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  Edição 378    Diretor / Editor: Osias Wurman Segunda, 13 de outubro de 2014

 

MANCHETES DE ÚLTIMA HORA

 

 

As mulheres têm permissão para dançar com um rolo da Torá no feriado de Simchat Torah, segundo declaração de uma organização rabínica nacional de Israel. A organização Beit Hillel postou a informação religiosa em seu site. A decisão também incentiva sinagogas para serem mais inclusivas aos idosos, aos jovens e às pessoas com deficiência física durante a celebração do feriado, que inclui sete circuitos dos rolos da Torá, com canto e dança. Na comunidade ortodoxa mulheres geralmente não têm permissão para ler a Torá ou segurar um rolo da Torá. "As mulheres que consideram isto como importante são permitidas a dançar com um rolo da Torá, ou em torno de uma Torá que esteja em uma mesa no meio da dança," segundo o novo decreto religioso. "Na nossa geração, muitas mulheres são parceiras ativas em orações e nas classes de estudos, assim como elas são ativas em outras partes da vida da comunidade. ... Se a participação das mulheres em Simchat Torah ficar restrita a apenas observar a dança da seção separada para as mulheres, ou servirem apenas para organizar as mesas para kiddush, então esta será uma triste realidade. " A decisão também recomenda outras ideias para envolver mais as mulheres nas celebrações Simchat Torá, incluindo a designação de uma mulher como a Kallah Torah, ou noiva da Torá, da mesma forma como um homem é designado como o Chatan Torá, ou o noivo da Torá, e certificar-se de que há espaço suficiente para a dança das mulheres, bem como consultar as mulheres sobre as músicas que serão cantadas.

 


 

O Monte do Templo foi fechado aos visitantes não muçulmanos enquanto cerca de 80.000 fiéis judeus visitavam o Muro das Lamentações para as orações de Sucot. A polícia apertou o cerco da segurança na Cidade Velha de Jerusalém, no domingo, acrescentando patrulhas extras e fechando as principais ruas ao redor da área para o tráfego. Na sexta-feira, a Polícia de Israel restringiu a entrada de homens muçulmanos ao Monte do Templo para aqueles com mais de 50 anos de idade, em resposta a distúrbios no local santo, dois dias antes. Quatro policiais ficaram feridos durante a violência e pelo menos cinco manifestantes foram presos, segundo a polícia de Israel. As dezenas de milhares de fiéis judeus de Israel e do exterior se reuniram no Muro das Lamentações para o tradicional Bircat Cohanim, ou oração da bênção sacerdotal. Cerca de 300 Cohanim levantaram as mãos na bênção especial, de acordo com o escritório do rabino do Muro das Lamentações. Orações especiais para a segurança e bem-estar dos soldados israelenses e das forças de segurança também foram recitadas. Na noite de sábado, o metrô de superfície de Jerusalém foi atacado na parada perto da aldeia árabe de Shuafat, em Jerusalém Oriental. Em pelo menos cinco ataques com pedras, as janelas dos vagões do trem foram danificadas. O objetivo dos ataques era colocar os carros fora de serviço, o que iria atrasar o serviço ferroviário durante o feriado de Sucot, um de seus momentos mais movimentados do ano.


 


O feriado de Sucot, a festa das cabanas, leva os judeus a viverem em "tendas" - homenagem às habitações temporárias de seus antepassados enquanto vagavam pelo deserto, durante 40 anos. Embora muitos apartamentos de Manhattan tenham espaço ligeiramente maior do que as cabanas originais, mesmo assim, o teto do apartamento é adaptado com galhos verdes do Central Park, não podendo ser qualificado como uma verdadeira sucá. Um estudante de Yeshiva Brooklyn, do movimento hassídico Chabad Lubavitch, tomou para si a garantia de que todos os nova-iorquinos pudessem observar a tradição do feriado. Levi Duchman, 21, é o inventor do pedi-sucá, um triciclo com uma sucá móvel conectado à parte traseira. Embora pequeno, cada sucá atende todos os requisitos haláchicos. Durante os dias que antecederam Sucot e durante Hol Hamoed, Duchman diz que gastou 12 horas por dia sobre a pedi-sucá, pedalando em torno de Brooklyn e Manhattan, e levando os novaiorquinos para dentro de sua sucá para dizer uma bênção. "É a melhor coisa para ver a reação das pessoas, e para dar às pessoas em Nova York a oportunidade de se envolver com o feriado", disse Duchman. "Recebemos um monte de sorrisos e imagens, e muito positivo, até mesmo da polícia." Às vezes as pessoas pedem para fazer um passeio na sucá, o que obriga fazer viagens curtas. Entre o custo dos materiais e do próprio triciclo, o custo é de cerca de US$ 2.000. Mas Duchman cobra exatamente o que lhe custa. "Não é um negócio", disse ele. "É uma maneira de difundir o conhecimento. Baruch Hashem."

 

 

Um e-mail citando a lei judaica como base para uma possível defesa para o presidente Bill Clinton, durante o caso Monica Lewinsky, foi divulgado na sexta-feira pelo Arquivo Nacional. "De acordo com a lei judaica clássica, o presidente Clinton não cometeu adultério; adultério é definido como um homem casado ter relações sexuais com uma mulher casada, e Monica Lewinsky é solteira". Esta mensagem foi enviada ao assessor de política doméstica para Clinton ler, detalhando a defesa produzida em Dartmouth College pelo professor de estudos judaicos, para o presidente Clinton, de acordo com o New York Post . O e-mail, enviado em 27 de janeiro de 1999, chegou ao conselheiro da Casa Branca Sidney Blumenthal. "Na pior das hipóteses, o presidente Clinton é culpado do pecado comum de onanismo, um pecado que provavelmente aflige a consciência da maioria dos homens judeus em um momento ou outro," a missiva continuou. "Do ponto de vista da história judaica, temos que perguntar como os judeus poderiam condenar o comportamento do presidente Clinton como imoral, quando exaltam o Rei Davi?" Segundo a professora Susannah Heschel, filha do rabino teólogo Abraham Joshua Heschel, o "Rei Davi teve o marido de Batsheva, Urias, provocativamente assassinado. Enquanto David foi condenado e punido, ele nunca foi lançado fora do trono de Israel. Pelo contrário, ele é exaltado em nossa memória judaica como o unificador de Israel." O e-mail é parte de um lote de registros que podem lançar luz sobre os capítulos dolorosos na vida de Hillary Rodham Clinton, quando ela pondera outra candidatura à presidência.

 

 

Seis israelenses conquistaram o recorde mundial de revezamento em águas abertas depois de nadar 380 km de Chipre até Israel, num desafio que também inclui destacar a poluição dos oceanos. Um dos obstáculos que enfrentam ao nadar, a partir da ilha do Mediterrâneo para a costa israelense, foi a proliferação de sacos de plástico flutuante. Os homens, com idades entre 42-66, deixaram ao meio-dia de domingo a cidade resort cipriota de Paphos, acompanhados por uma embarcação de apoio que também estava equipada para documentar sua façanha para o Guinness Book of World Records. Seus olhos estavam no recorde de 366 km realizado pelos norte-americanos, segundo disse o nadador Oded Rahav aos jornalistas em Herzliya. O nadadores israelenses (da esquerda para a direita) Ben Enos, Luc Chetboun, 46, Ud Erel, 66, Ori Sela, 41, Doron Amosi, 45, Oded Rahav, 43, chegaram em Israel após a tentativa de quebrar o recorde mundial e do mundo para o Guinness, como recorde de maior mergulho no mar aberto e de sensibilizar o mundo para a proteção do mar. Os homens haviam feito uma tentativa anterior no registro do ano passado, mas uma tempestade obrigou-os a abandoná-lo no meio do caminho. Desta vez, além de água-viva, golfinhos curiosos e as temperaturas da água um pouco fria para quem usava apenas sunga, o principal obstáculo era uma praga de sacos de plástico boiando no oceano. "Para nadar através de sacos de plástico é humilhante e intolerável", disse um deles. "O mar deve ser um santuário para todos e conservado por todos".


 


A visão incomum de judeus ortodoxos vigiando as ruas de um bairro de Londres, depois de escurecer, tem chamado a atenção de moradores que se mostram agradecidos, mas a proteção contínua dos muçulmanos locais tem sido visto como um combate global ao crime. O trabalho dos religiosos "Shomrim"  chamou a atenção do secretário de Estado americano John Kerry, que elogiou a "coragem notável" do grupo de patrulha de bairros. Os membros da comunidade judaica Haredi em Stamford Hill formaram o grupo - nomeado segundo a palavra iídiche para guardas - em 2008, em resposta aos altos níveis de criminalidade. A polícia inglesa temia, inicialmente, a vigilância dos religiosos, mas agora tem cooperado estreitamente com os voluntários que já ajudaram em 197 prisões no ano passado e ainda prenderam o "mais procurado ladrão" da área.





Osias Wurman
Jornalista


ZIGUE-ZAGUE PALESTINO

Por que a liderança palestina insiste em tentar encurralar o Estado de Israel através de iniciativas diplomáticas unilaterais?

Por que os palestinos não sentam, de forma séria, e reconhecem o direito de Israel existir em fronteiras seguras, sejam elas antes, depois ou em cima da dita linha verde?

De que adiante este ZIGUE-ZAGUE em órgãos internacionais que NUNCA trouxeram qualquer evolução ao status do povo palestino?

Por que insistir, como carro chefe, com o tema assentamentos se antes de 1967 estes não existiam, nem a paz?

Sharon retirou os israelenses de Gaza, em 2005, e instalou-se na região um grupo de terroristas que expulsou o presidente da AP, em 2007, e logo após iniciou o lançamento de foguetes contra os civis em Israel.

Seria mais fácil para Mahmoud Abbas tentar convencer seus “parceiros” do Hamas a aceitar a existência de Israel e caminhar para o desarmamento de Gaza.

A mais recente guerra deixou mortos, feridos e uma enorme destruição na faixa de Gaza.

Agora Abbas passa o pires para recolher “esmolas da reconstrução”.

Não teria sido mais prudente e humanitário tentar evitar a provocação ao Estado de Israel?

Torcemos para que Abbas encontre o rumo do caminho que leve, diretamente, palestinos e israelenses para a mesa de negociações.

Basta de ZIGUE-ZAGUE !!!

 

 

 
 


DETIDO SUSPEITO QUE PLANEJAVA ATO DE TERROR CONTRA A HEBRAICA DE BUENOS AIRES

BUENOS AIRES – Na Argentina, a polícia antiterror prendeu um homem suspeito de planejar um ataque a um centro comunitário judaico em Buenos Aires.

O secretário de segurança nacional da Argentina, Sergio Berni, disse que a polícia recebeu um alerta, há uma semana, da Interpol de um possível plano para atacar a Sociedade Hebraica. "Há uma semana que recebemos de escritórios da Interpol em Manchester um alerta sobre um possível ataque contra o Sociedade Hebraica (centro da comunidade judaica) em Buenos Aires", disse Berni aos repórteres.

O suspeito, de 57 anos, foi preso em um cyber café, em Buenos Aires, pela Divisão Antiterrorista da Polícia Federal.

Berni não quis dar outros detalhes adicionais sobre os 1.500 agentes de segurança que foram mobilizados para 99 locais na última semana, que coincidiu com a época dos feriados judaicos. Depois de uma ameaça de bomba postada no Facebook, na semana passada, a Sociedade Hebraica foi evacuada na quinta-feira (02 de outubro) e foi fechada no dia seguinte (na véspera do Yom Kippur) por razões de segurança.

"Estamos muito satisfeitos com as ações da polícia e do Ministério da Justiça, neste caso.” disse Julio Schlosser, o presidente do grupo político da Argentina, DAIA.

Buenos Aires foi o local de dois grandes ataques a locais judaicos, na década de 1990. O ataque à embaixada israelense, em 1992, que matou 29 pessoas e o bombardeio do centro judaico AMIA, em 1994, que deixou 85 mortos.

O promotor argentino Alberto Nisman traçou a rotina do que foi a autorização para um ataque terrorista durante a reunião do Conselho de Segurança Nacional do Irã, em 18 de julho de 1994, realizado um ano antes, e compilou provas suficientemente convincentes do papel do Irã no crime, tendo várias figuras iranianas líderes, incluindo o ex-ministro de defesa Ahmad Vahidi e o candidato do ano passado a presidência, Mohsen Rezai, sido colocados em uma lista de "alerta vermelho" da Interpol.

A decisão final de atacar o centro da AMIA foi supostamente feita pelo líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei e o então presidente Ali Akbar Hashemi Rafsanjani.

Falando logo depois que ele emitiu um novo relatório de 500 páginas sobre o atentado do Irã e sua ampla infiltração terrorista na América do Sul, Nisman disse que Teerã tinha estabelecido suas redes de terror para estratégias de longo prazo, pronto para serem usadas "sempre que precisarem delas".


 

 

 

 


ISRAELENSES QUE MORAM EM BERLIM INCITAM SEUS COMPATRIOTAS A EMIGRAREM PARA A ALEMANHA


Um grupo de israelenses que vive em Berlim chocou seus compatriotas exortando-os a mudar para a Alemanha como uma alternativa muito mais barata para viver do que no Estado judeu.

"É hora de imigrar para Berlim", diz a página do grupo de língua hebraica no Facebook intitulada "Vamos imigrar para Berlim", que oferece dicas práticas para aqueles que procuram uma alternativa ao alto custo de vida em Israel.

Mas a página provocou raiva em Israel, onde o abandono do país é considerado, por muitos, como uma forma de deserção.

Altos aluguéis e os custos dos alimentos, em especial o queijo cottage, um “must” de Israel, estavam entre os gatilhos de um movimento de protesto popular que atingiu o pico em 2011, com um número recorde de israelenses de todas as esferas da vida tomando as ruas.

"A página é organizada por um grupo de israelenses que entende como você se sente, que também sofre com o custo extremo de moradia e alimentação em Israel", diz a página do grupo.

"Nós ajudamos a se adaptarem e se aclimatarem na nova cidade, um lugar onde não há preocupações sobre como fazer face às despesas. Onde não há necessidade de escolher entre comprar o queijo cottage no supermercado ou o envio de sua filha para atividades de enriquecimento cultural."

O site mostra o que diz ser um recibo de supermercado típico, mostrando itens como suco de laranja, leite, sobremesas lácteas, massas e queijos, a preços muito mais baixos do que o mais barato da cadeia de supermercados israelenses.

A existência do local fez a primeira página do jornal israelense Maariv provocar a ira do colunista político Ben Caspit.

"Vamos para o fato incompreensível que, 75 anos depois de Berlim balançar sob as botas do nazismo e da SS de Hitler, é como se nada tivesse acontecido", escreveu ele.

"Os israelenses estão migrando de volta para Berlim. É difícil para eles aqui, no único país judeu ... Eles se sentem confortáveis, em Berlim. Afora de todos os lugares do mundo, em Berlim."

O fenômeno não é novo.

Há apenas um ano, o ministro das Finanças Yair Lapid, que varreu o governo na aba dos protestos de 2011, condenou "todas as pessoas que estão fartas e partem para a Europa."

"Eu tenho pouca paciência para as pessoas que estão dispostas a jogar no lixo o único país que os judeus têm, porque é mais confortável em Berlim", ele postou no Facebook.

 

 

 

 

 


MULHERES VOLTAM AOS ANUNCIOS EM ONIBUS DE JERUSALÉM

Maior provedor de serviço de transporte público de Israel, Egged, voltará com anúncios de fotos de mulheres em seus ônibus de Jerusalém, depois de tirá-los sob a pressão dos judeus ultraortodoxos.


A campanha legal e pública prolongada para restabelecer as imagens das mulheres foi liderada pela vice-prefeita Rachel Azaria, que detém as carteiras de educação e dos direitos das mulheres no município, e cuja imagem própria foi impedida de circular num ônibus durante uma campanha política, há seis anos. A Egged recusou-se a colocar sua foto, temendo reações violentas por parte de grupos ortodoxos radicais, que rotineiramente derrubam tais anúncios e atiraram pedras contra os ônibus que os transportam.

O governo concordou em compensar a Egged por qualquer dano resultante no futuro de tais atos de vandalismo. 



Azaria descreveu a decisão como uma vitória para o pluralismo e a tolerância na capital. "Vamos continuar a salvaguardar e proteger a cidade de qualquer caso de exclusão ou censura das mulheres".



Após a decisão, Jerusalém vai veicular anúncios nos ônibus com uma mistura de mulheres seculares, religiosas árabes e ultra-ortodoxas, sob o lema: "Estamos em Jerusalém, prazer em conhecê-lo."

 

 
 

 

 

 
 

PROSTITUTAS GEMEAS JUDIAS DE 71 ANOS APOSENTAM-SE EM AMSTERDAM


AMSTERDAM – Como muitas avós judeus, Martine e Louise Fokkens gostam de falar sobre os seus netos em língua iídiche.

Aos 71 anos, as gêmeas de Amsterdam falam sobre o Holocausto e vão a sinagoga em feriados judaicos.

Mas as Fokkens não são como a maioria das avós judias.

Por um lado, elas recentemente se aposentaram após 50 anos de trabalho como prostitutas na Red Light District de Amsterdam. Por outro lado, elas são celebridades locais graças a vários livros autobiográficos e um documentário de 2012 levando o título "Meet the Fokkens". 

Na Holanda, elas são amplamente conhecidas pelo título holandês, que se traduz em "putas velhas".

"O negócio nos ensinou a conviver com todo mundo, e eu quero dizer a todos", disse Louise Fokkens, que se aposentou em 2010 por causa da artrite.

Martine, left, and Louise Fokkens in Amsterdam in 2010. (Aspekt Publishers)

Todos, incluindo sacerdotes, imãs e rabinos, reconheceram as gêmeas, que usavam roupas iguais durante uma entrevista na semana passada, em um café Red Light District.

"Um dos meus clientes turcos gritou acerca de Deus" no momento do clímax, Martine lembra.

"E nós dois tivemos agradáveis, tímidos meninos da yeshiva mais de uma vez", acrescentou Louise. "Eles são muito introvertidos".

Louise entrou no negócio em seus 20 e poucos anos sob a pressão de seu ex-marido.

O casal teve quatro filhos, mas seu ex-marido a obrigou a deixá-los por alguns anos em um lar adotivo. Louise foi capaz de visitá-los apenas nos finais de semana.

Martine seguiu sua irmã no comércio, trabalhando primeiro como faxineira em bordéis antes de começar com esse truques para se virar.

"Eu estava irritada com a forma como toda a gente à nossa volta evitava Louise", disse Martine. "Eu fiz isso por maldade, na verdade."

As duas mulheres acabaram se divorciando de seus maridos, a quem elas agora descrevem como "um par de cafetões." Mas elas continuaram a trabalhar no distrito", porque se tornou a nossa vida", disse Louise.

"Nossa vida no negócio tornou-se uma fonte de orgulho, um esporte das sortes", acrescentou Louise.




Em retrospecto, as mulheres dizem que se arrependem de se tornarem prostitutas. 

"Nós não precisamos de todos os problemas que nos trouxe, o estigma social, as pessoas negativas que se encontram", disse Martine. "Mas isso é apenas como as coisas correram. Além disso, nós também conhecemos algumas pessoas maravilhosas, graças ao negócio".

Elas também recebem tratamento psicológico na clínica de saúde mental da comunidade judaica de Amsterdam para lidar com traumas familiares ligados ao Holocausto.

"Nós éramos muito jovens para experimentar, mas nós nascemos em uma família traumatizada, porque a nossa mãe era judia", disse Louise.

Embora a avó materna Fokkens fosse judia, eles não foram educados na forma judaica.

"Mas lembro dela orando na cozinha e ela nos ensinou algo em iídiche", disse Martine.

Seus pais ferozmente se opuseram à sua escolha de carreira, mas finalmente aprenderam a viver com ela.

"Antes de nós, ninguém da nossa família nunca tinha entrado no negócio", disse Martine. "Eu suponho que alguém tinha que ir primeiro."

Com a idade, as gêmeas têm se reconectado às tradições judaicas. Louise agora frequenta serviços na sinagoga reformista da capital holandesa.

"Quando ainda estávamos no negócio, não nos sentíamos bem indo à sinagoga", disse Louise. 

Mas as irmãs não se sentem excluídas dos judeus holandeses. Durante o verão elas navegaram no barco judaico em Amsterdam na parada do orgulho gay. Seu objetivo era protestar contra o antissemitismo, disse Louise.

A bordo do navio, elas dançavam no convés de terno branco, enquanto o locutor as apresentava como "as velhas prostitutas."

 

 

 

 

 


EVANGÉLICOS AJUDAM JUDEUS A IMIGRAR PARA ISRAEL


A Sociedade Internacional de Cristãos e Judeus (IFCJ), uma organização cristã evangélica, anunciou seus planos para estabelecer o seu próprio programa de imigração e absorção judaica privada.

O projeto, que tem como objetivo trazer novos imigrantes de países da ex-União Soviética e de outros países em crise para Israel, deve ser liderado pelo ex-diretor-geral da Aliyah e Absorção da Agência Judaica, Eli Cohen, segundo a Irmandade anunciou.

"A Irmandade tomou uma decisão estratégica de melhorar o seu trabalho na assistência a Aliyah (o termo hebraico para a imigração para Israel) e na absorção de novos imigrantes, através da cooperação com o governo e as organizações ativas no campo", disse um comunicado de imprensa do grupo.

Ao longo do ano passado, a organização ajudou judeus da Ucrânia para fazerem Aliyah em conjunto com a Agência Judaica; pagou vôos para milhares de novos imigrantes; e financiou metade do projeto para trazer judeus etíopes para Israel, disse ele.

Em anos anteriores, a Sociedade contribuiu com mais de US$150 milhões para a imigração e absorção em Israel através de organizações parceiras como a Agência Judaica. Fundador e presidente da Fellowship, o Rabino Yechiel Eckstein também já atuou como presidente da Comissão de Aliyah e foi membro do Conselho Executivo da Agência Judaica.

"Eu tenho dedicado a maior parte de minha vida profissional para trazer os judeus para Israel, fortalecendo a identidade judaica e a conexão entre Israel e as comunidades judaicas", disse Cohen no comunicado. "Há um potencial significativo para a Aliyah para Israel no momento, e muitos judeus entendem que Israel é o seu lar nacional e o lugar onde eles podem manter seu patrimônio e cumprir o seu sentido de identidade judaica."



Cohen disse que iria "trabalhar em cooperação com todas as organizações que operam neste campo."

"Toda a intenção é a cooperação", disse Cohen. "Não viemos para substituir ninguém."

"A Agência Judaica para Israel é o órgão incumbido de trazer novos imigrantes para Israel. Como parte de suas atividades, a Agência Judaica trabalha com vários ministérios e outras organizações interessadas em ajudar os seus esforços para trazer imigrantes para o Estado judeu", disse o porta-voz Avi Mayer em uma resposta ao anúncio da IFCJ.

O porta-voz da agência Michael Jankelowitz disse: "Rabi Eckstein deve se demitir do executivo da Agência Judaica e do Conselho de Governadores, bem como sua posição como o presidente de seu Comitê de Aliya e Salvamento, se ele perdeu a confiança na organização. Se ele não renunciar, ele deve ser destituído de sua posição como presidente da comissão."


Mas nem todos na Agência partilham a opinião de Jankelowitz.

"É emocionante ver que a comunhão identificou a necessidade de um jogador adicional na promoção da Aliyah. E, como alguém para quem a aliá tem sido tão importante para toda a minha vida adulta, a minha expectativa é que todos os interessados ??em promover Aliyah devem acolher esta decisão da IFCJ", disse Daniel Goldman, membro do conselho da agência de governadores.

"Estou certo de que Cohen vai buscar parcerias e formas de alavancar oportunidades existentes e, se necessário, introduzir novas iniciativas ou procurar novas maneiras de promover e aumentar a aliá", disse Goldman.

 

 


 

 

CIDADE FRANCESA SUSPENDE GEMINAÇÃO COM CIDADE ISRAELENSE DE SAFED

A cidade francesa de Lille foi "temporariamente suspensa" em sua geminação com a cidade israelense de Safed, em resposta a mais recente guerra de Gaza, segundo a prefeitura anunciou.

O conselho tomou a decisão "para pausar temporariamente o nosso relacionamento institucional com a cidade de Safed", disse Marie-Pierre Bresson, comissário assistente para a cooperação internacional e europeia, numa reunião do Conselho, de acordo com o relatório das deliberações publicado no site da Câmara Municipal.

Esta decisão apoia "as iniciativas tomadas pelo Parlamento Europeu, pedindo o congelamento de acordos especiais com Israel para pressionar o governo e acelerar a resolução do conflito", acrescentou.



Durante o verão, milhares de manifestantes marcharam pelas ruas de Lille exigindo a cessação do bombardeio israelense em Gaza e uma petição foi lançada pela Associação de Solidariedade Franco-Palestina para deter a geminação com Safed.

Martine Aubry disse que ela "sentiu essa emoção", mas recusou-se a cortar todos os laços.

"Eu não podia aceitar que entre os manifestantes, digo entre porque eles eram uma minoria, slogans antissemitas explodiam", disse Aubry. "Queremos continuar a exigir paz e tentar defender, a partir de nossa posição modesta, essa ideia de que devemos manter relações", disse ela.

O conselho também votou para fazer um pagamento de 18.920 dólares para ajudar a reconstruir Gaza.

 

 

 


 

 

ENCONTRADAS BANDEIRAS DO ESTADO ISLÂMICO NA CIDADE ISRAELENSE DE NAZARÉ

A polícia israelense abriu uma investigação depois que trabalhadores municipais, no norte de Israel, descobriram 25 bandeiras do Estado islâmico.

Os trabalhadores encontraram as bandeiras escondidos em arbustos ao lado de uma estrada na zona industrial de Nazaré, uma cidade predominantemente árabe-israelense.

A polícia israelense divulgou uma foto das bandeiras com armação de plástico, o que indica que essas bandeiras foram feitas para serem afixadas nas janelas de carros.

A polícia ainda não identificou os suspeitos neste caso.

Na semana passada, um jovem de 24 anos professor de Kfar Kara foi preso por suspeita de associação com uma organização terrorista depois de ter sido encontrado com bens pertencentes ao Estado Islâmico.

O professor que tinha voltado recentemente da Jordânia foi levado sob custódia depois de uma pesquisa em sua casa que encontrou livros, documentos e arquivos relativos a organizações terroristas proibidas em Israel, incluindo uma bandeira do Estado Islâmico.

O Estado Islâmico, e qualquer associação com ele, foi oficialmente proibido pelo governo israelense, em setembro. Israel também prendeu vários árabes-israelenses que retornaram da Síria depois de irem para lutar contra o regime de Assad, desde que a revolução começou, em 2011.

 

 

 


 

 


Judeu-francês Patrick Modiano leva o Nobel de Literatura


Patrick Modiano, 69, é o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 2014. O romancista francês, nascido num subúrbio de Paris, é autor de mais de 30 romances.

Seu livro mais recente, "Pour que Tu ne te Perdes pas dans le Quartier" (para que não se percas dentro do bairro), foi publicado dia 2 de outubro na França e ainda não tem tradução para o português.

O prêmio concedido pela Academia Sueca, o mais prestigioso da literatura mundial, foi anunciado na manhã da quinta (9).

Modiano irá receber, pelo conjunto de sua obra, 8 milhões de coroas suecas (R$ 2,67 milhões).


Segundo a Academia, o prêmio foi concedido a este autor "pela arte da memória com a qual evocou os destinos humanos mais inatingíveis e revelou o mundo da ocupação nazista da França".

Modiano centrou toda a sua obra na Paris da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), descrevendo os acontecimentos desta época através de personagens comuns.

Em 2013, em entrevista ao jornal "Le Monde" o romancista disse que tinha vontade de ler o austríaco Peter Handke, o alemão W. G. Sebald e o turco Orhan Pamuk,, também ganhador do Nobel (em 2006).

Não quis, no entanto, responder à pergunta "que livro você gostaria de ter lido quando morrer?". "Sou supersticioso, prefiro não falar nada", brincou.

O autor tem sete livros traduzidos para o português, mas seis esgotados. O único que ainda está à venda é o infanto-juvenil "Filomena Firmeza", da Cosac Naify.

Seu primeiro livro, publicado quando Modiano tinha apenas 22 anos, em 1968, "La Place de l'Étoile" (o lugar da estrela), é uma referência direta à estrela de identificação que os judeus eram obrigados a utilizar durante a ocupação nazista.



"Dora Bruder", de 1997, é a reconstituição da vida de uma personagem real: Bruder, uma jovem judia parisiense, tinha 15 anos quando desapareceu, em 1941, durante a guerra.

Em uma entrevista de 2011 para o jornal "France Today", Modiano disse que sempre quis ser escritor e afirmou que prefere não ler seus primeiros livros. "Não que eu não goste deles, mas não me reconheço mais, é como um velho ator assistindo a si mesmo como um jovem protagonista".

O parisiense já ganhou outros prêmios importantes incluindo o francês Goncourt, em 1978, por seu romance "Rue des Boutiques Obscures" e em 1996, ganhou o Grand Prix Nationale, pelo conjunto de sua obra.

Modiano foi um dos autores do filme "Lacombe Lucien" (1974), dirigido por Louis Malle, que ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 1975.

Além de roteirista, ele já atuou em longas como "Genealogias de um Crime", de 1997, ao lado de Catherine Deneuve
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Por Daniela Kresch
Jornalista
direto de Israel

EXPLICAR COM TODAS AS INFORMAÇÕES

TEL AVIV - O paulista André Lajst, de 28 anos, passou um mês praticamente sem dormir. Em setembro, ele viajou pelo Brasil dando palestras e entrevistas sobre o Hamas e os desafios de Israel em lidar com as ameaças do terrorismo. Em 30 dias, André – formado em Diplomacia e Estratégia com mestrado em Contraterrorismo pelo Centro Interdisciplinar de Herzlyia – deu nada menos do que 25 palestras para a comunidade judaica e fora dela (igrejas, universidades e até mesmo na Polícia Federal) e concedeu 20 entrevistas para TVs, jornais e rádios de todo o Brasil.

Mas o trabalho intenso, apesar de cansativo, deixou o brasileiro com gostinho de “quero mais”. André pretende agora ir mais longe: quer abrir no Brasil um think tank (um instituto de estudos) voltado para “hasbará”: explicação do que acontece em Israel, suas motivações e objetivos. Segundo ele, a ideia é divulgar fatos irrefutáveis que acontecem no país e que são ignorados pela grande imprensa brasileira, que acaba se perdendo na desinformação que envolve o conflito entre israelenses e palestinos, ou entre israelenses e o mundo árabe-muçulmano em geral.

Se der frutos, será o primeiro think tank do gênero no Brasil, com o objetivo de produzir e ser fonte de dados e publicações em português sobre a estratégia nacional de segurança israelense. Ele ficou chocado ao perceber como o mais recente conflito entre Israel e o Hamas, da Faixa de Gaza, foi noticiado no Brasil. E ficou também preocupado com o nível de confusão e falta de dados da comunidade judaica. Muitos judeus brasileiros, segundo ele, não tinham informações suficientes para responder a acusações exageradas ou mal-intencionadas de pessoas que decidiram opinar sobre o conflito no Oriente Médio mesmo sem entender nada sobre o assunto. Durante o conflito, André abriu uma página no Facebook chamada “Israel sob ataque que, hoje, tem quase 7 mil seguidores.  

-- Fazer a defesa de Israel rapidamente se tornou a minha vida. Além da “Israel sob ataque”, minha página pessoal no Facebook se tornou viral quando comecei a escrever “cartas abertas” para jornalistas brasileiros mal informados e nada neutros – conta André.

Na minha opinião, faltam mesmo pessoas que tenham a coragem de defender o lado de Israel no Brasil, isso sem esconder os defeitos, os erros e os passos errados do país. Afinal, todos têm direito a uma boa defesa diante de um mundo que é rápido em condenar. Como qualquer nação do Planeta, Israel tem seus contratempos. Mas os lados positivos são ignorados por quem gosta apenas de ver o mundo com maniqueísmo: como uma história infantil entre bonzinhos e mauzinhos.



Eu estou embarcando para o Brasil nas próximas semanas para também participar de um evento: “Novas guerras e extremismo – panorama do Oriente Médio em conflito”, no dia 10 de novembro, no Teatro Oi Casa Grande (com realização da Rua Judaica e do Hillel Rio). Além de mim, estarão no painel o incomparável comentarista do Estadão e da Globo News Guga Chacra e o novo embaixador de Israel em Brasília, Reda Mansour (com mediação de Osias Wurman e Michel Gherman). No meu caso, não tenho a intenção de fazer “hasbará” e sim de dar minha opinião sobre como as guerras do século 21 desbancaram o paradigma das grandes guerras do século XX, principalmente no Oriente Médio. Como o mundo mudou em volta de Israel.

Quando Shimon Peres desejou um “Novo Oriente Médio”, na década de 90, ele não imaginava que, 20 anos depois, a região teria se “renovado” dessa forma. Ao invés da tão sonhada paz entre Israel e seus vizinhos, e de uma região desenvolvida e unida política e economicamente, o que se vê, hoje, é um esfarelamento generalizado. Em meio a isto, Israel patina entre o desejo de grande parte de seus cidadãos, de paz com os palestinos, e o medo de também uma grande parcela da população de mais violência, de terrorismo, de insegurança. Espero discutir tudo isto no evento.
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Missão Econômica de Israel realiza evento de Segurança Pública


Na última terça-feira, 07 de outubro, a Missão Econômica de Israel realizou a reunião especial e coquetel de Cooperação Brasil-Israel em Segurança Pública em parceria com o Fórum de Defesa e Segurança da FIRJAN, ABIMDE e Souza, Cescon, Barrieu & Flesch Advogados. O evento contou com a presença de 150 representantes do setor público e privado.

Com a aproximação da HLS 2014 – 3ª Conferência Internacional de Segurança Pública -, para a qual a Missão Econômica levará uma delegação brasileira, o evento apresentou a conferência, abordou os desafios brasileiros no setor e as possibilidades de cooperação com Israel.

As duas principais palestras da reunião foram apresentadas por Ricardo Brisolla Balestreri – Presidente do Observatório do Uso Legítimo da Força e Tecnologias Afins e Ex-Secretário Nacional de Segurança Pública – e por Leo Gleser – Presidente da ISDS – e mediadas por Carlos Erane de Aguiar – Coordenador do Fórum de Defesa e Segurança -.

Os presentes também ouviram discursos do Dr. Luiz Fernando Correa, Diretor de Segurança do Comitê Organizador – Rio2016 – que falou sobre a sua grande experiência de cooperação bilateral no setor e de Daniel Kolbar, Chefe da Missão Econômica de Israel no Rio de Janeiro.

Esq. para a dir: Vice-Embaixador e Ministro de Israel Lior Ben Dor, Daniel Kolbar, Ricardo Balestreri, Cônsul Honorário de Israel no Rio Osias Wurman e Dr. Carlos Erane de Aguiar

“Israel têm muito a oferecer com tecnologias avançadas de Defesa e Segurança Pública, por conviver com a ameaça constante de agressões externas”, disse Leo Gleser. “Mas o mais importante é o capital humano, que precisa ser capacitado para utilizá-las”;

Ricardo Balestreri afirmou, “O Brasil tem uma necessidade imensa de investimentos em segurança pública, possui uma lacuna sistêmica e Israel pode contribuir para um avanço”.

Caso deseje participar da delegação da HLS, entre em contato:
Rio de Janeiro - Tamires Poleti - Telefone: (21) 3259-9148 tamires.poleti@israeltrade.gov.il
São Paulo - Ilana Kohl - Telefone: (11) 3032-3511  ilana.kohl@israeltrade.gov.il

 

 
 

 


 

 
 


CENSO MOSTRA QUE IRMÃO DE HITLER ERA CASADO COM UMA IRLANDESA


Censo britânico descobriu por site de genealogia findmypast um documento de 1911 sobre a vida da irlandesa Bridget Dowling e seu marido, Alois Hitler Jr., o meio-irmão de Adolf Hitler.

\'Bridget

Bridget Dowling, uma nativa de Dublin, ainda era adolescente quando conheceu Alois Hitler Jr. no Dublin Horse Show, em 1909, e a história que ele contou a Bridget foi de que seu pai era um hoteleiro rico viajando pela Irlanda, quando de fato ele era um garçom no Hotel Shelbourne, em Dublin, que havia chegado na Irlanda algum tempo antes, depois de fugir de abusos de seu pai.

Os dois fugiram para Londres, no ano seguinte, onde se casaram e tiveram um filho, Patrick William Hitler, nascido em 1911.

O Censo da Inglaterra e do País de Gales, a partir desse ano, mostra os três residentes em Liverpool. Alois é listado como "Anton", e escreveu a palavra alemã "Sohn" (filho) em referência a Patrick William.

The 1911 Census of England and Wales showing the entry for the Hitler-Dowling family.

Num livro de memórias escrito por Bridget mais tarde, ela alegou que Adolf Hitler visitou a Inglaterra, para evitar o serviço militar obrigatório no exército austríaco, mas isso é amplamente contestado por historiadores que citam provas de que ele estava na Alemanha, na época.

Alois retornou à Alemanha, em 1914, sem Bridget. Seu relacionamento azedou, com alguns relatos dizendo que ele abandonou sua esposa e filho, enquanto outros sustentam que Bridget se recusou a ir com ele, porque ele se tornou abusivo.

Patrick Hitler visitou seu pai na Alemanha, quando ele tinha 18 anos e foi apresentado ao seu Tio Adolf. Patrick voltou para a Inglaterra e, em 1939, ele e Bridget, com medo sobre sua conexão familiar, emigraram para os EUA onde se estabeleceram em Long Island e mudaram seu sobrenome para Stuart-Huston.

Apesar disto, Patrick fez campanha nos EUA dando palestras sobre o seu "tio maluco", e Bridget escreveu um manuscrito intitulado "My Brother-in-Law Adolf".

Em 1941, quando os Estados Unidos se juntaram ao esforço de guerra, Patrick se alistou para lutar contra o seu tio e serviu no corpo médico onde ele entrou em ação e recebeu uma dispensa honrosa.

Depois da guerra, ele montou um negócio como técnico de laboratório em Patchogue, NY. Ele e a esposa, Phyllis, viviam em uma casa grande na propriedade, enquanto Bridget teve uma pequena cabana no local.

Patrick e Phyllis tinham quatro filhos, um que morreu logo após o nascimento. Os vizinhos dizem que a família não recebia muitas visitas.

Bridget Dowling Hitler morreu em 1969, na idade de 78 anos, e foi enterrada em um pequeno cemitério católico em Coram, NY. Patrick William foi enterrado ao lado dela, após morte súbita em 1987.

 

 
 


TUMULTO ANTI-ISRAEL EM EXIBIÇÃO DE FILME EM MARSELHA


Cineasta israelense premiada Hilla Medalia sempre participa de acaloradas discussões e debates sobre seus filmes, mas ela nunca tinha experimentado o que aconteceu em uma exibição de seu filme "Dançando em Jaffa" num festival de cinema israelense, em Carpentras - França, em outubro.

Quando Medalia e o Cônsul Geral de Israel em Marselha, Barnea Hassid, terminaram de fazer as observações introdutórias, cerca de vinte membros da plateia se levantaram e começaram a gritar slogans anti-Israel. Em seguida, eles atiraram bombas de mau cheiro.

"A polícia teve que removê-los à força," disse Medalia quando voltou a Israel.


Cena do filme “Dançando em Jaffa”

A exibição do filme aclamado sobre Pierre Dulaine, quatro vezes campeão mundial de dança de salão, retornando à sua cidade natal de Jaffa para reunir as crianças judias e palestinas através da dança, foi transferida para outro auditório do teatro.

Enquanto isto, os manifestantes, aproximadamente 80 pessoas, continuaram a denunciar vocalmente Israel. Como a rua estava bloqueada por medidas de segurança, os manifestantes foram colocados a alguma distância do edifício.

"Interrompemos o evento para denunciar a presença do cônsul, que representa um estado criminoso que massacrou 2.500 pessoas em 51 dias", disse um membro de Vaucluse (Association France Palestine Solidarité), referindo-se à Operação Borda de Proteção travada entre Israel e Gaza, que custou a vida de mais de 2.000 palestinos, pelo menos metade deles terroristas, de acordo com Israel, e 72 israelenses, 66 deles soldados.

Abdel Zahiri, um porta-voz da organização, acusou Hassid de não querer dialogar.

Medalia ficou fora para ver o que estava acontecendo com o protesto, que durou cerca de uma hora.

"A polícia me disse que suas mãos estavam amarradas e eles não podiam fazer nada, mesmo que os manifestantes não tivessem uma licença para protestar."

Preocupada com sua segurança pessoal, Medalia foi escoltada pela polícia até seu hotel.

"Isso foi muito frustrante para mim, especialmente porque esse filme é sobre como entender e respeitar o outro. É um filme que dá esperança de que através da educação e da arte que você pode trazer a mudança", disse a diretora.

Medalia disse que ela pegou o microfone, logo que os manifestantes começaram a perturbar o evento, pedindo-lhes para ficar e ver o filme e, em seguida, ter um diálogo, mas que o seu pedido foi ignorado.

"Houve também um senhor na plateia, que disse que ele era de Gaza e que tinha perdido 10 membros de sua família na guerra deste verão, e apelou aos manifestantes dizendo que não era esse o caminho a seguir", disse ela.

 

 
 


“SE EU FOSSE UM JUDEU EM MARSELHA IRIA PARA A IDF EM ISRAEL”


Um alto funcionário do departamento de polícia de Marselha, no sul da França, disse que se ele fosse judeu, ele partiria para Israel para se juntar ao exército do país.

Gilles Gray, que é o secretário de polícia da cidade, fez a declaração durante uma conversa com ativistas curdos que protestavam contra o que eles descrevem como “ação insuficiente para salvar os curdos, na Síria e no Iraque, de assaltos que sofrem pelos combatentes do grupo jihadista ISIS”.

"Seus irmãos estão lá, mas você está aqui, causando problemas em Marselha," Gray disse aos ativistas na conversa, cuja gravação foi obtida pela Marsaillase e publicada em sua edição online.

"É como a comunidade judaica francesa. Se eu fosse um judeu em Marselha que se preocupasse com o meu povo e país, gostaria de estar no exército israelense, não em Marselha".

Marselha é o lar da segunda maior comunidade judaica da França, com cerca de 60.000 pessoas.

Gray acrescentou que as manifestações de ativistas curdos distraem a polícia e impedem o combate eficiente das atividades terroristas em solo francês.

 

 
 


Hamas com pires na mão aceita dinheiro ocidental para reconstruir Gaza


O movimento islamita Hamas pediu ontem, domingo (12), aos países doadores para mudar os parâmetros com relação às conferências prévias e adotar medidas que garantam que o dinheiro para a reconstrução de Gaza chegue.

Em comunicado, o número dois do grupo e ex-primeiro-ministro do governo na Faixa, Ismail Haniyeh, afirmou que foi aceita pela primeira vez a assistência internacional e ressaltou que "infelizmente Gaza nunca recebeu o dinheiro prometido para a reconstrução nas duas conferências anteriores".

"Os palestinos observam a atual conferência de doadores (no Cairo) e esperam que suas recomendações sejam diferentes. Desta vez o dinheiro deve chegar para refazer o que os ocupantes [Israel] destruíram", afirmou.

 

"Não somos mendigos, mas nosso povo se sacrificou e é responsabilidade da comunidade internacional reconstruir o que a ocupação destruiu durante sua desumana guerra em Gaza", acrescentou Haniyeh, em uma declaração que representa uma novidade: até o momento Hamas tinha rejeitado a ajuda ocidental.

Com o objetivo de reconstruir a Faixa, devastada após oito anos de bloqueio econômico e assédio militar israelense, cerca de meia centena de países, com Suécia e Estados Unidos a frente, se reúnem hoje no Cairo para buscar fundos internacionais e instrumentos financeiros.

Segundo o governo de reconciliação nacional palestino, que esta semana se reuniu pela primeira vez em Gaza, são necessários US$ 4 bilhões para atenuar as necessidades mais urgentes e estabelecer os alicerces para o desenvolvimento.

 

 
 


TEATRO EM DEBATE – ENTREDENTES - GERALD THOMAS E RABINO NILTON BONDER


Gerald Thomas, autor e diretor da peça Entredentes, conversa com o Rabino Nilton Bonder.

"Ver Gerald Thomas no teatro é uma verdadeira experiência. É difícil imaginar que o autor possa escrever uma história linear, dessas com o mínimo de lógica. É como uma viagem de conexões e não-conexões. Assim é Entredentes, que entrará em cartaz no Rio.

Gerald Thomas desafia e sai do comum - como se espera dele. Um judeu e um palestino no muro de lamentações; um telão com a imagem de uma vagina aberta; uma portuguesa que desafia nossa brasilidade; críticas à TV, à propaganda ou qualquer coisa que não seja esperado. Tudo isso e mais um pouco está em Entredentes.

Gerald Thomas tem tanta coisa para falar que uma peça é pouco. Quem assiste viaja da época colonial brasileira à atualidade em um segundo. Os atores em cena, se viram, improvisam e dão um show. Embarcam junto com Thomas.

As notícias atuais estão no texto - e não duvido se outras forem acrescidas no meio da temporada. Aliás, Entredentes é atemporal. A história tem tantas possibilidades que pode ser contada a qualquer época ou tempo.

É uma história sem começo, meio e fim, sem tempo definido e de vários personagens. É um grito de Gerald Thomas para um mundo confuso em suas referências e seus papéis. A história começa em um possível futuro: astronautas estão explorando um novo mundo. Então, é para esse caminho que seguimos? Rumo a novas colonizações?

Ver Gerald Thomas é buscar perguntas e nunca respostas. Ver Gerald Thomas é não entender tudo que se passa em cena e tentar não se incomodar com isso. O autor coloca para pensar; traz críticas dos dois lados e de qualquer ângulo. E que pareça confuso: se você sair com algum desses montantes de desconexões ecoando na cabeça terá valido a pena."

Kyra Piscitelli, do Aplauso Brasil (kyra@aplausobrasil.com)
http://www.aplausobrasil.com.br/2014/04/19/antropofagia-de-gerald-thomas-em-entredentes/

Ficha Técnica


13 de outubro | segunda | 20h | R$ 30
Midrash Centro Cultural
Rua general Venâncio Flores, 184 – Leblon - RJ
Autor e Diretor: Gerald Thomas
Elenco: Ney Latorraca, Edi Botelho e Maria de Lima

 

 
 


CIENTISTAS PROTESTAM CONTRA O NOVO CANAL DE SUEZ


O projeto "Novo Canal de Suez" pode ajudar a economia golpeada do Egito, mas os ambientalistas estão alertando para as consequências ecológicas do plano ambicioso.

Em agosto passado, Sisi anunciou o lançamento de um novo curso de água, que corre em paralelo ao original Canal de Suez, construído há 145 anos.


O custo do projeto, que seria financiado por investidores egípcios e estrangeiros, é estimado em US$ 4 bilhões. O objetivo é acelerar o tráfego ao longo da hidrovia existente e criar um milhão de empregos.

Apelidado de Canal de Suez Axis, o novo projeto de 72 km seria executado ao lado do canal existente que liga o Mar Vermelho ao Mediterrâneo. Envolverá 37 quilômetros de escavação seca e 35 quilômetros de expansão e aprofundamento do Canal de Suez existente, o que ajudará a acelerar o movimento de embarcações.

A hidrovia artificial que liga o Mar Mediterrâneo e o Vermelho é uma das principais fontes de receitas em divisas do país, juntamente com o turismo e as remessas de expatriados egípcios.

Mas, benefícios financeiros à parte, a intervenção humana na natureza sempre tem um preço.

Dezoito cientistas, especializados em ecossistemas marinhos, publicaram na semana passada um aviso no jornal Invasões Biológicas , dizendo que o novo canal "é a certeza de ter uma grande variedade de efeitos, à escala local e regional, a diversidade biológica e aos bens do ecossistema e serviços para o Mar Mediterrâneo".

Descrevendo o projeto como "notícia sinistra", os cientistas, entre eles a professora Bella S. Galil, do National Institute of Oceanography, Israel Oceanographic and Limnological Research de Haifa, disse que cerca de 700 espécies multicelulares, atualmente reconhecidas do Mar Mediterrâneo, foram introduzidas através do Canal de Suez, desde 1869."

Ou seja, as espécies estrangeiras invadiram o Mediterrâneo após o canal original construído e as espécies "afetam negativamente o estado de conservação das espécies e seus habitats, bem como a estrutura e a função dos ecossistemas e da disponibilidade de recursos naturais. Algumas espécies são nocivas, venenosas, e representam ameaças claras para a saúde humana."

Os cientistas estão preocupados que esse fenômeno irá crescer muito depois que o novo canal começar a funcionar.

"Embora o comércio global e o transporte sejam vitais para a sociedade, os acordos internacionais existentes também reconhecem a necessidade urgente de práticas sustentáveis ??que minimizem os impactos indesejados e consequências a longo prazo. Não é tarde demais para os signatários da "Convenção de Barcelona e da Convenção sobre Diversidade Biológica honrarem as suas obrigações e incitarem uma avaliação de impacto ambiental de longo alcance", disseram os cientistas.


 
 


FOTOS DE SATÉLITE MOSTRAM SEVEROS DANOS À FABRICA NUCLEAR IRANIANA


Na sequência de uma misteriosa explosão em uma instalação nuclear iraniana no leste do Teerã, imagens de satélite obtidas pelo Channel 2 e pela Revista Israel Defense mostraram grandes danos ao local.

Imagens da instalação, um dia após a explosão, relataram que pelo menos duas pessoas na fábrica secreta de Parchin foram mortas, e mostraram que vários edifícios no local sofreram danos pesados segundo relatou o Canal 2.

As fotos "mostram claramente os danos consistentes com um ataque contra bunkers em uma localidade central dentro do complexo de pesquisa militar no complexo militar de Parchin" escreveu a Revista Israel Defense.

As imagens foram tiradas pelo satélite francês Pleiades, na manhã seguinte à explosão, cuja origem permanece desconhecida.

A agência de notícias estatal iraniana Irna noticiou que a explosão ocorreu em um departamento do Ministério de Defesa, numa fábrica para produção de explosivos, a leste do Teerã.

A defesa da Organização das Indústrias, citada pela Irna, afirmou sobre o incêndio na fábrica, mas não deu mais detalhes.

A BBC, citando um relatório da Agência semi-oficial iraniana Students News (ISNA), informou que o incidente aconteceu em uma "unidade de produção de materiais explosivos" no local a leste da capital Teerã.

Segundo a ISNA, a explosão foi tão forte que quebrou janelas até a 12 km de distância e o brilho da explosão iluminou o céu à noite.


Várias instalações de armas e bases militares estão localizadas a leste da capital iraniana, incluindo Parchin. Inspetores nucleares da ONU têm procurado visitar o site para responder à preocupações sobre o programa atômico iraniano.

Teerã nega o acesso de inspetores a Parchin, desde 2005, e insiste que seu programa nuclear é para fins puramente civis. Israel e o Ocidente temem que o Irã está tentando alcançar armas nucleares.

Em agosto, o Irã reiterou que não vai permitir que inspetores da AIEA visitem o local suspeito.

 

 
 


ACADÊMICOS PETICIONAM ATACANDO O BOICOTE A ISRAEL


Cerca de 1.200 acadêmicos de universidades e faculdades em todo o mundo assinaram uma petição online para se oporem a qualquer boicote a Israel e às suas instituições de ensino superior.

A petição foi publicada no site da Faculdade de Liberdade Acadêmica e havia sido endossada por 1.185 signatários no momento da escrita.

"Nós, os abaixo assinados acadêmicos ... apoiamos vigorosamente a liberdade de expressão e de debate livre, mas nos opomos como corpo docente ou estudantes aos boicotes de instituições acadêmicas, acadêmicos e estudantes de Israel", afirma a petição.

Illustrative photo of protesters urging a boycott against Israel. (photo credit: Wikimedia Commons)

De acordo com a petição, a posição dos partidários do BDS, pró boicote, mina a possibilidade de algum dia ser alcançado um acordo de paz duradouro entre Israel e os palestinos.

"A solução de dois Estados - o que garante a ambas as partes o reconhecimento mútuo - conta com o apoio das Nações Unidas, os Estados Unidos, a União Europeia e a Liga Árabe", segundo a petição.

"Ao demonizar e procurando isolar uma das duas partes no processo de paz, o movimento anti-Israel BDS se diferencia do consenso global para a paz."

A petição anti-BDS veio em resposta a um comunicado publicado em 01 de outubro no site jadaliyya.com assinado por mais de 350 antropólogos, que subscreveram um boicote acadêmico a Israel.

 

 
 


CONEXÃO RIO-MIAMI


Por Nelson Menda – Miami - EUA

SEFARADIS NO CARIBE

As últimas semanas foram de intensa agitação judaico-sefaradi. O périplo teve início com um cruzeiro marítimo pelo Caribe com o grupo LadinoKomunitá, criado e liderado com extrema dedicação e empenho pela Sra. Rachel Amado Bortnick. Nascida em Izmir, Turquia, Rachel, praticamente uma adolescente, ganhou uma bolsa para estudar nos Estados Unidos.  Mais precisamente em St. Louis, Missouri. Naquela cidade, se viu transformada em uma solitária estrela sefaradi rodeada por uma enorme e vibrante constelação esquenazi, ocasião em que chegaram a duvidar da sua condição judaica por não saber falar ou sequer entender o iídishe.



Rachel Amado Bortnick – Idealizadora do LadinoKomunitá


A jovem não esmoreceu e tratou de se adaptar à nova realidade sem, contudo, abrir mão de sua herança judaica de raiz ibérica. Produziu um curta, em parceria com uma burrequeira de mão cheia que descobriu lá mesmo nos States e também a participação da cantora e guitarrista Judy Frankel Z”l. O filme fez o maior sucesso e foi por seu intermédio que acabei tomando conhecimento do trabalho desenvolvido por ela. Em uma viagem a NY havia adquirido uma cópia na Sephardic House de Manhattan e fiquei encantado com o que vi e ouvi. Afinal, era a história da minha própria família paterna que estava sendo reproduzida na tela.



Sephardic House – New York

Conseguimos legendar a película para o português, uma tarefa hercúlea, por não dispormos, sequer, de um roteiro escrito. Era preciso escutar, atentamente, fala por fala e, com o auxílio de um gerador de caracteres, ir anexando as frases já vertidas ao vídeo, para que coincidissem com o que as pessoas estavam pronunciando. Esse filme foi exibido no Primeiro Encontro Sefaradi da Beth-El, no Rio, e fez o maior sucesso entre os descendentes dos izmirlis, istambulis e rodeslis que haviam fundado a instituição. Todavia, os sefaradis de outras origens e os esquenazis presentes ao encontro, que reuniu uma pequena  multidão,  não curtiram muito o que estava sendo projetado e isso serviu para demonstrar, pelo menos para mim, a importância das raízes étnicas de cada um dos grupos que formam a rica diversidade do povo judeu.



Primeiro Encontro Sefaradi da Beth-El, Rio


O advento da Internet representou uma verdadeira revolução na aproximação de pessoas e grupos com interesses comuns e Rachel não perdeu tempo. Decidiu fundar o LadinoKomunitá que, segundo suas próprias palavras, “empeso em Novembre de 1999, despues del enkontro de la Autoridad de Ladino en Jerusalem  i oy  tiene 1500 membros de más de 40 paises”.  Estávamos a bordo do gigantesco Breeze, a mais nova embarcação da Carnival Cruises, no rumo das ilhas caribenhas que sediaram – e algumas ainda sediam – importantes coletividades judaicas de origem portuguesa, holandesa e brasileira, com destaque para Curaçau e Aruba, as mais importantes dentre elas.



Navio Breeze, que sediou o Encontro do LadinoKomunitá


Segundo aprendi com o saudoso José Esquenazi Penidji Z”l, o nome Curaçau nada mais é do que a palavra portuguesa Coração. Essa ilha, visita imperdível para quem curte história judaica, além de sediar uma belíssima sinagoga com o piso inteiramente revestido por areia ao lado de um museu repleto de relíquias históricas, possui um cemitério com centenas de lápides com inscrições em português. Prova inequívoca da importância da presença israelita de origem luso-brasileira tanto no processo de colonização quanto no intenso e contínuo intercâmbio comercial entre o Velho e o Novo Mundo.



Sinagoga de Curaçau


Muitas das famílias que se radicaram – e trouxeram o progresso – para aquelas ilhas e o próprio continente centro e sul-americano eram originárias do Nordeste do Brasil. Vinham em busca de refúgio após a retomada de Recife e Olinda pelas forças militares portuguesas e o conseqüente retorno ao obscurantismo religioso que prevaleceu durante grande parte do período colonial em nosso país. Durante o cruzeiro de oito dias tivemos a oportunidade de confraternizar com um grupo de 40 pessoas de diferentes procedências, mas com uma origem judaica ibérica comum a todas elas                   

O ladino, de língua falada por centenas de milhares de pessoas até à eclosão da Segunda Guerra, se transformou em um idioma em risco de extinção e o trabalho pioneiro de Rachel e seus dedicados parceiros procura salvá-lo dessa morte anunciada. Nos países da diáspora, esse trabalho vem sendo realizado por grupos de estudiosos do idioma, geralmente ligados a instituições culturais e de mídia sefaradis, como o Cidicsef e o E-Sefarad, de Buenos Aires, ao jornal El Amaneser e Salom, de Istambul, à Revista El Djudió, do Centro Hebraico Riograndense, à Fesela, aos diferentes Institutos Cervantes, ligados ao governo da Espanha, ao Confarad e o Grupo de Cultura Sefaradi Angeles y Malahines, do Rio entre muitos outros. Mas será em Israel, na minha opinião, que o ladino poderá voltar a ser falado de forma corrente, exatamente pela diferença entre ele e o ivrit . Não foi por acaso que, dentre os quarenta participantes do Cruzeiro do Ladino Komunitá, a segunda delegação mais numerosa, logo após a norte-americana, fosse constituía por residentes em diferentes cidades de Israel, onde seus membros se reúnem, de forma rotineira e organizada, para avlar (falar), meldar (ler), cantar e, com toda a certeza, fofocar em ladino, pois ninguém é de ferro e sefaradi que se preza adora estar por dentro das últimas novidades.  

nmenda@hotmail.com

 

 
 


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COMUNICADO AOS LEITORE
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Jornalista Responsável:
Osias Wurman - MT 14.707
Colaboradores Internacionais: Jerusalém - Daniela Kresch, Budapeste - Judith Klein, Miami - Fernando Bisker, Miami - Nelson Menda
Diagramação: MarketDesign