Clique aqui para baixar a versão integral da Rua Judaica


  Edição 396    Diretor / Editor: Osias Wurman Sexta, 27 de fevereiro de 2015

 


MANCHETES DE ÚLTIMA HORA


 

SUSPENSA A MARATONA POR INTENSO CALOR: A Maratona de Tel Aviv foi interrompida nesta sexta-feira, por volta das 10:00h, devido às condições excepcionalmente quentes e de temperatura seca, e que levaram dois corredores para o hospital, além de outros 75 corredores que necessitaram de atendimento médico. Os organizadores da maratona decidiram parar a corrida depois que as temperaturas atingiram 28 graus Celsius. No início da sexta-feira, paramédicos do Magen David Adom administraram assistência médica urgência a um homem de 30 anos de idade, transferindo-o para a tenda de primeiros socorros no ponto de partida. Ele recuperou a consciência, mas mais tarde foi levado para o Centro Médico Sourasky onde ele está em estado grave, sedado e ventilado. Uma hora mais tarde, um outro homem na casa dos 30 anos, também entrou em colapso devido a uma insolação. Ele também foi levado para o hospital, onde ele está sedado e ventilado. Setenta e cinco outros participantes foram tratados na pista. O vencedor da maratona foi William Kiprono, do Quênia, que estabeleceu um recorde de 2:10:29 horas. Kiprono, que ganhou um prêmio em dinheiro de US$ 15.000, disse: "Eu estou feliz, eu terminei no tempo em que eu queria."



MADONNA COMPARA FRANÇA COM ALEMANHA NAZISTA: A estrela pop Madonna disse à rádio francesa que a "intolerância" agora era tão alta na França e na Europa que até "parece como na Alemanha nazista." Em declarações à rádio Europe 1, em entrevista que foi ao ar nesta sexta-feira de manhã, Madonna disse que "o antissemitismo está em um ponto mais alto na França e no resto da Europa”, e comparou o ambiente atual ao período em que o fascismo alemão estava em ascensão. "Estamos vivendo em tempos loucos. Parece que estamos na Alemanha nazista", disse a cantora de 56 anos, chamando a situação de "assustadora", e lamentando o que ela descreveu como a perda da tradição de acolher a diversidade e honrar a liberdade na França. "Era um país que abraçou a todos e promoveu a liberdade em todos os sentidos, forma ou diversidade - expressão artística da liberdade", disse Madonna. "Agora, está tudo completamente desaparecido.

 

SUÁSTICAS EXPOSTAS NA CALIFÓRNIA: A exibição por um homem do norte da Califórnia de suásticas em formato de posters, fora de sua casa em Sacramento, está perturbando alguns vizinhos e legisladores estaduais que planejam chamá-lo para removê-los. Os símbolos usados pelos nazistas alemães na II Guerra Mundial substituem as estrelas em uma bandeira americana e duas bandeiras israelenses. Há também uma bandeira palestina e uma estátua de madeira de uma figura levantando os braços e vestida de verde oliva. O display também inclui luzes de Natal para iluminar a noite. O porta-voz oficial da polícia de Sacramento, Justin Brown, disse que a polícia recebeu uma chamada sobre a casa no bairro River Park e, depois de fazer uma verificação de bem-estar, descobriu que não havia crimes reportados. "Nós não recebemos quaisquer outras queixas", disse Brown.

OPOSIÇAO NA RÚSSIA USA SLOGAN ANTISSEMITA: Alexei Navalny, blogueiro russo de centro-direita e denunciante da corrupção virou o líder da oposição e publicou uma declaração antissemita em sua página pessoal do Facebook. A coalizão de oposição Solidariedade irá realizar no sábado uma grande marcha contra medidas anti-crise das autoridades em Moscou e outras grandes cidades em toda a Rússia. Um dos ativistas chave do Solidariedade, Sergey Davidis, disse que o evento seria chamado simplesmente de "Primavera" e a participação máxima é estimada em 100.000 pessoas. O principal objetivo da marcha é expressar o descontentamento com o programa anti-crise das autoridades, segundo Davidis. Os organizadores postaram comentários como: "A primavera é aqui, os preços do petróleo caíram. Medvedev vai à sinagoga. A Primavera está aqui." O post foi editado, uma hora mais tarde, para dizer: " Aqui estava uma piada sem graça sobre uma sinagoga. A Primavera está aqui."


KIPÁ NA ALEMANHA TORNA-SE PERIGO: Um líder comunitário judaico na Alemanha aconselhou os judeus a não usar yarmulkes (kipás) em bairros com grandes populações muçulmanas. Josef Schuster, presidente do Conselho Central dos Judeus na Alemanha, em uma entrevista com a rádio RBB Inforadio, com sede em Berlim, recomendou usar um chapéu em lugar do kipá. "A questão é saber se, em áreas com uma grande proporção de muçulmanos, é sensato ser reconhecido como um judeu, usando um kipá, ou se não é melhor usar alguma outra forma de chapéu", disse ele. "Isso é um desenvolvimento que eu não esperava há cinco anos e é um pouco alarmante". Schuster esclareceu que ele não acreditava que os judeus na Alemanha devem esconder-se por medo. Ele também disse que a maioria das instituições judaicas na Alemanha são bem protegidas. O ex-presidente do conselho, Charlotte Knobloch, havia aconselhado os judeus alemães não serem visíveis como judeus em público.

 




Osias Wurman
Jornalista


PURIM LEMBRA QUE O POVO ELEITO É ETERNO

Na próxima semana a comunidade Judaica mundial estará celebrando a festa de Purim.

Purim é celebrada todo ano no dia14 de Adar do calendário hebraico. Comemora a salvação do povo judeu na antiga Pérsia da trama de Haman “para destruir, matar e aniquilar todos os judeus, jovens e velhos, crianças e mulheres, num único dia.”

O império persa do século IV AEC abrangia mais de 127 países, e todos os judeus eram seus súditos. Quando o Rei Achashverosh mandou executar sua esposa, a Rainha Vashti, por recusar-se a cumprir suas ordens, ele organizou um desfile de beleza para encontrar uma nova rainha. Uma moça judia, Esther, foi a escolhida e tornou-se a nova rainha – embora ela se recusasse a divulgar qual era sua nacionalidade.

Nesse interim, o antissemita Haman foi nomeado primeiro ministro do império. Mordechai, o líder dos judeus (e primo de Esther), desafiou as ordens do rei e se recusou a inclinar-se perante Haman. Haman ficou ofendido e convenceu o rei a emitir um decreto ordenando o extermínio de todos os judeus em 13 de Adar – data escolhida por um sorteio feito por Haman.

Mordechai reuniu todos os judeus, convencendo-os a se arrepender, jejuar e rezar a D'us. Enquanto isso, Esther pediu ao rei e a Haman que fossem com ela a um banquete. Esther revelou ao rei sua identidade judaica. Haman foi enforcado, Mordechai foi nomeado primeiro ministro no lugar dele, e foi emitido um novo decreto – concedendo aos judeus o direito de se defenderem contra seus inimigos.

Em 13 de Adar os judeus se mobilizaram e mataram muitos dos seus inimigos. Em 14 de Adar eles descansaram e celebraram.
Purim lembra que as ameaças ao povo judeu datam dos tempos do século IV AEC e, coincidentemente, tiveram origem na antiga Pérsia.

Hoje, estas mesmas ameaças nos chegam do Irã, a atual Pérsia.
Assim como no passado, nossos heróis saberão como nos defender com a proteção divina.

Am Israel Chai – Que viva o Povo de Israel !


 


NO PRÓXIMO DIA 1º DE MARÇO O RIO ESTARÁ COMPLETANDO 450 ANOS DE EXISTENCIA.



A RUA JUDAICA COMEMORA O ANIVERSÁRIO DESTA CIDADE QUE RESUME EM SUA BELEZA, HOSPITALIDADE E SIMPATIA AS VERDEIRAS QUALIDADES DO POVO BRASILEIRO.

 

 

 

 

IRANIANOS FAZEM MANOBRAS E DESTROEM RÉPLICA DE PORTA-AVIÕES AMERICANO

O Irã disparou centenas de mísseis em um exercício militar, incluindo dois mísseis balísticos que explodiram a réplica construída em tamanho original de um porta-aviões dos EUA no Estreito de Ormuz, relatou o Irã e os meios de comunicação árabes. 

O modelo do porta-aviões foi completamente destruído pelos mísseis, de acordo com os relatórios. 

Description: http://i.ytimg.com/vi/p05bgtkxQis/0.jpghttps://www.youtube.com/watch?v=CXp3KCtxc3c

As autoridades iranianas seniores participaram do exercício, incluindo o parlamentar Ali Larijani e o comandante da Guarda Revolucionária, general Ali Jafari. 

Um helicóptero militar iraniano disparou dois mísseis de cruzeiro contra o modelo americano.

O comandante da Marinha do Irã havia dito, em abril passado, que o Irã tinha construído "uma réplica em tamanho natural de um porta-aviões norte-americano de 202 metros de comprimento, a fim de destruí-lo durante as manobras militares." 

Ele acrescentou que "os americanos, e todo o mundo, sabem que a Marinha americana é uma das nossas metas, e levará 50 segundos para destruir todos os navios de guerra dos Estados Unidos." 

Description: http://i.ytimg.com/vi/CXp3KCtxc3c/0.jpg


Durante o exercício militar, intitulado "O Grande Profeta", o exército iraniano disparou cerca de 110 mísseis Fateh de 300 km de alcance. 

De acordo com os relatos, os iranianos também dispararam mísseis que podem viajar por uns 5 km e escapar à detecção do radar.

 

 
 

 

LIVRO “MEIN KAMPF” DE HITLER PODERÁ SER VENDIDO NA ALEMANHA

Pela primeira vez, desde o fim da II Guerra Mundial, os alemães poderão comprar cópias de Mein Kampf , as memórias de Adolf Hitler.

De acordo com a revista TEMPO, um centro de pesquisa financiado pelo Estado estará reeditando o livro, em dezembro, quando os direitos do autor alemão expiram, e que é de propriedade do estado da Baviera. 


Description: A young Czech woman reads a copy of Hitler's manifesto Mein Kampf in a central Prague's bookstore


Desde o fim da guerra, as autoridades alemãs proibiram a reimpressão do livro. 

O Instituto de História Contemporânea vai publicar uma edição especial de 2.000 páginas cheia de anotações, análises e críticas. O instituto acredita que Mein Kampf  tem um valor histórico e educativo. 

A notícia da reedição do livro irritou os sobreviventes do Holocausto que dizem que o trabalho de re-publicação de Hitler pode perpetuar a sua mensagem.

 

 


 

 

AÇÃO EM TRIBUNAL AMERICANO PRETENDE RECUPERAR OBRAS DE ARTE “COMPRADAS” PELOS NAZISTAS

BERLIM - Os herdeiros de negociantes de arte judaica, da era nazista, dizem que entraram com uma ação nos EUA processando a Alemanha e um museu alemão pelo retorno de um tesouro medieval num valor estimado de 226 milhões de dólares, alegando que seus antepassados ??venderam sob pressão dos nazistas.

O processo, que os advogados disseram ter sido protocolado no Tribunal Distrital dos Estados Unidos, em Washington DC, é o mais recente de uma longa campanha dos herdeiros para o retorno do chamado Welfenschatz, ou Guelph Treasure.

Coletado originalmente ao longo dos séculos pela Catedral Braunschweig, o Welfenschatz inclui alguns trabalhos excelentes da Idade Média, entre eles recipientes ornamentados na forma de catedrais usados ??para armazenar relíquias cristãs. Muitas das peças de prata e ouro são decoradas com joias e pérolas. Algumas tem mais de 800 anos.

Description: Three members of the Jewish consortium who owned the collection.
Três dos membros do consórcio judaico que possuíam a coleção

O procurador Nicholas O'Donnell disse que o processo pede ao tribunal de Washington que declarare um americano e um britânico, descendentes de um consórcio que possuía a coleção em 1935 - quando foi vendida para o estado alemão da Prússia - os legítimos proprietários atuais.

"Qualquer operação, em 1935, onde os vendedores de um lado eram judeus e que o comprador do outro lado era o estado nazista em si é, por definição, uma transação vazia", disse O'Donnell.

A organização que supervisiona os museus de Berlim, a Fundação do Patrimônio Cultural Prussiano, diz que os colecionadores não foram obrigados a vender as peças.

No ano passado, uma comissão do governo alemão criada para ajudar a resolver o pedido de restituição avaliou ambos os argumentos e recomendou que a coleção ficasse na Alemanha. A comissão escreveu que, depois de cuidadosamente investigar o processo de venda, chegou à conclusão de que não era uma "venda forçada devido à perseguição."

Description: A piece from the collection.


As recomendações da comissão não são vinculativas, mas são muitas vezes aceitas pelas partes em tais disputas.

Stefanie Heinlein, porta-voz da Fundação, disse que a recomendação reforçou seu argumento, e que não há fatos novos.

"Não vemos razão para novo julgamento agora", disse ela.

Mas O'Donnell chamou a recomendação de "falha", e disse que seus clientes decidiram acionar em Washington porque eles sentem que "tribunais federais norte-americanos são os mais adequados para resolver esses direitos de propriedade" com base na Lei de Soberania Estrangeira de Imunidades.

Os autores são identificados na ação como Alan Philipp, de Londres, e Gerald Stiebel, de Santa Fé, New Mexico.

Houve outros casos em que os herdeiros de artes saqueadas processaram a Alemanha ou museus do governo alemão em tribunais norte-americanos. Dois casos recentes envolvendo artes saqueadas foram arquivados pelos tribunais em razão de imunidade soberana.

Para complicar as coisas, o estado de Berlim declarou recentemente a coleção como um tesouro cultural nacional, ou seja, as obras de arte não podem mais deixar o país sem a permissão explícita do ministro da Cultura do país.

A coleção Welfenschatz, originalmente com 82 peças, acabou nas mãos de um consórcio de comerciantes de arte judaica de Frankfurt, em 1929, comprada de um duque de Braunschweig. Com o início da Grande Depressão, eles não foram capazes de revender todas as relíquias de uma forma rápida e rentável como o esperado; no início de 1930 ainda possuíam metade da coleção.

Após a ascensão de Adolf Hitler ao poder, em 1933, a história torna-se turva.

O que é indiscutível é que proprietários judeus venderam as 42 peças restantes para o estado da Prússia, que na época era governado pelo nazista Hermann Goering.


Description: From the collection.


Os advogados dos herdeiros disseram que os negociantes de arte venderam o tesouro significativamente abaixo do seu valor real, porque eles estavam sob enorme pressão, expostos diariamente aos terrores do regime nazista.

A Fundação do Patrimônio Cultural Prussiano, que supervisiona os museus de Berlim, tem mantido que o preço era justo. Ela observa que a coleção estava em Amsterdam, na época, embora vários dos proprietários ainda viviam na Alemanha. Os alemães não invadiram a Holanda até 1940 - cinco anos após a venda.

A coleção, que tem sido exposta em Berlim desde o início da década de 1960 e está em exposição no Museu da Cidade de Artes Decorativas, é considerada a maior coleção de tesouro da igreja alemã em mãos públicas.

 

 

 

 

 


SOBRE A FALA DE NETANYAHU NO CONGRESSO AMERICANO

Description: https://pbs.twimg.com/profile_images/1225570297/40379_10150242688785468_809675467_13935112_2657714_n.jpg

Guga Chacra – De Nova Iorque para a Rua Judaica

O discurso de Benjamin Netanyahu no Congresso dos EUA é ruim para a política doméstica de Israel, é ruim para a política doméstica dos EUA, é ruim para a política externa de Israel e é ruim para a política externa dos EUA.

Primeiro, na política doméstica israelense, há uma eleição dias depois do discurso. Não é certo um político usar de palanque o Congresso dos EUA para posar de estadista, sendo que os seus rivais na oposição não possuem a mesma oportunidade.

Em segundo lugar, na política doméstica dos EUA, Netanyahu adota um dos lados – o dos republicanos. Um líder estrangeiro, porém, deve evitar se envolver em questões internas de países aliados. Seria como se o presidente Barack Obama aceitar discursar no Knesset em Israel a convite de Livni e sem consultar Netanyahu – lembrando que, nos EUA, o Congresso é controlado pela oposição, diferentemente de Israel, onde vigora o regime parlamentarista. Netanyahu, sem querer ou de propósito, fez o jogo dos opositores republicanos.

Description: http://cdn.timesofisrael.com/uploads/2013/03/F130321AO73-e1363902830939.jpg

Terceiro, Netanyahu rompe com uma tradição de política externa de Israel nos EUA, de sempre ser bipartidária, aliada dos partidos Democrata e Republicano. A atitude do premiê irritou inclusive senadores e deputados democratas com históricos de votos 100% a favor de Israel. Oito em cada dez judeus nos EUA votam democrata. Para que tratar os democratas desta forma?

Por último, Netanyahu interfere na política externa dos EUA. Obama tem como prioridade chegar a um acordo com o Irã para impedir o regime iraniano de ter a bomba atômica por vias diplomáticas. Enquanto seu antecessor, George W. Bush, ao derrubar do poder seus inimigos Saddam Hussein, no Iraque, e o Taleban, Afeganistão, ajudou Teerã, Obama implementou o maior regime de sanções da história contra o regime no Irã. Levou adiante táticas de espionagem e uma bem sucedida guerra cibernética e de sabotagem, em coordenação com Israel, que atrasou o avanço nuclear iraniano.

Description: http://cdn.timesofisrael.com/uploads/2013/03/f130320gpoao01-11.jpg

O atual acordo interino vem sendo ultra bem sucedido e congelou o programa nuclear do Irã. Segundo Netanyahu, um acordo final, que não é negociado apenas pelos EUA, mas também pela Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha, permitirá que o regime de Teerã tenha uma bomba atômica. Mas, na verdade, um acordo, se este vier a ser assinado, impedirá o Irã de ter uma arma nuclear.

Em 2002, como lembrou nesta semana o secretário de Estado, John Kerry, Netanyahu veio ao Congresso dos EUA e defendeu uma invasão americana ao Iraque. Na época, ele era um cidadão comum. Mas, com sua inteligência e carisma, influenciou os votos de muitos deputados e senadores na desastrosa guerra que fortaleceu o Irã e a Al Qaeda (embora os iranianos sejam inimigos da rede terrorista de Bin Laden). Anos atrás, Netanyahu veio aos EUA e, na ONU, afirmou que o Irã estava a menos de um ano de produzir uma bomba, apesar de o Mossad dizer o contrário, de acordo com documentos vazados nesta semana.

Netanyahu já virou tema de piada em Nova York – como diz o comediante Jon Stewart, um judeu liberal e possivelmente o maior formador de opinião americano, faz dez anos que o Irã está a uma década de ter uma bomba atômica.

O atual premiê de Israel não é um estadista. Ele não é um Yitzhac Rabin ou um David Ben-Gurion. Tampouco um Ariel Sharon ou um Shimon Peres. É apenas um premiê que pode levar Israel para um embate inútil com os EUA apenas para atingir seus objetivos eleitorais. Se quisesse mesmo impedir o acordo, e ele tem o direito de achar ruim, deveria usar os canais que Israel sempre usou – buscar conversar nos bastidores com Obama, com Kerry e com quem quer que seja para expor a sua opinião e convencê-los. Qualquer premiê de Israel deve ter o presidente dos EUA como aliado, não como inimigo. Obama não é um Assad ou Mubarak. Nem mesmo um Chirac ou Berlusconi. É o presidente dos Estados Unidos da América, eleito e reeleito, goste dele ou não. 

 

 

 


 

 


MORREU AOS 74 ANOS UM DOS “GÊMEOS DE MENGELE”


Faleceu aos 74 anos de idade o sobrevivente do Holocausto, Menachem Bodner - conhecido como um dos gêmeos de Mengele, em quem o médico nazista realizou seus cruéis experimentos, depois de uma jornada pessoal extraordinária em que descobriu seu verdadeiro nome, os parentes que nunca conheceu e a identidades de seus pais.
  
Bodner, prisioneiro A7733 de Auschwitz, começou a procurar por seu irmão gêmeo Jeno ("Jolli"). A pesquisa, que o Ynet seguiu ao longo dos últimos dois anos, avançou com a ajuda da genealogista Ayana KimRon, que assumiu a missão de localizar raízes perdidas de Bodner.

A busca resultou em muitas revelações sobre a vida de Bodner. Ele nasceu na área de Mukacheve, nas montanhas Carpathian da Hungria. Há três semanas, ele retornou ao campo de extermínio nazista de Auschwitz-Birkenau para uma cerimônia de comemoração do 70º aniversário de sua libertação pelo Exército Vermelho, quando ele tinha quatro anos de idade. Após retornar da cerimônia, Bodner teve um acidente vascular cerebral grave, e morreu em um hospital.

Description: Menachem Bodner's parents, whose identity was unknown for decades
Parentes de Bodner que ele desconhecia

A jornada de Bodner em busca de suas raízes começou em uma página no Facebook com o título "Auschwitz em busca de seu irmão gêmeo Jeno, A7734", que entrou em operação em abril de 2013. KimRon contatou Bodner depois de ver a página; Após uma extensa pesquisa através de documentos e verificação cruzada, ela descobriu uma verdadeira informação sobre a identidade do Bodner.

"Lembrei-me de ser chamado de Mendeleh, e eu sei que o meu irmão gêmeo também sobreviveu", disse Bodner ao Ynet, em abril de 2013. "Minha esposa insistiu para procurá-lo, mas eu não sabia por onde começar. Eu disse a ela que eu não tinha nenhuma pista - que eu nem sabia quem eu era". Ele disse que os detalhes que ele tinha sobre seu passado eram poucos e confusos - meros fragmentos de memórias da infância e pesadelos terríveis.
  
No dia do seu casamento, Bodner revelou que seu pai lhe disse que ele foi adotado. "Ele disse que me conheceu no dia em que os nazistas deixaram o campo. Eu saí do meu esconderijo em uma barraca e perguntei se ele seria o meu pai, e o estranho, que tinha perdido tudo o que tinha, mesmo assim decidiu levar-me com ele. Ele me pegou. Eu me lembro de um flash de luz brilhante, e eu saí para a luz. Eu me lembro de uma parede de pedra parcialmente destruída."

Graças à investigação de KimRon, Bodner encontrou parentes que vivem em Israel. A história dele foi mostrada por meios de comunicação, o que levou a uma oferta de ajuda de uma empresa norte-americana especializada em testes de DNA. Os resultados revelaram primos que vivem nos Estados Unidos, que forneceram imagens dos pais de Bodner, cujos rostos não conseguia se lembrar de seu tempo em Auschwitz.

"Descobrir de repente que você tem 70 pessoas, talvez mais, que são a família me faz feliz", disse Bodner ao Ynet, há dois anos. "As pessoas perguntam de mim, eu falo com elas, e nós felizmente ficamos juntos."

Description: Bodner with KimRon last month marking 70 years since the liberation of Auschwitz
O falecido sobrevivente com a pesquisadora israelense em Auschwitz

"Eu perdi um companheiro e um homem amado. Nós vivemos um longo caminho juntos, e tínhamos muitas realizações", disse KimRon, que acompanhou Bodner em sua caçada por respostas. "Me traz grande dor que não conseguimos encontrar o irmão perdido, que Menachem acreditava ainda estar vivo."

O genealogista disse que Bodner tem parentes haredim e, depois que ela ajudou a encontrá-los, eles foram capazes de estar presentes para recitar o Kadish. "Se há alguma coisa para nos confortar esta noite, é o conhecimento de que fizemos tudo o que podíamos."

 

 



 

CALOROSA RECEPÇÃO AO MINISTRO AHARONOVITCH NO RIO DE JANEIRO

GOVERNADOR PESÃO ACEITA CONVITE OFICIAL PARA VISITAR ISRAEL NO SEGUNDO SEMESTRE DE 2015

O ministro da Segurança Pública de Israel, Itzhak Aharonovitch, visitou esta semana o Rio de Janeiro, onde teve intenso programa e, em seguida, seguiu para São Paulo e Montevidéu onde representará o Estado Judeu na posse do novo presidente uruguaio.

No Rio, o ministro Aharonovitch e sua comitiva foram recebidos com muito carinho pelo governador Luiz Fernando Pesão e pelo secretário de Segurança José Mariano Beltrame no Palácio Guanabara.

Description: C:Usersosias wurmanAppDataLocalMicrosoftWindowsTemporary Internet FilesContent.Outlook32LMZE52IMG_0765.JPG

Na mesa de reuniões o Governador Luiz Fernando Pesão, o intérprete Sheliach Kike, ministro Itzhak Aharonivitch, embaixador Reda mansour, Dori Goren do MFA, Natan Rotenberg do MOPS, Eran Auster da Polícia de Israel, Daniel Kolbar Consul de Assuntos Econômicos de Israel, Osias Wurman Consul Honorário de Israel, Pedro Spadale Secretário Estadual de Relações Internacionais e José Mariano Beltrame Secretário de Segurança do RJ.


Description: C:Usersosias wurmanAppDataLocalMicrosoftWindowsTemporary Internet FilesContent.Outlook32LMZE52IMG_0770.JPGDescription: C:Usersosias wurmanAppDataLocalMicrosoftWindowsTemporary Internet FilesContent.Outlook32LMZE52IMG_0771.JPG
Description: C:Usersosias wurmanAppDataLocalMicrosoftWindowsTemporary Internet FilesContent.Outlook32LMZE52IMG_0767.JPG

 

Após o encontro que tratou da cooperação entre Israel e o Estado do Rio de Janeiro, o ministro Aharonovitch convidou o governador Pesão a visitar Israel com sua esposa. O casal deverá viajar no segundo semestre deste ano.


Description: Displaying 210.jpgDescription: C:Usersosias wurmanAppDataLocalMicrosoftWindowsTemporary Internet FilesContent.Outlook32LMZE52IMG_0773.JPG

Description: Displaying 232.jpg

A segunda reunião de trabalho no Rio foi com a direção geral de Segurança dos Jogos Olímpicos de 2016. Estiveram presentes o Diretor de Segurança Luiz Fernando Correa e o Diretor de Relações Internacionais do COB Paulo Gomes.

Description: Displaying 287.jpg

Description: Displaying 271.jpgDescription: Displaying 280.jpg

O ministro Aharonovitch mostrou muito interesse em conhecer uma comunidade pacificada e visitou a UPP do morro Santa Marta.

 

Description: Displaying 050.jpg

Description: Displaying 070.jpg

Description: Displaying 138.jpgDescription: Displaying 139.jpg

Finalizando sua visita ao Rio de Janeiro, o ministro e sua comitiva foram recepcionados pela liderança da comunidade na sede da FIERJ em Copacabana.

Description: Displaying 308.jpg


Na sala do Consulado Honorário, o ministro deu entrevista ao programa Comunidade na TV da FIERJ.

Description: Displaying 328.jpg


O presidente da FIERJ Paulo Maltz, o vice-presidente Herry Rozemberg e Osias Wurman Consul Honorário de Israel compuseram a mesa.


Description: Displaying 358.jpg

Description: Displaying 381.jpg


O ministro falou após saudação do Presidente Paulo Maltz e foi homenageado pelo Consul Honorário Osias Wurman.

Description: Displaying 394.jpg


A liderança comunitária presente, que lotou o salão de recepções, aplaudiu entusiasticamente a fala do ministro.

(Fotos de Marcelo Horn e José Guertzenstein)

 

 

 
 

 

Description: Description: Description: Description: http://www.owurman.com/images/ http://www.owurman.com/images/noticias_da_rua_judaica_23_01_15_clip_image002_0005.png

 

 

 

EU SOU NISMAN...

Description: http://i.ytimg.com/vi/DRbAbfdqIzY/maxresdefault.jpg
 Por Gabriel Milevsky


Description: http://cdn01.ib.infobae.com/adjuntos/162/imagenes/012/225/0012225778.JPG 

“Contam que houve um congresso de filósofos e perguntaram para um dos "grandes" o que era pior: A ignorância ou a apatia ?

O filósofo, talvez o maior de todos os tempos, pensou uma vez , pensou duas vezes e respondeu: NÃO SEI E NEM ME INTERESSA...

Nisman sabia e se interessou!

Se interessou pelo outro... Pelo semelhante, pela verdade do cidadão comum, e pela pátria maltratada por alguns políticos da vez que abraçados a seus interesses pessoais, aceitam a hipocrisia como modus vivendi.

Uma hipocrisia instalada em um Estado de direito, do direito de seus cidadãos de conhecer a verdade, para que a sociedade livre, viva no merecido marco de justiça e de paz interior. 

Sou argentino, sou judeu, sou do meu Brasil-Brasileiro, vivendo mais anos aqui do que em qualquer outro lugar, terra dourada... terra de paz porém de um antagonismo social dramático que entristece a alma... e permeia que alguns e outros políticos da vez ignorem a sua missão  essencial  de facilitar a construção de um futuro para todos, e não apenas para si próprios...

Tenho filhos brasileiros e estou casado com uma mulher uruguaia, e quando vivi anos em Israel me tornei cidadão por convicção. 

Sim, esta é parte da minha história porque cada homem leva um nome que lhe foi dado e o que construiu. 

Description: http://www.diarioveloz.com/adjuntos/120/imagenes/001/126/0001126913.jpg


Cada homem tem um nome e uma história de vida. 

NISMAN
tentou contar a sua história e o fez também em nome de tantas vítimas inocentes que conheceram a crueldade do terror e do antissemitismo focado, que novamente se espalha impunemente, porém a sua história foi truncada brutalmente. 

Sou NISMAN e grito em silêncio porque levo a tristeza dentro de uma Argentina tão amada, mas que sangra e não consegue enterrar entre outros os fantasmas da corrupção e da intimidação social. 

Grito em silêncio porque apesar de distante fisicamente me junto ao espírito de um povo que marcha em silêncio, por um basta à apatia e à ignorância, pela cicatrização das veias abertas ...

Grito em silêncio por minha família argentina,  por meus irmãos tão queridos brasileiros que são minha família, pelos povos amantes da paz, por nós mesmos, por nossos filhos e pelos filhos de nossos filhos que merecem um futuro, onde a verdade não seja um bem escasso e raro, e onde a guerra não nos seja indiferente. 

GABRIEL MILEVSKY 

Cidadão daqui e de lá... do mundo livre, que acredita em deus e veementemente no homem e na sua liberdade de expressão e realização.  

Gaby


(De caráter estritamente pessoal)


Nota da redação
- Gabriel Milevsky é diretor-superintendente da A Hebraica de São Paulo.

 

 
 


ARKIA VAI VOAR PARA AMÉRICA DO NORTE E ORIENTE


A Arkia Israeli Airlines está planejando começar a oferecer voos de Tel Aviv para a América do Norte e para o Extremo Oriente.

A empresa, que é de propriedade da Jordache Enterprises, concluiu a compra de dois aviões Airbus A330-900 neo com uma opção de compra de mais dois. O preço oficial de cada avião é de cerca de 266 milhões dólares.

Mesmo antes da chegada dos novos aviões, a empresa vai começar a voar para o Extremo Oriente em avião de longa distância alugado.

Description: Simulation of Arkia's new plane

A Arkia já assinou um contrato para a compra de quatro aviões Airbus 321, há cerca de um ano atrás. O moderno Airbus 330 adquirido pela empresa foi exibido pela primeira vez em 2012, durante o Farnborough International Airshow.

A Airbus anunciou que assinou um memorando de entendimento com a Arkia para a venda de seu avião de fuselagem larga, que é considerado o mais avançado de seu tipo no mundo e tem baixo custo de manutenção.

O acordo torna a Arkia Israeli como a primeira companhia aérea com corpo largo de aeronaves Airbus. A empresa deverá receber os aviões em 2018, quando ele vai lançar suas rotas para os novos destinos.

Segundo o CEO da Arkia, Nir Dagan, a aquisição de novas aeronaves permitirá à empresa avançar para novos destinos ao usar um plano eficiente, confiável e econômico.

"O consumo de combustível do avião é cerca de 14% mais baixo por assento comparado a aviões de fuselagem larga semelhantes. Seu modelo é de fato um modelo de excelencia, com confiabilidade comprovada, que passou por muitas melhorias, incluindo avançados motores Rolls-Royce, melhoramentos aerodinâmicos, etc."

Os novos aviões vão chegar em duas configurações: uma com 310 assentos e duas classes - econômica e business class com assentos totalmente reclináveis, e outro com 354 assentos e duas classes - econômica e econômica premium.

Os novos aviões contarão com um avançado sistema de entretenimento que vai oferecer acesso à Internet em laptops e serviços sem fio avançados para telefones celulares.

 

 
 

DINAMARCA NUNCA TEVE ANTISSEMITISMO E AJUDOU JUDEUS NA II GUERRA MUNDIAL

Uma pequena comunidade judaica da Dinamarca, que recentemente enterrou um jovem judeu morto a tiros, do lado de fora de uma sinagoga em Copenhagen, tem sido alvo de antissemitismo nos últimos anos, depois de ter vivido séculos em paz.

Ao contrário de muitos judeus europeus, os judeus da Dinamarca nunca foram obrigados a usar uma estrela amarela, nem foram alvo de medidas antijudaicas durante a ocupação nazista alemã da II Guerra Mundial.

No entanto, o país nórdico de 5,6 milhões de pessoas, atualmente, está provando não estar fora dos ataques antissemitas em todo o continente.

A maior parte da comunidade judaica do país - estimada entre 6.400 a 8.000 pessoas - vive na capital, Copenhagen, que foi abalada por tiroteios gêmeos num final de semana.

Description: Funeral of Dan Uzan who was shot dead outside Copenhagen synagogue (Photo: AFP)
Sepultamento do jovem judeu-dinamarques assassinado na porta da sinagoga

"A comunidade judaica tem vivido neste país durante séculos. Ela está em casa na Dinamarca, faz parte da comunidade dinamarquesa", disse o primeiro-ministro Helle Thorning-Schmidt ecoando sentimentos nacionais após os ataques mortais.

Estabelecidos no reino, a partir de 1600, os judeus ajudaram a modernizar um país conhecido por sua tolerância, com poucas emigrações hoje em dia para Israel.

Mas, mesmo antes do ataque à sinagoga, que matou Dan Uzan de 37 anos, atos antissemitas estavam em ascensão.

Em 2012, o embaixador israelense Arthur Avnon aconselhou turistas israelenses a não exibirem sua religião ou falarem a língua hebraica em público. A organização da comunidade judaica tinha também aconselhado os pais com filhos nas escolas judaicas, em Copenhague, para tomarem precauções extras.

E a luta amarga do verão passado entre Israel e os palestinos na Faixa de Gaza trouxe uma onda de atos antissemitas, que vão desde insultos a agressão física. Autoridades relataram 29 de tais atos em seis semanas, de julho a meados de agosto, o que é mais do que em todo o ano de 2009.

Os líderes políticos responderam organizando uma "Marcha do Kippah" através de Copenhagen e do distrito de Noerrebro, lar de muitos imigrantes do Oriente Médio, e que decorreu de forma pacífica.

Mas menos de uma semana depois, a escola judaica Carolineskolen foi impregnada com grafites antissemitas e teve suas janelas quebradas.

Durante a Segunda Guerra Mundial, no entanto, os dinamarqueses apoiaram a comunidade judaica, nunca recorrendo à perseguição.

Invadida pelos nazistas em 1940, a Dinamarca foi capaz de manter suas instituições democráticas em troca de comércio com a Alemanha, nomeadamente através da exportação de seus produtos agrícolas para Berlim.

O antissemitismo não era generalizado na Dinamarca, naquele momento e, ao contrário do que aconteceu na França e na Noruega, as autoridades no tempo de guerra não discriminavam judeus.

Os raids das SS foram recebidos com hostilidade entre o povo dinamarquês.

Description: Danish Jews escape to Sweden during Holocaust with Danes' help
Judeus fogem pelo mar da ocupação nazista na Dinamarca


Em agosto de 1943, o governo dinamarquês renunciou, recusando-se a esmagar a resistência dentro do país à ocupação nazista.

Dois meses depois, os nazistas montaram uma grande operação para rastrear judeus no país, mas a maioria fugiu pelas águas para a neutra Suécia, com a ajuda da resistência dinamarquesa.

Historiadores estimam que mais de 7.000 pessoas evitaram a deportação, enquanto apenas 500 judeus dinamarqueses foram presos e 51 mortos.

 

 
 



Por Daniela Kresch
Jornalista
direto de Israel

SEGURANÇA OU ECONOMIA, ESTÚPIDO?

TEL AVIV – Pouco mais de duas semanas antes das eleições legislativas em Israel, no dia 17 de março, novamente dois assuntos brigam entre si pelos votos dos israelenses. Dois assuntos, não dois partidos. São dois assuntos que competem há décadas, que dividem os israelenses e quase entram em conflito às vésperas de eleições. Que assunto Israel precisa resolver com mais urgência: segurança ou economia? É preciso lutar por um acordo melhor com o Irã, dar mais verbas para o exército para comprar blindados novos e investir em novas tecnologias para dar segurança aos moradores do entorno da Faixa de Gaza? Ou é preciso focar na alta do custo de vida, diminuir o preço dos imóveis e dos aluguéis e dar verbas para fábricas que estão demitindo em massa na periferia?


Description: C:Usersosias wurmanAppDataLocalMicrosoftWindowsTemporary Internet FilesContent.Outlook32LMZE52Economia versus segurança.png


O ideal seria que Israel pudesse lidar com os dois assuntos paralelamente. Mas, às vésperas das eleições, um briga com o outro. Se um candidato é “social”, ele não é “bitchonist” (algo como “defensista”). Ou, ao contrário, se um candidato fala sobre o conflito com os palestinos, então não é antenado com os problemas socioeconômicos, com a pobreza e o desfiladeiro cada vez maior entre ricos e pobres.

Um exemplo disso aconteceu há poucos dias, quando o Controlador da União, Yossef Shapira, divulgou um relatório sobre o escandaloso aumento no preço dos imóveis em Israel na última década. O relatório aponta como principais culpados os governos do ex-primeiro-ministro Ehud Olmert e do atual premiê, Benjamin Netanyahu. De Olmert, poucos esperam uma resposta. Ele está ocupado demais pensando em como passará seu tempo de cadeia, já que foi condenado por corrupção e deve passar uns bons anos atrás das grades.

Mas todos esperaram a reação de Netanyahu, o atual líder da nação. O premiê, no entanto, desconversou. Disse que o relatório é importante e só. Não falou mais. Tem passado os dias defendendo o discurso que fará no dia 3 de março no Congresso Americano, em Washington, sobre segurança, sobre o acordo que está sendo cozinhado entre as potências ocidentais e o Irã.

A impressão que se tem é a de que a alta do custo de vida é o que mais dói no dia a dia. E não só isso: tudo o que se trata da vida cotidiana neste país: as baixas aposentadorias, o sistema de saúde que não dá conta, o sistema escolar enfraquecido, os jardins de infância com 35 crianças cuidadas por só duas professoras, os sobreviventes do Holocausto empobrecidos, a falta de residências públicas para pobres e muitos outros assuntos urgentes. Mas quando alguém fala sobre segurança, sobre o programa nuclear do Irã, uma nova intifada ou um futuro embate com o Hezbollah ou, deus me livre, com o Estado Islâmico, todas essas urgências parecem desaparecer. Israel ainda é dominado pelo medo dos ataques, o temor das guerras.

Não que os israelenses não tenham motivos para isso. Os últimos anos foram de muitos contratempos de segurança, conflitos, foguetes e mísseis, ataques terroristas de lobos-solitários ou não. Mas isso acaba ofuscando os problemas do dia a dia, não menos aterrorizantes para os cidadãos. Em Israel, é a segurança que manda, não a economia. Aqui erra James Carville, o ex-assessor do ex-presidente Bill Clinton, que disse em 1992 a icônica expressão “É a economia estúpido!”. Aqui, “é a segurança, estúpido!”.

 

 
 


ISRAELENSES VÃO PODER INFORMAR NO FACEBOOK QUE VOTARAM PARA O KNESSET


Facebook anunciou que vai oferecer aos usuários israelenses um botão que lhes permitirá compartilhar se votaram nas eleições de 17 de março para o Knesset e, adicionalmente, receber informações da Comissão Eleitoral Central de Israel.

Description: Facebook 'I voted' feature in Hebrew 


De acordo com um anúncio feito pelo site de mídia social, os usuários israelenses verão o botão "Eu votei" na parte superior do seu feed de notícias. Ao clicar no botão, os usuários serão capazes de publicar o seu estatuto como um eleitor para os seus amigos do Facebook.

Elizabeth Linder, especialista de governo e política do Facebook para EMEA explicou a motivação por trás da iniciativa: "Facebook conecta as pessoas com as coisas que são importantes para elas, e os períodos eleitorais são ricos em momentos de conversação significativos e debates civis. A taxa de eleitor-participativo é uma questão importante em todo o mundo, e em Israel, esperamos que o botão 'Eu estou votando' torne mais fácil para os eleitores compartilharem o fato de que eles estão participando das eleições, e servirá como um lembrete para os outros irem votar."

Description: I Voted button and counter showing how many US Facebook users reported voting

Quando os americanos votaram para renovar o mandato do presidente Barack Obama na Casa Branca, em novembro de 2012, mais de nove milhões de cidadãos entraram no Facebook e clicaram no botão "Eu sou um eleitor", mostrando aos seus amigos on-line que eles tinham votado.
  
O recurso também estava disponível para os eleitores na Índia, a maior democracia do mundo escolheu um novo primeiro-ministro, Narendra Modi. Mais de 4 milhões de eleitores indianos usaram o botão "Eu sou um eleitor" durante as eleições parlamentares no país, disse o Facebook.


 
 

KIKE E CECI DEIXARÃO SAUDADES NO BRASIL


Caro Osias

Nesses últimos dias, no Brasil, queria aproveitar para nos despedir, já que estamos retornando à nossa casa: a Terra de Israel.

Eu e Ceci trabalhamos, nestes 4 anos, pela Agencia Judaica, Fundo Comunitário e comunidade em geral.

Facilitamos a muitas pessoas poder realizar seus sonhos de chegar a Israel e fortalecendo a educação judaica sionista no Brasil por meio da liderança juvenil.

Tanto a Chazit, como o Habonim Dror, sendo os maiores movimentos sionistas do Brasil e da América Latina, vivenciando coisas diferentes, mas muito parecidas, educam em pról do sionismo, judaísmo e justiça social.


Description: C:Usersosias wurmanAppDataLocalMicrosoftWindowsTemporary Internet FilesContent.Outlook32LMZE5210517553_832515523456336_3210349548241687214_n.jpg
O casal Kike e Ceci com seus dois filhos brasileiros e os rabinos da ARI Dario Bialer e Sergio Margulies

Foi isto aí que sentimos, quando decidimos vir, nós dois sozinhos como Shlichim, que íamos trabalhar em dois movimentos juvenis, super importantes e, apesar de serem diferentes, eles tem tanta semelhança.

Lembramos muito o dia em que chegamos ao Aeroporto do Galeão, em março de 2011, saindo do frio do Kibutz Harel Bem, nas cercanias de Jerusalém, e recebemos o calor carioca com duas torcidas no Aeroporto, uma da Chazit e outra do Dror, comemorando a chegada dos novos Shlichim.

Conseguimos aprender que a shlichut, não é a quantidade de eventos que você consegue fazer, ou a quantidade de pessoas que você manda a Israel. Shlichut é se entregar à comunidade e fazer uma conexão cotidiana entre Israel e Brasil, mas também é acompanhar processos comunitários, e também é conhecer pessoas muito interessantes. É também compartilhar momentos duros e maravilhosos com uma juventude de ouro.

A palavra da parasha TRUMA, significa Doação, nós achamos que por estes 4 anos doamos parte de nossas vidas para sentir-nos parte da história do povo judeu.

Truma não é só doação em dinheiro, coisa muito importante e exemplo de sustentabilidade de nosso povo, mas é também entregar-se e confiar no coletivo.

Espero que nosso trabalho tenha ajudado muito a comunidade judaica no Brasil, nossa maior satisfação é ver que nesses 4 anos conseguimos acompanhar bastantes processos interessantes e eventos históricos para a comunidade.

Queria muito agradecer tua ajuda e acolhimento de toda a comunidade e, em especial, deste Brasil que enriquece de seu jeito o povo judeu.

JAZAK ALE- ALE VE HAGSHEM

KIKE- CECI- LIAM- ADAM

A bela homenagem da FIERJ no Comunidade na TV:

https://www.facebook.com/video.php?v=646777495451165&set=vb.567020110093571

 

 
 

 

 

 
 


PREFEITO DE JERUSALÉM VIRA HERÓI APÓS ATENTADO


"Eu quero agradecer a você de coração. Foi muito humano o que você fez", disse Avraham Goldschmidt, 27, ao prefeito de Jerusalém, Nir Barkat, na noite de domingo passado, durante uma visita que o prefeito fez a mais uma vítima do terror após ele ter sido esfaqueado em um ataque terrorista na capital.

Pai de quatro filhos Goldschmidt estava andando perto da Tzahal Square, em Jerusalém, no domingo à tarde, quando Mohammed Said Abu-Etzbah, um jovem palestino de 18 anos, de Ramallah, começou a esfaqueá-lo.

Description: Jerusalem Mayor Barkat meets with stabbing victim. (Photo: Alex Kolomoisky)

Goldschmidt manteve sua compostura e conseguiu bloquear o agressor - usando o saco de seu tefilin para proteger ferimentos adicionais. 

Barkat chegou ao Shaare Zedek Medical Center, pouco antes da meia-noite para visitar Goldschmidt. Os dois homens trocaram palavras e Goldschmidt agradeceu repetidamente o prefeito, torcendo a mão em sinal de gratidão. 

"Eu gritei facadas, quem tiver uma arma venha ajudar'", disse Goldschmidt. 

Do ataque, Goldschmidt lembrou que ele lutou bravamente. "Eu bati nele, eu joguei meu tefilin nele e eu mantive contato visual com o terrorista durante todo o tempo." 

O prefeito estava esperando num carro, no cruzamento, com seu chefe de escritório e sua guarda de segurança pessoal quando o ataque começou a se desenrolar. Eles correram em direção ao local do ataque.

De acordo com Goldschmidt, após o atacante procurar mais vítimas, Barkat e sua guarda de segurança chegaram e o derrubaram ao chão.

Goldschmidt, que estava cercado por amigos e familiares no hospital, foi tomado pela emoção com a visita do prefeito e recitou uma oração em que ele pediu para ser a última pessoa a ser ferida em um atentado em Jerusalém.

"Se Deus quiser eu vou ser a última pessoa a ser ferida em um ataque terrorista em Jerusalém", disse Goldschmidt para Barkat.

 

 
 


ARNALDO NISKIER ESCREVE: AUSCHWITZ NÃO MORREU


Description: C:Usersosias wurmanAppDataLocalMicrosoftWindowsTemporary Internet FilesContent.Outlook32LMZE52FullSizeRender (10).jpg

Leia a íntegra no Correio Braziliense:
http://www.clipnaweb.com.br:80/abl2/consulta/materia.asp?mat=28122&mediacenter=5&empresa=abl2

 

 
 


RÚSSIA OFERECE PODEROSO MÍSSIL PARA O IRÃ


MOSCOU - A Rússia ofereceu ao Irã seus últimos mísseis Antey-2500, segundo o chefe do conglomerado russo Rostec disse em relatos da mídia, depois de um acordo para fornecer mísseis menos poderosos S-300 ter sido abandonado sob pressão ocidental.

Sergei Chemezov disse que Teerã estava agora considerando a oferta, segundo a agência de notícias Tass. 

Description: Moscow dropped the sale of the S-300 to Iran. (Photo: EPA)

A Rússia cancelou um contrato para fornecer mísseis S-300 ao Irã sob pressão do Ocidente, em 2010 e, posteriormente, o Irã entrou com uma ação de arbitragem internacional de US$ 4 bilhões contra a Rússia, em Genebra, mas os dois países continuam a ser aliados.

Os Estados Unidos e Israel pressionaram a Rússia para bloquear a venda de mísseis, dizendo que poderiam ser usados para proteger as instalações nucleares iranianas de possíveis ataques aéreos futuros. 

Não houve resposta imediata aos comentários de Chemezov, nem do Irã, de Israel ou dos Estados Unidos. 
Rostec inclui o monopólio de braços estatais exportadores Rosoboronexport, que tem o direito exclusivo de exportar e importar armas na Rússia. 

Os mísseis S-300 têm um alcance de 125 quilômetros e a Rússia tem alimentado as tensões com o Ocidente por tentar vendê-los para a Síria e outros países do Oriente Médio.

Chemezov disse a repórteres que os conflitos no Oriente Médio ajudaram a impulsionar as vendas do braço russo, de acordo com a Tass.

"Eu não escondo, e todos entendem isso, quanto mais conflitos existem, mais compram armas de nós. Os volumes estão continuando a crescer, apesar das sanções. Principalmente, na América Latina e no Oriente Médio", ele disse.

No ano passado, as vendas russas totalizaram US$ 13 bilhões, acrescentou.

Chemezov foi criticado pelo governo dos EUA, em abril, sobre o papel da Rússia na crise da Ucrânia.

 

 
 


ABERTO O PRIMEIRO BAR ORTODOXO DE JERUSALÉM


A vida noturna de Jerusalém está se espalhando para o setor ultra-ortodoxo: Um novo bar chamado "Kretshme" (uma casa pública em iídiche), localizado dentro do bairro haredi Geula, oferece aos visitantes a carne e o prato cholent tradicional ao lado de cerveja, vinho e outras bebidas alcoólicas de alta qualidade.
  
O bar, que fica aberto todos os dias até meia-noite, se tornou um grande sucesso entre os estudantes da yeshiva e casais que vivem nas redondezas.

O local passou por uma ampla reforma nos últimos meses. Ao receber as autorizações necessárias da prefeitura de Jerusalém e do Ministério da Saúde, reabriu para se tornar o primeiro bar haredi de Jerusalém.

Description: The 'Kretshme' bar. Like a picturesque Jewish town in Europe (Photo: Meir Edri)

O design interior do bar é feito de madeira com placas nas paredes, como em uma pitoresca cidade judaica na Europa, ao lado de uma espécie de santa arca. Os funcionários estão vestidos com roupa tradicional judaica e com um boné na cabeça.

Um amigo do dono do bar, Zissel Cohen, diz que depois de fazer aliá dos Estados Unidos se envolveu no negócio do restaurante israelense. Ele estudou para se tornar um chef e, em sua graduação, tentou abrir um bar para a população haredi.

A venda de álcool, o que não é comum no setor haredi, foi iniciada por seus amigos mais velhos que estão familiarizados com a vida noturna.

Durante o dia, o local serve como um restaurante para refeições e eventos, como cerimônias de circuncisão... À medida que a noite cai, ele se transforma em um bar com música judaica kosher e autêntica.

Um estudante de yeshiva, que frequenta o local regularmente, diz que nas primeiras horas da noite a clientela é composta principalmente por pessoas que trabalham e casais que procuram fugir da vida cotidiana. Mais tarde, à noite, as pessoas mais jovens chegam para beber cerveja e outras bebidas alcoólicas.

 

 
 


TEL AVIV ENTRE AS DEZ MELHORES CIDADES DE PRAIA


Tel Aviv foi incluída na lista recente da revista National Geographic das Top 10 cidades à beira-mar, uma seleção das "paisagens marinhas brilhantes das cidades à beira-mar."

De acordo com a revista de viagens, "Há muito espaço para banhos de praia nesta cidade israelense moderna, no Mediterrâneo. O histórico porto de Jaffa encontrou nova vida nos últimos anos com uma galeria vibrante, cafés, e restaurantes."

Description: The historic port of Jaffa 'has found new life in recent years with a vibrant gallery, café, and restaurant scene' (Photo: Shutterstock)

Outras cidades à beira-mar no topo do mundo, de acordo com a National Geographic, são Tallinn, Estônia; St. John, Canadá; San Diego, Califórnia; Marselha, França; Perth e Brisbane, Austrália; Durban, África do Sul; Vladivostok, Rússia; e Portland, Maine.

Nos últimos anos, Tel Aviv e suas belas praias foram incluídas na lista top 10 de viagem. Em 2014, os usuários do Twitter de todo o mundo marcaram Tel Aviv como um dos 10 melhores destinos mais quentes para visitar esse ano.

Em 2013, a National Geographic classificou a metrópole de Israel como a nona melhor cidade de praia no mundo, referindo-se a ela como "Miami Beach, no Mediterraneo." 

 

 
 

 

DESTAQUES SOCIAIS

Description: http://midrash1.emktsender.net/messageimages/1111173222597226/142412353823471800/fl_04_03_purim_reduz.jpg

 

 

 

 

 

 

Description: http://www.cip.org.br/wp-content/uploads/2015/02/festadepurim_fev2015.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Se você recebe o Notícias da Rua Judaica de amigos ou de terceiros, inscreva-se gratuitamente
para receber semanalmente o nosso informativo, enviado diretamente para seu e-mail.
Clique aqui e você estará inscrito

Se desejar indicar amigos para receberem este informe,
clique aqui e lista os e-mails dos novos assinantes

 

 


COMUNICADO AOS LEITORE
S

A direção editorial da Rua judaica deseja esclarecer qe todas as opiniões ou juízo de valor, emitidas por seus colunistas ou colaboradores, são de exclusiva responsabilidade dos autores, não representando, necessariamente, a opinião editorial do veículo, de entidades a que pertençam os articulistas, nem às entidades ou países a que possam representar.

 
     

 


Jornalista Responsável:
Osias Wurman - MT 14.707
Colaboradores Internacionais: Jerusalém - Daniela Kresch, Budapeste - Judith Klein, Miami - Fernando Bisker, Miami - Nelson Menda
Diagramação: MarketDesign