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  Edição 367    Diretor / Editor: Osias Wurman Sexta, 25 de julho de 2014

 

MANCHETES DE ÚLTIMA HORA

 


Uma fonte da segurança disse nesta sexta-feira que o exército israelense frustrou um ataque terrorista em massa, planejado para ocorrer no ano novo judaico, comemorado no próximo mês de setembro. De acordo com o relatório, milhares de terroristas foram treinados para atravessar para Israel, a partir de Gaza, através dos túneis e matar ou raptar o maior número de israelenses possível . A fonte acrescentou que o Exército obteve a informação sobre o ataque planejado durante os interrogatórios de prisioneiros do Hamas, capturados durante a Operação Borda de Proteção em Gaza. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu teria dito durante a reunião de gabinete, na quinta-feira, que o exército conseguiu frustrar um ataque que poderia ter causado um número de mortos ainda maior do que as 2.222 mortes que Israel sofreu durante 1973, na Guerra do Yom Kippur.

 


Ontem foram detidos 150 membros do Hamas que foram levados para interrogatório no Shin Bet, o Serviço de Segurança de Israel. Nesta sexta-feira, os soldados identificaram um homem-bomba vestindo um cinto de explosivos, no sul da Faixa de Gaza. Os soldados dispararam contra ele. Também nesta sexta-feira, militantes dispararam mísseis anti-tanque contra soldados israelenses, a partir de dentro do complexo hospitalar Al-Wafa, ferindo quatro soldados, um deles gravemente. Os 120 soldados feridos na operação em andamento estão em hospitais em todo Israel. Desde o início da fase de terra da Operação Borda de Proteção, 843 foguetes foram lançados a partir de Gaza em direção a Israel, sendo que 658 desses foguetes atingiram o território israelense, enquanto um adicional de 166 foram interceptados pelo sistema de defesa antimísseis Iron Dome. Mais de 65 mil soldados das forças de reserva estão convocados pela IDF. Os soldados israelenses já desenterraram 63 eixos lançadores de foguetes, 31 túneis usados para o terror, 11 dos quais foram posteriormente destruídas pelas forças. De acordo com dados mais recentes do exército, Israel atingiu 3.540 alvos terroristas, desde o início da Operação Borda de proteção em 8 de julho. Os palestinos relatam que mais de 800 pessoas morreram desde o início da operação.

 



O número de palestinos mortos em violências na Cisjordânia, hoje, subiu para cinco. Enquanto isto, foram revelados os termos da proposta do secretário americano John Kerry para um cessar fogo, que foi analisada por Israel e pelo Hamas nesta sexta-feira : a proposta prevê a suspensão imediata das hostilidades a ser seguido, 48 horas depois, por contatos entre Israel, Palestina e a delegação do Egito, no Cairo. As negociações no Egito iria incluir a discussão do pedido do Hamas para o levantamento do cerco à Faixa de Gaza, e outras demandas. O cessar-fogo entraria em vigor assim que os lados disserem a Kerry que aceitam os termos, e toda a atividade militar parariam imediatamente, segundo as fontes. No lado palestino, esta disposição é interpretada como significando também que as atividades de Israel para encontrar e destruir os túneis transfronteiriços do Hamas também seria imediatamente interrompida. Israel já teria imposto termos que lhe permitam continuar a destruir os túneis do Hamas, após a suspensão das hostilidades.

 


O Presidente Shimon Peres, que encarnou aos olhos do mundo o diálogo com os palestinos, deixou ontem as suas funções, de forma discreta, em plena guerra de Gaza. O seu sucessor, Reuven Rivlin, eleito pelos deputados em 10 de junho para um cargo que é acima de tudo cerimonial, tomou posse no Parlamento perante os presidentes de câmara e responsáveis municipais do Sul de Israel, convidados para “mostrar que o mais importante hoje em Israel é a operação contra o Hamas”, referia um comunicado assinado por Rivlin e o presidente do Knesset, Yuli Edelstein. Reuven Rivlin, 74 anos, é uma figura conhecida da direita, defensor do “Grande Israel”, mas também um feroz defensor do Estado de direito. Advogado de formação, conhecido pela sua amabilidade, Rivlin começou a sua carreira política em 1998 no Likud (direita nacionalista), fazendo-se eleger como deputado no Knesset. Foi por duas vezes presidente do Parlamento (2003-2006 e 2009-2013). Shimon Peres, que tem 90 anos, deixa a cena política depois de uma longa carreira, que passou pela negociação dos acordos de Oslo de 1993 enquanto ministro dos Negócios Estrangeiros, que lhe valeu, junto com Yitzhak Rabin e Yasser Arafat, o Prêmio Nobel da Paz. Mas garante que vai continuar as suas atividades em prol do Estado de Israel, como sempre fez desde que se juntou a David Ben-Gurion (o primeiro primeiro-ministro de Israel) na década de 1940. “Estarei sempre a serviço do Estado”, garantiu, quando falava aos jornalistas que o acompanharam numa visita a uma família de um soldado morto em Gaza.

 


Cerca de 2 mil pessoas participaram na noite de ontem (24) de um ato convocado pela Federação Israelita de São Paulo e pela Juventude Judaica Organizada a “favor da paz e pelo direito de Israel se defender”. A manifestação aconteceu na praça Cinquentenário de Israel, em Higienópolis, bairro conhecido como um reduto judeu na capital paulista. Em defesa de Israel, os manifestantes ergueram bandeiras do país, fizeram orações pelas vítimas do conflito e cantaram. “A gente sente que existe uma desinformação de parte da sociedade de que Israel é agressor, mas o que ele está fazendo é se defendendo. Nenhum Estado aceitaria ser atacado por 2 mil mísseis em um mês e não reagir”, disse Ricardo Berkiensztat, vice-presidente executivo da Federação.


 




Osias Wurman
Jornalista


O REALMENTE DESPROPORCIONAL


É suicida qualquer intenção de importar o conflito no Oriente Médio para o Brasil.

É descabida a iniciativa de retaliar unilateralmente o governo israelense, país historicamente amigo do Brasil, num momento tão difícil para a sociedade civil de Israel, após o lançamento de 2000 foguetes, em 15 dias, sobre sua população inocente.

O realmente desproporcional neste conflito é uma sociedade, que já deu 12 prêmios Nobel à Humanidade, ter que defrontar-se com um bando de terroristas fundamentalistas que tem a morte como objetivo de suas vidas.

Comparem o que o Estado de Israel já fez para o bem da Humanidade e o que já fez de mal o terror fundamentalista !

Transcrevo abaixo a nota publicada hoje em O Globo:

Para presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, medida contra Israel é eleitoreira

Ricardo Ferraço diz que é 'algo diferente de tudo' assistido no governo de Dilma Rousseff

BRASÍLIA - O presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, Ricardo Ferraço (PMDB-ES), chamou de eleitoreiras as últimas ações do governo brasileiro ante o conflito Israel x Palestina. Segundo ele, durante toda a gestão da presidente Dilma Rousseff praticamente nada foi feito em defesa dos direitos humanos.

Na última quarta-feira, o Itamaraty chamou de volta o embaixador do Brasil em Tel Aviv, Henrique Sardinha Filho, e ainda convocou o representante de Israel em Brasília, Rafael Eldad, para tomar explicações. Também foi divulgada uma nota condenando duramente os ataques israelenses a civis palestinos na Faixa de Gaza.

- Estou surpreso com essa posição. É algo diferente de tudo o que temos assistido ao longo do governo Dilma. Até aqui, a marca foi a omissão. É um posicionamento eleitoral para tentar recuperar o protagonismo perdido. Ficar ao lado do mais fraco sensibiliza a opinião pública - afirmou Ferraço.

Ele lembrou que o Brasil ficou cerca de um ano sem representação da Organização dos Estados Americanos (OEA). Somente esta semana foi nomeado um diplomata para o cargo, o embaixador Sérgio Danese. Ele destacou os casos de violência e violação aos direitos humanos na América do Sul, referindo-se veladamente à Venezuela.

- Eu diria que a marca não foi apenas a omissão, mas também a conivência na violação aos direitos humanos na região. O governo Dilma não se incomoda com a falta de democracia no Mercosul. Age, literalmente, com dois pesos e duas medidas. Em linguagem popular, trata-se de um factoide - disparou o senador.

(Por Eliane Oliveira)



Transcrevo abaixo a mensagem enviada por Israel Klabin ao Ministro Luiz Alberto Figueiredo Machado:


Ao Excelentíssimo Senhor

Ministro das Relações Exteriores

Luiz Alberto Figueiredo Machado

Sempre tive, bem como a minha família, íntima relação com o Itamaraty através de dois chanceleres: Horácio Lafer e Celso Lafer, ambos judeus, que honraram não apenas o nome da família, mas o Brasil e sua política externa. Não preciso lembrá-lo também da importância de Oswaldo Aranha, quando Embaixador junto a ONU, na criação do Estado de Israel, trazendo com isso o agradecimento de todos os judeus do mundo.

É, portanto, com estranheza que acabei de ler a séria ofensa feita ao Estado de Israel e a todos nós judeus, pelo Itamaraty, quando “chamou o Embaixador para consulta”.

Tanto meus pais quanto eu, fazemos parte das gerações que atravessaram o holocausto e herdaram a missão de prestar serviços à humanidade e aos países que agasalharam os judeus na fuga milenar das perseguições oriundas de preconceitos, de ódios raciais e religiosos.

A nota do Itamaraty demonstra claramente um retrocesso da política fracassada de levar o Brasil para um envolvimento errado e desnecessário, antagônico ao princípio de não intervenção, o que tem sido um dos pilares da política externa brasileira através dos tempos.

A análise preconceituosa do que realmente está acontecendo no conflito em Gaza, seguramente levou o Itamaraty a conclusões apressadas e equivocadas.

Israel se defende de ataques de grupos terroristas, do Hamas associado ao Hezbollah, ao Irã e de tudo aquilo que é mais odiento na evolução política do Oriente Médio. Estranho o Brasil omitir-se em relação a esses grupos que tentam, pelo terror, “jogar os judeus ao mar”. Isto seguramente não acontecerá.

Ninguém mais do que o próprio Estado de Israel e as comunidades judaicas do mundo lamentam a perda inútil de vidas humanas provocadas pelo uso suicida das populações civis de Gaza, pelos terroristas de Hamas. Por outro lado, choramos também pelos soldados israelenses que tombaram lutando pela segurança do Estado e de suas famílias.

Pela admiração que tenho por V. Exª., gostaria que fosse levado em conta não apenas pressões políticas imediatistas, internas ou externas ao Itamaraty, mas também os grandes serviços que a comunidade judaica brasileira vem prestando ao nosso país no passado, no presente, bem como nosso compromisso com o futuro do Brasil, nosso país, e de Israel como centro da nossa cultura.

Respeitosos cumprimentos,

Israel Klabin


A resposta do Ministro:

Meu querido Israel, Muito agradeço sua mensagem, pois me permite dar explicações ao amigo de tantos anos, a quem sempre respeitei e respeitarei. Sinto muito ter causado ofensa, pois isto jamais foi minha intenção. Peço sua paciência para arrolar algumas considerações: - Em nota do dia 17 deste mes o Itamaraty condenou tanto os ataques de foguetes pelo Hamas contra Israel, quanto o ataque desproporcional israelense a Gaza, mantendo nossa postura de equilíbrio e reclamando o cessar fogo imediato e a solução de dois Estados, Israel e Palestina, vivendo em paz e segurança; - a nova nota, datada de ontem, se prende à tragédia humanitária da morte de crianças, mulheres e idosos, em grande número, como consequência da luta; - hoje dei várias declarações à imprensa, em que ressalto e reitero nossa condenação aos ataques do Hamas e defendi o direito de auto-defesa de Israel. Esclarecei que nossa nota se prende à proporcionalidade da resposta israelense, diante da elevada perda de vidas na população civil. Morreram cerca de 200 crianças palestinas. Sejam palestinas, sejam israelenses, são 200 crianças. - apesar de declarações destemperadas de um porta-voz israelense, optei por não polemizar, dizendo que povos e países amigos podem discordar eventualmente, e que isso deve ser feito sempre de maneira respeitosa; - ressaltei que a amizade e as relações com Israel devem ser preservadas. Você me conhece e sabe que não sou dado a radicalismos. Nem teria por que fazê-lo com relação a Israel. O Brasil é um belo exemplo de como as comunidades de origem judaica e árabe convivem em paz e harmonia, Acho apenas que criticar as ações de um governo não quer dizer criticar um país ou um povo. Não aceito que essas coisas se confundam. Tenho muitos amigos de origem judaica que são críticos do atual governo israelense, e em termos muito duros. Nem por isso suas críticas são consideradas ofensas. Eu agradeço muito sua franqueza e respeito suas colocações. Peço ao amigo que também aceite as explicações que dou. Muito longe de mim ofender amigos tão queridos como meus amigos judeus. Muito menos, ofender uma pessoa como você. Mas quero ter o direito de discordar respeitosamente do governo israelense, quando for o caso, sem que isso seja lido como uma ofensa a todo um povo. A morte de um número elevado de mulheres, crianças e idosos é uma perda para todos, pouco importa sua origem. Um abraço muito afetuoso,

Luiz Figueiredo

 

 

 
 

JORNALISTAS DO WASHINGTON POST CONFIRMAM HAMAS DENTRO DOS HOSPITAIS DE GAZA


Ao contrário do que as regras internacionais de guerra dizem, o Hamas tem comandado um grande hospital na cidade de Gaza como "sede de fato," relatou o Washington Post. 

William Booth correspondente do The Post escreveu em 15 de julho:

"No Hospital Shifa na Cidade de Gaza, multidões se reuniram para jogar sapatos e ovos contra o ministro da Saúde da Autoridade Palestina, que representa ruir o 'governo de unidade', na cidade de Ramallah, Cisjordânia. O ministro deu as costas antes de chegar ao hospital, que se tornou uma sede de fato para os líderes do Hamas, que podem ser vistos nos corredores e escritórios."

View image on Twitter

Na semana passada, The Post  informou, e incluiu também perto do final de um artigo, como o Hamas estava escondendo foguetes dentro de uma mesquita, também contra as regras internacionais de guerra. Na sexta-feira, um de seus correspondentes relatou ter visto, na verdade, foguetes sendo movidos para a mesquita durante as cinco horas do cessar-fogo humanitário de quinta-feira:

"Durante o período de calmaria, um grupo de homens em uma mesquita no norte de Gaza disse que havia retornado para limpar o vidro verde de janelas estilhaçadas pelo bombardeio do dia anterior. Mas eles podiam ser vistos andando com pequenos foguetes em direção à mesquita".

De acordo com as regras internacionais de engajamento militar, edifícios públicos e religiosos civis não podem ser usados para proteger armas, mas tem sido uma tática de Hamas de longa data em Gaza.

Na quinta-feira, a UNRWA, a Agência das Nações Unidas de Socorro e aos Refugiados da Palestina no Próximo Oriente, disse que descobriu 20 foguetes escondidos em uma escola em Gaza.

A UNRWA disse que os foguetes foram descobertos durante uma "inspeção regular" e que imediatamente, informou as partes relevantes e com sucesso tomou todas as medidas necessárias para a remoção dos objetos, a fim de preservar a segurança da escola.

A UNRWA foi criticada na mídia social por entregar os foguetes de volta para as "partes relevantes", que os leitores interpretaram como sendo os militantes do Hamas que esconderam as armas na escola.

 

 

 
 

TELEVISÃO EGIPCIA CRITICA VEEMENTEMENTE O HAMAS




http://www.youtube.com/watch?v=mxW6O4UEY_8&sns=em

 

 

 

 

 

 

BLOOMBERG DEU EXEMPLO DE AMOR A ISRAEL

O bilionário americano Michael Bloomberg anunciou na terça-feira passada que ele estava aterrissando em Tel Aviv para mostrar solidariedade com Israel, pedindo que a proibição de voos dos EUA fosse imediatamente suspensa.

O movimento do ex-prefeito de Nova York, uma cidade de oito milhões de habitantes com a maior população judaica dos EUA, o coloca em conflito com o governo dos EUA que apoiou a proibição para proteger os cidadãos norte-americanos de possíveis ataques de foguetes do Hamas.

Bloomberg incitou a Administração Federal de Aviação dos EUA para reverter a proibição, dizendo que eles tinham entregue ao Hamas uma "vitória imerecida" em um conflito de mais de duas semanas com Israel.

Ele anunciou em um comunicado através de sua conta oficial no Twitter que estava embarcando num voo de companhia aérea israelense.

"Esta noite vou estar voando pela El Al para Tel Aviv para mostrar solidariedade com o povo de Israel e para demonstrar que é seguro voar dentro e fora de Israel", escreveu ele.


bloomberg israel


Ele chamou o aeroporto Ben Gurion em Tel Aviv de "aeroporto mais protegido do mundo" onde os voos da El Al tem segurança, apesar do hiato europeu e norte-americano.

As restrições de voo são um engano que entrega ao Hamas uma vitória imerecida e devem ser imediatamente suspensas.

"Eu recomendo vivamente à FAA para reverter o curso e permitir que as companhias aéreas norte-americanas voem para Israel", acrescentou Bloomberg.

A FAA ordenou que companhias aéreas dos EUA suspendessem voos para Tel Aviv, por pelo menos 24 horas, depois que um foguete disparado de Gaza caiu próximo ao aeroporto principal da cidade.

Israel chamou as companhias americanas para assegurar-lhes que não havia problema de segurança para descolagens e pousos.

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, disse ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que a proibição foi ordenada apenas para proteger a segurança dos cidadãos norte-americanos.

Bloomberg, que foi membro de ambos os partidos Democrata e Republicano, tem um recorde de três mandatos como prefeito de Nova York e é um dos homens mais ricos dos Estados Unidos.

 

 

 


 

 



Por Daniela Kresch
Jornalista
direto de Israel

PRESSIONANDO ISRAEL DIANTE DAS IMAGENS DE GAZA

TEL AVIV – Não sei o que exatamente o Brasil quer conseguir chamando de volta do embaixador de Tel Aviv, Henrique Sardinha Pinto, de volta a Brasília. Talvez tenha sido realmente uma decisão emocional em meio às imagens horríveis de crianças e mulheres palestinas mortas nas ruas de Gaza. Ou talvez uma decisão um pouco mais calculada, para pressionar e liderar o bloco de países que condena Israel e causar um efeito dominó (apesar de que o Equador é que foi o primeiro país a chamar o embaixador para consultas). Assim, ficaria provada a importância internacional do Brasil, assim como aconteceu em 2011, quando o Brasil foi o primeiro país da América Latina a reconhecer a Palestina como país depois da decisão das Nações Unidas de elevar o status da delegação palestina para “Estado observador não-membro”.

Agora o Brasil dá um passo – mesmo que não radical – em repúdio à operação israelense na Faixa de Gaza. Sinceramente, acredito que tenha sido um passo causado realmente por uma indignação real diante das imagens de Gaza. As imagens, os vídeos e informações que saem de lá são mesmo chocantes. O problema é que, em Israel, não é que essas imagens sejam ignoradas. Os israelenses sabem das mortes e também as consideram trágicas. Mas, para eles, a culpa é principalmente do Hamas. É o cruel grupo terrorista, que controla a Faixa de Gaza, há sete anos, que levou a essa situação, que ataca Israel constantemente e que, acima de tudo, usa civis como escudos humanos. O Hamas teria atraído Israel para Gaza mesmo sabendo do perigo para os civis, enquanto seus líderes se escondem em bunkers debaixo de hospitais.


 


Tenho escutado histórias incríveis sobre o que acontece em Gaza. Uma delas, que ouvi em primeira mão, dá conta que o Hamas ameaça pessoas que querem deixar suas casas depois que o exército israelense avisa que vai atacar algum bairro. Os israelenses lançam folhetos, telefonam e enviam SMSs para os palestinos avisando do ataque e pedindo que saiam das casas porque pretende atacar locais usados pelo Hamas. Mas o grupo terrorista não deixa as pessoas saírem. Em outro relato – esse de segunda mão – ouvi que o Hamas quebra até mesmo as pernas das pessoas para que elas não possam sair de casa. Também ouvi que o Hamas envia crianças correndo em direção às tropas israelenses com granadas nas mãos. Isso sem contar bombas levadas por animais, como burros.


 


Sinceramente, não sei se tudo isso é verdade. Mas se eu ouvi essas coisas, o mundo também deveria ouvir e investigar. Assim como investiga Israel e sua força que considera “desproporcional”, seus soldados superarmados, sua artilharia e ataques aéreos. Ás vezes, também há desproporcionalidade nos métodos desumanos de grupos terroristas, também superarmados, que sabem que podem fazer o que quiserem porque não serão levados a julgamento pela comunidade internacional. Não me proponho, aqui, a defender o exército israelense e seus possíveis erros (que com certeza ocorre, como sempre em guerras). Mas só acho que, se o mundo quer ser justo, deve investigar os dois lados igualmente pelas mortes de centenas de civis antes de decidir que apenas um deles comete crimes de guerra (como se o Hamas se importasse com a Convenção de Genebra...). E se talvez alguns civis palestinos – mesmo que só alguns – tenham sido vítimas de seu próprio povo? Não vale investigar?


 


Isso sem contar a intenção. A intenção do Hamas é matar, é atrapalhar Israel, é jogar “Batalha Naval” com os israelenses, jogando bombinhas até que uma pegue em alguém. Já conseguiram matar uns 20 em 14 anos, e fazer Israel investir bilhões em bunkers e sistemas antiaéreos. O próprio Hamas admite isso em discursos virulentos, estrondosos e ameaçadores. O Hamas é um grupo fundamentalista islâmico - como aquele Isis no Iraque - que prega a jihad contra infiéis. Já a intenção de Israel é evitar esse jogo, não é a de matar civis – mesmo que isso esteja acontecendo – e sim de parar com os ataques do Hamas. Quem não acredita nisso, está sendo maldoso (e um tanto ignorando sobre o que é um grupo terrorista do Oriente Médio). Aí já é outra história, de preconceito, de, quem sabe, antissemitismo. Quem condena só Israel que se pergunte o verdadeiro motivo.
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GRUPOS DE AUTODEFESA JUDAICA GANHAM DESTAQUE NA FRANÇA


SARCELLES, França - Pouco antes de sua sinagoga ser atacada com gás lacrimogêneo, 100 judeus empunhando tacos de beisebol estavam cantando o hino nacional francês na frente do portão da sinagoga.

Eles se reuniram em frente à sinagoga principal neste subúrbio de Paris, no domingo, para defendê-la contra uma multidão predominantemente árabe de 300 homens que se reuniram nas proximidades, com paus e pedras, colocando latas de lixo em chamas e gritando "chacina dos judeus."

Os defensores judeus não estavam cantando para os manifestantes. Sua performance de "La Marseillaise" foi concebida como um gesto de gratidão aos 100 policiais vestidos com armadura antimotim que impediram que a multidão se aproximasse.

In the Paris suburb of Sarcelles, pro-Palestinian rioters broke shop windows and set fires on July 20, 2014. (photo credit: Cnaan Liphshiz)

Incapaz de alcançar a Grandes Sinagoga de Sarcelles, alguns dos manifestantes quebraram vitrines neste pobre subúrbio, onde dezenas de milhares de judeus vivem em meio a muitos muçulmanos. Eles incendiaram dois carros e atiraram uma bomba incendiária em uma sinagoga menor, que foi levemente danificada.

"Cantamos para agradecê-los, mas também para lembrá-los e a nós mesmos que somos cidadãos franceses de igualdade de direito e segurança", disse Eliyahu, um membro da Liga de Defesa Judaica da França, ou LDJ, que concordou em ser identificado apenas pelo primeiro nome.

Foi o nono ataque em sinagogas na França desde que Israel lançou a Operação Borda de Proteção em Gaza, há duas semanas. Para Eliyahu e muitos outros judeus franceses, os ataques têm contribuído para uma crescente percepção de que, apesar dos esforços extraordinários de autoridades francesas para protegê-los, os judeus franceses precisam confiar principalmente em si para a sua defesa.

"Os policiais estão aqui agora, mas amanhã vai ser só nós e os árabes", disse Serge Najar, um líder da comunidade local.

Autoridades francesas têm sido vigorosas em suas condenações de ataques recentes, com o presidente François Hollande jurando não permitir que a violência no Oriente Médio se espalhe pelas ruas da França, e o primeiro-ministro Manuel Valls prometeu punir severamente os ataques antissemitas.

Protesters run as they clash with police near the Barbes-Rochechouart aerial metro station prior to the departure of a demonstration, banned by French police, in Paris on July 19, 2014. (photo credit: AFP/Jacques Demarthon)

Mas enquanto eles são gratos pelo apoio do governo, muitos judeus franceses não têm confiança na sua capacidade de protegê-los. Bernard Cazeneuve, o ministro do Interior francês, proibiu temporariamente os protestos contra Israel, na semana passada, por preocupação com a ordem pública, mas a proibição foi ignorada por milhares que protagonizaram protestos não autorizados de qualquer maneira.

"Eu quero ter toda a confiança de que as autoridades possam garantir a segurança da comunidade mas, infelizmente, eu não tenho", disse Yves Victor Kamami, membro do conselho executivo do CRIF, o grupo guarda-chuva das comunidades judaicas francesas. Kamami sugeriu que as empresas de segurança particulares ajudem a proteger sinagogas durante períodos de agitação.

Neste clima, não parece estar crescendo o suporte para LDJ, um grupo controverso com uma história de vigilantismo e violência que tem sido fundamental para os recentes esforços para lutar contra ataques nas sinagogas francesas.

Martine Cohen, socióloga especialista em judaísmo francês, disse que a atividade da LDJ aumentou devido à "escalada de ataques antissemitas que visam judeus, supostamente para as ações de Israel", embora ela ressaltou que LDJ continua a ser um pequeno movimento que empalidece em comparação com a ameaça representada por manifestantes pró-palestinos.

"Eu costumava dizer aos meus netos para se concentrarem nos estudos e ficar fora de problemas, mas agora eu convido-os a participar da LDJ e defender nossas sinagogas contra a escória", diz Victor Sofer, um barbeiro que trabalha no 10º Arrondissement , área fortemente judaica de Paris.

"Os árabes possuem as ruas agora", disse Sofer. "Precisamos fazê-los perder o apetite para mexer com a gente se quisermos sobreviver aqui. LDJ é a nossa Cúpula de Ferro".

O líder do LDJ, um homem que se identificou apenas como Amnon, disse que ele também está sentindo uma mudança de atitudes em relação a seu grupo.

De fato, apenas alguns meses atrás, o CRIF advertiu os judeus para não tomar a lei em suas mãos depois de uma suspeita de represália do LDJ contra os árabes nas ruas de Paris. Mas, na semana passada, o CRIF defendeu as ações dos jovens combatentes judeus, muitos deles da LDJ, que em 13 de julho estavam em uma briga de rua em massa com os manifestantes anti-Israel fora da Sinagoga de La Roquette, em Paris.

"Foram justificadas as ações dos jovens em frente à sinagoga", disse o presidente da CRIF, Roger Cukierman. "O LDJ tem seus aspectos problemáticos, mas agora não é o momento para discuti-los. Temos problemas mais urgentes."

Três judeus foram feridos no combate defronte a Sinagoga de La Roquette, em que 30 jovens judeus de LDJ e outros grupos lutaram contra 200 manifestantes, enquanto seis policiais protegiam os 150 fieis dentro do local. Durante 15 minutos os jovens judeus mantiveram a multidão longe de alcançar as portas da sinagoga até que a polícia de choque francesa entrou em cena. Vídeos dos confrontos mostram os dois membros do LDJ e manifestantes anti-Israel atirando garrafas e até mesmo cadeiras de um lado para o outro.

"Estamos, neste momento, precisando de jovens ativistas da nossa comunidade para complementar a segurança da polícia, não há dúvida", disse Joel Mergui, presidente do Consistoire francês, órgão central da comunidade para os serviços religiosos. "A sua presença em La Roquette pode ter impedido um desastre."

No sábado, Amnon, que está em seus 50 anos, comunicou por telefone com os membros da LDJ e outros grupos sobre uma demonstração na Gare du Nord. Seus colegas estavam realizando fiscalização no comício para fornecer alerta precoce em caso de manifestantes se dirigirem a uma sinagoga.

"Desta forma, podemos nos mobilizar em poucos minutos e salvar vidas, como em La Roquette", disse Amnon.

Um dos membros do LDJ no comício era um homem careca, com seus 50 anos, usando um fone de ouvido Bluetooth e um casaco preto pesado, apesar do calor opressivo. O casaco era acolchoado para proteção contra facadas e para intimidação. "Por tudo o que sei que eu poderia estar enfrentando ", disse ele.

Por telefone, o homem murmurou instruções para uma jovem judia em outros lugares na manifestação.

"Fique segura, e tire fotos discretamente, e somente se você vê a atividade criminosa", disse ele. "E lembre-se de gritar" Palestina livre ".

 

 
 


 

 

 
 

 

HIPOCRISIA DA AGENCIA UNRWA DA ONU DEVOLVE MÍSSEIS AO HAMAS


Pela segunda vez, em menos de uma semana, foguetes foram encontrados em uma escola em Gaza operada pela Agência UNRWA da ONU.

"Hoje, no decurso da inspeção regular de suas instalações, a UNRWA descobriu foguetes escondidos em uma escola na Faixa de Gaza", disse a organização em um comunicado divulgado terça-feira. "Assim que os foguetes foram descobertos, os funcionários da UNRWA foram retirados do local, e por isso são incapazes de confirmar o número exato de foguetes. A escola está situada entre duas outras escolas da UNRWA que atualmente acomodam 1.500 pessoas deslocadas internamente."

Assim como fez da última vez em que os mísseis foram encontrados em uma escola, a UNRWA disse que "fortemente e inequivocamente condena o grupo ou grupos responsáveis ??por esta violação da inviolabilidade das suas instalações no âmbito do direito internacional".



A UNRWA, a agência da ONU encarregada de supervisionar os esforços humanitários em Gaza, disse que imediatamente, "informou as partes relevantes e está buscando todas as medidas possíveis para a remoção dos objetos, a fim de preservar a segurança da escola." A organização prometeu novamente lançar uma "investigação completa sobre as circunstâncias que cercam este incidente."

Autoridades israelenses reagiram furiosamente à descoberta. "Quantas escolas mais terão de ser abusadas por esquadrões de mísseis do Hamas antes da comunidade internacional intervir", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores Yigal Palmor. "Quantas vezes podem virar a cabeça para o outro lado e fingir que simplesmente não veem?"

Quarta-feira passada, a UNRWA encontrou cerca de 20 foguetes em uma escola  sob os seus auspícios, também durante uma inspeção padrão. Um porta-voz da UNRWA disse que a organização deu os foguetes para as "autoridades locais", que respondem ao governo de unidade – Hamas- apoiado e liderado pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.  "De acordo com a prática de longa data da ONU em operações humanitárias, em todo o mundo, os incidentes envolvendo engenhos explosivos não detonados, que poderiam pôr em perigo os beneficiários e os funcionários, são encaminhados para as autoridades locais", segundo o diretor da UNRWA de advocacia e comunicações estratégicas, Christopher Gunness.

Em Jerusalém, tais afirmações são rejeitadas, e até mesmo ridicularizadas, com funcionários cobrando o porque do armamento ter sido devolvido ao Hamas ? "Os foguetes foram passados ??para as autoridades do governo em Gaza, que é o Hamas. Em outras palavras, a UNRWA entregou os foguetes do Hamas que bem podem ser atirados em Israel ", disse um alto funcionário israelense.

Outro alto funcionário apontou que a UNRWA tem uma história de deixar o Hamas utilizar as suas instalações para suas atividades terroristas. "Uma e outra vez, ao longo dos anos, a UNRWA foi abusada por homens armados de diferentes facções terroristas que estão usando as instalações da ONU para armazenar armas, para disparar foguetes, para roubar equipamentos humanitários e para causar danos e incêndio em hangares da UNRWA", disse um alto funcionário do Ministério das Relações Exteriores.

"Contra todas as evidências, a UNRWA se recusa a reconhecer a realidade e pateticamente tenta congraçar-se com o Hamas, fingindo que nada grave aconteceu", disse o alto funcionário. 

O povo de Gaza, e de fato os contribuintes de países que contribuem para o orçamento da UNRWA - incluindo Israel - merecem algo melhor".

 

 
 

POLÍTICOS NA IRLANDA FAZEM MANIFESTAÇÃO ANTI-ISRAEL


A Irlanda é conhecida por sua postura pró-palestina, mas com a eclosão da Operação Borda de Proteção, há duas semanas, alguns políticos irlandeses estão cada vez mais estridentes em sua retórica e as ações anti-Israel.

Na sessão final do Dáil, a câmara baixa do Legislativo da Irlanda, antes do recesso de verão, na semana passada, o líder do partido Sinn Fein, Gerry Adams relatou o que os críticos têm chamado de "golpe publicitário" pró-palestina. Adams pediu a seus colegas parlamentares para se juntarem a ele em pé por um minuto de silêncio em solidariedade com "o povo de Gaza e o Oriente Médio." Ele não fez nenhuma menção específica dos cidadãos de Israel.

Como pode ser visto a partir de um vídeo filmado no Dáil, os membros da câmara acederam ao pedido de Adams. Alguns também levantaram pequenos cartazes da bandeira palestina.


Pro-Gaza 'die-in' protest in Dublin on July 19, 2014. (YouTube screenshot)


"A bandeira palestina no parlamento foi uma desgraça. Nenhuma outra bandeira que não seja a bandeira irlandesa deve constar no parlamento irlandês", disse Barry Williams, fundador da Irish4Israel, um grupo de base irlandês pró-Israel.


Irish4Israel founder Barry Williams on a recent visit to Haifa. (Courtesy)


"As coisas estão definitivamente mais quentes no momento", disse ele. "Os políticos estão tentando superar um ao outro em termos de ser anti-Israel. Este é um país muito pró-palestina, assim ninguém fica chocado, mas as coisas estão ficando mais desagradáveis."

Williams propôs ao conselho da cidade de Dublin aprovar uma moção para conclamar Israel para acabar com seus ataques a Gaza e para levantar o bloqueio ao longo da faixa costeira. O movimento também incluiu um apelo para que o governo irlandês pressione por um embargo de armas contra Israel.

"Normalmente, estes tipos de movimentos são 75 por cento pró-palestina, com um gesto simbólico feito em apoio a Israel. Agora não há nenhum reconhecimento ou apoio a Israel", observou ele.


Gerry Adams (bottom left) leads a minute's silence for Gaza in the Irish parliament (Belfast Telegraph screenshot)


Um protesto em solidariedade a Gaza com a presença de milhares de pessoas aconteceu em Dublin, no sábado passado. Enquanto bandeiras palestinas foram acenadas pelos manifestantes, uma foto publicada no The Journal mostra que uma bandeira de Israel foi queimada por alguns deles em frente à embaixada de Israel.

O protesto, organizado pela Campanha de Solidariedade Irlanda Palestina, parece ter sido o maior da capital irlandesa nos últimos anos.

Williams, entretanto, mantém um olho sobre o que vem acontecendo em Londres, Paris e outras cidades européias.

"Eu tenho muita fé na polícia da Irlanda, mas estou preocupado com o anti-Israel e com a violência antissemita transbordando pelo nosso país", disse Williams.


 
 



 

 
 

MANIFESTAÇÕES SOBRE O CONFLITO EM GAZA AGITAM HOUSTON NO TEXAS


Cerca de 900 manifestantes pró-palestinos se reuniram numa das estradas mais movimentadas de Houston, no domingo passado, para protestar contra o conflito na Faixa de Gaza durante a Operação Borda de Proteção.

Vestindo kaffiyehs e hijabs, e envoltos em bandeiras palestinas, eles se alinharam em ambos os lados da Westheimer Road, em frente à Galleria enquanto seguravam cartazes incendiários.

Apesar de uma forte presença da polícia a cavalo, a comunidade judaica fez uma exibição pobre no lado oposto da estrada, com não mais de uma dúzia de manifestantes agitando bandeiras israelenses.

Asaf Golan, um dos fundadores da Rede de Houston, uma organização dedicada à defesa de Israel que combate a comunidade antissemita local, estava presente no lado israelense da manifestação de domingo.


Anti-Israel rally in Houston, Texas, July 20, 2014. (Miriam A. Shaviv/The TImes of Israel)


"Descobrimos um comício no último minuto e reunimos tantas pessoas quanto o que podíamos para combater", disse ele. "Nós usamos um megafone e bandeiras israelenses. No início, a polícia não queria nos deixar lá porque não tínhamos uma licença. 

"A polícia no Texas é muito nervosa e manteve os dois lados bem separados. As varas das bandeiras, por exemplo, não podem ser mais espessas do que um dedo. Se são longas, não podem ser mais espessas do que a metade de um lápis para que as pessoas não utilizem como uma arma. 

A assessoria de imprensa do Departamento de Polícia de Houston não foi informada do comício, dizendo: "Eles nunca nos enviaram notificação sobre isso. Mas eu vi no noticiário." Depois, oficiais confirmaram a participação de cerca de 900 pessoas.

O rabino Barry Gelman, rabino de UOS, a maior sinagoga ortodoxa em Houston, afirmou que ele "não tinha idéia" desse comício nesse local. A manifestação pró-Israel, no entanto, está prevista para esta sexta-feira (25/7), no mesmo cruzamento.

Golan, que é o organizador do comício com a Rede Houston, disse que está esperando uma grande afluência.

"Os árabes vão estar lá em grande número para Al Quds Day e estamos esperando o maior número de pessoas que pudermos reunir do outro lado", disse Golan.

A comunidade judaica em Houston tem aproximadamente 50.000 pessoas.



 
 


 

 

 
 

MANIFESTAÇÃO PRÓ-ISRAEL NO TIMES SQUARE DE NOVA IORQUE

Milhares de pessoas se reuniram no domingo passado, no Times Square em Nova York, para expressar apoio a Israel em sua operação militar em curso contra o Hamas na Faixa de Gaza, e para pedir a paz na região.

Cerca de 4.000 pessoas, a maioria da comunidade judaica local, participaram do protesto de solidariedade, entoando slogans pró-Israel e acenando bandeiras israelenses, relatou a CBS News.

"À medida que Israel continua a sua campanha terrestre da Operação Borda de Proteção em Gaza, é mais claro do que nunca que não há espaço para a equivalência moral neste conflito", Eve Stieglitz, um dos organizadores do comício, disse, segundo o site do JP Updates.

"Não há simetria entre uma organização terrorista assassina e um estado moral e democrático que está sob ataque de mísseis e túneis", acrescentou.

"Nós lamentamos baixas em todos os lados, mas a culpa por este ciclo de violência deve ser claramente colocada no Hamas. Se o Hamas se preocupasse mais com o seu povo do que com seus foguetes, haveria paz em Israel hoje."

Uma série de figuras públicas participaram do evento de solidariedade, incluindo o congressista Eliot Engel (D-NY), e Judy Nir-Mozes Shalom, a esposa do ministro de Israel, Silvan Shalom.



Enquanto isso, a vários quarteirões de distância, dezenas de manifestantes pró-palestinos expressaram sua oposição à ofensiva do IDF no enclave controlado pelo Hamas.

"Eles dizem que querem a paz - é o que eu tenho ouvido de seus cânticos", disse Fatin Jarara, um membro dos Direitos Palestinos. "Mas eu não acho que é tranquilo estar matando as pessoas do jeito que eles estão fazendo."



O comício de Nova York veio apenas horas depois que 13 soldados israelenses foram mortos pelo Hamas no bairro da Cidade de Gaza de Shejaiya, na parte norte da faixa. O Ministério da Saúde de Gaza informou que 60 palestinos foram mortos, e centenas foram feridos, na mesma batalha. Fontes militares, mais tarde, disseram que a luta em Shejaiya provavelmente continuará por mais alguns dias.

 

 

 

 

 

 

 

MENSAGENS DE CRIANÇAS DO HABONIM DROR DO BRASIL



 

 

 
 

 

AMEAÇAS A JUDEUS EM CHICAGO


Folhetos que ameaçam a comunidade judaica por causa da operação israelense em Gaza foram encontrados em carros estacionados em um bairro de Chicago.

Os panfletos foram encontrados, no sábado passado, em seis carros no bairro de Pulaski Park, na região Noroeste da cidade, e eles ameaçavam violência se Israel não se retirar de Gaza e acabar com a sua operação na faixa costeira, que começou em 08 de julho, informou o Chicago Tribune.


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A Polícia de Chicago abriu uma investigação e notificou a unidade de crimes de ódio do departamento, de acordo com o jornal.

Os folhetos foram descobertos um dia depois de centenas de manifestantes realizarem uma manifestação no centro de Chicago, incluindo uma representação em que os manifestantes simbolizam os mais de 700 palestinos mortos por Israel na operação em Gaza. Cerca de 30 israelenses, a maioria soldados, foram mortos em um esforço de Israel para parar os foguetes do Hamas e destruir túneis do grupo terrorista em Israel. Cerca de 1.800 foguetes foram disparados contra Israel, e cinco células do Hamas foram frustradas saindo de túneis escavados sob a fronteira Israel a caminho de realizar ataques terroristas.

Os manifestantes, em seguida, mudaram o seu protesto para a frente do Consulado de Israel em Chicago, de acordo com o Tribune.

 

 

 



 

 


CERCA DE 1500 NAS RUAS DE LONDRES EM APOIO A ISRAEL


LONDRES – Os apoiadores de Israel se reuniram para mostrar solidariedade na porta da Embaixada do país, no domingo passado, e o sentimento dominante era: "O Hamas deixou Israel sem escolha." De acordo com dados da polícia, mais de 1.500 participantes pediram paz - e protestaram contra o retrato da mídia neste último surto de violência.



Mas muitos ali tinham assistido a uma manifestação semelhante, mas bem maior num comício na Trafalgar Square, em Londres, a menos de cinco anos atrás, realizado com um pouco mais de esperança.

"Eu quero parar com toda matança", disse Elisheva Klein, 18 anos, cujo irmão está servindo no IDF e que morava em Israel, ecoando o tom dos outros presentes. "Tenho grande amor por Israel, mas precisamos acabar com isto para todos, não apenas para nós mesmos. Ambos os lados querem a paz; não é justo para ninguém que isso aconteça."


London's pro-Israel rally opposite the Israeli embassy, Sunday, July 20, 2014. (Jennifer Lipman/The Times of Israel)


A maioria dos participantes era da grande comunidade judaica de Londres, mas alguns cristãos também estavam presentes. Os motoristas de táxi e ciclistas agitavam bandeiras de Israel e dirigiram para cima e para baixo da Kensington High Street para registrar seu apoio.

Organizado pela Federação Sionista e garantido pela Polícia Metropolitana e a segurança da comunidade, a manifestação foi apoiada por uma série de organizações comunitárias judaicas, incluindo o Conselho de Deputados e a União dos Estudantes Judeus. Entre os presentes estavam o embaixador israelense Daniel Taub, e o ex-prefeito de Sderot David Bouskila. O atual Rabino Chefe Efraim Mirvis foi uma ausência notada.



No meio da tarde, uma sirene soou para "recriar as condições que levaram à Operação Borda de Proteção" e dar aos moradores da Kensington High Street uma ideia da vida sob a ameaça de terror. Com as sirenes, a multidão se agachou sombriamente, um momento marcado apenas por um ativista pró-palestino gritando "vergonha." No geral, no entanto, contra-manifestantes eram poucos e distantes entre si.

Apesar de nenhum político do Partido Conservador governante ter falado, Louise Ellman dos Amigos do Trabalho de Israel fez um apelo público para um fim aos foguetes e para o Governo britânico para trabalhar por um cessar-fogo negociado "para que civis inocentes, sejam israelenses ou palestinos, possam viver." Ela falou do número absolutamente trágico de mortes de civis, mas estava claro que a responsabilidade, em última instância, pertencia ao Hamas.



Outros concordaram, reconhecendo o crescente número de vítimas, mas enfatizando que Israel tem o direito de autodefesa.

"O Hamas não está deixando Israel com outra opção senão retaliar," disse Vivien Wineman Presidente do Conselho de Deputados. "O inimigo comum de Israel e os palestinos é o Hamas."

"É claro que queremos um fim a isso", disse Steven Roston, de Hertfordshire, que disse que a crescente ofensiva terrestre israelense foi preocupante dado o potencial de perda de vidas. Mas ele enfatizou que era essencial para Israel.

Elizabeth Rowan, uma cristã que apoia Israel, criticou a mídia por ignorar por que Israel lançou a mais recente ofensiva.

"Eles não falam a verdade sobre o que está realmente acontecendo", disse ela. "Eles não entendem que eles estavam em uma posição semelhante que eles gostariam de proteger sua terra natal, os seus filhos. Eles não parecem entender que Israel quer a paz e que o Hamas é uma organização terrorista."

 

 
 


INTELECTUAL BRASILEIRA RESIDENTE EM ISRAEL ESCREVE CARTA A AMIGA


Myrna Herzog


Carta a uma amiga de escola, sobre o conflito no Oriente Médio

Querida Ana Cristina Nadruz,

Na sua página do facebook, você me escreveu uma carta com suas opiniões sobre o atual conflito. Tentei responder à sua missiva na sua página, sem sucesso. O faço através da minha, ponto por ponto, com a esperança sincera de contribuir para o esclarecimento desta situação complexa.

Para você, que mora na zona sul do Rio e não no Oriente Médio, a receita de acabar com a guerra é fácil: o governo de Israel com “uma inteligenzia infalível”, “vai lá, prende os caras, julga, mostra pro mundo e acaba com o drama”.

Parece Ana, que você anda vendo filmes de Rambo demais. Não existe nada infalível – será que você ainda não sabe? Se fosse tão fácil, porque é que o governo de Israel ia deixar a chuva de mísseis continuar a cair aqui? A nossa defesa não é “infalível” e hoje mesmo eu já tive que sair correndo para me abrigar quando soou o alerta vermelho aqui.

Segundo você, “o governo de Israel não tem interesse no fim do conflito . Quer mais terras”.

Pois deixa eu refrescar a sua memória: há quase uma década que Israel saiu unilateralmente de Gaza para as fronteiras de 67 e em troca de NADA. Não deixou nem um soldado, nem um colono, nem um único israelense em Gaza; expulsou seus cidadãos, retirou os seus militares, e cedeu cada centímetro de Gaza aos palestinos. Quero lembrar também que a paz com o Egito, que perdura há décadas, foi obtida mediante a devolução total da península do Sinai, uma área bem maior do que a do Estado de Israel.



Você alega que Israel “bombardeia a esmo, matando civis e crianças indiscriminadamente.” Espero que você tenha lido o depoimento do meu filho Michel Feldman, que serviu o exército como combatente, e relatou o cuidado imenso que Israel toma para não ferir civis e inocentes ao visar alvos militares. Mas Ana, por maior que seja o cuidado de Israel – que não é nem pode ser “infalível” - ele é neutralizado pela política do Hamas de usar os seus civis como escudos (considerada como crime de guerra pela convenção de Genebra).

https://www.youtube.com/watch?v=uzFgIhFKII8

O Hamas é uma ramificação da irmandade muçulmana, que em 2007 assassinou os seus rivais do Fatah e tomou o poder à força. Desde então, a ditadura do Hamas, ao invés de construir um Estado, dedicou-se a transformar Gaza em uma base militar, repleta de armas, com o intuito declarado (na sua constituição, veja na wikipedia) de estabelecer um estado muçulmano em toda a região de Israel e Palestina. Ao invés de construir escolas, hospitais, indústrias, estradas, o Hamas construiu quilômetros e quilômetros de túneis subterrâneos para fazer ataques a Israel, gastou milhões na importação e produção de foguetes, lançadores, morteiros, armas. E deliberadamente os colocou em escolas, hospitais, mesquitas e casas particulares (contrariando a convenção de Genebra), de onde disparam seus mísseis contra nós.

E quando Israel exerce o seu direito, o seu dever de reagir, tem o cuidado e o trabalhão de avisar por meios de panfletos, telefonemas, SMSs e megafones aos civis assentados sobre tais objetivos militares (depósitos de mísseis e armas), que saiam, antes do bombardeio destes alvos militares. Será que dá pra você entender? Surrealista e criminosa é a atuação do Hamas, querendo vítimas a qualquer custo, que insta os civis a desconsiderarem os avisos que poderiam salvar as suas vidas. Assim, escreveu no dia 12 na sua página de Facebook o porta-voz do Ministério do Interior do Hamas, Iyad Al-Buzum: "O Ministério do Interior e da Segurança Nacional exorta o nosso honorável povo em todas as partes da Faixa [de Gaza] a ignorar as advertências [para desocupar áreas perto dos locais de lançamento de foguetes] que estão sendo divulgadas pela ocupação israelense através de manifestos e mensagens de telefone, já que estes fazem parte de uma guerra psicológica destinada a semear a confusão no front, à luz do colapso da segurança do inimigo [Israel] e sua confusão e perplexidade ".



Além de se mesclarem à população inocente, o exército do Hamas usa roupas civis, outro crime de guerra. As leis internacionais da guerra exigem que combatentes se distingam da população civil. Quando os líderes do Hamas escondem soldados ou armas em edifícios civis, não só cometem um crime de guerra (borrar a distinção entre civis e militares), mas convertem a construção civil em alvo militar. Quando o Hamas se esconde atrás de civis, ele não cria para Israel uma obrigação de não disparar; em vez disso, o Hamas se torna responsável pela morte dos civis quando Israel exerce o seu direito de auto-defesa. Uma postagem do Ministério do Interior do Hamas para os ativistas de mídia social, dá claras instruções de chamar sempre os mortos de "civis inocentes" e não postar fotos de foguetes sendo lançados a partir de centros de população civil.

O fato de que o Hamas não possui as mesmas capacidades militares israelenses não torna a resposta de Israel ilegal. Não há absolutamente nenhum princípio de direito militar que exija a defesa através do uso das mesmas armas do agressor. Na verdade, todos aqueles que realmente se preocupam com vítimas civis deveriam ser gratos ao fato de Israel utilizar modernas armas de precisão, que minimizam as baixas civis num conflito urbano. A situação seria bem outra, se Israel reciprocasse com o mesmo tipo de armas do Hamas.



Você fala também do “ódio fomentado na juventude israelense”. Eu moro aqui há 22 anos, meus filhos foram à escola aqui, e não há nada mais longe da realidade. Muito pelo contrário: a educação aqui luta bravamente contra os estereótipos e preconceitos – que existem em todas as sociedades humanas. Mas o mesmo não se pode dizer de Gaza, onde há uma educação para o ódio, para a guerra (as famosas colonias de férias para-militares para crianças). Veja por exemplo, dois clips recentes de programas educativos infantis da TV Palestina, de maio de 2014:

https://www.youtube.com/watch?v=0ORAM-usqhQ&list=PLD94E630BF1C97436

https://www.youtube.com/watch?v=CwxUjKSTm9c&index=2&list=PLD94E630BF1C97436

Você fala de massacre, de genocídio. Ana, pelo amor de Deus: genocídio é o extermínio deliberado de um determinado grupo étnico ou nação. Genocídio foi o de 6 milhões de judeus durante a segunda guerra (entre os quais a maior parte da minha família) que não estavam armados e nem tinham pretensões territoriais de qualquer espécie. Lembro a você que o atual conflito foi iniciado pelo Hamas, que também recusa o cessar fogo. Se Israel pretendesse um genocídio, jogava algumas bombas e pronto. Mas muito pelo contrário, Israel tem feito o possível para salvar as vidas dos pobres palestinos, reféns do Hamas, com avisos, folhetos, telefonemas, e acaba de instalar um hospital de campanha na passagem Erez, para atender aos feridos de Gaza.

Você fala do isolamento de Gaza. Lembro que Gaza fazia parte do Egito, e quando Israel devolveu Gaza junto com o Sinai, o Egito recusou. As atuais exigências do Hamas no atual conflito incluem um levantamento das restrições à circulação de pessoas e bens aonde? No cruzamento Rafiah entre Gaza e … Egito! Porque é que você não protesta contra isto? Contra a recusa do Egito de abrir as fronteiras para a população de Gaza, ex-egípcia??

Mas as palavras massacre e genocídio você reserva pra a gente. E isto, é porque você tem “o maior cuidado em não postar nada que possa ser ofensivo a ninguém”. Pois a parcialidade ofende, Ana e fere. Incita. E demoniza. Em nada ajuda a compreensão do conflito.

Quero deixar claro que sou a favor de um estado palestino. Pagaria até um imposto para ajudar a prosperidade de um estado palestino declaradamente pacífico. Sou contra ditaduras e portanto contra a terrível ditadura do Hamas – contra a qual você também deveria ser. Torcendo para que Israel possa efetuar o mais rápido e com o mínimo de perdas humanas de lado a lado, a neutralização do poderio militar do Hamas, criando condições para que líderes moderados como Abu Mazen possam assumir a liderança e terminar com o sofrimento da população palestina atualmente sob o jugo do Hamas.

À declaração do dia 14 de julho do Ismail Haniyeh, líder do Hamas - “ O inimigo [Israel] cairá através do amor que nossos homens tem pela morte, como eles têm pela vida” - respondo com uma citação do Deuteronômio 30-19: “Coloquei diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida”.

 

 
 

IMPERDIVEL: TV Pampa - A resposta do prof. Jorge Ignácio Szewkies





https://www.youtube.com/watch?v=YKulqTZqacQ&feature=youtu.be

 

 

 
 

 

Desde quando israelenses e palestinos se odeiam?

Guga Chacra

Por que israelenses e palestinos se odeiam tanto? Primeiro, que fique claro, palestinos e israelenses, apesar de divergências, conviviam bem até os anos 1980 e mesmo durante os 1990. Muitos habitantes de Gaza ou de cidades na Cisjordânia trabalhavam em Israel, assim como muitos  israelenses visitavam as cidades e vilas palestinas para passear. Era comum israelenses judeus e palestinos cristãos e muçulmanos serem amigos e colegas de trabalho.

Conforme uma série de especialistas na região começou a frisar nos últimos tempos, esta convivência entrou em colapso com a separação entre os dois lados. No caso de Gaza, é ainda mais chamativo. Qualquer habitante de Gaza com menos de 20 anos dificilmente tem memória do que é Israel. E israelenses com menos de 20 anos entraram nos territórios palestinos apenas em ocupações militares (e, mesmo assim, em um número estatisticamente irrelevante).



Sem esta convivência, as narrativas mais extremistas ganham força. Em Gaza, é fácil para o Hamas demonizar os israelenses porque os jovens palestinos nunca viram um pessoalmente. O contato deles com Israel se dá agora na invasão por terra ou por TVs e posts em redes sociais cadas vez mais radicais. O mesmo ocorre do outro lado. Israelenses não conhecem palestinos de Gaza. O contato deles com o território se dá através dos foguetes lançados pelo Hamas e também por posts radicais em redes sociais (basta ver aqui no Brasil a quantidade de bobagens e mentiras envolvendo o conflito aqui no Facebook e mesmo em grandes jornais).

Quanto maior a convivência, maior a chance de paz. Basta observar como os árabe-israelenses, sejam eles cristãos ou muçulmanos, apesar de críticos de políticas de Israel, convivem bem com os vizinhos judeus e são integrados à sociedade israelense. Eles jamais lançariam foguetes contra Tel Aviv mesmo porque muitos vivem em Jaffa e em outras partes da cidade.

O problema é que a falta de convivência, já no zero em Gaza, tende a crescer também na Cisjordânia, onde o contato dos palestinos com Israel cada vez mais se resume aos colonos, que representam a ala mais radical dos israelenses.

Guga Chacra, comentarista de política internacional do Estadão e do programa Globo News Em Pauta em Nova York, é mestre em Relações Internacionais pela Universidade Columbia. Já foi correspondente do jornal O Estado de S. Paulo no Oriente Médio e em NY. No passado, trabalhou como correspondente da Folha em Buenos Aires.

 

 
 

IMIGRANTES CONTINUAM A CHEGAR A ISRAEL


Dois voos especiais chegaram ao Aeroporto Ben-Gurion de Israel, na quarta-feira à noite, com 430 imigrantes judeus franceses deixando Paris e seus subúrbios. Os voos, organizados pela Agência Judaica para Israel e pelo Ministério da Aliyah e Imigração e Absorção, tinham principalmente famílias, incluindo 195 crianças e 18 bebês.

Apesar da situação de segurança em Israel, dezenas de judeus franceses estarão se mudando para as cidades do sul em Ashdod e Ashkelon. O resto vai viver em comunidades em todo o estado judeu, incluindo 100 em Tel Aviv e 130 em Netanya.

Na quinta-feira, os novos israelenses receberam suas carteiras de identidade israelenses em uma cerimônia festiva em Jerusalém.

Nem um novo imigrante cancelou sua chegada a Israel, apesar do lançamento de foguetes pesados ??da Faixa de Gaza, de acordo com o presidente da Agência Judaica, Natan Sharansky, que estava recepcionando os novos imigrantes, juntamente com a ministra da Aliyah e Absorção de Imigrantes, Sofa Landver.

"A França pode não ter vencido a Copa do Mundo, mas são campeões quando se trata de aliá - a imigração para Israel", Sharansky disse ao grupo, na quarta-feira.

"Mais de 1.000 novos imigrantes de todo o mundo chegaram a Israel durante a Operação Borda de Proteção. Hoje, 430 chegam da França. Nem um único desses novos imigrantes cancelou ou adiou a sua chegada. Bem-vindos à família", disse Sharansky.

A Agência Judaica espera que mais de 5.000 judeus franceses imigrem para Israel até o final do ano. Nos últimos três anos, a imigração judaica francesa aumentou dramaticamente. Em 2013, 3.289 judeus franceses imigraram para Israel em comparação com 1.917 imigrantes em 2012 - um aumento de 60%.

Durante os primeiros seis meses do ano, 2.600 judeus franceses chegaram a Israel, em comparação com 812 no período equivalente em 2012.

Enquanto isso, o Ministério da Aliyah e Imigração e Absorção e da Agência Judaica desenvolveram planos especiais para incentivar a aliá francesa e ajudar judeus franceses a se aclimatarem na sociedade israelense.

Os planos incluem esforços para fortalecer a identidade judaica entre os jovens judeus franceses, expandir programas de experiência de Israel, remover as barreiras burocráticas para o emprego em Israel, e aumentar o número de “shlichim” (enviados) da Agência Judaica na França.

A comunidade judaica na França, a maior da Europa, tem sofrido crescente hostilidade e ataques violentos nos últimos anos em todo o país.

Apenas num domingo, manifestantes pró-palestinos tentaram invadir duas sinagogas de Paris, prendendo 200 fiéis judeus em uma sinagoga, enquanto arremessavam objetos e gritavam slogans antissemitas durante uma manifestação anti-Israel, que deixou três judeus feridos.

 

 
 

ALEMANHA – FRANÇA E ITÁLIA CONTRA ATOS ANTISSEMITAS


Os ministros das Relações Exteriores da Alemanha, França e Itália, disseram que a "agitação antissemita e a hostilidade contra os judeus, os ataques contra as pessoas de fé judaica e contra sinagogas não têm lugar em nossa sociedade", depois de dezenas de protestos em cidades europeias contra a operação de proteção de Israel, algumas das quais se tornaram violentas.

A declaração foi assinada por Laurent Fabius da França, Frank-Walter Steinmeier, da Alemanha, e Frederica Mogherini da Itália.


Os três ministros das Relações Exteriores denunciaram "as declarações antissemitas, manifestações e ataques dos últimos dias", e sublinharam que "nada, incluindo o confronto militar dramático em Gaza, justifica tais ações na Europa. "Eles prometeram usar todas as medidas legais disponíveis para as democracias constitucionais quando o limite de antissemitismo, o racismo e a xenofobia forem ultrapassados."

Eles disseram: "Juntos e em nossos países, vamos fazer de tudo para garantir que os nossos cidadãos possam continuar a viver em paz e segurança e livre de hostilidade antissemita".

Em Nova York, o diretor executivo do American Jewish Committee, David Harris, disse: "No momento em que cânticos que dizem 'Morte aos judeus’ podem ser ouvidos em reuniões públicas nas capitais europeias, alegadamente em protesto contra Israel, as palavras em negrito, em tempo hábil e inequívocas do três chanceleres enviam uma forte mensagem que deve ser abraçada por todos os Estados membros da União Europeia."

Harris disse: "Agora, o desafio será o de traduzir as palavras claras em ações igualmente claras. Ameaças a judeus da Europa ameaçam os valores fundamentais da Europa e o futuro."

Ele acrescentou que a AJC em seus escritórios em Bruxelas, Berlim, Paris e Roma têm pressionado as autoridades locais e regionais sobre "a onda de antissemitismo em vários países europeus."

 

 
 


MULTIDÃO COMPARECEU AO ENTERRO DO SOLDADO ISRAELI-AMERICANO


A mãe, pai, irmã e irmão, de 24 anos, do soldado morto Max Steinberg, embora com os corações partidos, disseram que eles foram aquecidos pela participação popular no funeral de Max, no Monte Herzl. 

"Eu provavelmente não conseguiria ficar aqui e falar sem quebrar-me... sem todo esse amor e todas essas pessoas", disse a mãe de Steinberg, Evie, após a cerimônia de Jerusalém. "É tão grande e tão incrível."


Estimativas da mídia israelense dizem que estavam presentes no funeral entre 25.000 e 35.000 pessoas. Era difícil dizer com certeza: Cabeças em boinas do exército e kippot se estendiam até onde qualquer um poderia ver, de volta para as montanhas do cemitério. Foi neste mesmo local, em uma viagem da Birthright, em 2012, que Steinberg percebeu o túmulo do soldado solitário americano Michael Levin e começou a considerar uma carreira no IDF.

 


Steinberg foi um dos sete membros da brigada de elite Golani mortos, quando seu tanque passou por cima de um explosivo que havia sido colocado nas ruas de Shujaya, no leste da Cidade de Gaza. Era 20 de julho, a terceira noite da operação terrestre atual de Israel para acabar com a infra-estrutura terrorista na Faixa de Gaza, e a noite mais mortal do conflito para ambos os lados: Cerca de 60 palestinos e 13 soldados israelenses foram mortos.

Esta manhã, por volta das 11h30, o caixão de Steinberg foi silenciosamente colocado na terra no Monte Herzl e coberto de terra por seus colegas soldados Golanim. Cada um dos membros da família de Steinberg, em seguida, disse suas palavras finais para ele, lutando para conterem as lágrimas.

"Como eu olho em volta, agora, eu estou em êxtase", disse a irmã Paige, 20. "Eu nunca pensei que eu estaria aqui com tantas pessoas que entendem como você é corajoso."

Despedidas da família foram seguidas por discursos emocionados do embaixador dos EUA em Israel, Dan Shapiro, ex-embaixador israelense nos EUA, Michael Oren, Nir Barkat prefeito de Jerusalém, Dov Lipman membro do Knesset (parlamento) e muitos mais.

Depois da shiva, os Steinbergs foram muito bem atendidos numa sala de conferências no Jerusalém Crowne Plaza Hotel.

Primeiro, o secretário de Estado dos EUA John Kerry, que estava numa viagem ao Oriente Médio para encorajar um cessar-fogo entre Gaza e Israel, e foi ao hotel para demonstrar seus respeitos à família Steinberg. Ele imediatamente expressou sua admiração por seu filho mais velho ter ido para Israel: "É só uma enorme declaração sobre um jovem encontrar um lugar que ele estava tão apaixonado, e dando tudo de si, colocando-se na linha de frente", ele disse. "É uma história incrível."

 


Kerry entrou e saiu do quarto rapidamente, cercado por homens de preto e recusando-se a responder todas as perguntas da imprensa. Mas ele passou uma parte significativa do tempo - considerando sua agenda apertada e urgente - conversando com Evie e Stuart sobre o seu filho, e com Paige e Jake sobre sua relação com seu irmão e seus próprios planos na vida.

 

 
 

Comunidade do Facebook reúne 'selfies' de israelenses em bunkers


Desde o início da ofensiva de Israel na Faixa de Gaza, um grupo de israelenses posta diariamente no Facebook fotos dos momentos em que as sirenes de alerta antibombas são disparadas e eles precisam se dirigir aos abrigos subterrâneos, construídos em todas as edificações do país. Em uma comunidade, a "Bomb Shelter Selfies", ou "Selfies em Abrigos Antibombas", mais de 1.600 pessoas compartilham imagens de famílias reunidas e colegas de trabalho sorrindo juntos nos bunkers.

A página começa com um aviso de um dos organizadores dizendo que o grupo está "tentando se manter são nessa guerra louca" e que as imagens são "uma maneira de expressar nossa sobrevivência enquanto foguetes são [felizmente] abatidos ao nosso redor". Desde 8 de julho, o grupo palestino Hamas já lançou mais de mil e oitocentos foguetes contra Israel, sendo que os dirigidos a centros populacionais é eliminada pelo poderoso sistema de escudo antiaéreo do país.

Dois selfies registrados no grupo aberto do Facebook. O da esquerda 'Outro momento divertido em nosso abrigo rosa' e no da direita lê-se 'Obrigada, Hamas, por fazer da troca de fraldasuma aventura' (Foto: Reprodução/Facebook)


Dois selfies registrados no grupo aberto do Facebook. O da esquerda 'Outro momento divertido em nosso abrigo rosa' e no da direita lê-se 'Obrigada, Hamas, por fazer da troca de fraldasuma aventura' (Foto: Reprodução/Facebook)

Uma das organizadoras da página, a diretora de marketing Sara Eisen, de 41 anos, explicou que a ideia era fazer com que seu filho não tivesse medo do momento de ir ao abrigo e também avisar ao amigos de fora de Israel que eles estavam bem.

"É assustador, mas sentimos que nosso governo nos protege, então nos sentimos seguros na maioria das vezes. Fico triste que as pessoas em Gaza não tenham a mesma proteção do seu governo e, ao contrário, sejam usadas pelo Hamas como escudo", disse Sara, que não conhece ninguém na Faixa de Gaza.

Entre as imagens, em sua maioria de pessoas sorrindo, há posts que "agradecem" ao Hamas pelo "encontro", outros que mostram famílias todas de pijama ou com roupas de banho.

"Odeio essa guerra, mas não sei se temos opções. O Hamas construiu um sistema de túneis igual ao metrô de Londres para poder sequestrar israelenses e guardar armamentos. Eles poderiam usá-los de abrigo, mas claro que não o fazem, eles mandam seus cidadãos para o telhado. E eles só estão sendo bombardeados porque o Hamas lança foguetes em civis. Tantos mortos, tão triste", disse Sara.

 

 
 


PAPA FRANCISCO TRANSMITE MENSAGEM DE PAZ


CJL organiza o 7º Encontro de Parlamentares e participa do 20º Aniversário do Atentado à Amia

“Não podemos viver em uma sociedade sem Justiça”.  Assim expressou o presidente do Congresso Judaico Latino-Americano, Jack Terpins, no início das atividades pelo 20º aniversário do atentado contra a Amia- Associação Mutual Israelita, localizada em Buenos Aires, Argentina, e que foi antecedida pela realização do 7º Encontro de Parlamentares Latino-Americanos, organizado pelo CJL.



Terpins encabeçou uma delegação de dirigentes da América Latina  para acompanhar a Argentina nesse pedido por Justiça, daí a importância do Encontro de Parlamentares dos países da América Latina, reunido para debater sobre como se pode prevenir que volte a ocorrer o que houve em  Buenos Aires, quando em 18 de julho de 1994, 85 vidas foram exterminadas pelo terrorismo.“Este 7º Encontro de Parlamentares é um instrumento de trabalho conjunto de governo e sociedade civil para ver como podemos contribuir no combate ao terrorismo”, agregou Terpins .

Durante o Encontro de Parlamentares foram exibidos vídeos sobre o atentado à Amia, outro com mensagens de mandatários de diferentes países e, no qual o Brasil esteve representado pelos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio ‘Lula’ da Silva condenando o terrorismo,  e foram ouvidos os testemunhos de Daniel Pomerantz, sobrevivente, e Luis Cichewsky, familiar de uma das vítimas, somados às palavras da  Dra. Marta Nercellas, que discorreu sobre o estado da investigação do caso Amia, e foi aberto um espaço para perguntas e pronunciamentos dos presentes.

Paralelamente, aconteceu o Ato Central da Juventude da Amia, no qual foi mostrado o filme sobre o movimento #1MinutopelaAmia, e apresentado esse  trabalho por Fabio Szperling, membro de Novas Gerações –Brasil do Congresso Judaico Latino-Americano.



No Encontro, os participantes foram convidados a assinar uma declaração contra o terrorismo. Finalizando o evento, todos assistiram a mensagem enviada pelo Papa Francisco, também divulgada ao término do Ato em Memória às Vítimas da Amia (a mesma se encontra disponível no site do Congresso Judaico Latino-Americano  - www.congresojudio.org.ar).

A celebração do 20º aniversário do atentado contra à Amia aconteceu com a participação de sobreviventes, familiares das vítimas, lideranças comunitárias judaicas e políticos vindos de países como Brasil, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai, no mesmo horário  (9h53), e local em que o carro-bomba explodiu, na sede reconstruída da entidade

A delegação brasileira foi encabeçada pelo presidente do CJL, Jack Terpins, e teve como membros o vereador Valter Nagelstein (PMDB-RS), e membros do grupo de Novas Gerações do CJL, Fabio Szperling, Leslie Sasson Cohen e Silvia Perlov.

 

 
 

CONEXÃO RIO-MIAMI

Por Nelson Menda – Miami - EUA

O REENCONTRO

Muitas pessoas não conseguem suportar o sofrimento provocado pelo distanciamento do torrão natal. Outras, ao contrário, superam o trauma provocado pelo rompimento do cordão umbilical e acabam se beneficiando com a descoberta de realidades distintas daquelas a que estavam acostumadas. A primeira ruptura costuma ser a mais dolorosa, mas depois dela fica cada vez menos complicado fazer as malas e cair na estrada. Falo por experiência própria, pois já passei por esse processo uma porção de vezes, desde a saída da casa paterna, em Porto Alegre, lá se vão algumas décadas, até o recente pouso em Miami, com direito a escalas em Santa Maria, no Rio Grande do Sul e também na Cidade Maravilhosa. Pois foi justamente na Flórida, para minha surpresa, que acabei encontrando um ramo até então desconhecido da minha própria família.

Vou explicar melhor. Meus avós paternos tinham saído de Lule Burgás, na Turquia, com destino ao sul do Brasil no final de 1926. Vinham a convite de um parente próximo, proprietário de um movimentado estabelecimento comercial na capital gaúcha que precisava do auxílio da família para tocar o negócio que, por sinal, ia de vento em popa. A viagem marítima tinha sido longa e cansativa,  desde Marselha, na França, até o Rio de Janeiro e o casal, acompanhado por seis filhos menores, enjoou prá valer.                           

Como todos os imigrantes, tiveram de passar por um período de quarentena na Ilha das Flores até que obtivessem permissão para o desembarque no Rio.



Hospedaria para Imigrantes na Ilha das Flores, a Ellis Island brasileira


Tinham saído da Europa em dezembro de 1926, debaixo de um frio rigoroso, chegando ao Rio em pleno verão e, mais do que isso, na própria semana do Carnaval. Da amurada do navio, atracado na Praça Mauá, os recém-chegados contemplaram, curiosos, a passagem de um bloco de sujos em que os homens envergavam espalhafatosos trajes femininos. Um dos componentes do grupo,  um jovem sefaradi conhecido por seu temperamento brincalhão, captou o espírito da coisa e implorou à minha avó, em ladino: “Un vestido, Marí, un vestido”. Colocou às pressas a peça do vestuário por cima da própria roupa, improvisou com duas laranjas um par de seios postiços, desceu do navio e caiu direto na folia.  Tinha virado brasileiro.



Praça Mauá - Rio


Ao chegar a Porto Alegre, todavia, meus avós tiveram uma desagradável surpresa. O parente havia perdido o estabelecimento comercial na véspera, em uma mesa de jogo. O remédio era procurar trabalho, pois eram oito as bocas para sustentar e o ladino, nessa hora, pela semelhança com o português, ajudou bastante.


MENDAS & MENDAS


Um  outro ramo dos Menda já tinha migrado, alguns anos antes, da Turquia, em busca de melhores oportunidades. De Istambul, onde possuíam uma fábrica de meias para senhoras, tinham optado por se transferir para a Itália. Mais precisamente, Milão, cidade que abrigava um florescente parque industrial. Mussolini tinha conseguido, segundo suas próprias palavras, “colocar  ordem no país”. Esses parentes desfrutavam de uma situação confortável e aproveitavam a proximidade com a Suíça para ir e vir, nos finais de semana, de carro, aos cassinos do país vizinho pois, como sefaradis que se prezavam, também eram fãs de um bom carteado. As leis antissemitas estavam sendo implantadas, pouco a pouco, na Itália fascista. As crianças judias estavam proibidas de frequentar escolas públicas? Não tinha problema, estudava-se em casa, com professores particulares. Foi vedado aos israelitas vender seus imóveis? A solução seria permutá-los por outras propriedades, preferencialmente no exterior.


Milão - Itália


E assim os Menda de Milão, de uma hora para outra, conseguiram trocar a fábrica de meias por um hotel em Argel. Não que pretendessem se transferir para a Argélia ou gerir um estabelecimento hoteleiro naquela colônia francesa, mas foi o negócio que permitiu preservar, pelo menos momentaneamente, o patrimônio familiar. Não era difícil, todavia, prever o que viria a seguir, pois as nuvens da guerra já despontavam no horizonte. Promoveram uma reunião de família e decidiram que estava na hora de sair do país, enquanto existissem condições para isso. Lotaram o carro e cruzaram, pela última vez, a fronteira da Itália com a Suíça. Os guardas aduaneiros, que já os conheciam das viagens de fim de semana, ficaram intrigados com a quantidade de malas que conduziam. A antiga amizade e algumas providenciais barras do mais puro chocolate suíço acabaram por convencê-los de que seria uma viagem de férias, apenas um pouquinho mais prolongada. Dessa vez não pararam em nenhum cassino, cruzando o território suíço e embicando direto no rumo de Paris. Corria o ano de 1938, a guerra estava por um fio e foi preciso permanecer por nove angustiantes meses na capital francesa, batendo na porta de diferentes representações consulares até obter um providencial visto de entrada em Cuba. Que só foi emitido porque eles se comunicavam em ladino, ou seja, os Menda foram os únicos seis passageiros do Flander’s, navio francês lotado de refugiados judeus, que conseguiram desembarcar em Havana. Isso em maio de 1939, apenas quatro meses antes da invasão nazista da Polônia, que deu início à Segunda Guerra.



Ezra Menda em seu apartamento de Kendall

 

Quem relatou esses fatos foi o Sr. Ezra Menda, na lucidez de seus 85 anos e dono de uma memória privilegiada, em seu apartamento de Kendall, na Grande Miami. Era um menino à época, mas lembrou com precisão os momentos de tensão e medo que ele e o restante de sua família – ou melhor, da minha própria família – tinham passado e, felizmente, conseguido superar. Lamentàvelmente, para seis milhões de judeus o final foi completamente distinto. Se eu não tivesse vindo a Miami provavelmente jamais teria tomado conhecimento dessa pungente história que envolveu parentes diretos e até então desconhecidos. E que não terminou por aí, pois alguns anos depois uma nova forma de tirania ameaçou os Menda da ilha caribenha, mas isso já é pano para outra manga... 

nmenda@hotmail.com

 

 
 


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Jornalista Responsável:
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Colaboradores Internacionais: Jerusalém - Daniela Kresch, Budapeste - Judith Klein, Miami - Fernando Bisker, Miami - Nelson Menda
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