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  Edição 467  Diretor/Editor: Osias Wurman Segunda, 27 de Junho de 2016

 


MANCHETES DE ÚLTIMA HORA


 

    

ISRAEL E TURQUIA TERMINAM CRISE DE 6 ANOS SOB PROTESTOS DO HAMAS

Seis anos depois que ela entrou em erupção, a crise entre Jerusalém e Ancara, finalmente chegou ao fim nesta segunda-feira. Foram os turcos que foram responsáveis por criá-la. Foram eles, afinal, quem despachando uma flotilha para Gaza, em 2010, sabendo muito bem que os navios não iriam chegar ao seu destino, e que Gaza estava recebendo suprimentos de ajuda de Israel e também, durante esse período, através dos túneis do Egito. Foram os turcos que prolongaram a crise por anos, apesar do pedido de desculpas de Netanyahu feito durante a visita de março de 2013, realizada pelo presidente Barack Obama a Israel. E foram os turcos que finalmente capitularam em sua demanda chave, o levantamento do bloqueio naval de Israel à Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas. O Presidente Recep Tayyip Erdogan e seu primeiro-ministro Binali Yildirim vão afirmar que, graças a eles, a crise de Gaza foi resolvida. Os turcos já anunciaram que esta semana despacharão um navio de ajuda ao porto de Ashdod transbordando com ajuda humanitária destinada a Gaza. Mas esta é apenas uma manipulação para a mídia, pois navios de ajuda ancoram, quase todos os dias em Ashdod, cheios de mercadorias destinadas à Gaza e quase todos eles atingem o seu destino. A prova dos suprimentos que fluem em Gaza de Israel está lá para todos verem na travessia Kerem Shalom. Um dos líderes do Hamas no exílio, Osama Hamdan, deixou claro em um post no Facebook: "Nós não daremos o nosso de acordo a este acordo" e definiu-o como uma questão interna turca.

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ABSURDO: DEPUTADA ÁRABE-ISRAELENSE PEDE MAIS FLOTILHAS CONTRA ISRAEL

"Israel concordar em transferir US$ 21 milhões para a Turquia constitui uma clara admissão de culpa", disse a deputada Hanin Zoabi (Lista Árabe Conjunta), que estava a bordo da flotilha Marmara que tentava chegar às costas de Gaza, em 2010. "Mesmo que Israel não tenha admitido isto, este (acordo) é a sua própria admissão de culpa pelo assassinato de nove seres humanos, o ferimento de dezenas de pessoas, abdução e atividade de pirataria em águas internacionais", disse Zoabi. "Este acordo mostra também que a Comissão Turkel, que investigou o evento da frota, deu um relatório falso e que o Estado promoveu propaganda desonesta sobre tudo referente a Marmara." Apesar de seu louvor inicial, Zoabi também criticou o acordo por não incluir a demanda original da Turquia para acabar com o bloqueio a Gaza. "As pessoas são vítimas de assassinatos pelo bloqueio e deve ser parado", disse ela. "O acordo não menciona-lo, não deixa outra escolha senão enviar mais e mais flotilhas e continuar lutando até que Israel admita seu pecado original que levou à Marmara, e até que remova o bloqueio de Gaza". Zoabi é uma deputada do Knesset, o Parlamento de Israel, paga e protegida pelo Estado Judeu e, numa atitude absurda, prega atitudes que violam o direito de Israel proteger a sua existencia e soberania territorial.

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PELA PRIMEIRA VEZ DEMOCRATAS AMERICANOS VÃO CONDENAR O BDS

O Partido Democrata planeja declarar em sua plataforma a oposição ao movimento BDS - Boicote, Desinvestimento e Sanções a Israel, uma prioridade para a candidata presidencial do partido, Hillary Clinton. Em um briefing detalhado sobre a linguagem da plataforma noticiada pelo Jerusalem Post, os democratas irãoi declarar que os palestinos "devem ser livres para governar a si mesmo em seu próprio estado viável, em paz e com dignidade." O partido também irá comprometer-se a manter a vantagem militar qualitativa de Israel na região e "se opor a qualquer esforço para deslegitimar Israel, inclusive nas Nações Unidas ou através do BDS". Ambos os compromissos são novos para a plataforma do Partido Democrata: seu compromisso com a autodeterminação palestina, bem como a sua luta contra o BDS, um movimento que visa minar a legitimidade do Estado judeu em favor da criação de um estado palestino independente. Utilizando uma linguagem similar, a partir de suas plataformas de 2008 e 2012, o partido mais uma vez reconhece Jerusalém como capital de Israel e afirma que, enquanto a cidade deve permanecer não dividida, seu estatuto final deve ser deixado para negociações diretas entre Israel e os palestinos. A nova linguagem democrata foi acordada pelos membros da comissão de plataforma, numa reunião em St. Louis, no fim da semana que passou. O seu projeto será apresentado à comissão de plataforma completa em Orlando, no início do próximo mês.

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ÁRABE-ISRAELENSE É NOMEADO REITOR EM JERUSALÉM

O primeiro árabe-israelense foi apontado como reitor da Faculdade de Direito da Universidade Hebraica de Jerusalém. O Prof. Michael (Mousa) Karayanni, de uma família cristã ortodoxa grega em Kafr Yasif na Galiléia, foi eleito por unanimidade para o cargo pela faculdade, para substituir o reitor que sai, Prof. Yuval Shani, que ocupou o cargo durante os últimos quatro anos. Karayanni, de 52 anos - casado e pai de três filhos, que reside na aldeia árabe-judaica conjunta de Neve Shalom / Wahat el-Salam, entre Jerusalém e Tel Aviv, é um especialista em direito civil, direito internacional privado e questões de direito e do multiculturalismo. Karayanni assumirá seu novo cargo em 1 de outubro deste ano, tornando-o o vigésimo segundo reitor do corpo docente. Karayanni foi educado na Universidade de Bar-Ilan, Universidade George Washington, Universidade Hebraica e da Universidade da Pensilvânia. Ele serviu como diretor acadêmico do Centro de Minerva para os Direitos Humanos (2004-2006); vice-reitor da Faculdade de Direito (2006-2008) e diretor do Harry e Michael Instituto Sacher de Investigação Legislativa e Direito Comparado (2008 - 2012). Ele tem uma longa lista de prêmios, entre eles o Prêmio Allan Bronfman de Melhor Tese de Doutoramento em Ciências Humanas e Direito (2000), o Prêmio Zeltenr para Jovens Pesquisadores (2002) e Prêmio do Reitor (2011). Ele ocupou cargos de professor visitante na Universidade de Melbourne, Stanford, Yale, Princeton e do Instituto Max Planck, em Hamburgo.

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“Israel está lutando por seu direito de existir duplamente, como uma nação e como a raça do povo, contra um grupo de terroristas cheio de ódio que são uma ameaça para todo o mundo” – ROBERT DE NIRO

ONTEM

O MUNDO FICOU INDIFERENTE AO SOFRIMENTO DAS MULHERES JUDIAS NOS CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO.

HOJE

AS MULHERES JUDIAS ANDAM DE CABEÇA ERGUIDA E DEFENDEM A SOBERANIA DO ESTADO JUDEU.

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Osias Wurman
Jornalista

BREXIT É ESPASMO DA XENOFOBIA QUE DOMINA A EUROPA

O ainda primeiro-ministro inglês David Cameron expressou com muita fidelidade a revolta dos autênticos democratas europeus após o desastroso plebiscito da semana passada.

Cameron condenou o abuso xenófobo "desprezível" após o referendo da UE com um aumento de 57% nos incidentes racistas relatados.

O país não vai ficar dominado pelo crime de ódio, disse o primeiro-ministro aos deputados.

"Nos últimos dias temos visto grafites desprezíveis pintadas num centro da comunidade polonesa, vimos abuso verbal contra pessoas, porque eles são membros de minorias étnicas", disse Cameron.

"Vamos lembrar que estas pessoas vieram aqui e fizeram uma contribuição maravilhosa para o nosso país. Nós não vamos ser dominados pelos crimes de ódio ou esses tipos de ataques, eles devem ser erradicados ".

A polícia acredita que houve um aumento dos crimes de ódio e tensões comunitárias desde o referendo da semana passada. Os primeiros números mostram um aumento de 57% nos incidentes relatados entre quinta e domingo, em comparação com os mesmos dias das quatro semanas anteriores, segundo o Conselho Nacional dos Chefes de Polícia " - 85 incidentes foram relatados em comparação com 54 no período anterior.

A condenação de Cameron veio em meio a um coro crescente de preocupação com a intolerância e hostilidade. O prefeito de Londres e a maior organização muçulmana do Reino Unido manifestaram-se contra um aumento no abuso racista no rescaldo do referendo.

A embaixada polaca no Reino Unido disse que estava chocada com os incidentes de abuso xenófobos dirigidos a membros de sua comunidade, nos últimos dias, e o Conselho de Deputados dos Judeus Britânicos disse que estava alarmado com os relatos de assédio e abuso.

A velha Europa volta a ser sacudida por um sentimento menor, o ódio aos imigrantes, que verdadeiramente nunca desapareceu de suas raízes. Apenas ficou maquiado por várias décadas.

Agora, os partidos politicos racistas e xenófobos europeus estão sendo encorajados a mostrar as garras após a trágica opção vencedora de optou pela definitive desunião européia.


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JUDEUS INGLÊSES TIVERAM REAÇÕES VARIADAS SOBRE O BREXIT


Líderes judeus da Grã-Bretanha tiveram reações mistas à votação surpreendente do país em favor de deixar a União Europeia, com poucos oferecendo uma opinião sobre se sair ou não da UE foi uma boa idéia. Vários elogiaram o primeiro-ministro David Cameron, que anunciou após a votação que ele iria renunciar, e expressou esperança de que o referendo realizado na quinta-feira vai pôr fim às divisões causadas pela campanha chamada "Brexit". O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu divulgou um comunicado elogiando Cameron, mas sem oferecer parecer sobre o voto não vinculante a favor de deixar a UE. Em uma notável exceção à falta de opinião por líderes judeus, o editor do Jewish Chronicle Stephen Pollard, num editorial, criticou o que descreveu como "mitos bizarros" sobre "o que Brexit significará para Israel e os judeus britânicos". Pollard disse que a saída do país da UE não irá prejudicar a relação do país com Israel, mas poderia até mesmo melhorá-la, dizendo que "pode-se argumentar que, longe de Bruxelas e das negociações que estão por trás da política externa da UE, a Grã-Bretanha estará livre para esculpir uma posição ainda mais favorável a Israel. Ele também argumentou que deixar a UE não levaria a um aumento no antissemitismo, o que sugere que "longe do Brexit ferir minorias, o verdadeiro problema para as minorias vem ... quando a corrente principal perde o contato com as pessoas e os únicos veículos são à esquerda, fazendo uma opinião de extremistas ". "Nossa liberdade da UE tornará o extremismo menor, como quando a panela de pressão é liberada", disse ele. Sir Mick Davis, presidente do Conselho da Liderança Judaica, disse que ele estava triste ao saber da renúncia de Cameron, porque Cameron "sempre foi um amigo leal da comunidade judaica e um defensor visível e vocal do Estado de Israel. Ele tem trabalhado de forma construtiva com a gente, se envolvendo em questões de interesse para os judeus britânicos ". Notando que o debate Brexit "dividiu o nosso país", o Rabino Chefe do Reino Unido Efraim Mirvis disse que "o tempo para a discordância e a divisão já terminou."

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DONALD TRUMP DIZ QUE DEIXARÁ ISRAEL DECIDIR SOBRE O ESTADO PALESTINO

Donald Trump, prometeu que iria retirar-se do compromisso americano de longa data de estabelecer um Estado palestino, se eleito presidente, segundo disse um assessor do candidato republicano. Numa entrevista ao jornal israelense Haaretz, o consultor de Trump David Friedman também disse que o candidato republicano iria apoiar a expansão dos assentamentos israelenses. Os presidentes norte-americanos, de ambos os partidos, apoiaram historicamente a criação de um Estado palestino por décadas. Na campanha presidencial, Trump também se comprometeu a trabalhar para alcançar a paz entre israelenses e palestinos. Mas Friedman, que lidera um grupo que financia a atividade de assentamentos israelenses, além de trabalhar para Trump, disse ao Haaretz que Trump iria deixar a questão da criação de um Estado palestino com o governo israelense. "Os israelenses têm de tomar a decisão sobre se devem ou não desistir da terra para criar um Estado palestino", disse Friedman ao Haaretz. "Se os israelenses não querem fazê-lo, acho que eles não deveriam fazê-lo. Trump não acha que é um imperativo americano que haja um Estado palestino independente." Na ausência de um acordo de paz, Friedman disse, Trump não teria nenhum problema com a expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia, apesar de uma política dos Estados Unidos se opor constantemente a esta idéia, desde que Israel tomou o controle do território na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Israel "tem um compromisso com os seus cidadãos na Judéia e Samaria", disse Friedman, usando o termo bíblico para a Cisjordânia. "A posição de Trump é de que temos de lidar com a realidade e não com esperanças e desejos." Friedman disse que Trump estaria entusiasmado com a assinatura de um novo acordo de ajuda militar com Israel, caso um acordo não seja concluído até o final do mandato do Presidente Barack Obama.


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UM FALSO SOBREVIVENTE DO HOLOCAUSTO DESVENDADO NA PENSILVÂNIA

Um homem da Pensilvânia que durante anos viajou pelo país fazendo discursos e entrevistas à imprensa sobre suas experiências como um sobrevivente do Holocausto, reconheceu que tinha mentido e pediu desculpas. Em uma carta publicada no site de notícias LancasterOnline, Joseph Hirt, de Lancaster County, disse que ele não mentiu para ganho pessoal, mas na esperança de aumentar a consciência sobre os problemas enfrentados pelos sobreviventes do Holocausto. No início deste mês, Andrew Reid, um professor de história em Turim, New York, questionou publicamente as afirmações de Hirt sobre ser um prisioneiro em Auschwitz, o campo de extermínio nazista na Polônia, Segundo o relatado pelo site Pennlive.com. Reid, que é cristão, disse que começou a suspeitar depois de ouvir Hirt falar em Lowville, New York - em 15 de abril, três semanas antes Yom Hashoah, dia memorial do Holocausto. De acordo com Pennlive.com, o polonês de nascimento Hirt diz ter 91 anos, e escreveu que ele pede desculpas "pelos danos causados ??a qualquer pessoa por causa das minhas descrições da vida em Auschwitz. Eu não era um prisioneiro lá. Eu não tinha a intenção de diminuir ou ofuscar os eventos que realmente aconteceram lá por falsa alegação de ter sido envolvido pessoalmente. " Hirt alegava que ele foi sequestrado pelos nazistas, e que pessoalmente viu o Dr. Josef Mengele, e como ele conseguiu escapar de Auschwitz. Suspeitando das afirmações de Hirt, o professor Reid fez uma extensa pesquisa e descobriu que sua cronologia não fazia sentido e que o seu número de tatuagem em seu braço pertencia a outro prisioneiro. Reid também observa a evidência de que Hirt é judeu, embora ele sugerisse não ser judeu em suas palestras, escreve Reid. Em uma entrevista publicada em 9 de Junho, o sobrinho de Hirt, Michael Hirt, disse que a história de Joseph Hirt foi fraudulenta e que sua família o havia condenado ao ostracismo por fazer tais afirmações. Michael Hirt também disse à publicação que seu tio adicionou "vários anos à sua idade real", e está mais perto dos 85 ou 86 anos. A verdadeira história, de acordo com Michael Hirt, é que Hirt e seus membros da família fugiram da Polônia antes da invasão alemã, em 1939, e em última análise, imigrou para os Estados Unidos através da Itália.

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PAI JUDEU COLOCA ANUNCIO DE PÁGINA INTEIRA EM JORNAL PARA CASAR O FILHO


Parece a premissa de uma comédia romântica: Um pai judeu, ansioso para ver seu filho de meia-idade casar, publica um anúncio de jornal de página inteira em seu nome intitulado "procurando por uma esposa." No sábado passado, o pai judeu Arthur Brooks deu este passo incomum - sem a permissão ou conhecimento de seu filho, Baron Brooks. O anúncio saiu no Coeur d'Alene Press, um jornal do norte de Idaho, onde nem o pai, nem o filho vivem, e que não é exatamente uma área ideal para um solteirão judeu encontrar um namoro quente. Arthur Brooks, 78 anos, de Beverly Hills, Califórnia, enfatizou no anúncio que a mulher elegível deve estar disposta a mudar para Salt Lake City, onde Baron Brooks, de 48 anos vive, e deve ficar em casa para criar uma descendência no futuro. De acordo com o anúncio, o Brooks mais jovem está "à procura de uma esposa que esteja pronta, disposta e capaz de ter filhos o mais cedo possível." Enquanto a idade (de preferência entre 34-38 anos) é "flexível", mulheres com muita altura, especialmente se elas usam saltos altos, e potenciais esposas, devem ser politicamente conservadoras. Apoiar o presidente Barack Obama ou a candidata presidencial democrata Hillary Clinton são detalhes que desqualificam a candidata: "Se você votou para Obama ou pretende votar em Hillary você não é para mim." Quanto à religião, é "aberto". "Eu sou judeu, mas não muito religioso num sentido formal, embora sou espiritual", diz o anúncio. Baron Brooks, um corretor no comércio de alimentos saudáveis, disse que ele ficou chocado e furioso ao saber do anúncio colocado por seu pai. "Eu não posso nem descrever para vocês como é, para mim, embaraçoso e ridículo", disse o filho solteirão. O Brooks mais novo disse ao jornal de Washington seu pai é "porco", "neurótico", "passivo-agressivo" e que lhe faltam limites. (É claro que nem pai nem filho consultaram, um com o outro, antes de falar com os jornais.) Mas Arthur Brooks esteve doente, segundo ele disse ao jornal, e realmente quer um neto para continuar o nome da família.

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Por que a multicultural Haifa é um bastião contra intolerância?




Guga Chacra – De Nova Iorque para a Rua Judaica

O mundo desenvolvido tem se polarizado cada vez mais entre populistas xenófobos de um lado e defensores de liberdades individuais e multiculturalismo do outro. Esta divisão é mais visível na Europa, embora também possa ser observada em Israel, Canadá, Austrália e EUA. A tradicional divisão de viés mais econômico entre direita e esquerda perdeu um pouco de força. O premiê David Cameron, conservador, se aliou a muitos trabalhistas no referendo da União Europeia. Donald Trump, republicano, está à esquerda de Hillary Clinton em economia.

O Brasil não se encaixa tanto neste perfil porque o chamado “centrão” domina a política do país independentemente dos debates acirrados nas redes sociais, como observaremos neste post.

Como acompanho mais o Oriente Médio, Israel serve para mim de exemplo clássico desta divisão. Caso a pessoa visite um assentamento na Cisjordânia e mesmo determinadas áreas de Jerusalém, pode sair com uma imagem de que Israel é uma nação xenófoba. O cenário pode se agravar ainda mais ao assistir um jogo dos extremistas do Beitar Jerusalem.


Mas esta imagem de Israel está errada por não refletir o que ocorre em todo o país, especialmente na costa Mediterrânea. Tel Aviv é uma das mais avançadas e liberais cidades do mundo, no patamar de San Francisco e Londres. Haifa, então, nem se fala. Se fizessem um ranking sobre harmonia entre diferentes religiões, Haifa possivelmente estaria em primeiro lugar e seria campeã mundial. Judeus (orientais e do Leste Europeu), cristãos, muçulmanos, drusos, baha’i, ateus e mesmo religiosos conservadores convivem em paz e total prosperidade. Tem também pessoas com origem palestina, marroquina, argentina, americana, polonesa, russa e de quase todo o globo. O multiculturalismo de Haifa demonstra como a garantia das liberdades individuais e o respeito às diferenças superam a xenofobia populista.



Por este motivo, fiquei muito honrado ao receber de presente do meu amigo Fabio Szperling uma camisa do Maccabi Haifa, um dos grandes times de futebol de Israel, após a minha palestra no Clube Hebraica no domingo. Tanto na Hebraica, em evento da Federação Israelita de São Paulo, como no Buffet França, em debate organizado pelas entidades judaicas Shamash e Naamat de São Paulo, fiz questão de citar a importância simbólica de Haifa – e de Beirute, no caso do mundo árabe.

O Maccabi Haifa tem 5 jogadores de origem árabe no elenco atual. Portanto eu estou longe de ser o primeiro “árabe” a vestir a camisa do time. Já Beitar Jerusalem se recusa a contratar árabes-israelenses. Esta é a diferença. Sou mais Haifa. Assim como, nos EUA, sou mais Nova York.

 

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PRECONCEITO VULGAR NA INTERNET MERECE SER PROCESSADO: PARECE RACISMO. E É…….O POVO ESCOLHIDO PARA GOVERNAR O BRASIL




Por: Profa. Guilhermina Coimbra.
                  Curriculo Lattes; Pesquisadora CNPq, CAPES/1974; FGV-Rio, 2013-2016.

A coluna do Anselmo Góis ("O Globo", 17.06.2016, Sexta-feira) diz ..."Parece racismo. E é"...,  comentando o fato de Partido Político brasileiro haver apontado "o dedo” de Estados estrangeiros no golpe contra ...", o então Governo do Brasil, porque um Estado estrangeiro , ..." passou a controlar .... três setores-chaves do governo brasileiro “ ...: Inteligência, Defesa, e Banco Central”.  

Racismo existe e muito - mas é fora do Brasil.

Alguns exemplos de forte preconceito racial são encontrados nos asquenazis.

Os asquenazis 
são os judeus brancos da Alemanha e da Polônia, principalmente. Todos têm o maior preconceito contra os sefaradis, os judeus escuros do norte da África e especialmente dos EUA que jamais conseguiram sufocar o forte preconceito racial.

Qualquer que seja o país do mundo no qual resida, a pátria dos judeus é Israel.

A pátria dos judeus é o território de Israel, elemento constitutivo do Estado de Israel.

A pátria dos judeus existe graças ao Brasil.

O território de Israel foi conseguido graças ao voto de Minerva do brasileiro Oswaldo Aranha na Assembléia-Geral da ONU/1948.

Os Membros participantes da Assembléia Geral da ONU/1948 não aceitavam de modo algum entregar território para os judeus formarem o Estado de Israel.

Metade dos Membros da AG/1948, da Organização das Nações Unidas, não aceitava conceder a Israel o referido território, razão pela qual, foi decisivo o voto do Brasil na aquisição do atual território de Israel.

Para ser considerado um Estado, três elementos constitutivos são necessários: território, população (nacionais e estrangeiros sob um mesmo território) e poder político.

A AG da ONU/1948 – depois da tragédia da 2ª Guerra Mundial - também deixou claro que não existem raças humanas: a humanidade é uma só.

O Brasil – apesar de todas as “forçadas barras”, objetivando mostrá-lo “racista” – o Brasil absolutamente jamais sustentou a superioridade de qualquer tipo de raça.

Apesar da voz corrente, segundo a qual, “Deus é brasileiro” - o Brasil não se convence, o Brasil é um país cristão.

O Brasil, como país cristão, jamais se colocou como “o povo escolhido” - o que pode e deve ser entendido, como puro e forte racismo.


 

Nos postos chaves do Governo do Brasil, estão brasileiros de origens e credos diversos.

O Presidente do Banco Central do Brasil é judeu, de origem armênia.

Na Diretoria de Relações Institucionais do Banco Central do Brasil foi indicado ex-chefe de Gabinete do atual Ministro da Fazenda, com dupla nacionalidade - americana e brasileira - alto executivo do Bank  Boston, americano, cujo sistema financeiro americano é controlado por banqueiros de Israel.

A população brasileira não esquece e espera que os agraciados com o voto de Minerva do Brasil na AG da ONU/1948, jamais se esqueçam:

-não foram nem os Estados Unidos e  nem a Inglaterra que deram o voto de Minerva decisivo para Israel adquirir o território;

-  não foram os EUA e nem a Inglaterra - Estados que possuem todo o aparato do poder bélico-atômico, político e financeiro - que concederam o território de Israel.

No Brasil, é de domínio público o conhecimento de que a Companhia Siderúrgica Nacional privatizada e sob o comando de judeus - está devendo cerca de R$ 1 bilhão à Receita Federal.

Este não pode ser o comportamento de quem historicamente deve tanto – o próprio território - ao Brasil.

A sonegação fiscal representa uma sangria de mais de R$ 500 bilhões de reais ao Erário Público brasileiro.

Somando a sonegação fiscal, mais outro tanto de juros, o total, segundo fontes, está em torno de muitos bilhões de reais – os quais estão fazendo  falta à Caixa do Tesouro Nacional do Brasil – na distribuição de rendas, entre os  setores carentes: Saúde, Educação, Infra-estrutura e outros.   

A onda das privatizações das empresas públicas do Brasil – tornaram-se conhecidas como as “privatarias”. Isto é, privatizações efetuadas por “piratas” de terra firme, ou seja, os espertalhões da vez, no Brasil.

A impressão que a população brasileira tem – os EUA e boa parte do mundo, também -  é a de que esta nova velhíssima-mais-do-que-caduca  "equipe econômica",  formada por técnicos "altamente qualificados” nos Estados Unidos, preferentemente, com dupla nacionalidade e detentores de “invejáveis currículos"- é bem ao gosto dos "mercados", sob a direção de um "governo brasileiro”, meio  que inspirado nos personagens bandidos de “Os Intocáveis”, um clássico do cinema Norte-americano.   

No mundo e até nos EUA, o entendimento é o de que os Membros do Governo brasileiro, parecem ..."raposas tomando conta do galinheiro"..., com equipe econômica formada por técnicos ..."altamente qualificados nos Estados Unidos e com dupla nacionalidade, de preferência”..., detentores de “invejáveis currículos", imprescindível e exatamente, ao gosto dos "mercados", sob a direção de um governo, acima qualificado, como uma nova-velha-mesmíssima-realidade-de-sempre.   

Pesquisando, concluímos como inacreditável, o fato de entre milhares de brasileiros inteligentes, capazes, com Doutorados et caterva - o Governo do Brasil escolher,  a dedo,  ex-funcionário do Federal Reserve, o BC americano, para ser o novo diretor de política econômica do Brasil.

Ah! Não! Brincadeira! Dizem os estudantes brasileiros.

Desse jeito, não demora a população brasileira vai exigir votar lá, naqueles que insistem em mandar aqui: FORA DO GOVERNO  DO  BRASIL REPRESENTANTES DE INTERESSES QUE NÃO SÃO OS INTERESSES DO BRASIL!

Daí, porque, os residentes no Brasil repetem cantilináriamente:

- melhor respeitar a percepção brasileira, senhores e Sirs.

Sorry, sorry, Sirs!

O Brasil merece respeito.

http://www.abdic.org.br/index.php/
1300-o-povoescolhido-para-governar-o-brasil

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O Boticário: Uma história de sucesso e perseverança


Os pais judeus fugiram da guerra. Eram eles contra Hitler. Foram a La Paz, Bolívia. Depois a Curitiba, Paraná. Eram eles contra a pobreza.

Aos 11, Miguel carregava roupas e ajudava o pai a vendê-las na Capital. Quem via o menino com tecidos na mão desconhecia o que trazia no peito. No peito, o desejo de vencer e honrar seu povo.


1ª lição: você não conhece dores e sonhos alheios. Cada um carrega um
passado por trás do presente que você vê.

Quem via o menino mascate não dava futuro ao moleque. Algum trabalho braçal, talvez.?..?

Mas o judeu foi à faculdade. Cursou farmácia. Desejaram que fosse profissional liberal. Ele desejou empreender.

2ª lição: só você conhece exatamente o seu sonho. Ninguém mais.

Com 3 mil reais emprestados, Miguel montou a farmácia. Parecia impossível. Mas o farmacêutico era o dono. E dono dá o sangue. Ele deu sangue, suor e sinapses.

3ª lição: quem não está disposto ao sacrifício, vai ter que aceitar a mediocridade.

Um dia, procurando frascos para vender perfumes, Miguel encontrou a oportunidade: Senor Abravanel, ou Silvio Santos, havia desistido de montar uma fábrica e vendia 80 mil frascos de vidro. O judeu do Paraná, sem condições, quis pagar em 12 vezes. O judeu paulista aceitou. Negocio fechado.

4ª lição: oportunidades aparecem para quem as procura.

5ª lição: suas condições não impedem você de ser ousado.

Dizem que não se dá asa às cobras. Mas Silvio deu. E Miguel voou. Bem alto. Passou a fazer perfumes. Abriu uma loja no aeroporto. Depois, outra. Depois outras 3.800. Quem era o dono mesmo? Um farmacêutico, ou melhor, um boticário. O nome da loja não poderia ser outro: O Boticário.

Hoje, o Grupo é dono de?-O Boticário, ?-?Eudora, ?-?quem disse, berenice? e ?-?The Beauty Box. Em 2014, Miguel foi apontado como bilionário pela Revista Forbes, com 2,7 bi de dólares. A primeira parte do sonho, vencer na vida, estava feita. Faltava a outra.

Então, Miguel fundou o Museu do Holocausto, em memória de judeus mortos pelo nazismo.

6ª lição: nunca se esqueça de onde você veio. Família é começo e final de tudo nesta Terra.

Por fim, Sartre: não importa o que o mundo fez com você. Importa o que você faz com o que o mundo fez com você.

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RABINO-CHEFE DE ISRAEL REJEITA CONVERSÃO DE EMINENTE RABINO ORTODOXO NOVAIORQUINO

O Rabinato Chefe de Israel considerou inválida uma conversão realizada por Haskel Lookstein, um dos rabinos ortodoxos modernos mais proeminentes da América. A decisão de invalidar Lookstein é a mais recente salva em uma disputa entre o rabinato, dominado pelos ortodoxos em Israel, e os rabinos da moderna ortodoxia no estrangeiro, para decidir quem pode usar a autoridade rabínica ortodoxa. Lookstein é o ex-rabino da Kehilath Jesurum , uma sinagoga ortodoxa moderna no Upper East Side de Manhattan, e que conta com Ivanka Trump e seu marido Jared Kushner como membros. Trump, filha do candidato presidencial republicano Donald Trump, foi convertida sob os auspícios de Lookstein, em 2009. Lookstein também atuou anteriormente como diretor da Escola Ramaz, em Manhattan, uma escola preparatória da elite dos judeus ortodoxos modernos de Nova Iorque. Mas o renome de Lookstein não parou o tribunal rabínico, situado no subúrbio de Tel Aviv de Petach Tikva, de rejeitar a sua autoridade. Em abril, uma mulher que se converteu sob os auspícios de Lookstein, no ano passado, pediu o registo do casamento com o tribunal rabínico de Petach Tikva, e teve sua conversão declarada como inválida. O tribunal é dirigido pelo Rabinato Chefe de Israel, que reconhece somente conversões ortodoxas. O tribunal não reconheceu a autoridade de Lookstein porque ele não está em sua lista de rabinos aprovados, de acordo com o rabino Seth Farber, fundador da Itim, uma organização que ajuda israelenses a navegar na burocracia religiosa israelense. Esta não é a primeira vez que o Rabinato Chefe rejeitou imprimatur de um rabino americano proeminente ortodoxo. Em 2013, o chefe da divisão de status pessoal do Chefe do Rabinato, Itamar Tubul, rejeitou uma carta de prova de judaísmo de Avi Weiss, um rabino ortodoxo liberal.

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O GUIA MICHELIN DE TURISMO MOSTRA HAIFA COMO SENDO DA JORDÂNIA

 

 

Uma das editoras mais respeitados do mundo, no segmento de livros e mapas internacionais e guias de turismo, tem sido fortemente criticada por imprimir um mapa do Oriente Médio listando cidades israelenses como sendo parte da Jordânia. Shimon Samuels, diretor europeu do Centro Simon Wiesenthal, disse que o mapa mais recente da Michelin do "nordeste da África / Arábia", não é só geográfica imprecisa, mas também "uma afronta ao Estado de Israel." O mapa tem as fronteiras do Reino Hachemita da Jordânia que engloba Jerusalém, Tel Aviv, Haifa e Cisjordânia.  A menção ao Estado de Israel é totalmente omitida. Numa carta à François Michelin, presidente da editora francesa, Samuels pediu que o mapa seja retirado e corrigido. "Embora este mapa seja claramente voltado para o mercado árabe, os cartógrafos devem notar que nenhum Estado árabe reconheceu a ocupação jordaniana da Margem Ocidental entre 1948 e 1967", escreveu Samuel. Enquanto a Jordânia ocupou Jerusalém Oriental, durante esse período, nunca ocupou Tel Aviv e Haifa, que estão na costa do Mediterrâneo. "Mostrar que Jerusalém, Tel Aviv, Haifa e Cisjordânia são todos parte do Reino Hachemita, constitui não só imprecisão geográfica e uma afronta ao Estado de Israel, mas também contradiz as posições declaradas de seus vizinhos árabes", disse o líder judaico em sua carta.

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CARTA DE LEITOR

Rio de Janeiro, 23/06/2016.

Prezados(as) Senhores(as),

Shalom!

Recebi essa mensagem do meu amigo Paulo Clarindo, com essas fotos da Sinagoga de Nilópolis.

Tenho a intenção de ir a Nilópolis, para verificar o estado atual da Sinagoga e o que foi feito pela Prefeitura Municipal, matéria de um programa de TV da FIERJ.

As imagens são atuais e foram divulgadas recentemente no Facebook, por Augusto Vargas, atual Secretário Municipal de Cultura de Nilópolis, integrante do Conselho Estadual de Políticas Culturais; e amigo de Marcus Monteiro, ex-Diretor Geral do INEPAC (órgão estadual de proteção ao patrimônio histórico, artístico e cultural).
Pelas informações do Clarindo, o Secretário Augusto Vargas esteve na Sinagoga com uma equipe e, parece que pretendem retomar os estudos para restauração e revitalização daquela Sinagoga, ideia que se iniciou na sua primeira gestão naquela Secretaria Municipal.

Caso alguém queira entrar em contato com ele e o Marcus Monteiro, seguem os e-mails deles:

Secretário Municipal de Cultura: Augusto Vargas - augustovargasjr@gmail.com;

Marcus Monteiro, Superintendente de Patrimônio daquela Secretaria - marcusmonteiron@yahoo.com.br

Acredito que eles estão com as chaves de acesso à Sinagoga.

O tombamento isenta o imóvel somente do imposto predial. Infelizmente, as taxas municipais devem ser pagas, não há isenção para elas.

Jorge Bastos Furman

 





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SUECO MUÇULMANO LUTA CONTRA O ANTISSEMITISMO


Siavosh Derakhti, 24 anos, um jovem muçulmano de origem iraniana que vive em Malmö, na Suécia, bem conhecido por lutar abertamente contra o antissemitismo em seu país, está atualmente visitando Israel. "Se você é um judeu, as pessoas irão culpá-lo por tudo o que acontece na Palestina. Todo mundo odeia Israel. Eu não aceito isto e faço tudo que posso para construir pontes entre judeus e muçulmanos por meio da educação", disse Derakhti. Diretor de Jovens contra o Antissemitismo e a Xenofobia, é considerado um caso muito raro na Suécia. Entre suas atividades estão a de organizar manifestações de apoio aos judeus e organizar delegações de jovens suecos-incluindo cristãos, muçulmanos e judeus, para visitarem os campos de extermínio nazista. Ele tem um bom relacionamento com a Embaixada de Israel na Suécia e até mesmo participa de vários programas executados pela embaixada. "É absolutamente terrível ser judeu hoje em Malmö", disse o muçulmano sueco. "Antissemitas acreditam em teorias conspiratórias de que (judeus) governam o mundo. Eu organizo manifestações pró-judeus e ajudo a proteger os nossos primos. Se os judeus não podem viver na Suécia, eu sinto que isto é um fracasso pessoal meu." Derahkti reuniu-se com o presidente dos EUA, Barack Obama, durante sua visita à Suécia, em 2013. Ele ganhou o prestigiado prêmio Raoul Wallenberg por suas atividades e foi selecionado, recentemente, pela revista Forbes para ser incluído na lista de 30 pessoas mais influentes no mundo, até a idade de 30 anos. Ele é uma figura pública na Suécia e frequentemente aparece nos meios de comunicação locais. Por causa de sua decisão de tomar o lado dos judeus, Derhakti recebe muitas ameaças de muçulmanos. "Eles ameaçam me matar, eu recebo mensagens de ódio. Quando eu ando na rua gritam para mim: “Seu porco judeu, vamos matá-lo". Agora tenho alguém me guardando devido às minhas atividades, mas eu não tenho nenhuma intenção de desistir."

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Por Daniela Kresch
Jornalista
direto de Israel


O BREXIT E O SEQUESTRO DE CRIANÇAS IEMENITAS

TEL AVIV – Os israelenses acordaram confusos, na sexta-feira, 24 de junho, dia do histórico Brexit. Enquanto recebiam os jornais da manhã, com manchetes afirmando que as pesquisas de opinião davam vitória aos partidários da manutenção do Reino Unido na União Europeia, as rádios e TVs já noticiavam a vitória do Brexit – da saída dos britânicos da UE.

O resultado do referendo surpreendeu a todos por aqui. Quem disser o contrário, estará mentindo. Não estão claras as consequências da decisão no relacionamento entre Israel e os britânicos. Mas, certamente, a renúncia do primeiro-ministro David Cameron depois do referendo foi lamentada.

O ministro da Segurança Interna, Guilad Erdan, disse que a renúncia é triste e desafortunada, enfatizando que Cameron recentemente ajudou a aprovar uma lei contra o movimento de boicote a Israel, o chamado BDS, no Reino Unido. O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, disse que Cameron é um “verdadeiro amigo de Israel e do Povo Judeu”.

Muitos se preocupam com a exportação israelense para a Europa. Como ela será afetada? Outros estão preocupados com os vistos de trabalho de israelenses no Reino Unido. Terão eles dificuldades em continuar trabalhando no RU?

Alguns, no entanto, não lamentaram o Brexit. Um parlamentar do partido ultranacionaista Casa Judaica, Moti Yogev, afirmou que, para Israel, é bom que o Reino Unido se separe da UE. Isso porque ele considera que a União Europeia tem se colocado demais contra Israel, nos últimos anos.

Mas, apesar desse drama internacional, o que mais me chamou a atenção, nos últimos dias, foi a reabertura do caso de centenas de bebês e crianças pequenas que desapareceram em Israel, nos anos 50. Por algum motivo nada esclarecido, os documentos de uma CPI aberta pelo governo nos anos 60, sobre esses desaparecimentos, só poderão ser abertos ao público em 2066. Por quê? O que revelam esses documentos?

O caso diz respeito ao sumiço de centenas de crianças e recém-nascidos de imigrantes – a maioria de países árabes, em geral do Iêmen – que haviam chegado há pouco tempo em Israel. Um boato, na época (1948 a 1954), dava conta que essas crianças estavam sendo raptadas para serem adotadas por casais ashkenazitas, com situação econônima mais confortável e de “melhor cultura”.

Seria verdade? Será que gente do próprio governo pensava estar “aliviando” grandes famílias de imigrantes pobres e sefaraditas (orientais) do fardo de ter mais bocas para alimentar, ao mesmo tempo em que estaria “salvando” as crianças da pobreza e da “ignorância”?

Isso parece incrível, hoje. Mas, ao que tudo indica, algo realmente aconteceu, em meio às teorias conspiratórias. Até hoje, os pais das crianças lembram como enfermeiras e assistentes sociais disseram que seus filhos estavam mortos, mas nunca receberam documentos de óbito e nem puderam ver os corpos. Alguns pais receberam, 18 anos depois, cartas de alistamento militar para seus filhos, aqueles que as autoridades disseram estar “mortos”.

Em alguns casos, pode ter havido confusão burocrática num país recém-criado e confuso. Crianças podem ter se perdido nos hospitais, sem documentos e sem que alguém soubesse onde estavam os pais. Em outros casos, podem realmente ter morrido por complicações pós-parto ou doenças infantis. Mas o número alto de casos parece apontar para algo mais profundo. Algo que, naquela época, era o pensamento da elite local. Crianças pobres e de países “sem cultura” estariam em melhores mãos com famílias de ascendência europeia, mais abastadas. Seria um favor a todos.

Ainda não se sabe quando os protocolos da CPI serão abertos, mas muitos pressionam para que seja antes de 2066. As famílias que perderam filhos precisam saber o que aconteceu. E se autoridades realmente ajudaram ou ordenaram esse tipo de ação, o Estado deve pedir desculpas publicamente, indenizar quem merece e aprender uma lição, para não repetir doutrinas e pensamentos retrógrados. A Israel de 2016 não admitiria algo assim. Nunca.

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GINASTAS ISRAELENSES GANHAM MEDALHA DE OURO NA EUROPA E VIRÃO AO RIO

A equipe de ginástica israelense ganhou o ouro no Campeonato Europeu de Ginástica Rítmica, e também ganhou prata no evento fitas. O campeonato Europeu deste ano foi realizado no próprio local de origem da equipe de Holon, uma cidade israelense costeira. "Eu me senti numa extrema excitação, especialmente porque este é o primeiro campeonato europeu já realizado em Israel. Ao longo dos anos, eu aprendi muito, e a coisa mais importante é: 'Basta ser você mesmo! O trabalho duro compensa e você acabará por alcançar excelentes resultados ", disse a ginasta israelense Tori Filanovsky. "Parabéns para a equipe de ginástica rítmica de Israel que nos deu uma medalha de ouro no campeonato europeu", escreveu Ksenia Svetlova, membro israelo-russo do Knesset, em sua conta no Twitter. "O investimento definitivamente deu resultado. Investir em mais áreas do desporto também irão recompensar! "

As jovens do Team Israel - Alona Koshevatsky, Karina Lykhvar, Ida mayrin, Yuval Filo e Ekaterina Levina – impressionaram os juízes no último dia do campeonato, batendo as favoritas russas. Além disto, a ginasta júnior Nicol Zelikman ganhou a prata no evento hoop individual e uma medalha de bronze no evento bola indivídual, elevando o total de medalhas israelenses a quatro: uma de ouro, duas de prata e uma de bronze.

A atual equipe de Israel é agora a mais condecorada da história de Israel, tendo conquistado várias medalhas de bronze em um campeonato anterior europeu, uma medalha de prata no campeonato mundial de ginástica, e uma medalha de prata nos Jogos Europeus de 2015. Os resultados desta temporada garantem a presença da equipe nos jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, além de consolidar a sua posição como uma das favoritas para ganhar medalhas olímpicas.

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DANIEL OKSENBERG - PUBLICITÁRIO CARIOCA GANHA TRÊS LEÕES DE OURO EM CANNES


https://www.acontecendoaqui.com.br/acontecendoaquitv/redator-
daniel-oksenberg-almapbbdo-fala-sobre-os-ouros-da-getty-
images-em-cannes


Pela quarta vez em sua história, a AlmapBBDO ficou com o título de Agência do Ano do Festival Internacional de Criatividade. O Brasil é o maior vencedor desse prêmio especial, concedido com base no número de Leões conquistados e de cases finalistas. Foram nove as vezes que o troféu veio para o País — os outros foram para DM9DDB (1998, 1999 e 2009), F/Nazca S&S (2001) e Ogilvy & Mather (2013). Para ficar com a honraria, a Almap conquistou ao longo da edição 2016 do festival 21 Leões: 3 de ouro, 6 de prata e 12 de bronze.

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A Vila Olímpica receberá uma sala para cada religião: cristianismo, judaísmo, budismo, hinduísmo e islamismo

Representantes de cinco religiões se encontraram no Comitê Rio 2016 para definir detalhes do centro inter-religioso que funcionará na Vila Olímpica, onde mais de 10 mil atletas se hospedarão durante os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos.

“É muito bom ver o Rio de Janeiro como um povo acolhedor, onde as religiões se entendem”, disse o Cardeal Orani João Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro, ao lado de Carlos Nuzman, Presidente do Comitê Rio 2016.

O Padre Leandro Lenin, coordenador do centro inter-religioso do Rio 2016, apresentou a planta do local na Vila Olímpica onde haverá uma sala para cada religião: cristianismo, judaísmo, budismo, hinduísmo e islamismo (esta última com uma sala extra para mulheres).

Haverá um espaço misto de aconselhamento, e o segundo piso será um ambiente de convivência. Uma “cartilha do capelão” foi entregue aos presentes para explicar aspectos básicos do centro.

“O atleta precisa ter com quem se alegrar na hora da vitória, mas também precisa do ombro amigo na hora que perceber que alguma coisa não foi bem. E igualmente precisam de um espaço para a prática de sua fé”, disse o Padre Leandro Lenin. “O centro não é apenas um ponto de apoio. É também um ponto de encontro, de assistência e auxílio.”

A Arquidiocese do Rio de Janeiro convidou representantes de outras religiões para apoiar o projeto Meu Lugar no Rio – plataforma colaborativa que permite que moradores da cidade-sede dos Jogos recebam voluntários em sua casa.

A plataforma é uma iniciativa inspirada na experiência adotada para receber os voluntários da Jornada Mundial da Juventude em 2013.

“Como os Jogos Olímpicos são um evento laico e esportivo, é interessante que diversas religiões abram as portas de suas casas também para os voluntários”, disse o Cardeal Tempesta.

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Paris se Torna um Gigantesco Acampamento de Migrantes Ilegais

Por Soeren Kern 

  • O partido Frente Nacional acusou a prefeita de Paris Anne Hidalgo de colocar as necessidades dos migrantes acima das dos cidadãos franceses. Em um comunicado, o partido assinalou que o número de pessoas sem-teto em Paris saltou 84% entre 2002 e 2012, mas que Hidalgo não mostrou interesse em amenizar o problema:
  • Muito embora o acordo entre a União Européia e a Turquia, no tocante aos imigrantes, tenha diminuído temporariamente o fluxo da migração ilegal para a Grécia via Turquia, centenas de milhares de migrantes ainda estão a caminho da Europa.
  • De acordo com a International Organization for Migration (Organização Internacional para a Migração), mais de 204.000 migrantes chegaram à Europa (principalmente da Grécia e Itália) nos primeiros cinco meses de 2016, mais do que o dobro do mesmo período de 2015.

A Prefeita de Paris Anne Hidalgo anunciou planos para construir um "acampamento humanitário" próximo a uma das mais movimentadas estações de trens da cidade, para que milhares de migrantes ilegais a caminho da Grã-Bretanha possam "viver com dignidade".

Hidalgo, que tem frequentemente trocado farpas com o presidente francês François Hollande pela sua recusa em receber mais migrantes, assinala que seu plano de ajudar migrantes ilegais da África, Ásia e Oriente Médio é "dever do humanismo".

Críticos contra-argumentam que o plano de Hidalgo é uma artimanha cínica, que tem como objetivo se posicionar à esquerda do atual presidente, como parte de uma estratégia política de abocanhar a liderança do Partido Socialista das mãos de Hollande, cujos índices de rejeição atingem patamares recordes.

O artigo continua em:
http://pt.gatestoneinstitute.org/8335/
paris-acampamento-migrantes

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Segurança comunitária nas Olimpíadas

A Diretoria de Segurança da FIERJ está em contato permanente com as autoridades e as instituições judaicas para garantir a segurança da comunidade durante os Jogos Olímpicos. É fundamental que todos os frequentadores sigam as orientações passadas por suas instituições.

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Mundo Conectado reuniu mais de 700 pessoas no Buffet França

Caio Blinder,  Guga Chacra,  Humberto Saccomandi  e Jaime Spitzcovsky debateram sobre temas de destaque na imprensa
 
O Grupo Shamash, da Na’amat Pioneiras São Paulo comemorou o sucesso do evento “Mundo Conectado – 4 Jornalistas, 4 Continentes e Uma Grande Oportunidade” que reuniu os renomados jornalistas Caio Blinder,  Guga Chacra,  Humberto Saccomandi  e Jaime Spitzcovsky em um grande evento em prol dos projetos da Na’amat,  com a presença de mais de 700 pessoas no Buffet França, em São Paulo. 
 
A grandiosa noite teve início com a chaverá Sheila Szymonowicz que subiu ao palco e agradeceu às autoridades presentes, apoiadores e patrocinadores que se solidarizaram com os projetos da organização feminina e sionista Na’amat Pioneiras, que conta com o engajameno de mais de 300 mil mulheres no mundo.

Durante quase duas horas, Caio, Guga, Humberto e Jaime, debateram sobre os principais temas que ocupam as páginas dos noticiários internacionais, como terrorismo, crise dos refugiados, intolerância, islamofobia e antissemitismo, eleições presidenciais na França e nos Estados Unidos, votação no Reino Unido, crise no Oriente Médio, bem como a influência da China e da Rússia na economia e no mundo globalizado.
 
O Brasil e a América Latina também estiveram na pauta do debate, com destaque para a crise na Venezuela, Operação Lava Jato, Impeachment, governo Temer e Olímpiadas no Rio de Janeiro.  O publico presente, também teve a oportunidade de encaminhar perguntas aos jornalistas.
 
Ao final da noite, houve o sorteio de uma passagem aérea para Salvador e uma homenagem ao presidente executivo da Federação Israelita do Estado de S. Paulo, Ricardo Berkiensztat, pela sua contribuição na realização do evento.

 

Ao fazerem suas considerações finais, os quatro jornalistas agradeceram pela recepção calorosa e pelo grande interesse da plateia. “Não hesitei em aceitar ao convite quando as Pioneiras entraram em contato. Me sinto honrado em dar uma pequena contribuição para um trabalho que admiro tanto, justamente num momento em que é tão difícil atrair pessoas para o trabalho voluntário”, destacou Jaime Spitzcovsky.
 
“Quero parabenizar o Grupo Shamash por este evento inesquecível e aos quatro jornalistas por nos propiciarem uma noite tão rica,  que nos ajudou a aprofundar nossos conhecimentos sobre grandes temas de interesse”, destacou a presidente da Na’amat Pioneiras São Paulo, Leonor Szymonowicz.

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Destaques Sociais


Visita dos jornalistas Jaime Spitzkovski, Caio Blinder e Guga Chacra, ao Memorial da Imigração Judaica de São Paulo, acompanhados do diretor da entidade Rav Tovie Weitman.

 

 

 

 

 


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COMUNICADO AOS LEITORE
S

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Jornalista Responsável:
Osias Wurman - MT 14.707
Colaboradores Internacionais: Jerusalém - Daniela Kresch, Budapeste - Judith Klein, Miami - Fernando Bisker, Miami - Nelson Menda
Diagramação: MarketDesign