Khan] estarão fazendo um Aviv Tel Festival, em Londres. Se eu for o prefeito não haverá cooperação com o estado apartheid ", Galloway twittou. O evento multi-dia, no próximo ano, organizado pela embaixada de Israel em Londres, terá como objetivo "destacar como a segunda cidade do país tornou-se um centro para as artes criativas", de acordo com o Jewish News Online. Galloway mirou no candidato dos Trabalhistas Khan dizendo que se ele apoiava o festival "é porque não tem vergonha ", Galloway twittou.

www.ruajudaica.com

 

NA FRANÇA CULPAM OS JUDEUS PELO ANTISSEMITISMO

Cerca de 60 por cento dos franceses acreditam que os judeus têm, pelo menos, alguma responsabilidade pelos aumentos recentes no antissemitismo, de acordo com uma nova pesquisa da empresa de pesquisas de mercado Ipsos. De acordo com relatos da mídia francesa, o estudo de 18 meses, que foi patrocinado pela Fondation du Judaïsme Français, também descobriu que 56% dos franceses acreditam que os judeus têm uma "grande quantidade de energia" e são mais ricos do que a média, enquanto mais de 40% disseram que os judeus são “ também presentes na mídia." Cerca de 13% afirmaram que "existem muitos judeus na França", o que talvez ajude a explicar por que "três quartos consideram difícil ser um judeu na França" e 40% estão considerando a emigração. Esses achados confirmam uma outra pesquisa recente pelo Institut Français d 'Publique Opinion, que avaliou o número de judeus franceses pretendendo se mudar para Israel em 43%. Considerando que na França existem aproximadamente 700.000 judeus, esta vontade se traduz em cerca de 200.000 pessoas. O antissemitismo e uma piora na economia levaram muitos judeus franceses a buscar trabalho no exterior, com comunidades significativas se formando em Montreal, Londres e outras cidades.

www.ruajudaica.com

 


 



Osias Wurman
Jornalista

UM SOPRO DE ESPERANÇA OU APENAS ILUSÃO?

O representante no Brasil da Autoridade Palestina, Ibrahim Alzeben, compareceu na semana passada ao evento em memória das vítimas do Holocausto em Brasília, promovido pela CONIB e OAB - Brasil.

Importante assistir o vídeo abaixo, de agosto de 2011, quando Alzeben foi o orador do encerramento do ato “Estado Palestino Já!”.

Embora seja considerado nos meios diplomáticos de Brasilia como uma pessoa moderada, destacamos abaixo a sua afirmação no que se refere a Israel e ao Holocausto, em 2011:

(Aos 7:30 min.)

“Não queremos Israel que não resguarda a memória das vítimas do Holocausto, se não, usa a eles para cometer mais atos pior do que aquele Holocausto, contra os palestinos” (sic).


https://www.youtube.com/watch?v=-BEp_Kn27J0

Torcemos ardentemente para que a opinião de Alzeben tenha mudado, nestes quase 5 anos que se passaram, de seu pronunciamento acima até a foto abaixo que registra a sua presença, ao lado do Presidente da Confederação Israelita do Brasil-CONIB, Fernando Lottenberg, no ato na OAB e CONIB, em memória das vítimas do Holocausto.

http://spaces.conib.org.br/emkt/dados/13092/8411/Image/Boletim_413/13_Fernando_e_embaixador_palestino.jpg

Desejamos ardentemente que a iniciativa de Alzeben represente uma vontade verdadeira de não importar o conflito israelense-palestino para o Brasil.

INSHALLAH !

 

www.ruajudaica.com

 

 

 


 

 


O MUNDO TEM QUE NOS ACEITAR POIS VIEMOS PARA FICAR !!! (EM INGLÊS)


 

www.ruajudaica.com

 

 
 



Por Daniela Kresch
Jornalista
direto de Israel


MURO DAS LAMENTAÇÕES - KOTEL 2.0 – UMA DECISÃO SALOMÔNICA

TEL AVIV – O gabinete do governo Netanyahu aprovou no dia 31 de janeiro uma medida que está sendo considerada uma revolução. Ela vai afetar diretamente um dos locais turísticos mais visitados do mundo e o mais sagrado para o judaísmo: o Muro das Lamentações (ou “Kotel Hamaaravi”, hebraico para “muro ocidental”). Segundo a medida aprovada, vai ser construído um “novo Muro das Lamentações” próximo do atual. E nesse segundo muro, será permitida a reza – ou a visitação, em geral – de homens e mulheres juntos.

Hoje, homens e mulheres que visitam o Muro são separados por gênero pelas leis judaicas ultraortodoxas. Homens se aproximam do Kotel do lado esquerdo e mulheres, do direito. Há uma cerca separando os dois lados (aliás, o lado das mulheres é bem menor do que o dos homens). Quando há um bar-mitzva por lá, as mulheres (incluindo as mães, avós e irmãs) precisam subir em banquinhos e tentar assistir a cerimônia de longe. Fora isso, há mulheres que circulam pela área do muro exigindo que visitantes se “cubram” (em geral, pedem que mulheres cubram ombros e braços) por “tzniut” (“humildade”).

Mas no “novo Muro”, homens e mulheres poderão participar juntos de cerimônias, se aproximar juntos das pedras milenares. O atual “Muro das Lamentações” é controlado por rabinos ultraortodoxos. Esse “novo Muro” será monitorado por rabinos conservadores, reformistas e de outras vertentes do judaísmo mais liberais.

A novidade está sendo comemorada por todos que se opõem ao monopólio dos ultraortodoxos sobre o judaísmo em Israel (casamentos, separações, enterros...). Principalmente religiosos conservadores e reformistas, que encaram o judaísmo de uma forma diferente. Quem mais comemora é o grupo “Mulheres do Muro”, que há anos exige que rabinas possam rezar livremente no Kotel. Hoje elas podem até ser detidas pela “ousadia” de realizar práticas proibidas pelo rabinato ortodoxo, como entoar orações em voz alta e vestir indumentárias masculinas.

Será uma solução salomônica para um local que pertence a todos os judeus e não apenas a uma corrente religiosa. Um local que pertence também a toda a Humanidade.

O atual “Muro das Lamentações” é um trecho do muro de contenção do Segundo Templo, o de Herodes, destruído pelos romanos em 70 EC. Até bem pouco tempo, só este trecho, que hoje é famoso, era visível. Mas, nos últimos anos, foram feitas escavações arqueológicas no local que revelaram outros trechos do muro de contenção, tão sagrados quanto o oficial. É num desses trechos revelados que será construída outra praça turística, o tal “Kotel 2.0”.

Essa nova área ficará perto de um local chamado “Arco de Robinson”. Arqueólogos e religiosos concordam que esse local – identificado pelo estudioso americano Edward Robinson, em 1838 – é continuação da mesma muralha de pedras milenares que forma o que se conhece hoje como Muro das Lamentações, portanto é igualmente sagrado.

Mas nem todos se animaram com a solução aparentemente genial. Algumas ativistas da ONG Mulheres do Muro querem é igualdade para orar no Muro tradicional, venerado pelos judeus desde a destruição do Segundo Templo, há dois milênios, e não numa área adjacente considerada menos nobre. Anat Hoffman, diretora do “Mulheres do Templo”, no entanto, demonstrou satisfação. Segundo ela, pela primeira vez, as pessoas terão uma opção e poderão visitar o Muro como quiserem.

Mais além da briga entre ultraortodoxos e liberais, não se pode esquecer que nada acontece em Jerusalém sem que os palestinos reclamem. A Autoridade Palestina já condenou a decisão porque seria, segundo os palestinos, uma mudança no famoso (e pouco claro) “status quo” da Cidade Velha de Jerusalém. O ministro de Assuntos Religiosos da AP, xeque Yusef Edais, disse que todo o complexo do Monte do Templo (Esplanada das Mesquitas), incluindo o Muro das Lamentações, pertence somente, e apenas, aos muçulmanos.

“A mesquita de Al Aqsa (que fica na Esplanada das Mesquitas) é parte da fé dos muçulmanos e pertence apenas aos muçulmanos. Isso inclui todas as suas estruturas, muros e portões. Os judeus não têm conexão alguma com isso. Essa ofensiva contra Jerusalém tem como objetivo consolidar a ocupação e transformar Jerusalém numa cidade judaica, falsificando a história e deslocando seus residentes originais”, disse o xeque Edais.

Não é à toa que os palestinos – junto com Argélia, Kuwait, Egito, Tunísia, Marrocos e Emirados Árabes Unidos – apresentaram um projeto de resolução à Unesco para que o Muro das Lamentações seja reconhecido como “local sagrado muçulmano”. A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, considerou a resolução “deplorável”. No final das contas, os palestinos desistiram do pedido, que seria votado no dia 20 de outubro do ano passado. Mas, nunca se sabe, podem voltar num futuro próximo a defender esta ideia.


www.ruajudaica.com

 

 
 


Rola na Internet



Mezuzah na porta de restaurante japonês Kosher

 

www.ruajudaica.com

 

 

 
 


COMUNIDADE PERDE UM GRANDE AMIGO: EMBAIXADOR LUIZ FELIPE LAMPREIA

Faleceu ontem (2/02) no Rio o ex-Chanceler e Embaixador Luiz Felipe Lampreia, aos 74 anos de idade.

Lampreia era um grande amigo da comunidade judaica e um democrata liberal na vida política.

Durante os anos em que esteve à frente do Itamaraty, Lampreia implantou dinamismo e grande relevancia internacional à diplomacia brasileira.

Em 2008, Lampreia participou de uma palestra sobre os diplomatas brasileiros que salvaram judeus durante a II Guerra Mundial, a convite de seu grande amigo Daniel Klabin, no auditório da Fundação Eva Klabin.

Seu parceiro de mesa na palestra foi Osias Wurman, então vice-presidente da CONIB.

O corpo de Lampreia será velado no dia 4/02, quinta-feira, na Capela 3 do Memorial do Carmo no Cajú – RJ.


www.ruajudaica.com

 

 

 

 

 

 


CANDIDATOS AMERICANOS FAVORITOS A PRESIDENTE E OS JUDEUS/ISRAEL

 


REPUBLICANOS

 

Donald Trump, 68, magnata imobiliário, estrela de reality show

A filha de Trump, Ivanka, é casada com Jared Kushner, editor judeu do New York Observer e, como ela, filho de um magnata imobiliário. Ela passou por uma conversão ortodoxa antes de se casar, e o casal está criando seus filhos dentro da tradição judaica. Donald Trump, um bilionário com um dom natural para gerar publicidade grátis, ainda tem que procurar os principais doadores mas, dadas as suas origens de Nova York e seus campos profissionais - imobiliário e show business - não é surpreendente que alguns de seus colaboradores mais próximos sejam judeus. Um de seus principais líderes na mídia é Michael Cohen, judeu vice-presidente executivo da Trump Organization.

Posição sobre Israel

Trump, que como um negociador fez seu nome jogando suas cartas perto do peito, diminuiu no mês passado a cautela ao comprometer-se a reconhecer toda a Jerusalém como capital de Israel, explicando que isto poderia antecipar qualquer oferta para a paz israelense-palestina. Isto lhe rendeu vaias no fórum presidencial republicano da Coalizão Judaica. Este mês, ele disse que iria mudar a Embaixada dos EUA, de Tel Aviv para Jerusalém. Como os outros candidatos do Partido Republicano, ele não gosta das negociações com o Irã, mas ele é um dos vários que se recusaram a dizer que iria desfazer-se do acordo sem rodeios. Ele também perguntou num evento se Israel tem o "compromisso" para fazer a paz.

Controvérsia

Trump alcançou o truque de unir praticamente todo o espectro judaico na condenação de suas propostas para proibir a entrada muçulmana nos Estados Unidos, fechar algumas mesquitas e criar um registro muçulmano.

 

 

Ted Cruz, 45, senador pelo Texas

Muito tem sido escrito nos últimos dias sobre os quatro bilionários que financiam a candidatura insurgente de Cruz; nenhum deles é judeu. Mas Sheldon Adelson, o magnata dos casinos e fazedor de reis, diz que ele e sua esposa têm ainda de se contentar com um candidato e, enquanto Adelson favorece Marco Rubio, Miriam Adelson favorece Cruz.

Cruz não se recusou a cultivar “fundraisers” judeus. Ele fez manchetes na primavera passada quando, apesar de sua boa-fé fortemente conservadora, ele se reuniu com dois hoteleiros judeus e homossexuais. A parte "gay" é o que fez manchetes, mas os interesses pró-Israel dos hoteleiros é o que levou à reunião. O homem chave de Cruz na comunidade judaica é Nick Muzin, um jovem jogador político em ascensão e um judeu ortodoxo.

Posição sobre Israel

Cruz diz que ele iria acabar com o acordo nuclear com o Irã e mover a embaixada para Jerusalém, logo que ele entre no escritório da Casa Branca. Ele diz que também gostaria de convidar o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para assistir ao seu primeiro discurso do Estado da União. Cruz tem cultivado o direito pró-Israel, tem aparecido em eventos da Organização Sionista e organizou um comício anti-Irã em Capitol Hill, no verão passado.

Controvérsia

Cruz atacou os neoconservadores, culpando-os pelas intervenções no exterior - incluindo a Guerra do Iraque - que ele diz ter enfraquecido a América. Ele também tem insistentemente desacreditado nos "valores de Nova York." Alguns vêem suas referências para ambos os grupos - neoconservadores e os nova-iorquinos - como ataques codificados sobre os judeus. Seus partidários dizem que esta afirmação é um absurdo, dizendo que seu problema é com a política e os valores em questão.

 

 


DEMOCRATAS

 

Hillary Rodham Clinton, ex-secretária de Estado, ex-senadora de Nova York e ex-primeira dama

Como Trump, Clinton tem um genro judeu, Marc Mezvinsky, um banqueiro de investimento cuja mãe, Marjorie Margolies-Mezvinsky, então uma congressista democrata da Pensilvânia, que deu o voto crítico em 1993, que aprovou o primeiro orçamento do presidente Bill Clinton. No mundo de Clinton, este gesto de lealdade foi muito importante.

Bill e Hillary Clinton foram acumulando fãs judeus, antes mesmo deles se mudarem para Arkansas como um casal recém casado. Bill Clinton tinha uma base de fãs judaica como governador do estado e atraiu simpatizantes judeus quando ele concorreu à presidência, em 1992, muitos dos quais permanecem leais a Hillary Clinton. Ela também tem conquistado fundraisers judaicos do partido, e seu rival pela lealdade judaica, em 2009, Barack Obama, deu sua bênção a seus partidários judeus para apoiarem Clinton nesta eleição.

Seu patrocinador mais proeminente pode ser Haim Saban, o magnata do entretenimento israelo-americano. Um de seus conselheiros mais próximos e mais fiéis é Martin Indyk, que ela conheceu durante a campanha presidencial de seu marido, quando Indyk chefiou o Instituto Washington para Política do Oriente Próximo, um think tank que foi desmembrado do Comitê de Assuntos Públicos da American Israel Public Affairs Committee. Indyk, um veterano dos esforços de paz entre israelenses e palestinos, que falharam em ambas as administrações, de Clinton e Obama, agora é vice-presidente do Brookings Institution.

Posição sobre Israel

Clinton tem laços com Israel que remontam a seus dias como primeira-dama do Arkansas, quando ela adotou um programa de educação precoce de Israel para o seu Estado. Desde que deixou o posto de Secretária de Estado de Obama, ela tem amplamente abraçado sua busca de paz israelense-palestina, assim como a política com Irã – o que, na verdade, ela agora credita-se como uma das arquitetas de ambas as políticas - mas ela também tem enfatizado diferenças sutis. Clinton sugeriu que ela não estava confortável em fazer dos  assentamentos um ponto-chave da discórdia entre os governos Obama e Netanyahu, e ela disse que iria acompanhar de perto o rigoroso cumprimento do Irã ao acordo nuclear.

Controvérsia

Clinton foi a primeira oficial no governo de seu marido a falar abertamente sobre a perspectiva de um Estado palestino. Como primeira-dama, Clinton abraçou Suha Arafat, a esposa do líder da OLP, Yasser Arafat, depois que Suha fazer um discurso acusando Israel de envenenar crianças. Clinton, que estava ouvindo uma tradução simultânea, afirma que ela perdeu essa passage no discurso.

Quando no ano passado, e-mails privados de Clinton foram despejados como parte de uma investigação sobre suas práticas de privacidade, enquanto ela era Secretária de Estado, foi revelado que um de seus conselheiros judeus, Sidney Blumenthal, a quem ela permanece ferozmente leal, continuou o envio de emails de seu filho anti- Israel, Max. Clinton elogiou ocasionalmente a escrita de Max Blumenthal para Sidney - mas não há evidências de que ela colocou em prática algum dos conselhos de Max.

 

Bernie Sanders, 74, Senador por Vermont

Sanders é judeu e passou um tempo num kibutz com sua primeira esposa (judia), apesar de que ninguém foi capaz de determinar em qual kibutz, apesar dos esforços árduos de jornalistas judeus. Não muito tempo depois de sua estada em Israel, Sanders mudou-se para Vermont, onde se tornou o melhor amigo de dois rapazes judeus – o filósofo Richard Sugarman e Huck Gutman, um professor de literatura na Universidade de Vermont com uma predileção por Yehuda Amichai.

Posição sobre Israel

Desde seus dias como prefeito de Burlington, na década de 1980, Sanders tem sido incansável tanto na sua crítica às políticas de Israel em relação aos palestinos, bem como em seu apoio ao direito de Israel a existir e se defender. Ele apoiou o acordo nuclear com o Irã.

Controvérsia

O irmão mais velho de Sanders, Larry, que mora em em Oxford, Inglaterra, no ano passado twittou "sim" à pergunta se ele suporta o movimento de Boicote, Desinvestimento e Sanções, BDS, contra Israel e ele favorece o desmantelamento de supostas armas de destruição em massa de Israel. (Fonte:JTA-Editado)

 

www.ruajudaica.com

 

 

 
 

 

 

 
 


ENTREVISTA IMPERDIVEL DE BENJAMIN NETANYAHU NO WORLD ECONOMIC FORUM EM DAVOS (EM INGLÊS)



https://www.youtube.com/watch?v=lSxWZ35eZV0
&feature=player_detailpage

 

www.ruajudaica.com

 

 

 

 

 


ESPECIAL – DIA INTERNACIONAL EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DO HOLOCAUSTO – EVENTOS NO BRASIL

“Poucas décadas depois do Holocausto, judeus na Europa estão novamente com medo de sair às ruas e, mais uma vez, percebendo que poucos dão a devida importância aos ataques antissemitas praticamente cotidianos”, afirmou o presidente da Conib, Fernando Lottenberg, durante a cerimônia do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, realizada na noite desta quarta-feira, 27 de janeiro, na sede da OAB em Brasília, com organização da Conib e da Associação Cultural Israelita de Brasília.

Saudando a OAB, na pessoa do Presidente Marcus Vinicius, símbolo no Brasil de resistência e de liberdade, a Casa dos Advogados, “a minha casa, que nos cedeu este nobre espaço”, Lottenberg relembrou as figuras de Moyses Kauffman e Benno Milnitsky, ex-presidentes da Conib e advogados, que a conduziram em tempos difíceis.

“No ano passado, quando lembramos no Rio de Janeiro os 70 anos da libertação do campo de extermínio nazista de Auschwitz e o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, ressaltei que os atentados bárbaros ocorridos em Paris, naquele mês, contra um jornal satírico e um supermercado judaico eram em si terríveis - porém, mais do que isso, representavam alertas de que a intolerância estava em marcha pela Europa e pelo mundo, devendo ser enfrentada com mais vigor.

Um ano depois, estamos novamente reunidos neste 27 de janeiro para lembrar, aqui no Brasil, o genocídio da população judaica europeia - e mais uma vez é necessário fazer novo alerta. Os extremistas islâmicos voltaram a atacar em Paris, matando e ferindo. De forma covarde, visando civis desarmados. E basta acompanhar o noticiário para ver como a intolerância cresce no mundo, turbinada por ferramentas de comunicação poderosíssimas, que espalham o ódio e contendo instruções de como praticá-lo”, afirmou Lottenberg.

Ele prosseguiu: “No Brasil, felizmente ainda estamos distantes desse tipo de radicalismo e ações violentas. Presenciamos, no entanto, ataques contra praticantes de religiões de matriz africana e homossexuais. A comunidade judaica brasileira com eles se solidariza, publicamente. Por isso, convidamos representantes dessas comunidades aqui hoje para homenageá-los, pois sabemos como é importante o apoio e o reconhecimento de atos de intolerância. Só assim eles serão reprimidos”. 

“A atualização do antissemitismo de outrora vem na forma do antissionismo - a negação do direito de os judeus de terem seu Estado em Israel”. Leia na íntegra o discurso de Fernando Lottenberg.

Foram homenageados na noite os seis milhões de judeus mortos no Holocausto e também vítimas da intolerância no Brasil. Ben Abraham e Aleksander Laks, sobreviventes do Holocausto falecidos em 2015, foram especialmente lembrados. A sede da OAB abrigou uma exposição com fotos  e obras de ambos. A menina Kayllane Campos, praticante do candomblé atacada com pedras em 2015, acendeu uma das velas da solenidade.

A presidente Dilma Rousseff enviou uma mensagem ao presidente da Conib, lida pelo ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, da qual destacamos um trecho: “Ao mantermos viva a memória do Holocausto, alertamos as gerações do presente e do futuro para o abismo moral em que nos precipitamos quando o preconceito torna-se a norma e a intolerância, a prática”.  Leia a mensagem na íntegra

Wagner pediu a todos um “compromisso pessoal e individual de evitar a intolerância”.

Estiveram presentes à cerimônia sobreviventes do Holocausto, representantes de outras comunidades vítimas do nazismo e de perseguições; ministros Aloizio Mercadante e Gilberto Kassab, senador José Serra; Lior Ben Dor, ministro da Embaixada de Israel; Ibrahim Alzaben,  embaixador da Autoridade Palestina; embaixadores de Áustria, Canadá, Polônia, Rússia, diplomatas da Alemanha, Estados Unidos, França e União Europeia; autoridades federais, estaduais e municipais, presidentes de federações israelitas de diversos Estados brasileiros, líderes comunitários e religiosos. Também compareceram à cerimônia o presidente do Hospital ex-presidente da Conib, Claudio Lottenberg; o babalaô Ivanir dos Santos, presidente da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa.

Ibrahim Alzaben, embaixador palestino, foi pela primeira vez à cerimônia. “Fiz questão de vir. Esta é uma data que precisa ser relembrada”, disse ele, em conversa com a diretoria da Conib.

Veja o vídeo exibido na cerimônia.


ANTISSEMITISMO E NEGACIONISMO

“O Holocausto ecoa em outras tantas barbaridades que persistem sob diversas formas e em diversos lugares até hoje, sempre fundamentadas no antissemitismo. E, como se sabe, o antissemitismo baseia-se em mitos sobre o povo judeu. 

Hoje, o genocídio perpetrado encontra-se entre a memória e a negação. O negacionismo, além de uma abominação, é uma ameaça ao mundo inteiro. Se todas as revelações sobre a Shoá não foram suficientes, é porque o mal possui raízes mais profundas”, afirmou o presidente da ACIB, Hermano Wrobel.


OAB: “ESSE MOMENTO HISTÓRICO AFIRMA O APOIO DO BRASIL À COMUNIDADE JUDAICA”

Em seu pronunciamento, Marcus Vinicius, presidente da OAB, disse que a pluralidade e a liberdade devem ser os valores maiores a orientar a comunidade global. “É preciso que a memória que hoje se registra seja efetivada em ações concretas. É necessário avançar no marco legal. A OAB, por seu compromisso com a Carta Magna, nos leva a pregar sempre a convivência pacífica das controvérsias.

Diversas crenças, diversos grupos são perseguidos ainda hoje pelo fato de serem diferentes. Cada discriminação fere a luta pela igualdade. Percebemos que pessoas são julgadas por um autoritarismo e um extremismo que andam sempre juntos. O Brasil segue o caminho do respeito e do amor pela divergência, somos a pátria da liberdade. Esse momento histórico afirma o apoio do Brasil à comunidade judaica”.


A CHAMA DA MEMÓRIA


O rabino Michel Schlesinger rezou o Salmo 23, em lembrança às vítimas do Holocausto. Em seguida, o rabino Yossi Schildkraut rezou o Kadish, oração para os falecidos.

Posteriormente, foram acesas seis velas em homenagem aos seis milhões de judeus mortos.

Acender a primeira vela coube aos representantes de vítimas de perseguição, discriminação e preconceito: Kayllane Campos, praticante do candomblé; Babalaô Ivanir dos Santos, da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa; José Zuchwisky, do Movimento LGBT; Lulu Landwehr e Anna Kurchbaum Futer, sobreviventes do Holocausto, residentes em Brasília. 

A segunda vela foi acesa por Lior Ben Dor, ministro de Israel no Brasil; conselheira Marie Koenning, representando o embaixador da Alemanha no Brasil; Ricardo Savone, embaixador do Canadá; Marianne Feldmann, embaixadora da Áustria; Andrzej Braiter, embaixador da Polônia; Miriam Necrycz, viúva do sr. Ben Abraham.

A terceira, por Aloizio Mercadante, ministro da Educação; Gilberto Kassab, ministro das Cidades; senador José Serra; Raymond Frajmund e Nahum Reiman, sobreviventes do Holocausto, ambos de Brasília

A quarta vela, por lideranças religiosas: Hoeck Miranda, representando a comunidade Bahá'i; Rafael Moreira, da Federação de Umbanda e Candomblé do Distrito Federal e entorno; rabino Michel Schlesinger, da Congregação Israelita Paulista; rabino Yossi Schildkraut, do Beit Chabad; Jerson Laks, filho de Aleksander, sobrevivente do Holocausto falecido em 2015, do Rio de Janeiro.

A quinta vela, por Hermano Wrobel, presidente da Associação Cultural Israelita de Brasília, Gael de Maisonneuve, ministro conselheiro da Embaixada da França, Richa Bhala, representando a embaixadora dos Estados Unidos da América; João Gomes Cravinho, chefe da delegação da União Europeia no Brasil; Nanette Konig, colega de classe de Anne Frank e sobrevivente do Holocausto, de São Paulo.

O ministro Jaques Wagner acendeu a sexta vela, acompanhado de Fernando Lottenberg, presidente da Conib; Julio Gartner, sobrevivente do Holocausto, de São Paulo; jovens Michel Fligentaub Lemos e Rivka Markel Loyola Diniz Rodrigues, representando a juventude judaica local.

ATOS EM SP, RIO, RS, MG, PE E RN

Em São Paulo, um ato em homenagem as vítimas do Holocausto ocorreu no dia 25 na Congregação Israelita Paulista, com a presença da senadora Marta Suplicy, o ex-ministro Celso Lafer; a diretora do Instituto Lula, Clara Ant; os deputados Fernando Capez e Coronel Telhada, o presidente da OAB-SP, Marcos da Costa e o presidente do Lide, João Doria, além dos cônsules e representantes diplomáticos de Israel, Itália, França, Alemanha, Portugal, Espanha, Irlanda Peru e Países Baixos. Dom Odilo Scherer e Dom Raymundo Damasceno também compareceram, além de representantes de outras religiões. Foram homenageadas Miriam Necrycz, viúva de Ben Abraham, e Rachella Gotthilf, sobreviventes do Holocausto.

Em Belo Horizonte, o evento organizado pela Fisemg ocorreu dia 27. Entre os presentes, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, o secretário de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania, Nilmário Miranda; o cônsul-honorário de Israel, Sílvio Musman; O presidente da Fisemg, Salvador Ohana, os sobreviventes Thomas Venetier e Henry Katina. 

No Rio de janeiro, Bnai Brith e Museu Judaico organizaram um ato, com a presença do professor Renato Lessa, da Universidade federal Fluminense. 

Em Porto Alegre, também no dia 27, participaram o prefeito José Fortunati; o presidente da OAB-RS, Ricardo Breyer; o reitor da UFRGS, Carlos Alexandre Netto. Foram homenageados Bernard Kats, Curtis Henry Stanton, Max Wachsmann Schanzer e Johannes Melis, sobreviventes, e também o Grupo de Diálogo Inter-Religioso da cidade.

Em Pernambuco, a FIPE organizou um ato em parceria com a Conib, com a presença da antropóloga Rita Ribeiro Voss, que preside o grupo 'Mulheres de Kipá'; Moisés Monteiro Neto, professor da Universidade Federal de Pernambuco, e o promotor de justiça Maxwell Anderson Vignolli.

Em Natal, participaram do ato organizado pelo Centro Israelita (CIRN), o presidente da Câmara Municipal, Franklin Capistrano; o deputado Jacó Jácome, representando a Assembleia Legislativa, e Doutor Paulo, representando a Prefeitura do Natal.


EVENTO MERECE GRANDE DESTAQUE NA MÍDIA


O Dia Internacional em Memória às Vítimas do Holocausto foi destaque na Folha de S. PauloEstado de S. Paulo, revista Época, portais R7 e G1EBC BrasilOABRádio Nacional/DF, blogs Metrópoles e Pauta Aberta,G1 MinasTV AlterosaRádio Metrópole (Salvador).

Veja também entrevistas com os sobreviventes Rachela Gotthilf, na Época; Nachum Reiman, no Correio Braziliense, Bernard Kats e Johannes Melis, para o Jornal Metro, de Porto Alegre, Nanette Konig, no Metrópoles.  


PRONUNCIAMENTO DE FERNANDO LOTTENBERG 

Saudamos incialmente a Ordem dos Advogados do Brasil, na pessoa do Presidente Marcus Vinicius, símbolo de resistência e de liberdade, a Casa dos Advogados, a minha casa, que nos cedeu este nobre espaço. Relembro, neste momento, as figuras de Moyses Kauffman e Benno Milnitsky, ex-presidentes da Conib e advogados, que conduziram nossa instituição em tempos difíceis.

Cumprimentamos nossos colegas de Diretoria da Conib, Presidentes de Federações e Associações Israelitas Estaduais e membros do nosso Conselho Consultivo, aqui representados por Benjamin Steinbruch.

No ano passado, quando lembramos no Rio de Janeiro os 70 anos da libertação do campo de extermínio de Auschwitz, ressaltei que os atentados bárbaros ocorridos em Paris, naquele mês, contra um jornal satírico e um supermercado judaico eram em si terríveis - porém, mais do que isso, representavam alertas de que a intolerância estava em marcha pela Europa e pelo mundo, devendo ser enfrentada com mais vigor.
 
Um ano depois, estamos novamente reunidos neste 27 de janeiro para lembrar, aqui no Brasil, o genocídio da população judaica europeia - e mais uma vez é necessário fazer novo alerta. Os extremistas islâmicos voltaram a atacar em Paris, matando e ferindo. De forma covarde, visando civis desarmados. E basta acompanhar o noticiário para ver como a intolerância cresce no mundo, turbinada por ferramentas de comunicação poderosíssimas, que espalham o ódio e contendo instruções de como praticá-lo.

Poucas décadas depois do Holocausto, judeus na Europa estão novamente com medo de sair às ruas e, mais uma vez, percebendo que poucos dão a devida importância aos ataques antissemitas, que se repetem com regularidade.

Semanas atrás, na edição do primeiro aniversário do atentado contra a redação do Charlie Hebdo, o editor Gérard Biard afirmou que, enquanto o assassinato de seus colegas na redação lançou um debate global sobre o papel da religião e da liberdade de expressão, ninguém se preocupou em explicar por que os jihadistas atacaram também um supermercado kasher naquele dia.

Escreveu Biard: "Estamos muito acostumados a ver judeus sendo mortos porque são judeus. É um erro, e não apenas no âmbito humano. Porque é o carrasco que decide quem é judeu. No dia que atacaram uma casa de espetáculos e um restaurante em Paris, o carrasco nos mostrou ter decidido que eram todos judeus.”
 
Esses e outros atos mostram que, mais do que nunca, o mundo precisa refletir sobre o crime inominável que matou seis milhões de judeus, ciganos, deficientes mentais, homossexuais e militantes políticos, no coração da “moderna” Europa até porque, como disse Biard, sem nenhum tom de ironia, se o carrasco puder agir, será ele a decidir quem é a vítima.
 
Por isso, infelizmente, está claro que as lições do Holocausto não foram aprendidas. E está claro também que precisamos de alertas como o que aqui estamos fazendo.
 
Senhoras e Senhores
 
Atualmente, o antissemitismo cresce de forma alarmante, em especial na Europa e no Oriente Médio, agora conduzido por campanhas de ódio - cada vez mais explícitas - contra Israel.
 
Poucas décadas depois do Holocausto, a atualização do antissemitismo de outrora vem na forma do antissionismo - a negação do direito de os judeus de terem seu Estado em Israel. 

A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou recentemente que os alemães e os europeus precisam fazer mais para combater o crescente antissemitismo na região. O presidente e o primeiro ministro franceses já disseram o mesmo, após vários ataques contra judeus no país. Neste mês de janeiro, um professor de escola judaica foi atacado em Marselha, ao ser identificado como judeu, por usar um quipá na cabeça. Numa manifestação nas ruas da Alemanha, pouco tempo atrás, ouviram-se gritos de “Hamas, Hamas, judeus à câmara de gás”. O extremismo islâmico ataca em Paris, Copenhagen, Toulouse, Jerusalém e TelAviv. E já fez vítimas aqui ao lado, na vizinha Argentina.

No Brasil, felizmente ainda estamos distantes desse tipo de radicalismo e ações violentas. Presenciamos, no entanto, ataques contra praticantes de religiões de matriz africana e homossexuais. A comunidade judaica brasileira com eles se solidariza, publicamente. Por isso, convidamos seus representantes aqui hoje para homenageá-los, pois sabemos como é importante o apoio e o reconhecimento de atos de intolerância. Só assim eles serão reprimidos.
 
Em nosso país, imigrantes judeus foram acolhidos e puderam se integrar e ajudar a construir um Brasil rico e diverso. Mantemos um longo e profícuo relacionamento com o Estado de Israel, que deve ser nutrido e fortalecido - pela convergência de valores e de interesses compartilhados.
 
Mas, cada vez mais, grupos de interesse promovem em solo brasileiro o mesmo ódio a Israel e as mesmas campanhas discriminatórias de ataques e boicotes contra o Estado judeu, que trazem o antissemitismo em sua essência. Criticar o governo de Israel ou de qualquer outro país é um direito de todos, mas eleger Israel como Estado pária e alvo do ódio vai muito além do aceitável e só pode ser fruto da ignorância, da intolerância - ou de ambos.

Meus amigos

Perdemos neste ano dois brasileiros, sobreviventes do Holocausto, que se notabilizaram pela incansável tarefa de transmitir, às novas gerações, o que sofreram nos campos de extermínio, apesar da dor interminável da memória. Ben Abraham e Alexandr Laks, são símbolos da luta para que genocídios não se repitam em parte alguma, contra ninguém. A ambos, a suas famílias, a seus descendentes, as nossas homenagens.
 
A intolerância não pode ser tolerada, seja contra os judeus ou qualquer outro grupo. É essa a lição maior do Holocausto, e consideramos um dever compartilhá-la.
 
Como vimos no filme a que assistimos, aprendemos a distinguir quando a intolerância começa. E como ela termina.

Muito obrigado.

 

http://spaces.conib.org.br/emkt/dados/13092/8411/Image/Boletim_413/1.JPG
Fernando Lottenberg, babalaô Ivanir dos Santos, da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa, Kayllane Campos, praticante do candomblé e George Legmann, sobrevivente do Holocausto. Foto: Edgar Marra.



http://spaces.conib.org.br/emkt/dados/13092/8411/Image/Boletim_413/2_mesa.JPG
Marcus Vinicius Furtado Coêlho, presidente da OAB, Jaques Wagner, Fernando Lottenberg, Lior Ben Dor, ministro da Embaixada de Israel e Hermano Wrobel, presidente da ACIB. Foto: Edgar Marra.



http://spaces.conib.org.br/emkt/dados/13092/8411/Image/Boletim_413/Geral_Audit_rio_2_.JPG
Panorama do público na cerimônia em homenagem às vítimas do Holocausto em Brasília. Foto: Edgar Marra.



  http://spaces.conib.org.br/emkt/dados/13092/8411/Image/Boletim_413/3_Vela_1.JPG
Primeira vela, acesa por Kayllane Campos, babalaô Ivanir dos Santos, Lulu Landwehr e Anna Kurchbaum Futer, sobreviventes do Holocausto eJosé Zuchwisky, do Movimento LGBT. Foto: Edgar Marra.



http://spaces.conib.org.br/emkt/dados/13092/8411/Image/Boletim_413/6_Vela_3.JPG
Segunda vela, acesa por Lior Ben Dor, Miriam Necrycz, viúva do sr. Ben Abraham, Andrzej Braiter, embaixador da Polônia, Marianne Feldmann, embaixadora da Áustria, Ricardo Savone, embaixador do Canadá, e conselheira Marie Koenning, representando o embaixador da Alemanha no Brasil. Foto: Edgar Marra.



http://spaces.conib.org.br/emkt/dados/13092/8411/Image/Boletim_413/8_Vela_5.JPG
Terceira vela, acesa por Aloizio Mercadante, Gilberto Kassab, José Serra, Nahum Reiman e Raymond Frajmund, sobreviventes do Holocausto. Foto: Edgar Marra.



http://spaces.conib.org.br/emkt/dados/13092/8411/Image/Boletim_413/5_Vela_2.JPG
Quarta vela, acesa pelo rabino Yossi Schildkraut, Hoeck Miranda, representando a comunidade Bahái, Jerson Laks, filho de Aleksander, sobrevivente do Holocausto falecido em 2015 e rabino Michel Schlesinger, da Congregação Israelita Paulista. Foto: Edgar Marra.



http://spaces.conib.org.br/emkt/dados/13092/8411/Image/Boletim_413/7_Vela_4.JPG
Quinta vela, acesa por, João Gomes Cravinho, chefe da delegação da União Europeia no Brasil, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, Hermano Wrobel, Nanette Konig, colega de classe de Anne Frank e sobrevivente
do Holocausto, Gael de Maisonneuve, ministro conselheiro da Embaixada da França, Richa Bhala,
representando a embaixadora dos Estados Unidos da América. Foto: Edgar Marra.

 

http://spaces.conib.org.br/emkt/dados/13092/8411/Image/Boletim_413/9_Vela_6.JPG
Sexta vela, acesa por Julio Gartner, sobrevivente do Holocausto, Fernando Lottenberg, Jaques Wagner, Michel Fligentaub Lemos e Rivka Markel Loyola Diniz Rodrigues, representando a juventude judaica local.
Foto: Edgar Marra.




http://spaces.conib.org.br/emkt/dados/13092/8411/Image/Boletim_413/11_sobreviventes_.JPG
John Konig, Nanette Konig, Nahum Reiman e Fernando Lottenberg. Foto: Edgar Marra.



http://spaces.conib.org.br/emkt/dados/13092/8411/Image/Boletim_413/13_Fernando_e_embaixador_palestino.jpg
Ibrahim Alzeben, embaixador da Autoridade Palestina, e Fernando Lottenberg. Foto: Edgar Marra.



http://spaces.conib.org.br/emkt/dados/13092/8411/Image/Boletim_413/14_politicos_1.JPG
Hermano Wrobel, Lior Ben Dor, Fernando Lottenberg e Jaques Wagner. Foto: Edgar Marra.

 

http://spaces.conib.org.br/emkt/dados/13092/8411/Image/Boletim_413/15_politicos_2.JPG
Milton Seligman, Claudio Lottenberg, José Serra, Fernando Lottenberg, Gilberto Kassab e Paulo Maltz.
Foto: Edgar Marra.


http://spaces.conib.org.br/emkt/dados/13092/8411/Image/Boletim_413/16_politicos_3.JPG
Gilberto Kassab, Fernando Lottenberg, Claudio Lottenberg e Aloizio Mercadante. Foto: Edgar Marra.



http://spaces.conib.org.br/emkt/dados/13092/8411/Image/Boletim_413/RBerk.jpg
Ricardo Berkiensztat, presidente-executivo da Fisesp, Gilberto Kassab e rabino Michel Schlesinger.
Foto: Divulgação.




http://spaces.conib.org.br/emkt/dados/13092/8411/Image/Boletim_413/17_discurso_.JPG
Fernando Lottenberg discursa na cerimônia. Foto: Edgar Marra.

 


http://spaces.conib.org.br/emkt/dados/13092/8411/Image/Boletim_413/Vista_geral_da_CIP.jpg
Panorama do ato realizado na Congregação Israelita Paulista, em 25 de janeiro.
Foto: Eliana Assumpção.



http://spaces.conib.org.br/emkt/dados/13092/8411/Image/Boletim_413/Marcos_da_Costa_Eugenia_Guita_Zarenczansky_Dep_Fernando_Capez_Tatiana_Kulikowsky_Bruno_Laskowsky_e_Jairo_Haber.jpg
Marcos da Costa, Eugenia Guita Zarenczansky, deputado Fernando Capez, Tatiana Kulikowsky, Bruno Laskowsky e Jairo Haber, na cerimônia em São Paulo. Foto: Eliana Assumpção.



http://spaces.conib.org.br/emkt/dados/13092/8411/Image/Boletim_413/Don_Odigo.jpg
Dom Odilo Scherer e Marta Suplicy, na Congregação Israelita Paulista. Foto: Eliana Assumpção.



http://spaces.conib.org.br/emkt/dados/13092/8411/Image/Boletim_413/Evento_Rio.JPG
Cerimônia em homenagem às vítimas do Holocausto, no Rio de Janeiro. Na mesa de honra Luiz Carlos Semog, Secretário Executivo do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas – CEAP, Osias Wurman, Consul Honorário de Israel no Rio, Prof. Renato Lessa, Presidente da Fundação Biblioteca Nacional e orador da noite, Prof. Ricardo Moderno, Presidente da Academia Brasileira de Filosofia, Herman Glanz, Diretor da B’nei B’rith Rio, Fredy Glatt, Presidente da Sherit Hapleitah do Rio e Max Nahmias, Presidente do Museu Judaico do Rio.  Foto: Divulgação

 


Jayme Gudel, Diretor da B’nei B’rith Rio (Loja Herut) e um dos organizadores do evento no Rio.


http://spaces.conib.org.br/emkt/dados/13092/8411/Image/Boletim_413/Evento_RS.jpg
Rabino Guershon Kwasniewski (direita), Ricardo Breier e Ahmad Ali na cerimônia em homenagem
às Vítimas do Holocausto, em Porto Alegre. Foto: Divulgação.



http://spaces.conib.org.br/emkt/dados/13092/8411/Image/Boletim_413/Evento_Minas_1.jpg
Cerimônia em homenagem às Vítimas do Holocausto, em Belo Horizonte. Foto: Fisemg.


http://spaces.conib.org.br/emkt/dados/13092/8411/Image/Boletim_413/Natal_1.jpg
Ato na sede do Centro Israelita do Rio Grande do Norte, em Natal. Foto: Cirn.



http://spaces.conib.org.br/emkt/dados/13092/8411/Image/Boletim_413/Natal_2.jpg
Componentes da mesa na cerimônia em Natal. Foto: Cirn.

FONTE: CONIB – (Editado)

 

www.ruajudaica.com

 

 
 



Destaques Sociais


 

 

 


 

 

 

 

 

 

 


Se você recebe o Notícias da Rua Judaica de amigos ou de terceiros, inscreva-se gratuitamente
para receber semanalmente o nosso informativo, enviado diretamente para seu e-mail.
Clique aqui e você estará inscrito

Se desejar indicar amigos para receberem este informe,
clique aqui e lista os e-mails dos novos assinantes

 

 


COMUNICADO AOS LEITORE
S

A direção editorial da Rua judaica deseja esclarecer qe todas as opiniões ou juízo de valor, emitidas por seus colunistas ou colaboradores, são de exclusiva responsabilidade dos autores, não representando, necessariamente, a opinião editorial do veículo, de entidades a que pertençam os articulistas, nem às entidades ou países a que possam representar.

 
     

 


Jornalista Responsável:
Osias Wurman - MT 14.707
Colaboradores Internacionais: Jerusalém - Daniela Kresch, Budapeste - Judith Klein, Miami - Fernando Bisker, Miami - Nelson Menda
Diagramação: MarketDesign